terça-feira, 28 de setembro de 2010

Mesmo com liquidez baixa, corretora inicia cobertura de Marisa com viés otimista

Por: Tainara Machado
28/09/10 - 17h30
InfoMoney


SÃO PAULO - A Itaú Corretora iniciou a cobertura de Marisa (AMAR3) com recomendação outperform (expectativa de desempenho superior à média do mercado) e preço justo de R$ 30 para o final de 2011, o que significa um potencial de valorização de 25,05%, tomando como base o fechamento do papel nesta terça-feira (28).

Para a analista Juliana Rozenbaum, responsável pela cobertura, a liquidez das ações ainda é baixa, com uma média diária de cerca de R$ 3 milhões, mas para os investidores pessoa física o papel é uma boa opção, já que a empresa está bem posicionada para capturar o crescimento da classe C, avalia.

Assim, mesmo após o forte rali observado neste ano, em que as ações da Marisa já subiram 122,85%, o potencial de apreciação continua interessante, já que há visão positiva por parte da analista em relação à demanda e ao novo formato de lojas da companhia, focado em lingerie. Além disso, Juliana acredita que os papéis são negociados com desconto em relação a pares internacionais e locais.

Fechamento de Mercado

Fechamento no mundo


Em um cenário conturbado, as principais bolsas europeias encerraram o dia perto da estabilidade. De um lado a melhora na confiança do consumidor na Alemanha e bons dados da economia no Reino Unido animaram os mercados. Porém, preocupações em relação à capacidade de refinanciamento de alguns países da zona do euro voltaram a assombrar os investidores.

Em Wall Street o dia amanheceu em queda, na onda da renovação dos receios com a Irlanda e a Espanha, na Europa. Após isso, um sentimento de aversão a risco se instalou nos mercados pela manhã, principalmente após a divulgação de decepcionantes dados de confiança do consumidor, abaixo das expectativas do mercado. Porém, no meio da tarde, o anúncio da farmacêutica Wallgreen reportando um crescimento nos lucros acima das previsões dos analistas, assim como notícias de fusões e aquisições no setor, animaram os mercados, levando as principais bolsas do país a um fechamento em leve alta.


Fechamento no Brasil


Dessa vez acompanhando as bolsas internacionais, a Bovespa teve uma sessão de ganhos, recuperando o 69 mil pontos, e encerrou o dia em alta de 0,60%, aos 69.227,63 pontos.

As ações relacionadas a commodities metálicas foram um dos destaques positivos da sessão, na esteira da alta dos metais no mercado internacional.

No cenário cambial, declarações do presidente do Banco Central, Henrique Meirelles, de que há uma possibilidade do Brasil aumentar o IOF sobre capital estrangeiro trouxe cautela ao mercado de câmbio, levando o dólar a um fechamento em leve alta.

Brava Investimentos abre call de compra para ações de Duratex e CPFL Energia

Por: Thiago C. S. Salomão
28/09/10 - 15h59
InfoMoney


SÃO PAULO - A Brava Investimentos abriu na última segunda-feira (27) call de compra para as ações de Duratex (DTEX3) e CPFL Energia (CPFE3), baseando-se tanto na análise técnica quanto na fundamentalista para sustentar as recomendações apresentadas.

DuratexComeçando pela Duratex, os analistas Fabio Romero, Rodrigo Albuquerque e André Caldas, destacam que a ação vem ganhando forças dentro do canal de alta de médio prazo, principalmente após a formação do topo triplo e o cruzamento das médias móveis de 9 e 21 dias.

Diante disso, os analistas entraram comprados nesse papel em R$ 17,90, tendo como objetivo os R$ 19,50. O stop loss gráfico está posicionado em R$ 16,90, por onde passa o último fundo formado.

Pela ótica fundamentalista, Romero, Albuquerque e Caldas destacam o ótimo momento vivido pelo setor de construção civil e pela indústria de móveis, principais destinos das vendas da Duratex. Esse cenário deverá se manter à medida que importantes indicadores continuem mostrando melhora no País, como a renda familiar, a taxa de desemprego, o grau de inadimplência, entre outros.

CPFL Energia
Olhando para o gráfico da CPFL Energia, os especialistas destacam que a ação continua acima da LTA (Linha de Tendência de Alta) de médio prazo, sustentando o viés otimista para o ativo. Além disso, o IFR (Índice de Força Relativa) está baixo, "indicando espaço para o posicionamento, ajudado pelo esgotamento do movimento verificado pelo Estocástico e pelo MACD (Moving Average Convergence Divergence).


