quinta-feira, 3 de junho de 2010

Mercados sobem após pregão instável; ADRs de brasileiras recuam


Por: Equipe InfoMoney
03/06/10 - 17h58
InfoMoney



SÃO PAULO – O feriado de Corpus Christi, que manteve os mercados brasileiros fechados nesta quinta-feira (3), foi marcado por um noticiário intenso na esfera internacional e por incertezas nas bolsas de valores norte-americanas. Depois de oscilarem entre altas e baixas durante o pregão, os principais índices de ações de Wall Street encerraram o dia com valorização.


O índice Nasdaq Composite, que concentra as ações de tecnologia, fechou em alta de 0,96%. O S&P 500, que engloba as 500 principais empresas dos EUA, encerrou o pregão em leve valorização de 0,41%, atingindo 1.103 pontos, enquanto o Dow Jones, que mede o desempenho das 30 principais blue chips norte-americanas, apresentou alta de 0,06%, chegando a 2.303 pontos.


Indicadores econômicos dos EUA
Parte da culpa da instabilidade dos mercados norte-americanos recai sobre a agenda de indicadores econômicos do país. Logo pela manhã, foram divulgados dados sobre o mercado de trabalho que anteciparam a ansiedade pelo Relatório de Emprego de maio, a ser publicado na sexta-feira (4).


Dessa forma, o ADP Employment Report mostrou criação de 55 mil vagas de trabalho no setor privado dos Estados Unidos no mês passado, acima das 32 mil vagas geradas em abril, mas abaixo das 60 mil esperadas. Enquanto isso, o Initial Claims registrou queda no número de pedidos de auxílio-desemprego na passagem semanal, passando de 460 mil para 453 mil solicitações. Ainda em termos de mercado de trabalho, a produtividade do trabalhador avançou 2,8% no primeiro trimestre de 2010, conforme os números revisados, abaixo dos 3,6% apontados pelos dados preliminares.


No final da manhã, foram divulgados ainda o ISM Services e o Factory Orders. O primeiro, que mede a atividade de serviços na economia dos Estados Unidos, manteve-se estável em maio em 55,4 pontos, levemente abaixo dos 55,6 pontos esperados. Já o segundo mostrou uma alta de 1,2% no volume de pedidos feitos à indústria norte-americana como um todo, abaixo do avanço de 1,7% previsto.


Finalizando as divulgações relevantes na agenda norte-americana, o Departamento de Energia publicou o relatório semanal com os estoques de petróleo do país, que caíram em 1,9 milhão de barris, para 363,2 milhões de barris. A queda ficou acima da esperada pelos analistas, de 500 mil barris, conforme levantamento da Bloomberg.


Política monetária em foco
A quinta-feira também foi marcada por discursos de diversos representantes do Federal Reserve. O primeiro a falar foi o presidente do Fed de Atlanta, Dennis Lockhart, afirmando que, apesar de considerar que o momento do banco central dos EUA elevar o juro básico está chegando, a hora ainda não é essa. Segundo ele, a economia norte-americana ainda enfrenta desafios, como a alta taxa de desemprego.


Da mesma forma, o presidente do Federal Reserve, Ben Bernanke, voltou a afirmar que preocupações importantes continuam a pressionar a recuperação do país, apesar dos quatro trimestres consecutivos de crescimento no PIB (Produto Interno Bruto). Entre elas, o desemprego também foi citado por Bernanke, assim como a dificuldade de acesso de pequenas empresas ao crédito.


Por fim, Thomas Hoenig, presidente do Fed de Kansas, foi de encontro às declarações de seus colegas e citou a recuperação do consumo, da indústria e das empresas, além do fortalecimento do processo de criação de novos postos de trabalho, como fatores que respaldam sua visão de que a recuperação econômica norte-americana apresenta um ritmo sustentável. Com isso, ele defendeu que a taxa básica de juro do país deva ser elevada para 1% até o final de setembro.


Fechamentos na Europa e na Ásia
Na Europa, a agenda econômica também trouxe referências de peso. Os dados da Markit Economics mostraram que o setor de serviços da Zona do Euro, responsável por cerca de 60% do PIB da região, subiu de 55,6 para 56,2 pontos na passagem mensal. Por outro lado, o indicador que mede a atividade do setor de manufaturados caiu de 57,6 para 55,8 pontos no período. Ademais, o volume de vendas ao varejo da Zona do Euro caiu 1,2% na passagem entre março e abril deste ano, ante um aumento de 0,5% na mediação anterior, conforme informações da Eurostat.


Apesar do viés positivo da sessão, a Hungria voltou a adicionar temores ao mercado, depois que Lajos Kosa, líder do partido Fidesz (que atualmente ocupa o governo), comparou a situação do país com a da Grécia. O governo húngaro prevê um déficit fiscal de até 7,5% do PIB em 2010.


