quarta-feira, 20 de julho de 2011

Carteiras recomendadas: até que ponto podemos confiar neste tipo de produto?

20 de julho de 2011 • 10h20Por: Anderson Figo
SÃO PAULO - "Queridinhas dos investidores", as carteiras recomendadas são aguardadas por um mercado afoito a cada início de um período, seja semanal ou mensal. Tanta euforia não é à toa, visto que estes portfólios trazem uma lista de ações teoricamente produzida por um time de profissionais focados em utilizar ferramentas das análises técnica ou fundamentalista para apontar quais os melhores papéis para investir em um determinado período de tempo.
A ideia agrada aos investidores, que recebem "de bandeja" sugestões de alocações, sem precisarem de tempo para acompanhar de perto os movimentos do mercado. Por outro lado, bancos e corretoras, que disponibilizam este tipo de produto, também saem satisfeitos por conseguirem agradar seus clientes, os quais indicam novas aberturas de conta. Mas, até que ponto podemos confiar nestes portfólios? Será que as instituições responsáveis por eles seguem as regras determinadas pelos órgãos reguladores?
Na análise de Vinicius Corrêa e Sá, superintendente de supervisão do analista da Apimec (Associação dos Analistas Profissionais de Investimento do Mercado de Capitais), até o momento, as recomendações de bancos e corretoras têm seguido a risca as regras propostas tanto na instrução 483 da CVM (Comissão de Valores Mobiliários) quanto no Código de Conduta da Apimec.
Supervisão redobradaAté pouco tempo atrás, os analistas de mercado somente eram credenciados na CVM, a qual ficava responsável por fiscalizar suas atividades. Mas, em outubro do último ano, a instrução 483 da CVM também qualificou a Apimec como entidade credenciadora, fazendo com que os analistas de mercado, os quais são certificados pela própria Apimec, também tenham que ser credenciados por ela para poderem fazer recomendações de investimento.
Além de credenciadora, a Apimec passou ainda a fiscalizar as atividades dos analistas de mercado em conjunto com a CVM. "A CVM 483 vem normatizar o que seria o relatório de análise. Resumindo, o relatório de análise é uma recomendação ao investidor. Então, tudo aquilo que o analista escreve em termos de recomendação é encarado como relatório de análise. Seja qualquer tipo de relatório", explica Sá.
A 483 diz que os relatórios de análise devem ser escritos em linguagem clara e objetiva, diferenciando os dados factuais das interpretações. Factuais são todos aqueles que o analista tem que indicar a fonte, sejam eles índices de inflação ou algum outro indicador macroeconômico. Já as interpretações são as projeções e estimativas, além de, principalmente, as opiniões dos analistas.
"Nisso está incluído o relatório de análise fundamentalista, que é aquele relatório mais ‘parrudo’, que tem projeção, análise setorial, etc, assim como o relatório gráfico, aquele produzido com base na análise técnica", diz Sá. "Além disso, também são encarados como relatório de análise aqueles híbridos, que misturam tanto análise técnica quanto fundamentalista. Estão incluídos ainda os relatórios coletivos, como a gente chama, que são representados pelos stock guides, as carteiras recomendadas", completa.
Sá explica que o Código de Conduta da Apimec complementa a instrução 483 da CVM. "Ele não pode contrariar a norma da Comissão de Valores Mobiliários, mas pode somar à ela, trazendo novos procedimentos que o analista deverá seguir".
Fiscalização x ResultadosAo que tudo indica, a maior fiscalização do material produzido pelos analistas de mercado tem dado resultado. Embora a Apimec tenha recentemente acabado o procedimento educativo aos analistas e só agora começou a aplicar penalidades, a CVM, que já vem a bastante tempo punindo os membros do mercado de capitais, informou que em 2011 ainda não foi julgado nenhum caso de irregularidade cometida por um analista de mercado.
O procedimento de fiscalização é bem simples. "A 483 obriga todo analista até três dias após a distribuição do relatório de análise para terceiros e clientes, também enviá-lo para a Apimec. Na prática, o que ocorre é que para facilitar o email da supervisão da Apimec já está inserido no mailing de distribuição da maioria das casas de research. Então, quase automaticamente, esses relatórios são distribuídos para terceiros e a gente recebe", diz Sá.
Segundo o superintendente da Apimec, são recebidos em média cerca de 200 a 300 relatórios por dia, sejam eles fundamentalistas ou grafistas ou híbridos, além dos coletivos. Em posse deste material, uma equipe da Apimec fiscaliza os aspectos factuais e os aspectos técnicos. "Aqueles analistas responsáveis pelos relatórios de análise que não estiverem cumprindo as normas estarão sujeitos a penalidade", pondera.
