sábado, 15 de janeiro de 2011

Goldman Sachs eleva para compra sugestão para CCR e atualiza targets do setor

Por: Equipe InfoMoney
14/01/11 - 16h01
InfoMoney


SÃO PAULO - O Goldman Sachs iniciou 2011 com projeções mais otimistas para concessionárias rodoviárias brasileiras. Dado o viés altista da inflação, o banco espera que o fluxo de caixa da CCR (CCRO3) e OHL (OHLB3) se torne positivo neste ano. Desta forma, o preço-alvo de ambas as companhias foi elevado, assim como o da Ecorodovias (ECOR3). A recomendação da CCR no novo cenário passa de neutra para compra.


As novas projeções incorporam tanto o impacto positivo da inflação sobre os preços das tarifas rodoviárias quanto a perspectiva de que o tráfego continue intenso neste ano, e as companhias façam menores investimentos após o final dos pré-pagamentos de concessões.


"Para nós, a maior geração de caixa significa maior participação em leilões, investimentos adicionais em rodovias existentes e maior capacidade para aquisições, pontos não refletidos nos targets anteriores", afirmam os analistas Eduardo Couto e Tais Correa, em relatório.


Desta forma, o preço-alvo da CCR passou de R$ 46,00 para R$ 57,00, enquanto o target da Ecorodovias foi de R$ 11,80 para R$ 14,50. Por fim, a avaliação dos preços para a OHL saltou de R$ 45,00 para R$ 56,00. Os novos targets implicam upsides de 21,66%, 10,43% e -5%, nesta ordem, com base no fechamento de 14 de janeiro.


Ajustes seguem índices de inflação
Os dois maiores índices usados em contratos de rodovias são o IPCA (Índice de Preços ao Consumidor) e o IGP-M (Índice Geral de Preços-Mercado). Em São Paulo, o mais usado é o IGP-M, que subiu de 5% em junho de 2010, na comparação com 2009, para 11% em dezembro de 2010, puxado pelos preços de alimentos e produtos industrializados.



"A recente alta da inflação irá afetar positivamente as tarifas de pedágios neste ano, impulsionando os resultados, já que as três concessões possuem uma boa porção de suas receitas ajustadas anualmente pelo IGP-M", dizem os analistas do Goldman.  


CCR
A empresa é a preferida do Goldman Sachs no setor, que elogia seu sólido fluxo de caixa para os próximos anos, longo histórico e boa liquidez. Ademais, a CCR tem investimentos diversificados, com a construção de linhas metroviárias e o projeto de inspeção veicular 
Controlar, além de potenciais projetos em concessões já existentes. Seu cenário parece ser o mais promissor dentre as três empresas, e sua recomendação passa de neutra para compra.
EmpresaCódigoRecomendaçãoPreço Alvo*Upside**
CCRCCRO3compraR$ 57,0021,66%
EcorodoviasECOR3neutraR$ 14,50 10,43%
OHLOHLB3vendaR$ 56,00 -5%
*Para o final de 2011
**Com base no fechamento de 13 de janeiro de 2011 


Ecorodovias
Também bem avaliada, a Ecorodovias apresenta entre seus pontos fortes um sólido balanço, forte fluxo de caixa projetado para os próximos anos e boa liquidez.



No entanto, suas ações possuem menor potencial de upside em relação aos papéis da CCR, além de estar em desvantagem quanto ao tamanho de seu histórico, portfólio e visibilidade
dos negócios de logística em relação à principal concorrente, a CCR.                                                                                            


OHL"O fluxo de caixa negativo de R$ 1 bilhão nos próximos três anos devido a investimentos em rodovias atuais é nossa maior preocupação", dizem Couto e Correa. O elevado Capex limita ofertas em leilões ou a participação em novos projetos, daí a recomendação de venda.  

Goldman Sachs inclui ADR da Embraer em sua lista de "compra com convicção"

Por: Equipe InfoMoney
14/01/11 - 15h43
InfoMoney


SÃO PAULO - A Embraer (EMBR3), foi incluída na lista de "compracom convicção" do banco de investimentos Goldman Sachs. Segundo os analisas Noah Poponak, Chun-Yai Wang e Alexandria Carroll, o bom posicionamento da empresa no setor de aviação, impulsionado pelo mercado emergente, foi o responsável pela inclusão.


Assim, os analistas estimaram um preço-alvo para 12 meses de US$ 39,00 para os ADRs (American Depositary Receipts) da empresa negociados na bolsa de Nova York - cujo código é o ERJ - o que representa um potencial de valorização teórica de 30% frente ao fechamento anterior. 