O índice CAC 40, da bolsa de Paris, apresentou valorização de 1,59% a 3.557 pontos, enquanto o FTSE 100, da bolsa de Londres, operou em alta de 1,16%, atingindo 5.211 pontos e o DAX 30, benchmark da Bolsa de Frankfurt, apresentou uma alta de 1,23%, alcançando 6.055 pontos.


Na Ásia, a escolha do substituto do ex-primeiro-ministro do Japão, Yukio Hatoyama, continua em pauta. Hatoyama renunciou no início da semana e as apostas para seu sucessor recaem no atual ministro de Finanças, Naoto Kan.


Dessa forma, o índice Nikkei, da Bolsa de Tóquio, encerrou o pregão em forte alta de 3,24%, chegando a 9.914 pontos e o índice Hang Seng, da Bolsa de Hong Kong, apresentou alta de 1,62%, atingindo 19.787 pontos. Por outro lado, o Shanghai Composite, da Bolsa de Xangai, registrou baixa de 0,73%, encerrando a 2.553 pontos.


Petrobras
Ainda que os mercados estejam fechados no Brasil nesta quinta-feira, a Petrobras entra em foco após divulgar duas notas na noite da última quarta-feira. Um dos comunicados informou sobre a contratação dos bancos Bank of America Merrill Lynch, Bradesco BBI, Citi, Itaú BBA, Morgan Stanley e Santander para coordenarem a oferta pública de ações da estatal.


O outro comunicado confirmou informações da SBM Offshore, que afirmara que o valor não descontado das receitas dos contratos para a construção do FPSO que irá operar no segundo projeto piloto na área de Tupi é de US$ 3,75 bilhões.


“A companhia esclarece que não faz parte da sua política de divulgação informar sobre valores contratuais, incluindo a taxa de afretamento de plataformas. Porém, no contexto da divulgação efetuada pela SBM, cumpre a Petrobras esclarecer que o valor divulgado refere-se ao somatório das taxas de afretamento e operação, calculado em termos nominais e ao logo dos 20 anos de operação previstos no contrato. O primeiro pagamento ocorrerá após a entrega do navio e o início da operação”, explicou.


Performance dos ADRs
O índice Dow Jones Brazil Titans, que lista os 20 principais ADRs de empresas brasileiras negociados na bolsa de Nova York, fechou com baixa de 0,79%, atingindo 30.095 mil pontos.
O destaque positivo ficou com os papéis da Cemig, que encerraram cotados a US$ 13,75, valorização de 0,88%. Na ponta oposta, os ADRs da Brasil Telecom apresentaram o pior desempenho, com queda de 2,70%.


ADR Valor(U$) Var. Dia(%) Var. Mês(%) Var. Ano(%) Volume(U$)
Ambev ADR 97,91 +0,29% +1,63% -3,15% 579.465 mil
Banco Bradesco ADR 16,93 -0,70% +3,61% -22,59% 7.030 milhões
Brasil Foods ADR 13,06 -0,68% +0,69% -75,06% 483.794 mil
Brasil Telecom ADR 19,47 -2,70% +6,57% -33,16% 116.392 mil
Pao de Acucar ADR 63,60 -0,31% +1,74% -15,34% 207.477 mil
Cemig ADR 13,75 +0,88% -4,31% -23,86% 1.897 milhões
CPFL ADR 61,18 -0,65% +1,36% -0,97% 213.632 mil
Eletrobrás ADR 12,41 -1,43% -0,56% -41,16% 854.371 mil
Embraer ADR 21,49 -0,32% -1,33% -2,80% 695.264 mil
Gafisa ADR 11,82 -1,91% -0,67% -63,47% 1.259 milhões
Gerdau ADR 13,65 -1,23% +1,41% -19,85% 5.302 milhões
Itaú Unibanco Holding ADR 19,02 -1,25% +3,31% -16,73% 10.122 milhões
Petrobras ADR 36,89 +0,24% +3,57% -22,63% 13.125 milhões
Sabesp ADR 38,78 +0,47% +2,54% -0,87% 344.257 mil
Sid Nacional ADR 15,12 -1,05% +0,27% -52,65% 3.575 milhões
Tele Cel Sul ADR 27,72 +0,80% +2,78% -6,70% 383.618 mil
Ultrapar ADR 45,84 -0,52% +2,99% -2,26% 35.045 mil
Vale ADR 26,97 -2,95% -0,81% -7,10% 38.692 milhões
Vivo Participacoes S.A. 28,15 +0,32% +3,04% -9,19% 1.228 milhões


Indicações para sexta-feira
A oscilação dos ADRs, títulos emitidos por um banco depositário norte-americano e que representam ações de empresas brasileiras, tende a indicar a direção da abertura do mercado brasileiro na sessão seguinte.

