terça-feira, 5 de abril de 2011

Citi revisa para cima projeções de resultados da CSN

Por: Equipe InfoMoney
05/04/11 - 14h17
InfoMoney



SÃO PAULO - O Citigroup revisou para cima suas estimativas de resultados para a CSN (CSNA3), para adequá-las ao recente desempenho da siderúrgica e às novas projeções do preço do minério de ferro nos próximos anos.


Para Alexander Hacking, que reitera recomendação de compra para as ações, a CSN goza de boa possibilidade de alavancagem para incrementar sua produção de minério de ferro, ficando em situação confortável para atingir seus objetivos enquanto o preço da commodity se mantiver em alta.


O analista acredita que o segmento de aço plano enfrenta desafios estruturais no Brasil, no que se refere à valorização do real e à crescente competitividade do mercado, mas ainda assim a CSN tem mostrado capacidade de adaptação ao ambiente, o que pode ser observado nos 38% de margem Ebitda (geração operacional de caixa em relação à receita).


Aposta na Usiminas representa risco
Por outro lado, Hacking lembra as supostas aspirações da empresa de consolidar suas operações de aço com a Usiminas (USIM3,USIM5) representam um alto pra empresa, uma vez que um alto valor já foi empregado na compra de participação acionária mas a consolidação das operações tem de passar por um acordo junto à Nippon Steel, controladora da Usiminas.



"A diversificação internacional permanece como objetivo, e um M&A (fusões e aquisições) fora do Brasil provavelmente recebido de forma negativa pelo mercado", alerta Hacking.


Confira as projeções do Citi:

    1T11      2T11      3T11      4T11  
Receita*3,8364,4194,6134,676
Ebitda (ajustado)*1,5702,0212,0472,110
Margem Ebitda (ajustado) 40,9%45,7%44,4%45,1%
Lucro Líquido*0,5660,9010,9200,955
Lucro por açãoR$ 0,37R$ 0,60R$ 0,61R$ 0,63


    2010      2011      2012      2013  
Receita*14,45117,54319,71720,864
Ebitda (ajustado)*6,3567,7478,7688,996
Margem Ebitda (ajustado)44,0%44,2%44,5%43,1%
Lucro Líquido*2,5163,3423,8683,981
Lucro por açãoR$ 1,67R$ 2,21R$ 2,56R$ 2,64
*em bilhões de reais

Carteiras de ações para 2011 superam Ibovespa, mas não encantam

Por: Thiago Salomão
05/04/11 - 11h22
InfoMoney



SÃO PAULO - Ao final de 2010, algumas corretoras apresentaram suas principais apostas de ações para o ano de 2011. Terminado o primeiro quarto desse ano, vemos que o desempenho médio desses portfólios tem batido o Ibovespa, embora a performance esteja longe de encantar o investidor. Sem contar que mais da metade destas carteiras amargaram perdas nesse período.


No primeiro trimestre, as 10 carteiras de ações recomendadas para o ano monitoradas pela Equipe InfoMoney mostraram um retorno médio de 0,28%, número que, embora modesto, foi 1,32 ponto percentual superior ao desempenho do Ibovespa, que recuou 1,04% no mesmo período. Desses 10 portfólios, seis deles superararam o benchmark da bolsa brasileira. No entanto, apenas quatro tiveram rentabilidade positiva no acumulado dos três primeiros meses de 2011.


Para este levantamento, a InfoMoney utilizou as carteiras dos seguintes bancos e corretoras: Ativa, BB Investimentos, Concórdia, Fator (3 carteiras), Itaú BBA, Planner, SLW e Souza Barros. Priorizamos para essa pesquisar apenas carteiras que buscam obter rendimentos por meio da valorização de seus ativos recomendados, excluindo dessa forma a carteira de dividendos sugerida para 2011 pelo Banco Fator Corretora.