Apostas dos analistasAlém disso, a empresa é bem avaliada pelo fato de deter metade do mercado regional de jatos, com exposição limitada ao segmentos de defesa de Estados Unidos e Europa. Além disso, a Embraer detém um bom indicador de dividend yield (relação dos dividendos pagos pelo preço da ação), em torno de 3%.


O relatório do banco lista ainda alguns catalisadores para os papéis da empresa no curto prazo, incluindo a expectativa para  novas encomendas de jatos, boas perspectivas para esse mercado vindas de concorrentes nas próximas semanas e o "investor day" da companhia em março.


Maior potencial de valorizaçãoOs analistas destacam que o ADR da empresa tem registrado um desempenho mais fraco do que as demais empresas do setor, mesmo diante da melhora da perspectiva macroeconômica que sinaliza um salto no mercado de jatos regionais e comerciais. Entretanto, eles acreditam que o ativo é atrativo quando comparado aos seus pares, principalmente como um reflexo de seus resultados e crescimento. A avaliação do banco está acima do consenso de mercado, por acreditar nos bons fundamentos da empresa.


Cabe dizer que os papéis da Embraer operam em forte alta nesta sexta-feira (14) tanto na Bovespa quanto em Nova York. Há pouco, as ações ordinárias subiam 8,15% na bolsa paulista, enquanto os ADRs avançavam 7,23% no mercado norte-americano. 

BofA Merrill Lynch mantém recomendação, mas reduz preço-alvo para Magnesita

Por: Equipe InfoMoney
14/01/11 - 15h05
InfoMoney


SÃO PAULO – Com uma nova oferta de ações  preparada e ganhos possivelmente menores à frente, as ações da Magnesita (MAGG3) tiveram seu preço-alvo reduzido de R$ 16,00 para R$ 12,00 pelosanalistas do Bank of America Merrill Lynch. O novo valor indica um upside (potencial teórico de valorização) de 21,83% em relação ao último fechamento.


Segundo os analistas Felipe Hirai e Thiago Lofiego, a expectativa de ganhos menores decorre de um ambiente operacional mais austero que foi incorporado ao modelo, o que fez com que a projeção para o Ebitda (geração operacional de caixa) da companhia de 2011 a 2013 fosse cortada entre 25% e 30%.


Além disso, a avaliação da dupla é de que a emissão de ações, embora seja positiva para a empresa ao reduzir o seu nível de alavancagem, é negativa para a cotação dos papéis devido ao timing. "A ação está em sua menor cotação em 17 meses", dizem.


Sobre os principais projetos da empresa – a expansão de 120 mil toneladas de magnesita e 40 mil toneladas de grafite em Brumado –, os analistas esperam que sejam gastos US$ 200 milhões. “Com os preços das matérias-primas continuando em alta, o aumento de integração vertical da empresa é positivo”, afirmam.


Ação é boa, mas no longo prazoAssim, os analistas mantiveram a recomendação para os papéis da Magnesita como neutra. “Na nossa visão, a ação oferece um bom valor no longo prazo, mas carece de catalisadores no curto prazo”, falam os analistas.


Ademais, levando em conta os ganhos estimados atualizados, a empresa estaria sendo negociada em bolsa com um prêmio de 10% frente às siderúrgicas brasileiras, "o qual pode ser justo dados os projetos de crescimento", completa a dupla. 

sexta-feira, 14 de janeiro de 2011

Bradesco vê cenário positivo para bancos, com destaque para BB e Itaú Unibanco

Por: Equipe InfoMoney
14/01/11 - 14h08
InfoMoney


SÃO PAULO - O cenário para os grandes bancos brasileiros foi avaliado como moderadamente positivo pela Bradesco Corretora, que revisou suas projeções para o Banco do Brasil (BBAS3), Itaú Unibanco (ITUB4) e Santander (SANB11). A preferência é pelos dois primeiros, com base no potencial de valorização e no valuation destas instituições.


Segundo Carlos Firetti, responsável pela cobertura, estima-se que a CAGR (taxa composta de crescimento anual) do lucro por ação no período 2010 - 2013 seja de 16,4% para o Banco do Brasil e 15,0% para o Itaú Unibanco. Para o analista, os papéis da banco estatal devem continuar a ser negociados com desconto em relação aos ativos do Itaú Unibanco.


Cabe dizer que Firetti não alterou nenhuma das recomendações dos três bancos. "As principais mudanças em nossas estimativas foram uma redução das projeções de crescimento dos empréstimos e NIMs (margem financeira líquida anualizada) estáveis para as operações bancárias", explica o analista. Ele ainda afirma que a provisão de despesas deve seguir melhorando no ano, consequência de uma melhor qualidade de crédito. 