Santander introduz novo preço-alvo e recomenda compra de JBS

Por: Giulia Santos Camillo
03/06/10 - 15h49
InfoMoney


SÃO PAULO – “Você provavelmente comeu os produtos dela… agora é hora de comprar suas ações”. O título do relatório do Santander resume com fidelidade a nova avaliação do banco em relação da JBS (JBSS3), através da qual eleva a recomendação de manutenção para compra dos papéis.

“Na nossa opinião, a JBS oferece uma oportunidade de investimento atrativa”, afirmam os analistas Luis Miranda e Gabriel Vaz de Lima. Exemplo disso é o potencial de valorização de quase 75% implícito no novo preço-alvo calculado pelo banco visando o final de 2011, de R$ 13,50 por ação. Antes, o Santander adotava um target de R$ 11,90 para o final de 2010 em seu modelo de avaliação.

“Nós elevamos nossas estimativas para levar em consideração um mercado de carne mais saudável do que o esperado nos Estados Unidos e premissas macroeconômicas atualizadas”, explicam os analistas. Dessa forma, as projeções para o Ebitda (geração operacional de caixa) foram elevadas em 26% e 3% para 2010 e 2011, respectivamente.

Os novos números implicam um crescimento médio anual do Ebitda de 66% entre 2009 e 2012, com avanços de 10,4% em 2011 e 11,5% em 2012. Vale ressaltar que os dados são calculados em dólares.

Motivos do otimismo
De acordo com Miranda e Lima, a atratividade da JBS reside em quatro pontos principais. O primeiro é a perspectiva positiva para os fundamentos da indústria frigorífica e a expectativa de que a empresa, como a maior do mundo no segmento, beneficie-se dessa tendência.

O segundo ponto leva em consideração as sinergias da aquisição da Pilgrim’s Pride e da Bertin, que devem adicionar 110 pontos-base na expectativa de margem Ebitda (que mede a relação percentual entre Ebitda e receita líquida) de longo prazo.

Em terceiro lugar, os analistas listam a previsão de que a recente oferta de ações deva acelerar o projeto de distribuição direta, que pode elevar em 120 pontos-base as margens da empresa nos próximos três anos.
Por fim, o valuation atrativo da empresa também pesa na avaliação do Santander. Conforme as contas de Miranda e Lima, o múltiplo EV/Ebitda (valor da empresa sobre geração de caixa) da JBS é negociado a 6,1 vezes, 15% abaixo da média histórica, de 7,8 vezes, e com um desconto de 30% em relação à Brasil Foods.

Premissas e riscos
A avaliação do Santander leva em consideração um WACC (Weighted Average Cost Of Capital) de 10,1% e uma taxa de crescimento nominal perpétuo de 2,5%, representando um alvo de EV/Ebitda de 7,9 vezes em 2011. Ao mesmo tempo, o modelo não inclui nos cálculos um possível IPO (Initial Public Offering) da JBS USA.


Entre os riscos ressaltados estão preços acima do esperado do gado e dos grãos, recuperação mais fraca do que o estimado nos Estados Unidos e um câmbio mais forte do que o previsto em 2010.

Socopa mantém tom mais conservador em sua carteira de junho e prega cautela

Por: Equipe InfoMoney
03/06/10 - 13h20
InfoMoney


SÃO PAULO - Mantendo uma postura mais conservadora, a Socopa divulgou sua carteira top pick para o mês de junho, trocando as ações da Agre (AGEI3) pelos papéis da PDG.

A corretora afirma que a bolsa deverá continuar a apresentar bastante volatilidade durante o mês, com elevado risco de notícias negativas vindas dos países europeus afetarem a economia nacional, o que motivou a manutenção do tom cauteloso no portfólio.

Em relação a lista de top picks de maio, a corretora revela que a carteira obteve um desempenho negativo em 7,82% durante o mês, ficando atrás do desempenho do Ibovespa, que registrou queda de 6,64% no período. 

Confira a carteira:
Empresa Código Preço-alvo* Upside**
PDG  PDGR3 R$ 23,50 51,4%
Lojas Americanas LAME4 R$ 18,40 45,4%
Copel CPLE6 R$ 49,00 47,5%
TAM TAMM4 R$ 45,00 76,4%
Vale VALE5 R$ 61,00 42,1%
* Para 12 meses
** Potencial de valorização baseado na cotação de fechamento de 2 de junho

PDG
A troca de Agre por PDG pode ser considerada apenas um ajuste da carteira à aprovação da incorporação das ações da empresa, que serão substituídas por papéis da PDG. "Acreditamos que as ações desta companhia deverão refletir o seu novo porte no mercado, lembrando que neste setor os múltiplos de empresas de porte mais relevante, normalmente, apontam maior precificação em relação às companhias de menor porte, devido aos ganhos de sinergia e menor risco operacional", escrevem os analistas da corretora.


