quinta-feira, 13 de janeiro de 2011

Itaú eleva preço-alvo para SLC, com base nos preços das commodities agrícolas

Por: Equipe InfoMoney
13/01/11 - 15h05
InfoMoney


SÃO PAULO – O Itaú BBA atualizou o preço-alvo das ações da SLC (SLCE3), incorporando novas premissas macroeconômicas, a revisão nos preços mundiais da soja, do milho e do algodão e considerando uma estimativa menor para a área plantada da empresa em 2010 e neste ano.


Assim, o preço-alvo para as ações da SLC passou de R$ 19,80 para R$ 24,20, valor que representa um upside (potencial teórico de valorização) de 16,91% em relação ao último fechamento. A recomendação continuou como market perform (desempenho em linha com a média do mercado).


Preços mais altosAs analistas Paula Kovarsky e Giovana Araújo revisaram a curva de preços da soja e do milho, avaliando que as projeções anteriores eram excessivamente conservadoras em comparação com o desempenho atualizado dos preços. As novas estimativas de longo prazo apontam preço da soja em US$ 11,00/bushel e preço do milho de US$ 4,5/bushel.


Comentando o mais recente relatório do Departamento de Agricultura dos EUA para as commodities do setor, as analistas frisam o indicativo de que o balanço entre oferta e demanda deve continuar apertado ao longo deste ano.


Sobre a soja, as restrições no crescimento da oferta foram causadas por fatores meteorológicos, pelo aumento do consumo – em especial na China – e pela redução da produção na Argentina. Em relação ao milho e ao algodão, o destaque fica por conta do aumento nas projeções de déficit no suprimento.


Ademais, são previstas pressões positivas nos preços baseadas na continuidade do tempo seco na Argentina, crescimento menor do que o esperado nas plantações norte-americanas e manutenção da demanda elevada na China.


AvaliaçãoDesta forma, a dupla afirma que a avaliação da SLC foi impactada de maneira positiva pelas revisões nas estimativas para os preços dos grãos. Junto a isso, outro ponto que contribuiu para o incremento do preço-alvo foi “uma menor estimativa para a dívida líquida ao final de 2011”.


Além disso, o preço-alvo pode ficar ainda maior caso a SLC seja bem sucedida na oferta privada de ações de sua subsidiária LandCo, que enfrenta questões regulatórias. “Realizamos um exercício na LandCo que aponta para uma contribuição ao valuation de R$ 2,30, situando nosso preço-alvo de 2011 para R$ 26,40”, segundo as analistas.


Entretanto, a manutenção da recomendação como market-perform foi feita em função da percepção de que “é um tanto tarde demais para apresentar uma indicação para a SLC baseada na expectativa de mais crescimento nos preços dos grãos”, já que a ação já registrou uma forte alta desde meados de outubro, acompanhando a valorização da soja.


Por fim, as analistas do Itaú acreditam que provavelmente será verificado um prêmio de negociação sobre o NAV (valor presente do ativo) enquanto os preços da soja se mantiverem em uma tendência de elevação. “A SLC está atualmente sendo negociada a um prêmio de 11% sobre o NAV do ano de 2010 e a um desconto de 3% sobre o NAV de 2011, de acordo com nossas estimativas”.

Bradesco reduz preço-alvo da SulAmérica, com estimativas piores para 2011 e 2012

Por: Equipe InfoMoney
13/01/11 - 12h41
InfoMoney


SÃO PAULO – O analista da Bradesco Corretora, Carlos Firetti, indicou a redução do preço-alvo das ações da SulAmérica (SULA11), passando de R$ 24,80 para R$ 22,70 nesta quinta-feira (13). O novo valor, que corresponde a um upside (potencial de valorização teórico) de 11% frente ao fechamento da última sessão, vem em conjunto com a manutenção da recomendação market perform (desempenho em linha com a média do mercado).


O analista apontou que tal redução decorre principalmente das piores estimativas de ganhos para 2011 e 2012, que o banco reduziu em 11,6%, para R$ 520 milhões, e em 9%, para R$ 562 milhões, respectivamente. Esse cenário é construído baseado nas piores expectativas para outras receitas e despesas da empresa.


No entanto, apesar dos cenários serem mais pessimistas para este e também para o próximo ano, as projeções de ganhos de 2010 foram revisada para cima. Tal mudança é um reflexo das melhores expectativas dos analistas em relação aos sinistros no segmento de seguro saúde no quarto trimestre de 2010.