Continuidade favorece BBO Banco do Brasil tem a seu favor a manutenção de seu corpo administrativo. Firetti exalta o bom desempenho do CEO (Chief Executive Officer) Aldemir Bendine à frente da instituição, tendo sido capaz de realizar um bom trabalho nas relações com o governo. "Ele conseguiu equilibrar a percepção de que o banco estava alinhado com os interesses do governo e manter a estratégia da instituição de se expandir em segmentos comercialmente atraentes", escreve o analista. 


Além disso, ele aponta que a chance de interferência política no BB é ainda menor no atual cenário, o que deve diminuir o desconto do banco em relação a seus pares. 


Enquanto isso, o Itaú Unibanco deverá começar a apresentar as sinergias da integração entre as duas instituições, concluída no final de outubro de 2010. Isso deve se refletir nos números do quarto trimestre, que devem mostrar menores custos com a fusão. "Vemos resultados melhores em termos de despesas como um catalisador para as ações do Itaú Unibanco nos próximos trimestres", diz o analista. 


Situação na Espanha provoca cautela com SantanderJá o Santander, segundo Firetti, merece um pouco mais de cautela, em função da atual conjuntura da economia espanhola. Apesar disso, o próprio analista ressalta que não não enxerga impactos diretos nas operações do banco no Brasil. "Mas um cenário de stress na Espanha poderia interferir nas atividades no Brasil à medida que o banco adota uma postura mais cautelosa com relação ao crescimento", explica. 


Confira as recomendações do setor: 
Banco    Ticker   Recomendação    Preço-alvo        Upside*    
Banco do BrasilBBAS3OutperformR$ 40,0026,58%
Itaú UnibancoITUB4OutperformR$ 48,0021,92%
SantanderSANB11Market PerformR$ 28,0026,41%
*potencial teórico de valorização com base no fechamento de 13/1/2011

UBS eleva recomendação de TAM para compra, mas elege GOL a preferida do setor

Por: Equipe InfoMoney
14/01/11 - 13h00
InfoMoney


SÃO PAULO – O UBS elevou a recomendação dos papéis da TAM (TAMM4) para compra, citando o desconto no preço implícito das ações da companhia e a sua possível redução a partir do segundo trimestre deste ano. O preço-alvo para os papéis da companhia estão estabelecidos em R$ 47,20, o que representa um potencial teórico de valorização de 16,25% sobre a cotação de fechamento do último pregão.


A TAM está sendo negociada a um desconto de 10,5% no preço implícito das ações, baseado na relação de troca com os papéis da LAN, de um por 0,9, indicou o analista Victor Mizusaki, em relatório.


"Considerando os fortes resultados operacionais do terceiro trimestre de 2010 e a provável conclusão da fusão da LAN com a TAM no final do segundo trimestre deste ano, nós acreditamos que este desconto deverá ser reduzido", previu o analista.


GOL continua como preferidaNo entanto, as ações da GOL (GOLL4) continuam como as preferidas pelo analista, já que a empresa deverá reportar um resultado trimestral melhor, devido às vantagens de custeio, fortes balanços e liquidez, e uma frota conservada que pode resultar em uma taxa de ocupação maior.


Segundo o relatório da UBS, o preço-alvo para as ações da empresa é de R$ 34,80, o que significa um potencial teórico de valorização de 30,33% sobre a cotação do último fechamento.


Além disso, os papéis da empresa estão sendo negociados a um desconto de 20,4% no múltiplo EV/Ebitdar (Valor empresarial sobre Lucro antes de juros, impostor, depreciações, amortizações e leasing) sobre os concorrentes da América Latina.


Capacidade em expansãoPor fim, o analista também ressalta que a capacidade aérea no Brasil está mais alinhada com o ritmo de crescimento histórico de passageiros. “Mesmo se as menores companhias triplicassem a sua capacidade para 2012, a capacidade irá expandir a uma taxa de crescimento de 2,6 vezes o PIB (Produto Interno Bruto), em linha com a demanda”, aponta.

quinta-feira, 13 de janeiro de 2011

Itaú eleva preço-alvo para SLC, com base nos preços das commodities agrícolas

Por: Equipe InfoMoney
13/01/11 - 15h05
InfoMoney


SÃO PAULO – O Itaú BBA atualizou o preço-alvo das ações da SLC (SLCE3), incorporando novas premissas macroeconômicas, a revisão nos preços mundiais da soja, do milho e do algodão e considerando uma estimativa menor para a área plantada da empresa em 2010 e neste ano.


Assim, o preço-alvo para as ações da SLC passou de R$ 19,80 para R$ 24,20, valor que representa um upside (potencial teórico de valorização) de 16,91% em relação ao último fechamento. A recomendação continuou como market perform (desempenho em linha com a média do mercado).