Lojas Americanas
A melhora do cenário interno, iniciada no ano passado, deve se estender durante este ano, tornando o momento interessante para os papéis do setor, apontam os analistas. Eles também chamam atenção para o "agressivo" plano de expansão anunciado pela empresa. 


Copel
Apresentando múltiplos descontados em relação ao setor, a estatal deverá passar por bom momento por conta da saída do atual governador do Paraná. "Além disso, a empresa tem boa exposição à curva de preços de energia mais altos nos próximos anos e registrou impacto moderado da redução da demanda de energia elétrica em sua área de atuação", completa a Socopa.


TAM
"O cenário para o setor aéreo neste ano é favorável, com boas perspectivas de crescimento do tráfego de passageiros, em especial pela retomada do número de viagens a negócios, após o fraco desempenho registrado no ano passado", destaca a corretora, ressaltando o fato da TAM ser a empresa líder do setor aéreo no País. "Esperamos que a recuperação dos yields no mercado doméstico e principalmente no externo continue em 2010, o que deve se traduzir em melhora da rentabilidade e das margens operacionais para a companhia".


Vale
"Acreditamos que o cenário para o setor de mineração é positivo para os próximos anos, amparado na recuperação gradativa das economias desenvolvidas e nas elevadas taxas de crescimento esperadas para os países em desenvolvimento", escrevem os analistas.

Carteira recomendada do Safra para junho tem maior exposição à Vale e Petrobras

Por: Equipe InfoMoney
03/06/10 - 13h05
InfoMoney


SÃO PAULO - O banco de investimento Safra apresentou sua carteira recomendada para o mês de junho, apontando 14 papéis que deverão mostrar desempenho diferenciado ao longo do sexto mês deste ano, na opinião de seus analistas. Em relação ao último portfólio, o Safra excluiu uma ação e inseriu duas.

Em junho, entram para a lista os papéis da Cesp e da Suzano, enquanto que as ações da AES Tietê (GETI4) deixam o portfólio. Segundo os analistas, a exclusão da AES Tietê da lista deve-se, entre outras coisas, à percepção de que existem melhores opções no setor de energia elétrica, bem como à redução de 21% prevista para o preço dos futuros contratos.

O portfólio recomendado para o mês de junho do Safra conta com maior exposição aos papéis do setor de mineração e petróleo e gás, representados pelas ações da Vale e da Petrobras.

O que esperar?
Os analistas destacam que o principal catalisador do mês será a o desfecho da reunião do Copom (Comitê de Política Monetária do Banco Central) em meio ao desenrolar da crise fiscal europeia. O banco acredita que a autoridade monetária nacional irá elevar a taxa básica de juro brasileira em 75 pontos-base. 


Ademais, os analistas ressaltam que desde o último encontro do Copom houve uma mudança no cenário macroeconômico global. Segundo eles, a crise na Europa passou do setor privado para o setor público de alguns países pertencentes a Zona do Euro, que se endividaram para evitar uma crise sistêmica e agora enfrentam dificuldades para rolagem de suas dívidas soberanas.

"Entendemos que é cedo para afirmar que a crise mundial afetará a economia global como ocorreu em 2008, criando uma forte desconfiança entre os agentes de mercado, o que naquele momento paralisou o mercado de crédito", avaliou o Safra.

Confira o portfólio para março:
Empresa  Código  Peso   Preço-alvo  Upside*
BM&F Bovespa BVMF3 5% R$ 16,50 38,54%
CCR CCRO3 5% R$ 44,60 22,53%
Cesp CESP6 7% R$ 31,00 36,86%
Cyrela Realty CYRE3 7% R$ 28,50 40,74%
Drogasil DROG3 4% R$ 36,98 24,51%
Duratex DTEX3 4% R$ 21,40 39,96%
Itaú Unibanco ITUB4 10% R$ 47,20 35,01%
Lojas Americanas LAME4 5% R$ 16,45 30,04%
Marcopolo POMO4 4% R$ 10,30 18,40%
Pão de Açúcar PCAR5 6% R$ 78,60 35,59%
Petrobras PETR4 16% R$ 45,00 54,64%
CSN CSNA3 5% R$ 41,00 49,04%
Suzano SUZB5 4% R$ 27,00 69,17%
Vale VALE5 18% R$ 65,00 51,51%
*Com base na cotação de fechamento de 2 de junho

Novidades na carteiraCesp: a inclusão dos papéis da companhia no portfólio para junho reflete, entre outras coisas, o elevado potencial de valorização em relação ao preço-alvo do banco, o forte crescimento do Lajida (lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização) projetado pelo Safra para os próximos anos e o significativo aumento nos dividend yields.

