terça-feira, 27 de julho de 2010

MANTEGA: SOU A FAVOR DA AÇÃO BC C/FUTURO DE CÂMBIO, QUANDO OPORTUNO

Brasília, 27 - O ministro da Fazenda, Guido Mantega, afirmou, há pouco, que é favorável à atuação do Banco Central (BC) no mercado futuro de câmbio. "Não apenas com swap reverso, mas com outros instrumentos", disse. "Sou favorável à atuação no mercado futuro, sempre que houver necessidade", afirmou, ao comentar rumor no mercado de que o BC vai atuar no mercado cambial oferecendo contratos de swap reverso.

Questionado sobre quais seriam esses instrumentos, Mantega destacou a limitação para exposição cambial para as instituições financeiras. "São instrumentos clássicos, já usados", disse. Mantega afirmou que não vê no momento ação forte especulativa no mercado cambial, mas que cabe ao BC acompanhar. Ele evitou, no entanto, afirmar se o BC já deveria atuar no mercado futuro. (Adriana Fernandes e Eduardo Rodrigues)

Fonte: AE Broacast

XP promove três alterações em carteira recomendada para esta semana

Por: Equipe InfoMoney
27/07/10 - 12h23
InfoMoney

SÃO PAULO - A XP Investimentos listou cinco ações para a semana entre 26 de julho e 2 de agosto, promovendo três alterações frente ao portfólio da última semana.

As ações de Ambev (AMBV4), BR Malls (BRML3) e Bradespar (BRAP4) foram retiradas em favor dos ativos de Ultrapar, Pão de Açúcar e Vale. Cabe lembrar que, na semana passada a carteira da XP teve desempenho positivo de 6,3%, ante um avanço de aproximadamente 5,6% do Ibovespa.

Para esta semana, os analistas recomendam atenção à divulgação da ata do Copom (Comitê de Política Monetária) e,"principalmente, a divulgação do PIB (Produto Interno Bruto) dos Estados Unidos".

Confira as recomendações:

Empresa Código
Ultrapar UGPA4
Itaú Unibanco ITUB4
OGX Petróleo OGXP3
Pão de Açúcar PCAR5
Vale VALE3

Citi não recomenda aumentar "agressivamente" exposição aos papéis da Petrobras

Por: Anderson Figo dos Santos
27/07/10 - 11h25
InfoMoney


SÃO PAULO - Desde que foi anunciada, não se fala em outra coisa a não ser a capitalização da Petrobras (PETR3, PETR4). Com o grande potencial de crescimento da já gigante companhia brasileira, muitas perspectivas positivas surgem não apenas para a própria petrolífera, mas também para as outras empresas e companhias que se beneficiarão das operações no pré-sal.

Mas o que temos visto nos últimos dias é um intenso rali nos papéis da Petrobras, fruto da cautela dos investidores ante as incertezas que rondam seu processo de capitalização. Considerando o fechamento de segunda-feira (26), apenas em 2010 os papéis ordinários da empresa acumulam queda de 22,34%, enquanto que as ações preferenciais da estatal caem 22,83% desde o início do ano. 

Com um novo marco regulatório em andamento, o sentimento do mercado é de que, embora continue confiante na companhia para os próximos anos, as ações da Petrobras podem continuar sofrendo no curto prazo até que as definições sobre o valor a ser pago pela empresa pelos 5 bilhões de barris do pré-sal e o tamanho da sua oferta de ações sejam finalmente estabelecidas.

Em meio a este cenário adverso, o analista Felipe Jiman Koh, do Citigroup, destacou que o banco não recomenda aumentar "agressivamente" a exposição aos ativos da Petrobras, mesmo estando mais positivo com a companhia do que o mercado parece estar.
"Em nossa opinião, a performance abaixo da média do mercado foi uma garantia, e, dependendo das condições, o tamanho da diluição [do capital após o processo de capitalização] vai limitar o potencial upside que os acionistas minoritários poderão capturar dos resultados da empresa", avaliou o analista do banco.

O que já está precificado?
Na análise do Citi, o movimento de baixa dos papéis da Petrobras neste ano reflete ainda as incertezas em torno do pré-sal, principalmente quanto tempo vai durar para que os ativos desse segmento contribuam para os resultados e dividendos da petrolífera.

"Nós chegamos a um estágio onde os investidores se perguntam quanto deste downside já está precificado e se o call deverá mudar de 'compra' apenas depois do aumento de capital, ou aproveitar uma oportunidade melhor na oferta da companhia", disse Koh.

Mesmo destacando que, com um approach fundamentalista, a Petrobras segue sendo negociada a um valuation atrativo, o Citi destacou que é melhor não construir posições tão agressivas no portfólio com ações da empresa, dado o risco de excesso na oferta de ações.

"Nós temos que destacar que comprar ações da Petrobras agora requer que o investidor acredite que a companhia irá comprar barris do governo federal por um valuation razoável e que, como resultado, sua emissão de ações deverá parecer melhor do que as atuais expectativas do mercado", disse o analista.