O primeiro objetivo traçado pela Brava Investimentos é o patamar de R$ 41,50. Rompida essa barreira, o papel pode subir para R$ 43. Stop loss recomendado em R$ 37,15.

Na análise fundamentalista, a equipe da Brava afirma que o ativo CPFE3 sofreu correções em setembro após as fortes altas acumuladas em meados de agosto, "devido ao resultado do 2º trimestre de 2010, acima das expectativas do mercado". No entanto, o horizonte ainda mostra-se promissor para o time de analistas, que espera que o crescimento da economia doméstica propicie um aumento no consumo de energia.

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Credit Suisse eleva preço-alvo da Braskem para R$ 22 por ação

Por: Equipe InfoMoney
28/09/10 - 15h47
InfoMoney


SÃO PAULO – O banco Credit Suisse elevou nesta terça-feira (28) o preço-alvo para os papéis da Braskem (BRKM5) de R$ 16 para R$ 22, visando o fim de 2011. O valor representa um upside (potencial teórico de valorização) de 34,15%, fazendo com que a instituição reitere sua recomendação de outperform.

A sugestão implica uma expectativa de retorno total entre 10% e 15% acima do benchmark nos próximos 12 meses. No documento, o analista Emerson Leite destaca o desempenho da empresa nos últimos quatro meses, com performance 45% acima do Ibovespa. Os resultados positivos no trimestre e o aumento dos spreads foram listados como os principais drivers desse desempenho.

Apesar disso, segundo Leite, outros fatores estruturais devem manter o investimento atrativo no médio prazo. Embasando a elevação do preço-alvo, o analista aumentou as estimativas para o Ebitda (geração operacional de caixa) da Braskem para 2010 e 2011 em 7% e 8%, respectivamente.

Curto prazoNo curto prazo, o banco prevê um impulso do consumo interno brasileiro, que incentivaria os preços e o volume de vendas no setor. Essa perspectiva faz com que o analista Emerson Leite mantenha uma visão positiva sobre o desempenho da empresa.

A análise ainda confia que surpresas positivas nos resultados trimestrais servirão como catalisadores do preço da ação no curto prazo. Além disso, um aumento na capacidade da utilização na Quattor continuará a ser um fator relevante no próximo trimestre, conforme ressaltado pelo analista.

Assim, o terceiro trimestre não vai destoar muito dos resultados dos dois primeiros, na avaliação do Credit Suisse. O banco acredita também que os próximos dados operacionais devem convencer os investidores de que o novo nível de rentabilidade da Braskem será recorrente.

Longo prazo
No longo prazo, Leite acredita em um upside decorrente de potenciais transformações não precificadas no mercado, são elas: o ciclo de alta no setor em 2013 e 2014, a tecnologia de etileno 
verde (prioridade da empresa para futuras expansões) e um projeto de polietileno no México, que ao mesmo tempo oferece fornecimento de gás a um custo competitivo e demanda local favorável.

Quattor
Leite nota que em 2011 os ganhos serão pressionados em virtude do ciclo de queda na indústria, além de a Quattor ainda estar funcionando abaixo de sua capacidade. Mas à medida que o analista prevê um potencial aperto do mercado a partir de 2011 e uma melhora das sinergias com a Quattor, ele acredita que “o mercado pode em breve voltar sua atenção para 2012”.

BB inicia cobertura das units do Santander e recomenda manutenção

Por: Equipe InfoMoney
28/09/10 - 14h42
InfoMoney


SÃO PAULO – A BB Investimentos iniciou a cobertura das unitsaç do Santander (SANB11), com a recomendação de manutenção (Hold), estimando upside (potencial teórico de valorização) de 20% com base em projeções para junho de 2011, fixando o preço-alvo R$ 26,20 por ação.

"Fortemente capitalizado, com representativo valor de mercado e com resultados alavancados por ganhos de sinergia e aumento de eficiência, o banco deve aproveitar o momentum para avançar em market share", afirma o relatório.

Segundo o analista Nataniel Cezimbra, o banco possui algumas vantagens competitivas, tais como a integração operacional com a matriz, o que possibilita menor custo de desenvolvimento de tecnologias, acesso à base de clientes multinacionais e a adaptação de produtos do exterior no Brasil.