Último trimestre de 2010Para o quarto trimestre de 2010 o analista estima um lucro líquido recorrente de R$ 152,7 milhões, 16,7% superior ao trimestre anterior e 2,1% acima em relação ao mesmo período de 2009. Firetti destaca também que as quedas excepcionais das taxas de impostos no último trimestre de 2010 acabam distorcendo a comparação anual.


Focado nas margens de subscrição do trimestre em questão, o crescimento estimado é de 49,2%, na comparação anual, o que reflete tanto um forte crescimento nos prêmios ganhos quanto o avanço de 460 pontos base nos sinistros.


Por fim, “em geral nós continuamos a ver um ambiente positivo para o setor de seguro”, destaca o analista. Em termos de competição, a situação será relativamente saudável, contando também com uma tendência positiva na melhora da sinistralidade.


A única preocupação que permanece, segundo Firetti, é que ainda há um valuation não atrativo, "com a Porto Seguro (PSSA3) e SulAmérica sendo negociadas com valores similares aos grandes bancos brasileiros”.

Gradual vê reversão do movimento de baixa e recomenda compra da GOL

Por: Equipe InfoMoney
13/01/11 - 11h43
InfoMoney


SÃO PAULO - A equipe de análise técnica  da Gradual emitiu recomendação de compra aos papéis da GOL (GOLL4) nesta quinta-feira (13).


Segundo a corretora, a ação confirmou a reversão do movimento de baixa ao romper R$ 26,70, gerando assim uma entrada na compra. Cabe lembrar que, na véspera, os papéis da companhia aérea fecharam em R$ 26,80, após forte alta de 2,49%. 


Os objetivos sugeridos são em R$ 28,40 e R$ 29,50, e o stop loss é colocado em R$ 25,69. Confira no gráfico abaixo:

Operação de compra de PDGR3

Compra de PDGR3
Condição de entrada: R$ 10,46
Condição de stop: rompimento dos R$ 10,05
Motivo da operação: 
Ativo rompeu resistência ontem e a MME 9 virou para cima após um pullback, formalizando um pivot de alta. As bandas de bolinger estão abrindo podendo levar o papel à próxima resistência.
Tipo da operação: Swing  trade curto.
Objetivos: R$ 10,99 e R$ 11,37

quarta-feira, 12 de janeiro de 2011

Para corretoras, acordo entre Casas Bahia e Itaú é positivo para o Pão de Açúcar

Por: Equipe InfoMoney
12/01/11 - 18h11
InfoMoney


SÃO PAULO – O recente acordo entre Casas  Bahia e Itaú Seguros para a prorrogação do contrato de garantias estendidas nas lojas da gigante varejista foi visto com bons olhos por analistas da SLW e da Itaú Corretora, que apostam no fortalecimento das ações do grupo Pão de Açúcar (PCAR5) até o fim do ano.


As analistas Juliana Rozenbaum e Francine Martins, da Itaú Corretora, recomendaram a ação como market perform (expectativa para a ação é de um desempenho em linha com a média do mercado) e lhe deram um preço-alvo de R$ 83,50 no final do ano, ante ao fechamento de terça-feira (11) onde cada ação era cotada a R$ 69,00. O upside (potencial teórico de valorização) da ação, de acordo com a Itaú Corretora, seria de 21%.


Ainda de acordo com as analistas, essa ainda não é a grande operação de crédito ao consumidor, uma vez que as garantias estendidas são apenas 5% do total de vendas e oferecem margens relativamente altas. Todavia, para as analistas, isso indicaria negociações positivas em andamento.


Já de acordo com o analista Cauê Pinheiro, da SLW, a recomendação é de comprar os papéis do grupo Pão de Açúcar, embora o upside projetado pela corretora seja menor que o previsto pela Itaú Corretora, com um potencial de valorização de 16,2%, resultando em um preço-justo de R$ 80,18 por ação.


A SLW ressalta que o fato é positivo para a companhia, uma vez que ao incorporar a Casas Bahia, o grupo Pão de Açúcar herdou dívidas líquidas de R$ 950 milhões. E que o contrato, que pode ser prorrogado em mais três anos após seu termino em 2015 e tem seu pagamento esperado até o dia 15 de janeiro de 2011, reforça o caixa do grupo em R$ 260 milhões.

