segunda-feira, 4 de abril de 2011

Micos que podem virar boas small caps: Veja quais são as apostas de especialistas

Por: Anderson Figo
04/04/11 - 19h20
InfoMoney



SÃO PAULO - Quais as chances de uma empresa pequena, com pouca disponibilidade de informações financeiras, ações com dias e dias sem nenhum negócio realizado e alta volatilidade, se tornar uma small cap bem conceituada? Para alguns, isto é algo bastante difícil de acontecer, especialmente em meio à atual dinâmica do mercado. Mas há quem acredite que certos "micos" possam representar papéis que vão além da especulação, com atrativo potencial de crescimento baseado em fundamentos.


Alguns casos do passado também comprovam esta tese. De acordo com Eduardo Favrin, diretor de renda variável do HSBC Global Asset Management, a Cia. Hering (HGTX3) é um bom exemplo disso. "A companhia é aberta há muito tempo e já passou por quase um ‘re-IPO’, porque ela praticamente renasceu com isso. E é uma empresa cuja valorização nos últimos anos é uma coisa espantosa", destacou Favrin. "Do patinho feio que ela era no setor, acabou virando uma unanimidade, tanto que hoje se você for olhar por múltiplos, ela é negociada até com um prêmio em relação a Lojas Renner (LREN3), que é uma empresa há muito tempo large cap. Então, eu acho que Hering é o principal exemplo de uma empresa que renasceu na bolsa", completou.


O executivo avalia ainda que tivemos alguma coisa parecida com a Rossi Residencial (RSID3), que, segundo Favrin, também teve de passar por um "re-IPO" tempos depois de sua experiência de abertura de capital. O processo foi responsável por transformar a empresa de mico a small cap bastante procurada pelos investidores, um exemplo emblemático de todo o boom da construção que tem ocorrido nos últimos anos no Brasil.


"Estes são exemplos de empresas que ganharam status, ganharam importância no universo de investimento. Você pode encontrar isso em vários setores, como educação, saúde, infraestrutura", revela o diretor do HSBC. "A verdade é que o mercado hoje passou a ter uma visão crítica não só dos setores que são mais globalizados, aqueles que estão mais diretamente influenciados pelo comportamento da economia mundial, mas principalmente daqueles que estão mais voltados para a dinâmica interna", explica.


Escolhendo o mico certo
De acordo com Gustavo Farias, operador da Sol Investimentos, a escolha de um mico com bom potencial de crescimento deve seguir algumas regras. Segundo ele, primeiro é preciso não investir em empresas que estejam em processo de recuperação judicial, fugindo do risco de manipulação do papel. "Se você quiser mexer com estes papéis você acaba não fazendo um investimento, mas sim jogando em um cassino. Não tem como fazer um estudo sobre uma empresa que está indo à falência", disse.



Além disso, o operador lembra que, com a economia indo bem, os credores destas empresas até dão uma folga um pouco maior para elas se recuperarem, mas basta a economia dar uma pequena contraída e vários pedidos de falência serão abertos. "Tem algumas companhias que eu sinceramente não sei como ainda funcionam, como a Tec Toy (TOYB4)", afirma. "Se você quiser investir em um mico com potencial para virar uma boa small cap, primeiro procure por empresas que não estejam em processo de falência e proporcionam bons fundamentos".


Por conta dos elevados riscos que envolvem os micos, o operador da Sol Investimentos disse que não recomenda nenhuma empresa que se encaixe neste perfil. Mesmo assim, analisando os fundamentos por trás das performances de papéis isolados, Farias se arriscou a dizer alguns nomes. "Acho que um mico que possa virar small cap no futuro é a Eucatex (EUCA4), com valor de mercadopróximo a R$ 700 milhões. (...) Recomendar mico eu não recomendo nenhum, mas se você quiser um papel pequeno que pode multiplicar de valor várias vezes com uma mínima margem de segurança, a Mundial (MNDL4) provavelmente seria a mais ideal. Isso porque ela tem patrimônio, dá lucro. São coisas que você deve procurar em empresas que podem crescer. Mas ela é uma exceção, pois em micos isso é difícil de ter", avalia.


Inepar
Há tempos apontada como uma promessa, a Inepar (INEP4) é outra candidata a se tornar uma small cap constante no radar do mercado. Esta é a visão de Eduardo Cavalheiro, gestor do fundo de small caps da Rio Verde Corretora. "A Inepar é em uma empresa com risco mais elevado, vale menos que R$ 500 milhões, mas tem um grande potencial de negócios pela frente, principalmente por causa da carência de investimentos em infraestrutura no Brasil. Mas é uma empresa que tem um passado turbulento, então oferece risco", destaca Cavalheiro. "A Inepar pode vir a se tornar uma small cap bem conceituada se ela atender a estas expectativas do mercado. Vejo um potencial enorme para ela daqui para frente", completa o gestor.