Também chama a atenção para a finalização do processo de integração com o Banco Real, com ganhos de sinergia esperados de R$ 1,6 bilhão e de R$ 2,4 bilhões para este e para o próximo ano, em comparação aos R$ 800 milhões de 2009.

Aproximando-se dos concorrentesAinda, a alta capitalização do banco, o qual realizou oferta pública de ações no valor aproximado de R$ 13,2 bilhões no ano passado, permite aquisições estratégias. O analista também afirma que os indicadores de rentabilidade e múltiplos da companhia devem se aproximar dos seus concorrentes. Por exemplo, o múltiplo P/BV do banco, em 1,28 vezes, possui um desconto de 49% sobre seus pares.

PerspectivasPara os próximos cinco anos, o analista do Banco do Brasil estima que o Santander conseguirá avanço de 15,2% no volume de captação, com crescimento médio de 15,6% do crédito e de 14,2% de tais receitas, além de crescimento médio de 9,8% das receitas líquidas não-juros e de 14,6% para as receitas líquidas de juros.

Cezimbra também faz uma avaliação do setor para a metade de 2011, na qual projeta que o risco-país permanecerá em patamares estáveis, ao passo que a relação crédito/PIB terá uma elevação consistente, com o crescimento da massa salarial acima da inflação.

Usiminas assina joint venture com a Sumitomo para desenvolver projeto em MG

Por: Equipe InfoMoney
28/09/10 - 10h45
InfoMoney


SÃO PAULO – A Usiminas (USIM3, USIM5) assinou contrato de joint venture com a Sumitomo na última segunda-feira (27) para desenvolver um projeto de exploração e operação de ativos minerários na região da Serra Azul, em Minas Gerais. Os planos também incluem atividades de logística para o transporte do minério de ferro e a criação de alternativas portuárias para a exportação da produção.

Nos termos do acordo está previsto que a Sumitomo terá participação de 30% do capital votante da Mineração Usiminas, sociedade controlada pela Usiminas e que receberá os ativos e passivos referentes à atividade na região de Serra Azul.

A Mineração Usiminas terá ainda 49,9% do capital votante e 83,3% do capital total da Usiminas Participações e Logística, além de um terreno em Itaguaí, no Rio de Janeiro, que foi transferido da Usiminas para a sociedade.

Contrato bilionárioPor outro lado, a Sumitomo desembolsará US$ 1,929 bilhão à Mineração Usiminas, com US$ 1,350 bilhão à vista, na data de fechamento da operação, e outros US$ 579 milhões à prazo, condicionados a eventos futuros.

No entanto, a efetivação do negócio, que tem previsão para ocorrer até 15 de abril de 2011, ainda está sujeita a condições precedentes, como autorizações governamentais.

Destaque do Ibovespa
Os papéis preferenciais da empresa se destacam neste início de pregão, registrando ganhos de 2,13%, enquanto os ordinários avançam 1,12%. Às 10h45, ambos ocupavam as posições de maiores altas do Ibovespa, que caía 0,24%.

Ativa e Citi avaliam rumores envolvendo Previ, CPFL e Neoenergia como neutros

Por: Equipe InfoMoney
28/09/10 - 10h27
InfoMoney


SÃO PAULO – O Citigroup e a Ativa avaliaram como neutros os rumores veiculados no Valor Econômico na última segunda-feira (27) sobre uma possível contratação do Morgan Stanley pelo fundo de pensão Previ para reavaliar seus ativos, com a intenção de vender a participação na CPFL Energia (CPFE3) ou na Neoenergia ou até mesmo unir as duas operações.

A Previ informou ao jornal que não considera, no momento, a venda de participação no setor elétrico, mas disse que é comum avaliar seus ativos.

Impacto neutro
O analista da Ativa, Ricardo Corrêa, destaca que movimentações deste tipo impõem um componente de risco ao valuation da CPFL, no entanto diz que “a notícia neutraliza parcialmente o risco associado ao aumento da alavancagem e redução dos dividendos da CPFL no evento da compra da Neoenergia”.

Enquanto isso, o Citi permanece descrente de que tal reestruturação ocorrerá agora. “Embora a reorganização dos ativos da Previ seja algo considerável no longo prazo, nós não estamos convencidos de que o primeiro passo foi dado ao contratar o Morgan Stanley”, escrevem os analistas Marcelo Britto e Tathiana Reis em relatório.