Suzano: já a inclusão das ações da produtora de papel e celulose foi realizada com o intuito de adicionar ao portfólio um player mais defensivo no contexto de commodities, em meio ao cenário atual de maior volatilidade. "A Suzano oferece uma opção mais defensiva já que aproximadamente 50% de sua receita é representada pelo segmento de papel, negócio mais regional e com fluxos de caixa mais estáveis ao longo do ciclo", avaliaram os analistas.

ADP Employment mostra aceleração na criação de vagas de emprego

Por: Giulia Santos Camillo
03/06/10 - 09h20
InfoMoney


SÃO PAULO - O número de postos de trabalho no setor privado dos EUA avançou em maio, de acordo com os dados do ADP Employment Report, divulgados em parceria com a entidade privada Macroeconomic Advisers nesta quinta-feira (3).

Foram abertas 55 mil vagas no setor privado do país na passagem entre abril e maio, resultado inferior às expectativas do mercado, que previa criação de 60 mil vagas. Ainda assim, o desempenho foi melhor do que a medição anterior, que mostrou criação de 32 mil vagas de trabalho.

Mais sinais
Esses dados do ADP são tidos como uma prévia do Employment Report, esperado para a próxima sexta-feira. O Relatório de Emprego é composto por: taxa de desemprego, número de postos de trabalho, ganho por hora trabalhada e média de horas trabalhadas.

Os indicadores do mercado de trabalho costumam mexer com as expectativas dos investidores no que diz respeito à condução da política monetária.

Ativa Corretora inclui ações da PDG em sua carteira recomendada para junho

 
Por: Equipe InfoMoney
03/06/10 - 11h24
InfoMoney


SÃO PAULO – A Ativa divulgou sua carteira de ações recomendada para junho. Em relação ao portfólio anterior, a única novidade é o ingresso dos papéis da PDG. Para compensar a inclusão da empresa na sua lista de sugestões, a corretora diminuiu sua exposição nos ativos da Vale, MPX, Brookfield e WEG.

"Mantivemos a carteira praticamente com a mesma exposição em commodities, algo próximo de 35%, e reduzimos alguns papéis defensivos de forma a abrir espaço para a inclusão da PDG, elevando assim nossa exposição em construção civil", explica a corretora.

Assim como em maio, a recomendação dos analistas aos investidores ainda é de cautela. "As nuvens negras que pairam sobre o cenário da Europa ainda não se dissiparam e, portanto, os riscos de novas recaídas ainda estão presentes", disse a Ativa em seu relatório, ressaltando ainda que a performance do Ibovespa no mês passado - queda de 7,7% - foi a pior desde outubro de 2008.

Ainda sobre maio, a Ativa mostrou que seu portfólio sugerido para o mês teve uma variação negativa de 6,4%, 1,3 ponto percentual melhor do que o índice paulista. Contribuiu para a queda menor que a do benchmark a alta acumulada pelas ações da BR Malls no período (+6,6%). No outro extremo, Gerdau, Petrobras e NET registraram desvalorizações de 12,6%, 11,2% e 10%, respectivamente.

Empresa
Código Peso
BR Malls BRML3 6,9%
Bradesco BBDC4 7,4%
Itaúsa ITSA4 6,2%
Petrobras PETR4 11,7%
MPX Energia MPXE3 5,0%
Vale VALE5 15,3%
Gerdau GGBR4 7,7%
CCR CCRO3 6,5%
NET NETC4 6,7%
Brookfield BISA3 5,4%
WEG WEG3 5,7%
AmBev AMBV4 5,5%
Tractebel TBLE3 5,0%
PDG Realty PDGR3 5,0%
BR Malls
Segundo os analistas, a boa performance da companhia no mês passado pode ser explicada em partes por dois fatores: os resultados do primeiro trimestre de 2010, que mostraram a continuidade da boa gestão da empresa e reajustes reais de dois dígitos nos contratos de aluguel, e a aquisição da participação no shopping Via Brasil. "Nossa visão é de que a BR Malls está bem posicionada no atual cenário macroeconômico, com caixa elevado para aquisições", disse a corretora, que mantém-se otimista em relação ao setor de shopping centers.


Bradesco
A expectativa de expansão em sua carteira de crédito e da manutenção de sua rentabilidade em patamares "saudáveis", além de sua extensa capilaridade proporcionam ao banco um bom posicionamento para se aproveitar do cenário de expansão do setor financeiro, que é esperado pela corretora por conta da combinação da queda da inadimplência com a alta na taxa de juros.