Fator lidera ganhos em 2011...
E por falar na Fator, a corretora de fato conseguiu despontar nesse primeiro trimestre do ano, já que dois de seus três portfólios recomendados registraram as duas melhores performances do período. O destaque principal fica com a carteira "Fator Sustentabilidade", que entre janeiro e março somou um retorno de 8,04%, ficando 7,76 p.p. acima da média dos portfólios monitorados pela InfoMoney e 9,08 p.p. à frente do Índice Bovespa.



Apostando em ações que fazem parte do ISE (Índice de Sustentabilidade Empresarial, que também é adotado pela corretora como benchmark da carteira), o portfólio da Fator possui 30% de exposição em empresas de telecomunicações e 30% no setor de energia, com todas elas registrando forte valorização nesse trimestre - TIM PN (TCSL4+27,22%), Vivo PN (VIVO4+22,47%), Cemig PN (CMIG4+16,77%), Tele Norte Leste ON (TNLP3+15,48%), Light ON (LIGT3+10,89%) e Copel PNB (CPLE6+7,11%). Outro papel da carteira que também teve um bom rendimento no período foi da Brasil Foods (BRFS3+12,77%). Apenas as apostas da corretora no setor financeiro - BicBanco PN (BICB4-8,86%) e Itaú Unibanco PN (ITUB4-0,62%) - e na Duratex (DTEX3-3,01%) amargaram perdas no período.


Outra carteira sugerida pela Fator aparece na segunda posição do ranking, acumulando rentabilidade positiva de 3,37% entre janeiro e março. Assim como a carteira Fator Sustentabilidade, o portfólio voltado às large caps também se beneficiou com as fortes altas das ações dos setores de telecomunicações e energia, que possuem 15% e 13% de participação na lista, respectivamente. Aliado a isso, um quinto da carteira corresponde aos papéis preferenciais da Petrobras (PETR4), que subiram 5,07% nesses três meses.


O retorno da carteira Large Caps da corretora poderia ter sido melhor, mas acabou sendo prejudicado pela forte queda das ações da PDG (PDGR3-9,84%), BM&F Bovespa (BVMF3-9,55%) e AmBev (AMBV4-8,81%), com cada uma respondendo por 6% da composição da carteira. GOL PN (GOLL4-12,99%) e Lojas Americanas (LAME4-10,68%), com 3% de participação cada, também ajudaram a deteriorar os ganhos do portfólio no trimestre.


Vale mencionar que a carteira de dividendos da Fator, que não entrou no ranking por possuir um objetivo de investimento diferente dos demais portfólios, teve uma performance de 7,28% no primeiro quarto do ano. Também com bastante exposição em geradoras de energia (65% da carteira está alocada em empresas do setor), a lista de sugestões também conta com Comgás (CGAS5,+11,51%) e Telesp (TLPP4+2,82%).


...mas também é destaque de queda
Contudo, não foram apenas louros que os portfólios recomendados pela Fator em 2011 colheram nesse primeiro trimestre. A carteira small caps sugerida para o ano foi duramente penalizada pelas quedas de Contax (CTAX4-22,48%), Log-In (LOGN3-19,23%) e Wilson Sons (WSON11-17,13%) e fechou o período com recuo de 4,17% - 3,41 p.p. abaixo do rendimento médio das carteiras compiladas pela InfoMoney. Nem mesmo as fortes valorizações trimestrais dos papéis da UOL (UOLL4+18,24%) e da Santos Brasil (STBP11+15,97%) conseguiram impedir esse resultado, visto que todos os outros 10 papéis sugeridos perderam valor no período.



Outra carteira recomendada para 2011 que não foi bem nos três primeiros meses do ano foi a da Ativa Corretora, cujo rendimento (-3,52%) foi 3,8 p.p. pior do que a média. Com um portfólio bastante diversificado, o mau desempenho acabou vindo tanto de ações não-listadas no Ibovespa, como Lupatech (LUPA3-27,44%) e Randon (RAPT4-9,28%) quanto de ativos com maior giro de negócios no mercado, como Gerdau (GGBR4-10,69%) PDG e Pão de Açúcar (PCAR4-3,15%). 


