domingo, 24 de julho de 2011

Ativa reinicia cobertura dos papéis da ALL com recomendação de compra

21 de julho de 2011 • 20h46Por: Equipe InfoMoney
SÃO PAULO - A Ativa reiniciou nesta quinta-feira (21) acobertura das ações da ALL (ALLL3), principaloperadora ferroviária da América Latina, com preço justo de R$ 18,40 para junho de 2012, o que representa upside de 53,33% em relação ao fechamento da véspera.
Justamente por esse valor ser relevante, o analista Artur Delorme optou por recomendar "compra" para os papéis, citando também que a companhia é negociado com EV/Ebitda (valor empresarial sobre geração operacional de caixa) de 7,6 vezes para 2011, com desconto de 5,8% da média internacional.
Por que apostar na ALL?
Delorme acredita que a perspectiva do cenário para ALL nos próximos anos é positiva, em função da expectativa de manutenção do crescimento do volume movimentado pelo modal ferroviário, principalmente, no transporte de produtos agrícolas, que atualmente representa 65% do volume total movimentado pela companhia.
O analista também enxerga ganhos de market share no transporte de produtos industriais, bem como o potencial de alta na produtividade atrelado aos novos projetos, como Rumo, Brado e Ritmo.
"Neste sentido, consideramos que a premissa da companhia de expandir o volume movimentado nos próximos anos em 10% a.a. possa ser considerada bastante factível", comenta Delorme, em relatório.
Projeções 
Para o período entre 2011 e 2015, a corretora estima que o volume em TKU (toneladas transportadas por quilômetro útil) crescerá, em média, 9,8% a.a., próximo ao guidance da ALL.
De acordo com a Ativa, a receita líquida da ALL pode atingir R$ 6,3 bilhões em 2015, apresentando CAGR (taxa composta de crescimento anual) de 18% nos próximos cinco anos, beneficiado ainda pela maturação dos novos projetos da companhia.
Riscos
De acordo com a corretora, os principais riscos relativos ao investimento são a revisão dos contratos de concessão, com redução da tarifa-teto, criação de metas por trecho e instalação do direito de passagem; a alteração do marco regulatório no setor; as quebras da safra agrícola e impacto de condições climáticas adversas; e queda nos preços das commodities agrícolas.