Itaúsa
Os papéis da Itaúsa são vistos pela Ativa como um veículo de compra das ações do Itaú Unibanco, "uma vez que o desconto atualmente praticado da primeira em relação à segunda é de 21%". Com boas perspectivas em relação ao setor e, principalmente, sobre a manutenção dos bons níveis de rentabilidade do banco, os analistas esperam ver mais ganhos de sinergia decorrentes da união das duas instituições em 2008.


Petrobras
O declínio de suas ações no mês de maio refletiu a aversão dos investidores (principalmente os estrangeiros) ao risco, aliada com a queda no preço do petróleo no mercado internacional e as indefinições acerca de seu processo de capitalização, diz a Ativa. Acreditando que essas incertezas permaneçam em junho e as ações continuem pressionadas, a corretora mantém recomendação neutra para os papéis da estatal.

MPX
A corretora acredita que a empresa tem sofrido de "descrédito por parte do mercado", desde que ela anunciou a revisão das reservas de carvão das minas da MPX Colômbia. Apesar de acreditar que o fluxo de notícias futuras sobre a companhia tende a ser mais positivo, a Ativa optou por reduzir em 1 p.p. a participação dos ativos MPXE3 de seu portfólio, "considerando que no curto prazo os ousados planos de crescimento da geradora deverão continuar refletindo em volatilidade do papel".


Vale
Apostando em mais volatilidade no mercado em junho, a corretora diminuiu a participação da mineradora em 0,8 p.p. de sua carteira. No entanto, ela mantém seu viés positivo para o horizonte de médio prazo, acreditando que 2010 seja marcado por uma aumento tanto na produção quanto no volume de vendas de commodities metálicas.


Gerdau
Reportando o pior desempenho mensal da carteira da Ativa em maio, a siderúrgica é tida pela corretora como uma das empresas "que mais se beneficia do cenário de expansão do setor imobiliário no Brasil". Investimentos na infraestrutura brasileira e a retomada gradual de suas operações internacionais também garantem o otimismo dos analistas sobre a Gerdau.


CCR
A companhia possui forte exposição à infraestrutura no País, considerado um ponto importante pela corretora. Além disso, seu histórico de resultados positivos e a expectativa de novas aquisições em seu portfólio de concessões também são vistos como bons fatores para manter-se alocado na empresa.

NET
O aguardo do mercado à divulgação mensal dos dados da base de TV por assinatura tem trazido volatilidade às suas ações, diz a Ativa, que não espera ver evolução no nível de adições líquidas de TV na passagem entre março e abril. Contudo, a corretora mantém-se esperançosa em relação ao potencial de crescimento de assinantes em 2010.


Brookfield
A empresa continua sendo, na visão da Ativa, um bom veículo de exposição ao setor imobiliário, principalmente por conta de sua alta participação no segmento de média renda. Contudo, com a entrada da PDG no portfólio, os analistas optaram por diminuir a fatia das ações da incorporadora em sua lista de recomendações.


WEG
A Ativa optou por reduzir em 1,2 p.p. a participação das ações da WEG em sua carteira, um função da boa performance verificada recentemente."A expansão do consumo (...), bem como a necessidade de investimentos em infraestrutura nos próximos anos, deverão levar a uma necessidade da retomada dos investimentos em aumento de capacidade instalada por parte das indústrias, proporcionando uma recuperação das vendas da companhia no ano", completa a corretora. 

AmBev
Acreditando que a Copa do Mundo deste ano impulsione o consumo de cerveja no País, a corretora também aposta no caráter defensivo da empresa, esperando que ela sofra menos com uma uma possível desaceleração do consumo no segundo trimestre do ano, por conta da tendência de novas altas na taxa de juros.


Tractebel
"Consideramos o investimento em Tractebel o melhor veículo para aproveitar o cenário positivo de aumento de consumo de energia, inflação em alta e baixa volatilidade de fluxo de caixa", salientam os analistas, justificando sua recomendação de compra aos ativos TBLE3.


PDG
Única novidade no portfólio, a Ativa acredita que a conclusão do "deal" que incorporará a totalidade das ações da Agre por meio de troca de ativos deverá ocorrer em breve. "Com a unificação das duas companhias, a operação assume um novo porte, entrando em patamares comparáveis aos da Cyrela, até então líder absoluta em termos de lançamentos", diz a corretora.

Spinelli aposta no varejo, mas planeja operar em todos os segmentos

Por: Equipe InfoMoney
02/06/10 - 20h35
InfoMoney


SÃO PAULO - "O negócio da Spinelli é ser corretora", afirmou durante entrevista à InfoMoney Marcos Amaral, responsável por operações e pela área comercial. Terceira colocada no Ranking InfoMoney de corretoras na categoria Desempenho Geral, Amaral acredita que o posicionamento vem do foco da instituição no varejo e da busca por atender o cliente de acordo com as demandas que ele apresenta. 