Preços mais altosAs analistas Paula Kovarsky e Giovana Araújo revisaram a curva de preços da soja e do milho, avaliando que as projeções anteriores eram excessivamente conservadoras em comparação com o desempenho atualizado dos preços. As novas estimativas de longo prazo apontam preço da soja em US$ 11,00/bushel e preço do milho de US$ 4,5/bushel.


Comentando o mais recente relatório do Departamento de Agricultura dos EUA para as commodities do setor, as analistas frisam o indicativo de que o balanço entre oferta e demanda deve continuar apertado ao longo deste ano.


Sobre a soja, as restrições no crescimento da oferta foram causadas por fatores meteorológicos, pelo aumento do consumo – em especial na China – e pela redução da produção na Argentina. Em relação ao milho e ao algodão, o destaque fica por conta do aumento nas projeções de déficit no suprimento.


Ademais, são previstas pressões positivas nos preços baseadas na continuidade do tempo seco na Argentina, crescimento menor do que o esperado nas plantações norte-americanas e manutenção da demanda elevada na China.


AvaliaçãoDesta forma, a dupla afirma que a avaliação da SLC foi impactada de maneira positiva pelas revisões nas estimativas para os preços dos grãos. Junto a isso, outro ponto que contribuiu para o incremento do preço-alvo foi “uma menor estimativa para a dívida líquida ao final de 2011”.


Além disso, o preço-alvo pode ficar ainda maior caso a SLC seja bem sucedida na oferta privada de ações de sua subsidiária LandCo, que enfrenta questões regulatórias. “Realizamos um exercício na LandCo que aponta para uma contribuição ao valuation de R$ 2,30, situando nosso preço-alvo de 2011 para R$ 26,40”, segundo as analistas.


Entretanto, a manutenção da recomendação como market-perform foi feita em função da percepção de que “é um tanto tarde demais para apresentar uma indicação para a SLC baseada na expectativa de mais crescimento nos preços dos grãos”, já que a ação já registrou uma forte alta desde meados de outubro, acompanhando a valorização da soja.


Por fim, as analistas do Itaú acreditam que provavelmente será verificado um prêmio de negociação sobre o NAV (valor presente do ativo) enquanto os preços da soja se mantiverem em uma tendência de elevação. “A SLC está atualmente sendo negociada a um prêmio de 11% sobre o NAV do ano de 2010 e a um desconto de 3% sobre o NAV de 2011, de acordo com nossas estimativas”.

Bradesco reduz preço-alvo da SulAmérica, com estimativas piores para 2011 e 2012

Por: Equipe InfoMoney
13/01/11 - 12h41
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SÃO PAULO – O analista da Bradesco Corretora, Carlos Firetti, indicou a redução do preço-alvo das ações da SulAmérica (SULA11), passando de R$ 24,80 para R$ 22,70 nesta quinta-feira (13). O novo valor, que corresponde a um upside (potencial de valorização teórico) de 11% frente ao fechamento da última sessão, vem em conjunto com a manutenção da recomendação market perform (desempenho em linha com a média do mercado).


O analista apontou que tal redução decorre principalmente das piores estimativas de ganhos para 2011 e 2012, que o banco reduziu em 11,6%, para R$ 520 milhões, e em 9%, para R$ 562 milhões, respectivamente. Esse cenário é construído baseado nas piores expectativas para outras receitas e despesas da empresa.


No entanto, apesar dos cenários serem mais pessimistas para este e também para o próximo ano, as projeções de ganhos de 2010 foram revisada para cima. Tal mudança é um reflexo das melhores expectativas dos analistas em relação aos sinistros no segmento de seguro saúde no quarto trimestre de 2010.


Último trimestre de 2010Para o quarto trimestre de 2010 o analista estima um lucro líquido recorrente de R$ 152,7 milhões, 16,7% superior ao trimestre anterior e 2,1% acima em relação ao mesmo período de 2009. Firetti destaca também que as quedas excepcionais das taxas de impostos no último trimestre de 2010 acabam distorcendo a comparação anual.


Focado nas margens de subscrição do trimestre em questão, o crescimento estimado é de 49,2%, na comparação anual, o que reflete tanto um forte crescimento nos prêmios ganhos quanto o avanço de 460 pontos base nos sinistros.


Por fim, “em geral nós continuamos a ver um ambiente positivo para o setor de seguro”, destaca o analista. Em termos de competição, a situação será relativamente saudável, contando também com uma tendência positiva na melhora da sinistralidade.


A única preocupação que permanece, segundo Firetti, é que ainda há um valuation não atrativo, "com a Porto Seguro (PSSA3) e SulAmérica sendo negociadas com valores similares aos grandes bancos brasileiros”.