Mesmo com esta visão positiva sobre a companhia, Favrin, do HSBC, lembra que é preciso cuidado. "Eu evito falar em empresas específicas. Veja bem, é muito difícil você separar sua análise da sua posição – aquilo que você está comprado efetivamente. Então, o cara vai elogiar o papel que ele está comprado. E, talvez, não vai ter uma visão tão positiva em relação ao papel que ele ainda não tenha. Estou falando sob o ponto de vista de um gestor. Por isso, evito falar de nomes em particular", disse.


O diretor do HSBC Global Asset Management, contudo, avalia que teremos vários exemplos nos próximos anos de small caps vencedoras. Só que, por outro lado, segundo o executivo, teremos também aquelas que vão frustrar o mercado. "Você tem os dois lados da moeda. De um lado uma companhia como a Hering, que cresceu fortemente, mas por outro lado companhias das quais eu não vou falar, pois seria anti-ético, mas que frustraram o mercado. Foram empresas que vieram com um discurso, prometeram, mas não entregaram. Você vai ter os dois exemplos", concluiu.


Uma vez mico, sempre mico
Há também quem tenha uma visão totalmente cética sobre um mico se tornar uma small cap bem conceituada. É o caso de William Gonçalves, da Geral Investimentos. "Uma vez mico, sempre mico. Eu vejo que em um mercado bastante especulativo, como o que temos hoje, é bastante difícil um mico virar uma small cap", disse. Ele lembra que existem alguns micos que são "totalmente manipulados. A corretora tem uma alta quantidade de papéis e acaba monitorando a cotação deles. Então, os fundamentos da empresa são deixados totalmente de lado", completa.

HSBC inclui Lojas Renner e Itaú Unibanco na carteira Top Picks de abril

Por: Equipe InfoMoney
04/04/11 - 12h00
InfoMoney



SÃO PAULO – O HSBC divulgou sua carteira de top picks para o mês de abril, promovendo a exclusão de ações da SLC Agrícola (SLCE3) e Gerdau (GGBR4), para a entrada dos papéis de Lojas Renner (LREN3) e Itaú Unibanco (ITUB4).


JustificativasA equipe do HSBC opotou por ampliar a exposição junto a setores ligados ao consumo interno, além de permanecer "com participação nos setores que possuem hedge de inflação, uma vez que a posição mais conciliadora do Bacen (Banco Central) só potencializa o risco para a inflação futura", afirma o banco, que discorda da postura adotada pelo órgão no combate à pressão inflacionária.


DesempenhoEm março, o portólio Top Picks apresentou variação positiva de 2,50%, superando o avanço de 1,19% do Ibovespa. Dentre os destaques do último mês, está o desempenho das ações da Odontoprev (+19,11%) e Energias Brasil (+6,58%).


Cenário econômicoNo plano internacional, a equipe do HSBC destacou que os recentes indicadores da indústria norte-americana apontam para uma tendência de recuperação, o que já leva à possibilidade de retirada de estímulos monetários, conforme pedem alguns dirigentes do Federal Reserve.


Já na Europa, que encara a crise fiscal em Portugal, já há perspectiva de início de novo ciclo de elevação do juro básico, enquanto na China as "medidas macroprudenciais já mostram seus efeitos na concessão de novos empréstimos. Todavia, pressões inflacionárias no país ainda persistem", alerta o HSBC. 


Por fim, no Brasil, os analistas preveem o fim do ciclo de alta da Selic já na próxima reunião do Copom (Comitê de Política Monetária), sem a previsão de novas medidas macroprudenciais no curto prazo.


Confira a carteira recomendada pelo HSBC para o mês de abril:
Empresa  Ticker     Participação   
AmBevAMBV410%
Lojas RennerLREN310%
OdontoprevODPV310%
OGXOGXP310%
CCR Rodovias CCRO310%
Itaú UnibancoITUB410%
PetrobrasPETR415%
ValeVALE515%
Energias do BrasilENBR310%

Planner inclui Equatorial em carteira de dividendos, vendo oportunidade de curto prazo

Por: Equipe InfoMoney
04/04/11 - 10h32
InfoMoney



SÃO PAULO - A Planner divulgou sua carteira recomendada com foco em dividendos para o mês de abril, com somente uma alteração em relação ao portfólio anterior. Para integrar a carteira, foram selecionadas empresas  com forte geração de caixa, baixo índice de endividamento e necessidade deinvestimentos, receita atrelada aos índices de inflação e, por fim, o dividend yield. 


Para este mês, a corretora optou por incluir as ações da Equatorial Energia (EQLT3) em função do bom resultado referente a 2010, e pela adoção da medida de contabilidade do IFRS ter impactado positivamente sua distribuição de proventos. "Trata-se de uma boa oportunidade de curto prazo em uma carteira de dividendos", escreve a Planner. 


Por fim, por mais uma vez o destaque do portfólio ficou por conta das ações do setor de energia elétrica. Segundo a corretora, essas opções oferecem proteção contra o avanço da inflação e têm bom histório de pagamento de dividendos. 


