terça-feira, 5 de abril de 2011

Spinelli troca dez ações em carteira de abril, mantendo somente ABC Brasil

Por: Equipe InfoMoney
05/04/11 - 15h40
InfoMoney



SÃO PAULO - A Spinelli divulgou sua carteira recomendada para o mês de abril, optando por manter somente as ações do banco ABC Brasil (ABCB4) em seu portfólio.


Para a corretora, o atual momento pode se mostrar mais propício para o retorno dos investimentos em mercados acionários de países emergentes. De acordo com os analistas da Spinelli, este movimento se deu em função da adoção de uma política monetária interna menos restritiva do que as projeções indicavam, além da continuidade da recuperação econômica dos Estados Unidos diante da divulgação de dados favoráveis no último mês.


Entretanto, ainda existem riscos para os investidores, como a crise fiscal europeia. Além disso, incertezas também permeiam os cenários dos emergentes - entre eles, China e Brasil, que lidam com a desaceleração econômica e a pressão inflacionária.


Desempenho anteriorNo último mês a carteira recomendada da Spinelli apresentou performance inferior ao Ibovespa. No período, o portfólio da corretora caiu 0,6%, contra uma alta de 1,8% do índice. Já no acumulado de 12 meses, o portfólio de recomendações da Spinelli retrata valorização de 12,7% frente queda de 2,5% do Ibovespa, afirma a corretora. 


Confira as recomendações para o mês de abril:
AçãoCódigoPreço-alvoUpside1
BrookfieldBISA3R$ 12,4641,59%
BradescoBBDC3R$ 40,8446,91%
CetipCTIP3R$ 27,997,65%
CSNCSNA3R$ 36,7135,56%
Lojas RennerLREN3R$ 68,3921,95%
ABC BrasilABCB4R$ 18,0841,80%
MarfrigMRFG3R$ 20,1031,37%
MMX MineraçãoMMXM3R$ 16,2457,06%
Pão de AçúcarPCAR4R$ 81,8819,52%
LocalizaRENT3R$ 33,6024,91%
Tim ParticipaçõesTCSL3R$ 9,4813,94%
1 Potencial de valorização calculado com base no fechamento de 4 de abril

Omar Camargo divulga carteira para abril, inalterada desde agosto de 2010

Por: Equipe InfoMoney
05/04/11 - 14h40
InfoMoney



SÃO PAULO - A Omar Camargo produziu sua carteira recomendada para o mês de março sem realizar nenhuma alteração frente as ações que a compuseram no último mês. As mesmas ações figuram no portfólio da corretora desde agosto de 2010, quando foram incluídos os papéis da UOL e da Le Lis Blanc.


Desta vez, a única modificação ficou por conta do peso das ações - as da UOL passaram de 7% para 6%, enquanto as da Positivo aumentaram de 4% da carteira para 5%. Vale lembrar que a corretora havia anunciado que não faria nenhuma alteração no mês anterior, à espera dos resultados corporativos do último trimestre de 2010 - cuja temporada de resultados se encerrou no final de março.


Inferior ao IbovespaDurante o mês de março a carteira recomendada da Omar Camargo registrou desvalorização de 1,38%, ao passo que o Ibovespa se valorizou em 1,79%. Segundo a corretora, o período foi marcado pelo desastre natural e a consequente crise nuclear no Japão, que elevou a aversão ao risco no mundo inteiro.


"Apesar do Ibovespa ter sido influenciado por esse movimento, o Brasil não está na mesma situação que os países desenvolvidos", aponta o relatório, já que nem os juros mais altos nem o crédito mais caro conseguiram impedir que a demanda interna continuasse forte.


Deste modo, as pressões inflacionárias continuam, e o retorno para o centro da meta não deve ocorrer antes do primeiro trimestre de 2012, revela a Omar Camargo. Assim, aumentaram as chances de que a taxa Selic tenha uma nova alta na próxima reunião e encerre o ano provavelmente em 12,25%, ao passo que as expectativas para o PIB (Produto Interno Bruto) decresceram - passaram de 4,5% para 4,0%. 


ValeDestaque também para a forte desvalorização da Vale no mês, como reflexo do impasse político, que implica na aversão ao risco e na incompreensão dos acionistas, já que a mineradora reportou lucro recorde de R$ 30,1 bilhões em 2010. "Não acreditamos que a troca cause problemas à Vale, mas discordamos do modo como Agnelli sairá do cargo, pois (...) durante sua gestão a valorização dos ativos foi de 867%", ressalta o relatório.


