quarta-feira, 16 de junho de 2010

Citi elege Hypermarcas e AmBev como top picks, com consumo em alta com a Copa

Por: Equipe InfoMoney
16/06/10 - 14h21
InfoMoney


SÃO PAULO - Com a Copa do Mundo como pano de fundo para a expectativa de aumento na demanda por cerveja, o Citigroup elegeu AmBev (AMBV4) e Hypermarcas (HYPE3) como top picks do setor de consumo na América Latina, com destaque para a cervejeira, que será sustentada no curto prazo pela realização da Copa do Mundo.

O relatório, assinado pelo analista Carlos Albano, afirma que o mês verá um aumento significativo na demanda da indústria de cerveja na América Latina, em função da realização do torneio. Além disso, os investidores terão a chance de avaliar o sucesso das iniciativas de marketing ligadas à Copa realizadas nos últimos três trimestres."O desempenho desse segmento pode prover um upside surpreendente no curto prazo", observa.
Hypermarcas
Com relação à Hypermarcas, a perspectiva também é positiva, embora não haja catalisadores para a ação nas próximas semanas. Albano lembra que os papéis da empresa tiveram uma performance negativa nos últimos dias em função da mudança de CFO (Chief Financial Officer), mas não vê o evento como negativo, nem como algo que impactará a empresa. A recomendação de compra foi reiterada.

Varejo
O analista do Citi lembra que na Copa de 2006 a Natura (NATU3) teve resultado  positivo na contramão das varejistas brasileiras, que acabaram sofrendo com diminuição do tráfego nas lojas, com os consumidores ficando em casa para assistir às partidas. "O entusiasmo do investidor com relação à Natura pode crescer ainda mais com o sentimento da Copa do Mundo", resume.

Com relação ao Pão de Açúcar (PCAR5), o analista limita os comentários à indefinição quanto ao acordo com as Casas Bahia, e mantém recomendação neutra.

Marfrig
Após a aquisição da Keystone Foods, o analista optou por rebaixar a recomendação das ações da Marfrig (MRFG3) para manutenção, acreditando que o evento pode aumentar as preocupações com relação a dúvida sobre quando a empresa passará a gerar fluxos de caixa positivos de sua própria operação, e não por aumentar o tamanho da companhia.