Para o Citi, o mercado espera que a Petrobras compre os 5 bilhões de barris de petróleo do governo brasileiro por algo em torno de US$ 35 bilhões a US$ 40 bilhões, fazendo uma oferta de ações no montante de US$ 60 bilhões. "Enquanto o sentimento de risco dos investidores sobre a Petrobras tem aumentado, nós acreditamos que a ação ainda mereça um prêmio devido ao seu crescimento acima da média, sua capacidade de incremento na lucratividade e sua alavancagem aos crescentes preços do petróleo", destacou o Citi.

Por fim, o banco acredita que o spread entre as ações ON e PN da companhia poderá mudar dependendo do processo de bookbuilding no aumento de capital da petrolífera. "Nós acreditamos que o excesso de ações ordinárias deverá ser menor, mas não vemos uma razão fundamental para uma mudança significativa no spread em relação ao seu comportamento histórico", disse Koh.

Recomendação
A despeito do sentimento de cautela ante o atual cenário para a estatal, o Citi manteve sua recomendação de compra aos papéis da empresa, destacando que a companhia "possui um atraente investment case e um atraente valuation".

"Estamos otimistas com o petróleo, e a Petrobras oferece um dos mais elevados potenciais níveis de alavancagem do mundo aos preços do petróleo devido à sua grande base de recursos ainda não desenvolvidos, seu elevado crescimento de produção, sua elevada alavancagem financeira e, por fim, o sistema de impostos do Brasil favorável ao crescimento dos preços", destacou o analista do banco.

Neste sentido, o Citi determinou um preço-alvo de US$ 62,00 por ADR (American Depositary Receipts) da empresa e um target de R$ 56,00 por ação ordinária da companhia.

Indicadores EUA - 11h

EUA: Fed de Richmond: Índice de manufatura: 16; previsão: 12
EUA: Conference Board: Confiança do Consumidor: 50,4; previsão: 51,0

Fonte: Bloomberg

Próximos Indicadores

17h30
API: Estoques de Petróleo bruto

18h00
ABC: Confiança do Consumidor

SLW divulga carteira para a semana, destacando agenda e noticiário agitados

Por: Equipe InfoMoney
27/07/10 - 06h46
InfoMoney


SÃO PAULO - Após uma semana positiva para os mercados acionários, doméstico e global, a equipe da SLW divulga sua lista de recomendações para os últimos dias de julho, mantendo o tom otimista. 

O tom dos mercados ainda deve refletir o resultado dos testes de estresse dos bancos europeus, o que deve se traduzir em maior confiança por parte dos investidores para assumir posições em mercados de risco, avalia a equipe chefiada por Pedro Galdi. Contudo, eles não deixam de chamar a atenção para a possibilidade de volatilidade nas bolsas, fruto da pesada agenda do período. 

Alterações
Em relação ao portfólio, a corretora optou pela retirada das ações da Cyrela, da Suzano e da TIM, que abrem espaço para a entrada dos papéis da Telemar, Marfrig e Natura. 


Vale destacar que na semana passada, a carteira sugerida da SLW registrou valorização de 6,9% enquanto o Ibovespa registrou alta de 6,4%.

Confira as recomendações para a semana:
Ação Código Preço Justo* Upside**
CPFL Energia CPFE3 R$ 44,09 0,2%
Telemar  TNLP4 R$ 42,70 43,5%
Vale VALE5 R$ 54,37 29,1%
Marfrig MRFG3 R$ 26,42 48,4%
Natura NATU3 R$ 42,80 3,2%
* projetado para o final de 2010
**Calculado com base no fechamento do dia 26 de julho

CPFL Energia
Forte candidata a consolidadora do setor, em vista de sua estratégia de crescimento através de investimentos, a companhia vem registrando bom desempenho em suas ações desde o ano passado - tendência que, na opinião da equipe da SLW, deve se manter ao longo do segundo semestre. Vale ressaltar sua política de distribuição mínima de 50% de seu lucro na forma de dividendos. 

Vale
Como a demanda se mostra muito forte, a empresa terá neste ano a ampliação de vendas físicas e de preços no negócio de minério de ferro, impondo forte evolução de sua geração de caixa operacional. Em outros segmentos em que atua, também se espera evolução das vendas físicas e preços, como no caso do níquel, cobre, carvão e no novo negócio que passou a ter com fertilizantes, após a aquisição de ativos da Bunge Brasil e do controle acionário da Fosfertil. Atenção ainda para os resultados, esperados para a próxima quinta-feira. 

Telemar
As ações devem registrar desempenho positivo na semana por conta dos resultados da empresa, esperados para esta quinta-feira. Segundo a corretora, essa expectativa tem como fundamento as boas notícias de desempenho setorial nos meses de abril, maio e junho de 2010. 
A equipe destaca ainda o desempenho das ações no ano, que, em sua visão, "refletiu exageradamente todos os movimentos negativos do setor". 

Marfrig
"Acreditamos que as ações da Marfrig estão descontadas", aponta a equipe da SLW, destacando a recente aquisição da Keystone, uma das grandes fornecedoras para grandes redes de restaurantes, como McDonalds.

Natura
A recomendação reflete a expectativa de manutenção, no segundo semestre, dos resultados favoráveis divulgados nos primeiros seis meses do ano, quando a companhia registrou ganho de market share. "Esperamos que o bom desempenho se mantenha (...) e acreditamos que as ações ainda têm algum espaço para se valorizar", conclui a corretora.