Confira as recomendações da corretora para fevereiro:
EmpresaCódigoPeso (%)
BradescoBBDC413%
PetrobrasPETR411%
ValeVALE510%
GerdauGGBR410% 
CopelCPLE612% 
CremerCREM310% 
Fert. HeringerFHER37%
Le Lis BlancLLIS36%
OGXOGXP310%
UOLUOLL46%
PositivoPOSI35%

Citi revisa para cima projeções de resultados da CSN

Por: Equipe InfoMoney
05/04/11 - 14h17
InfoMoney



SÃO PAULO - O Citigroup revisou para cima suas estimativas de resultados para a CSN (CSNA3), para adequá-las ao recente desempenho da siderúrgica e às novas projeções do preço do minério de ferro nos próximos anos.


Para Alexander Hacking, que reitera recomendação de compra para as ações, a CSN goza de boa possibilidade de alavancagem para incrementar sua produção de minério de ferro, ficando em situação confortável para atingir seus objetivos enquanto o preço da commodity se mantiver em alta.


O analista acredita que o segmento de aço plano enfrenta desafios estruturais no Brasil, no que se refere à valorização do real e à crescente competitividade do mercado, mas ainda assim a CSN tem mostrado capacidade de adaptação ao ambiente, o que pode ser observado nos 38% de margem Ebitda (geração operacional de caixa em relação à receita).


Aposta na Usiminas representa risco
Por outro lado, Hacking lembra as supostas aspirações da empresa de consolidar suas operações de aço com a Usiminas (USIM3,USIM5) representam um alto pra empresa, uma vez que um alto valor já foi empregado na compra de participação acionária mas a consolidação das operações tem de passar por um acordo junto à Nippon Steel, controladora da Usiminas.



"A diversificação internacional permanece como objetivo, e um M&A (fusões e aquisições) fora do Brasil provavelmente recebido de forma negativa pelo mercado", alerta Hacking.


Confira as projeções do Citi:

    1T11      2T11      3T11      4T11  
Receita*3,8364,4194,6134,676
Ebitda (ajustado)*1,5702,0212,0472,110
Margem Ebitda (ajustado) 40,9%45,7%44,4%45,1%
Lucro Líquido*0,5660,9010,9200,955
Lucro por açãoR$ 0,37R$ 0,60R$ 0,61R$ 0,63


    2010      2011      2012      2013  
Receita*14,45117,54319,71720,864
Ebitda (ajustado)*6,3567,7478,7688,996
Margem Ebitda (ajustado)44,0%44,2%44,5%43,1%
Lucro Líquido*2,5163,3423,8683,981
Lucro por açãoR$ 1,67R$ 2,21R$ 2,56R$ 2,64
*em bilhões de reais

Carteiras de ações para 2011 superam Ibovespa, mas não encantam

Por: Thiago Salomão
05/04/11 - 11h22
InfoMoney



SÃO PAULO - Ao final de 2010, algumas corretoras apresentaram suas principais apostas de ações para o ano de 2011. Terminado o primeiro quarto desse ano, vemos que o desempenho médio desses portfólios tem batido o Ibovespa, embora a performance esteja longe de encantar o investidor. Sem contar que mais da metade destas carteiras amargaram perdas nesse período.


No primeiro trimestre, as 10 carteiras de ações recomendadas para o ano monitoradas pela Equipe InfoMoney mostraram um retorno médio de 0,28%, número que, embora modesto, foi 1,32 ponto percentual superior ao desempenho do Ibovespa, que recuou 1,04% no mesmo período. Desses 10 portfólios, seis deles superararam o benchmark da bolsa brasileira. No entanto, apenas quatro tiveram rentabilidade positiva no acumulado dos três primeiros meses de 2011.


Para este levantamento, a InfoMoney utilizou as carteiras dos seguintes bancos e corretoras: Ativa, BB Investimentos, Concórdia, Fator (3 carteiras), Itaú BBA, Planner, SLW e Souza Barros. Priorizamos para essa pesquisar apenas carteiras que buscam obter rendimentos por meio da valorização de seus ativos recomendados, excluindo dessa forma a carteira de dividendos sugerida para 2011 pelo Banco Fator Corretora.


Fator lidera ganhos em 2011...
E por falar na Fator, a corretora de fato conseguiu despontar nesse primeiro trimestre do ano, já que dois de seus três portfólios recomendados registraram as duas melhores performances do período. O destaque principal fica com a carteira "Fator Sustentabilidade", que entre janeiro e março somou um retorno de 8,04%, ficando 7,76 p.p. acima da média dos portfólios monitorados pela InfoMoney e 9,08 p.p. à frente do Índice Bovespa.