Além de investimentos no home broker, que é próprio, a Spinelli também pretende em breve começar a captar investidores internacionais, após passar por processo de adequação para esse serviço. Além disso, uma das últimas inovações da corretora foi a criação de uma mesa de derivativos, com profissionais aptos a desmistificar esse produto para os clientes.

Além de Desempenho Geral, a InfoMoney premiou neste 3º Ranking de Corretoras outras cinco categorias (Home Broker, Atendimento, Operacional, Conteúdo e Ferramentas e Custo-Benefício), cujos vencedores podem ser conhecidos na edição que está nas bancas da Revista InfoMoney - Invista.

Confira a íntegra da entrevista a seguir:

Portal InfoMoney: Em primeiro lugar, gostaria de saber como a Spinelli recebeu a notícia de que estava entre as três corretoras mais bem avaliadas na categoria Desempenho Geral? Quais os diferenciais que o senhor destacaria na atuação da corretora?
Marcos Amaral: Estamos focados no segmento de varejo, sempre procurando modernizar nossas ferramentas, o atendimento, focando bastante o cliente final. Esse é a preocupação que a Spinelli tem: atender o cliente de acordo com as demandas que ele apresenta. E, claro, é com uma enorme satisfação que recebemos essa notícia de estar entre as três primeiras corretoras nessa categoria.

Quais são as maiores apostas da Spinelli? A corretora ficou muito bem colocada nas categorias Home borker, Conteúdo e Ferramentas e Atendimento. A corretora realmente costuma focar mais nesses três segmentos?
A Spinelli tem no DNA a questão de ter sua atuação centrada no varejo. Com 56 anos de existência, a nossa ideia é permanecer com foco nesses clientes. No que tange ao home broker, queremos não apenas estar neste patamar do ranking, mas queremos melhorar nossa posição. Acho que a Spinelli em 2008 subiu muito em relação à concorrência, tanto que ganhou o prêmio de melhor home broker. A concorrência correu atrás, então ficamos numa posição um pouco inferior em 2009, mas já estamos com avanço de ferramentas, produtos diferenciados, focando sempre nas necessidades finais do cliente.

Por outro lado, a corretora também quer crescer em outros segmentos. Reestruturamos todo o nosso private banking, em que queremos oferecer atendimento diferenciado a cliente de média e alta renda, focando sempre em fundos de investimento. Vale lembrar que pelo ranking da bolsa somos a corretora que tem mais fundos de investimento no mercado. E estamos desenvolvendo uma parceria com uma gestora de recursos para distribuição de fundos terceiros. Criamos também uma mesa de derivativos, com bastante foco em produtos para pessoa física.

Temos também ferramentas de DMA (acesso direto ao mercado, na sigla em inglês), apropriadas aos diversos segmentos e apropriada a investidores pessoa física e institucionais. E por fim estamos nos preparando para receber clientes internacionais. O diferencial é o atendimento, é perceber as necessidades que cada segmento de mercado tem e procurar criar o produto adequado.

O senhor mencionou que pretender receber clientes internacionais. O que a Spinelli precisa mudar ou criar para atrair esses investidores?
Na verdade, a Spinelli precisava do básico, desde a parte documental, como cadastro apropriado, a contratos, a parte de roteamento de ordens e até mesmo mostrar para o mercado internacional que a corretora é adequada para receber esse tipo de público. O processo começou em dezembro do ano passado e já está em fase de finalização.

Os derivativos ainda assustam um pouco a pessoa física. Como a Spinelli trabalha para explicar o que é o produto e os riscos que ele oferece? Além disso, existe boa demanda por essa classe de produtos?
A demanda existe e de fato os derivativos assustam um pouco, até porque muitas vezes quem os oferece não tem um conhecimento adequado do produto. Então não há o cuidado de mostrar todos os riscos embutidos nesse tipo de operação.

Agora, os derivativos são amplos. Podemos ter derivativos protegidos, que limitem perdas ou alavanquem lucros e é necessário que haja adequação a cada perfil de cliente. A nossa primeira preocupação foi com a contratação de profissionais especializados nesse segmento. Depois, quisemos efetivamente treinar as pessoas que estarão em contato com os clientes, para avaliar se o cliente tem perfil para esse tipo de produto. Quando falamos de derivativos, estamos falando desde operações de hedge mais simples até os mais sofisticados.

Eu acho que existe uma mística em torno dos derivativos, mas se forem bem trabalhados e bem canalizados para cada perfil de cliente, eles podem trazer um grande sucesso, não só para o investidor como também para a corretora.

A corretora já oferece uma plataforma de negociação para o iPhone. A Spinelli pretende expandir essa ferramenta para outros modelos de celular?
Nós temos versões mobile para qualquer aparelho que utilize Java. Desse modo, o cliente pode ver cotações, enviar ordens e conferir análises. Em breve, também teremos essa ferramenta para telefones que utilizem a linguagem Android.