Carteiras de 2011 - Desempenho no 1º trimestre
PosiçãoBanco/CorretoraRentabilidadeDif. sobre
o Ibovespa
Fator - Sustentabilidade+8,04%+9,08 p.p.
Fator - Large Caps+3,37%+4,41 p.p.
SLW+2,37%+3,41 p.p.
Souza Barros+0,96%+2,00 p.p.
BB Investimentos-0,09%+0,95 p.p.
Itaú BBA-0,39%+0,65 p.p.
Planner-1,70%-0,66 p.p.
Concórdia-2,09%-1,05 p.p.
Ativa-3,52%-2,48 p.p.
10ºFator - Small Caps-4,17%-3,13 p.p.
Média+0,28%+1,32 p.p.

Citi reduz preço-alvo de Redecard e Cielo, mas recomenda compra de ambas

Por: Equipe InfoMoney
05/04/11 - 10h10
InfoMoney



SÃO PAULO - O Citigroup reduziu seus preços-alvo para as açõesda Cielo (CIEL3) e da Redecard (RDCD3), após rever sua tese deinvestimento com base no declínio das taxas MDR, que levaram ao ajuste das estimativas de ganhos por ação para 2011 e 2012 também a projetar o resultado para 2013. Entretanto, a recomendação de compra foi reiterada.


O preço-alvo para os papéis da Cielo caiu de R$ 18,10 para R$ 17,30, valor que representa um upside (potencial teórico de valorização) de 19,72% em relação a cotação do último fechamento. Já o preço-alvo das ações da Redecard caiu de R$ 28,85 para R$ 28,50, upside de 14,00% também em relação ao último fechamento. Essa redução dos preços-alvos aconteceu em função principalmente da utilização de uma menor projeção de lucros por ação de 2012 e 2013.


Revisões nas estimativasO analista Daniel Abut deixou inalterada sua estimativa para os ganhos por ação em 2011 da Cielo e da Redecard, mas introduziu projeções para estes ganhos ao longo de cada semestre deste ano. “Nós continuamos esperando quedas nos ganhos por ação entre 10% e 15% em 2011”, afirma Abut.


Além disso, as estimativas de ganhos por ação para o próximo ano foram reduzidas em cerca de 2%, para ambas as empresas, e também foram introduzidas as projeções referentes ao ano de 2013. A expectativa do analista é de que, após a queda nos ganhos por ação neste ano, os ganhos voltem a crescer a uma taxa de 12,5% por ano em 2012 e 2013.


Risco menorA avaliação é que as reduções agressivas no MDR (taxa de desconto cobrada dos estabelecimentos), como forma de ganhar mercado, ficaram para trás.


“Nós agora acreditamos que o pior das agressivas quedas de MDR, orientadas pela intensa competição de participação de mercado entre as duas empresas, está basicamente terminada”, avalia Abut, que acrescenta: “ambas as administrações indiretamente confirmaram essa visão”.

SLW troca ações ordinárias da Tractebel pelas da Cemig em carteira para a semana

Por: Equipe InfoMoney
05/04/11 - 07h45
InfoMoney


SÃO PAULO - A SLW ajustou sua carteira recomendada semanal, que para os pregões de 4 a 8 de abril conta com a troca das ações ordinárias da Tractebel (TBLE3) pelas da (CMIG3). A corretora vê agenda tranquila na semana, o que pode abrir espaço para uma performance positiva dos mercados, com recuperação modesta "até que novos sinais de melhora na conjuntura econômica global venham a ser confirmados".


Na última semana a carteira recomendada da SLW registrou desempenho positivo de 1,82%, ao passo que o Ibovespa  registrou alta de 2,2% no mesmo período. As ações da Tractebel (TBLE3) e da Vale Fertilizantes (FFTL4) - que se valorizaram 5,5% e 2,6%, respectivamente, na última semana - contribuíram com a performance do portfólio.


corretora espera que o noticiário referente a Portugal e Líbia não impacte os mercados de risco. No Japão, a repercussão do vazamento nuclear deve se estender por vários meses ainda, mas a SLW acredita que isto já estpa precificado nas bolsas.