Livro Bege sinaliza economia dos EUA mais forte em 2011

Associated Press
12/01/2011 17:22

WASHINGTON – A economia americana encerrou 2010 em um tom encorajador, com todas as regiões do país apresentando melhora. Indústrias produziram mais, consumidores ampliaram os gastos e companhias aumentaram as contratatações. Todos esses sinais indicam uma economia mais forte em 2011.
Essa é a imagem que surge a partir do Livro Bege, compêndio de dados coletados pelas 12 unidades regionais do Federal Reserve (Fed), o banco central americano.
O presidente do Fed, Ben Bernanke, está otimista de que a economia vai se fortalecer neste ano, mas alertou na semana passada que pode levar até cinco anos para o que o desemprego, atualmente em 9,4%, recue para nível normal, em torno de 6%.
Ainda assim, há riscos relevantes. Os preços dos imóveis continuam caindo e há millhares de execuções de hipotecas em todo o país, destaca o Livro Bege. Além disso, a alta do preço da gasolina pode prejudicar a economia, observa Bernanke no documento.
(Associated Press)

Banco rebaixa recomendação da AmBev e põe Brasil Foods como top pick no setor

Por: Anderson Figo
12/01/11 - 16h45
InfoMoney



SÃO PAULO - Com preferência ao segmento de comidas em relação ao de bebidas dentro do setor de consumo brasileiro, o Goldman Sachs rebaixou sua recomendação às ações preferenciais da AmBev (AMBV4) de compra para neutra. Apesar disso, de acordo com os analistas Gustavo Wigman e Claudio Lensing, o preço-alvo para os papéis PN da empresa foi elevado em R$ 1,20, para R$ 52 ao final deste ano.


"A AmBev atingiu nosso preço-alvo e agora está sendo negociadacom um prêmio de 25% sobre seus pares globais, o que consideramos justo. Porém, com um provável resultado do último trimestre de 2010 menor do que o esperado pelo mercado, refletindo os volumes mais fracos da indústria, e com um fluxo limitado de notícias positivas em 2011, nós preferimos 'ficar de fora' do papel até que a balança risco/recompensa se mostre mais atrativa", destacaram os analistas.


Comidas a bebidasNa análise de Wigman e Lensing, para este ano o Goldman Sachs está mais otimista em relação a setores mais defensivos no Brasil, como o segmento de empresas do ramo alimentício. Neste sentido o banco chamou atenção para sua preferência aos papéis da Brasil Foods (BRFS3), apontando as ações ordinárias da companhia como sua top pick no setor.


"A inflação dos alimentos no Brasil está crescimento acima do aumento nos salários, prejudicando o poder de compra dos que possuem receitas menores e afetando as vendas em setores como o de cervejas, mas com um impacto pequeno no consumo de alimentos básicos, o que favorece a BRF", disseram os analistas.


Segundo Wigman e Lensing, o consenso do mercado se volta para a continuidade do elevado nível dos preços das commodities em 2011, sendo o principal driver para o avanço da inflação dos alimentos no período. Nesse sentido, o banco destacou que as consequências diretas do maior custo da agricultura sobre os preços das ações das companhias do setor já estão precificadas, contudo, muitos impactos negativos do avanço nos preços dos alimentos ainda deverão ser absorvidos pelos investidores.


O Goldman espera ainda que o mercado se decepcione em relação ao lucro ajustado das empresas do setor em 2011. "Nós acreditamos que os números do consenso estão elevados, possivelmente refletem a forte taxa de crescimento vista em 2010, e nós vemos uma boa probabilidade de um desapontamento do mercado mais pra frente", completaram os analistas.


Impactos do La Niña e maior competiçãoO fenômeno natural La Niña elevou as expectativas positivas em relação ao consumo de cerveja no último trimestre de 2010, uma vez que o clima no País ficou mais seco. Contudo, segundo o Goldman Sachs, o período também foi marcado pela temperatura mais amena do que de costume, o que ofuscou em partes os dias de clima mais seco.


Além disso, de acordo com Wigman e Lensing, o aumento expressivo nos preços da AmBev já era esperado devido ao fato de que a empresa atingiu um recorde de market share em setembro do ano passado de 71,7%. Contudo, os analistas revelam que não esperam este mesmo aumento sendo praticado pelos concorrentes da empresa, o que pode influenciar em uma redução do elevado market share da cervejeira neste ano.