Quais ferramentas podem ser oferecidas quando o home broker é próprio?
Temos procurado observar as demandas, as necessidades dos clientes e levar a ele o que ele está pedindo. As mais diversas ferramentas podem ser oferecidas, desde uma plataforma operacional mais amigável, análise técnica, seja própria ou de terceiros, operações com opções, com derivativos, enfim, o universo de oferta de produtos e serviços é muito grande. Claro que tudo isso depende do custo-benefício. Existe uma briga muito grande por preço. Por isso, colocamos novas ferramentas à medida que a clientela exige e reconhece, através do preço que é pago, aquilo que está sendo desenvolvido.

Como foi o desempenho da corretora até aqui? A instabilidade gerada pela crise na Europa afetou os negócios?
Como não temos atuação muito forte no segmento institucional, isso não nos afeta de uma maneira tão relevante. No varejo, não sentimos grande diferença. Continuamos abrindo entre 30 e 40 cadastros por dia e o fluxo de pessoa física continuou igual.

E quais são os planos para 2010?
Nós estamos nesse trabalho de tornar a Spinelli uma full broker, ou seja, atender todos os segmentos do mercado. A ideia é continuar fazendo isso, continuar investindo fortemente no varejo e é claro que aí entra investimento em tecnologia, em melhoria do serviços e novas ferramentas.

Vamos seguir nessa linha, junto com a criação da mesa de derivativos, da adequação ao mercado internacional, e olhar os rumos que o mercado estará tomando. Somos conservadores e investimos procurando o retorno que estes investimentos nos concedem. Mas ser corretora é o nosso negócio, nós não queremos ser uma casa de investimentos.

Corretora acredita que construtoras residenciais brasileiras estão baratas

Por: Equipe InfoMoney
02/06/10 - 19h57
InfoMoney


SÃO PAULO - As grandes construtoras residenciais apresentam em 2010 performance abaixo do mercado. Segundo os analistas Carlos Constantini, Marcelo Brisac, Susana Salaru e Cida Souza, da Itaú Corretora, as taxas de juros, os novos padrões contábeis e o risco de execução ajudam a explicar este desempenho. Contudo, considerando as projeções de forte crescimento para os próximos anos, a equipe de análise da corretora acredita que as construtoras residenciais estão baratas.

O setor imobiliário como um todo também mostra uma performance negativa. Enquanto o Ibovespa acumula baixa de 8,23% neste ano, o IMOB - índice que compreende os papéis do setor imobiliário listados na bolsa paulista - tem perdas que somam 10,61% desde janeiro.

"Por algum tempo nos preocupamos com estas questões, porém, com o fraco desempenho do setor e com o crescimento do PIB (Produto Interno Bruto) surpreendendo pelo seu vigor, adicionamos a Cyrela (CYRE3) à nossa carteira recomendada em 30 de abril, tendo em vista que acreditamos que as construtoras residenciais integradas, que possuem maior acesso aos segmentos de renda média e alta, devem apresentar um desempenho acima da média nos próximos meses", destacaram os analistas.

Juros e IFRS
De acordo com a corretora, a elasticidade das aquisições residenciais às taxas de juros no Brasil é um tanto restrita, uma vez que os financiamentos imobiliários e os recursos para esses financiamentos são indexados à TR (definida todo mês pelo Banco Central de acordo com a remuneração média das aplicações bancárias), que apresenta uma baixa correlação com taxas-base.

Em relação às práticas contábeis internacionais, a Itaú ressalta que as construtoras residenciais seriam prejudicadas se parassem de reconhecer ganhos utilizando o método da POC (percentage of completion, na sigla em inglês). Segundo os analistas, as construtoras residenciais estão pressionando o órgão regulador para a criação de um "IFRS brasileiro", o que ainda pode levar alguns anos. "Nesse interim, as companhias estão pressionando no sentido de obterem um adiamento do prazo de adoção das alterações contábeis, e este parece ser o cenário mais provável", afirma a equipe da corretora.

Valuations menores
Os analistas também ressaltaram que, principalmente por conta destes fatores, os valuations destas empresas retornaram à sua média de três anos, ficando bem abaixo dos picos registrados anteriormente.

"Acreditamos que as construtoras residenciais para a renda alta e média apresentam maior elasticidade ao crescimento do PIB deste ano. Considerando que as construtoras residenciais para a renda alta e média (EVEN3, JHSF3) não são suficientemente líquidas para a maior parte dos investidores, também nos inclinamos a favor das companhias integradas em comparação com as empresas exclusivamente orientadas para a baixa renda", concluíram os analistas.