Confira as recomendações para a semana:
AçãoCódigoPreço JustoUpside*
CemigCMIG3R$ 34,7936,48%
ValeVALE5R$ 64,8534,43%
Tele Norte LesteTNLP4R$ 37,8831,53%
CSNCSNA3R$ 36,5334,90%
Vale FertilizantesFFTL4R$ 22,7037,58%
*Calculado com base no fechamento do dia 4 de abril


Cemig
"A diferença atual entre a cotação das ordinárias e preferenciais está muito superior à média histórica. Com isso acreditamos numa correção dessa distorção ainda no curto prazo", aposta a SLW, creditando à boa performance dos papéis neste ano a precificação dos resultados financeiros recentemente divulgados.



Vale"Continuamos com uma visão muita positiva sobre a empresa. O preço do minério de ferro, cobre e níquel continuam em movimento de alta. Por outro lado, os recentes problemas climáticos na Austrália irão dificultar a Rio Tinto e BHP de atender plenamente a demanda da China, o que irá possibilitar a Vale realizar vendas físicas mais representativas neste início de ano e com um fator adicional importante, já que o preço do minério sofreu reajuste próximo a 9% no 1T11 e a expectativa é de alta de 20% para o 2T11".


TelemarA entrada da Portugal Telecom como acionista das empresas do Grupo Oi foi bem recebida e os obstáculos que atrapalharam a continuidade do processo foram superados. "As ações em bolsa já precificaram negativamente a questão da capitalização, portanto somos de opinião de que no curto prazo as ações da TNLP refletirão as boas perspectivas de crescimento da rentabilidade pelo desenvolvimento do bom planejamento estratégico."


CSN"Com sinais de recomposição de preços em siderurgia no mercado local, da proximidade da normalização dos estoques de aço importado na distribuição e manutenção de preços elevados para minério de ferro, acreditamos que o desempenho da empresa continue superando as expectativas e isto deve se refletir nos preços de suas ações".


Vale Fertilizantes
"As ações da companhia apresentam forte queda nos últimos pregões, bem superior à queda do índice. Acreditamos que na atual cotação, suas ações chegaram a um patamar interessante para compra, visando uma recuperação no curo prazo".

HSBC lista ações com os maiores dividend yields projetados para 2011

Por: Natália Wagner Rodrigues
04/04/11 - 22h09
InfoMoney



SÃO PAULO - Junto com sua carteira recomendada de abril, o HSBC divulgou uma lista de ações, dentro do seu universo de cobertura, com os maiores dividend yields projetados para 2011. Segundo a estimativa dos analistas Carlos Nunes e Débora Agonilha, os detentores das ações listadas abaixo devem receber bom retorno com dividendos ao longo do ano. 


Repetindo a tendência observada no mês anterior, os setores detelecomunicações e de energia concentram a maior parte das recomendações. Entre os nove papéis listados, há somente um fora destes dois setores: os da Redecard (RDCD3).


A Telemar (TNLP4) aparece com o yield projetado mais atrativo, devendo proporcionar ao acionista detentor de suas ações preferenciais um retorno com dividendos de 14,3% em relação ao preço da ação.


Confira os maiores yields estimados para 2011: 
Empresa  Ticker     Yield 2011 
Telemar PNTNLP414,3%
Telemar Norte Leste PNATMAR511,5%
Equatorial Energia ON *EQTL310,2%
Eletropaulo PNELPL410,8%
Coelce PNA *COCE514,1%
Telemar ONTNLP310,9%
Transmissão Paulista PN *TRPL410,1%
Redecard ONRDCD39,6%
AES Tietê PNGETI49,8%
Fonte: Estimativas HSBC
(*) estimativas Thomson Reuters