Apostando em ações que fazem parte do ISE (Índice de Sustentabilidade Empresarial, que também é adotado pela corretora como benchmark da carteira), o portfólio da Fator possui 30% de exposição em empresas de telecomunicações e 30% no setor de energia, com todas elas registrando forte valorização nesse trimestre - TIM PN (TCSL4+27,22%), Vivo PN (VIVO4+22,47%), Cemig PN (CMIG4+16,77%), Tele Norte Leste ON (TNLP3+15,48%), Light ON (LIGT3+10,89%) e Copel PNB (CPLE6+7,11%). Outro papel da carteira que também teve um bom rendimento no período foi da Brasil Foods (BRFS3+12,77%). Apenas as apostas da corretora no setor financeiro - BicBanco PN (BICB4-8,86%) e Itaú Unibanco PN (ITUB4-0,62%) - e na Duratex (DTEX3-3,01%) amargaram perdas no período.


Outra carteira sugerida pela Fator aparece na segunda posição do ranking, acumulando rentabilidade positiva de 3,37% entre janeiro e março. Assim como a carteira Fator Sustentabilidade, o portfólio voltado às large caps também se beneficiou com as fortes altas das ações dos setores de telecomunicações e energia, que possuem 15% e 13% de participação na lista, respectivamente. Aliado a isso, um quinto da carteira corresponde aos papéis preferenciais da Petrobras (PETR4), que subiram 5,07% nesses três meses.


O retorno da carteira Large Caps da corretora poderia ter sido melhor, mas acabou sendo prejudicado pela forte queda das ações da PDG (PDGR3-9,84%), BM&F Bovespa (BVMF3-9,55%) e AmBev (AMBV4-8,81%), com cada uma respondendo por 6% da composição da carteira. GOL PN (GOLL4-12,99%) e Lojas Americanas (LAME4-10,68%), com 3% de participação cada, também ajudaram a deteriorar os ganhos do portfólio no trimestre.


Vale mencionar que a carteira de dividendos da Fator, que não entrou no ranking por possuir um objetivo de investimento diferente dos demais portfólios, teve uma performance de 7,28% no primeiro quarto do ano. Também com bastante exposição em geradoras de energia (65% da carteira está alocada em empresas do setor), a lista de sugestões também conta com Comgás (CGAS5,+11,51%) e Telesp (TLPP4+2,82%).


...mas também é destaque de queda
Contudo, não foram apenas louros que os portfólios recomendados pela Fator em 2011 colheram nesse primeiro trimestre. A carteira small caps sugerida para o ano foi duramente penalizada pelas quedas de Contax (CTAX4-22,48%), Log-In (LOGN3-19,23%) e Wilson Sons (WSON11-17,13%) e fechou o período com recuo de 4,17% - 3,41 p.p. abaixo do rendimento médio das carteiras compiladas pela InfoMoney. Nem mesmo as fortes valorizações trimestrais dos papéis da UOL (UOLL4+18,24%) e da Santos Brasil (STBP11+15,97%) conseguiram impedir esse resultado, visto que todos os outros 10 papéis sugeridos perderam valor no período.



Outra carteira recomendada para 2011 que não foi bem nos três primeiros meses do ano foi a da Ativa Corretora, cujo rendimento (-3,52%) foi 3,8 p.p. pior do que a média. Com um portfólio bastante diversificado, o mau desempenho acabou vindo tanto de ações não-listadas no Ibovespa, como Lupatech (LUPA3-27,44%) e Randon (RAPT4-9,28%) quanto de ativos com maior giro de negócios no mercado, como Gerdau (GGBR4-10,69%) PDG e Pão de Açúcar (PCAR4-3,15%). 


Carteiras de 2011 - Desempenho no 1º trimestre
PosiçãoBanco/CorretoraRentabilidadeDif. sobre
o Ibovespa
Fator - Sustentabilidade+8,04%+9,08 p.p.
Fator - Large Caps+3,37%+4,41 p.p.
SLW+2,37%+3,41 p.p.
Souza Barros+0,96%+2,00 p.p.
BB Investimentos-0,09%+0,95 p.p.
Itaú BBA-0,39%+0,65 p.p.
Planner-1,70%-0,66 p.p.
Concórdia-2,09%-1,05 p.p.
Ativa-3,52%-2,48 p.p.
10ºFator - Small Caps-4,17%-3,13 p.p.
Média+0,28%+1,32 p.p.