Portfólio sugerido para abril:
EmpresaCódigoPreço-alvoUpside*Dividend Yield**Periodicidade de
pagamento 
AES TietêGETI4
R$ 24,29
-2,84%10,1%trimestral
EletropauloELPL4R$ 40,1310,31%12,5%semestral
TelespTLPP4R$ 42,006,38%10,4%semestral
EternitETER3R$ 12,6214,00%10,1%semestral
CieloCIEL3R$ 19,4035,66%9,5%semestral
Equatorial EnergiaEQTL3R$ 12,50-3,85%11,0%anual
* Potencial de valorização com base na cotação de fechamento de 1 de abril de 2010
** Projeção para 2011 

AES Tietê
A empresa possui uma política de 100% de distribuição de dividendos, além de baixo nível de endividamento e baixa necessidade de investimentos. Seu contrato com a Eletropaulo é reajustado pelo IGP-M (Índice Geral de Preços - Mercado), servindo como uma forma de proteção à alta dos preços. 

Eletropaulo
A empresa tem uma forte geração de caixa, já que á a principal distribuidora de energia da região metropolitana de São Paulo. Além disso, o caixa da empresa é "mais do que suficiente" para suprir a necessidade de investimentos. A Planner também destaca a política de distribuição de 100% do lucro líquido em dividendos da empresa.

Telesp
A empresa atua como a maior operadora de telefonia fixa em São Paulo, favorecendo a sólida geração de caixa e um elevado nível de rentabilidade. Além disso, segundo a Planner, a empresa tem baixa necessidade de grandes investimentos, passados alguns anos do processo de privatização da companhia. 

Eternit
"A Eternit historicamente é grande pagadora de dividendos, uma vez que, além da boa posição de caixa preservada ao longo dos anos, a empresa é forte geradora de caixa e seus investimentos não exigem desembolsos relevantes", afirma a corretora.

Cielo
A empresa possui uma sólida presença de mercado, mesmo diante do aumento da competição, o que mantém o elevado volume de transações. Com margens elevadas e baixa demanda por investimentos de infraestrutura, suas ações são uma boa opção com foco em dividendos.

Equatorial Energia
Com um bom resultado em 2010 e sua distribuição de proventos impactada positivamente pela adoção do IFRS, a empresa prontificou-se em distribuir R$ 1,80 por ação - um dividend yield de 14,16%. Por fim, o nível de endividamento controlado e uma boa geração de caixa em razão das operações da Cemar, tornam os papéis da companhia uma boa oportunidade no curto prazo, dado que a assembleia de acionistas para aprovação dos dividendos acontece em abril. 

Bradesco, Vale, Even e HRT são algumas das sugestões do Banif para abril

Por: Equipe InfoMoney
04/04/11 - 07h28
InfoMoney



SÃO PAULO - A Banif divulgou sua carteira recomendada para abril realizando importantes alterações: a saída de Eletropaulo (ELPL4), MRV (MRVE3), PDG Realty (PDGR3) e Telesp (TLPP4) para entrada de Even (EVEN3), EzTec (EZTC3) e Tractebel (TBLE3).


Resumindo o mês anterior, a corretora destaca o cenário internacional conturbado, com a crise geopolítica no Oriente Médio e norte da África e o desastre natural no Japão. Além disso, os olhos se voltaram para a Europa, após a queda do primeiro ministro português e a situação fiscal delicada pela qual passa o país.


O portfólio foi ajustado para capturar possíveis ganhos. A Eletropaulo saiu da carteira pois a questão dos dividendos já "ficou para trás". Já a redução de margens anunciadas por MRV e PDG Realty foi responsável pela exclusão das ações. Por fim, a Telesp não permaneceu no portfólio de abril por conta do bom desempenho passado e a falta de catalisadores de curto prazo, segundo a corretora.


Perspectivas para o mês
No relatório assinado por Oswaldo Alcântara Telles Filho, o analista da corretora avalia que o cenário internacional deve melhorar, apoiado basicamente por dois motivos. O primeiro é pela natureza não recorrente do desastre no Japão e o segundo diz respeito aos sinais de recuperação econômica que se intensificam nos EUA, Europa e na China.



No Brasil, o foco continua sendo a inflação. Analisando o cenário doméstico, Telles Filho ressalta que as medidas do BC não foram suficientes para conter a alta dos preços até agora. A expectativa da corretora é de mais um aumento na taxa de juro de 50 pontos base, levando-a para 12,25% ao ano. Além disso, o analista dá grande importância para as intervenções do governo, afirmando que o humor do mercado dependerá de suas ações.


Confira a carteira recomendada para abril:
EMPRESACÓDIGOPESO (%)
Bradesco(BBDC4)10%
Even(EVEN3)6%
HRT(HRTP3)6%
Lojas Americanas(LAME4)6%
Lojas Renner(LREN3)6%
EzTec(EZTC3)6%
Tractebel(TBLE3)10%
Petrobras(PETR4)20%
AES Tietê(GETI4)10%
Vale(VALE5)20%