PenalidadesDe acordo com Sá, as penalidades variam de acordo com a falha do profissional. Em geral, elas vão desde uma carta de advertência privada até o descredenciamento deste analista e a perda da certificação. Para este julgamento, são analisados os aspectos dos descumprimentos dos objetivos, nos quais a própria superintendência da Apimec aplica a advertência ou multa, e, nos casos mais graves, a entidade encaminha para seu conselho de supervisão.
"O conselho de supervisão foi criado para acompanhar o julgamento. Seria a parte jurídica. Ele é formado por membros não só da Apimec, mas também de outras entidades do mercado", explica Sá. Segundo ele, a Apimec, porém, só faz a fiscalização do próprio analista, e não da instituição a qual ele representa. Mesmo assim, isso não significa que essa instituição não será fiscalizada e eventualmente punida, caso cometa alguma irregularidade.
"A corretora ou o banco também é responsabilizada. Mas, com a 483, ficou dividido que o foco da Apimec na supervisão seria nos analistas de mercado, especialmente porque somos nós quem certificamos estes profissionais", diz Sá. "Nosso foco é muito mais no profissional. Agora, a CVM tem toda a prerrogativa de fiscalizar tanto o profissional, como também a instituição. O analista pessoa jurídica é fiscalizado pela CVM, a CVM que vai puni-lo caso ele cometa alguma irregularidade, já a Apimec como entidade credenciadora posse orientar a CVM de algum caso", completa.
Mesmo assim, Sá não descarta a possibilidade de a Apimec vir a fiscalizar também as instituições no futuro, além dos analistas. "A Apimec está mais voltada a fiscalizar o profissional, pelo menos por enquanto. Talvez com a evolução da auto-regulação, a CVM possa vir a passar esta responsabilidade para a Apimec", concluiu.
Carteiras: como é feita a líder do ranking InfoMoney?Respeitando as regras dos órgãos fiscalizadores, bancos e corretoras adotam cada um uma estratégia diferente para compor seus portfólios recomendados. Algumas delas, porém, se destacam com performances bem superiores ao Ibovespa. É o caso da Amaril Franklin, cuja carteira recomendada obteve a melhor performance no ranking elaborado pela InfoMoney em janeiro e maio deste ano, além de ter assumido em junho o posto de melhor colocada no ranking de 2011.
O analista Eduardo Rodrigues Machado, responsável pela carteira da Amaril, contou à InfoMoney como o portfólio da corretora é estruturado. "Para 2011, a equipe da Amaril decidiu, como parâmetro na montagem das nossas carteiras, focar nos papéis de maior liquidez, ou seja, aqueles que compõem o Ibovespa. Nos até apelidamos a carteira de democrática, pois ela pode receber aportes tanto de quem tem R$ 1 mil quanto de quem R$ 1 milhão", disse.
Segundo Machado, o foco da Amaril é mais conservador: uma carteira que não traga bastante volatilidade ou surpresas. "Assim evitamos ter em um mês bastante rentabilidade e no outro um prejuízo enorme, procurando montar um portfólio mais equilibrado mesmo". Machado explica que o critério de montagem das carteiras da Amaril é simples: utiliza-se a análise fundamentalista aliada à análise técnica. "A gente coloca na carteira não somente aquelas ações com bons fundamentos, mas também aquelas que representam boas oportunidades de entrada", ponderou.
Além disso, segundo o analista, o principal aspecto para a definição da carteira é o macro ambiente. "A gente analisa como está o momento para o mercado. Por exemplo, atualmente a bolsa está em forte queda. Todo mês estamos ajustando as recomendações de forma a aproveitar as oportunidades que surgem com esta queda da bolsa. Mas isso não é necessariamente uma regra, há a possibilidade de uma mesma ação ficar na carteira durante vários meses", concluiu Machado. 

Operação de COMPRA de WEGE3 para 21/07/2011

COMPRA de WEGE3

Condição de entrada: rompimento dos R$ 19,53
Condição de stop: rompimento dos R$ 17,35
Motivo da operação: Rompimento de importante resistência com aumento de volume.
Tipo da operação: Swing  trade médio.
Objetivo imediato: Próximo dos R$ 21,86.


terça-feira, 19 de julho de 2011

SLW troca Vale e Cemig por Natura e Telesp em carteira semanal

19 de julho de 2011 • 18h31Por: Equipe InfoMoney
SÃO PAULO - A SLW optou por alterar sua carteira recomendada para o período entre 18 e 22 de julho, retirando as ações PNA da Vale e ON da Cemig e incluindo as ações ON da Natura e PN da Telesp.
corretora avalia que teremos mais um período de elevada volatilidade no mercado acionário global, por conta do receio em relação à ajuda da Grécia e o impasse sobre o limite da dívida dos Estados Unidos. No mercado doméstico, a SLW cita a decisão sobre a Selic (taxa básica de juros) na quarta-feira (20).
Como aspecto positivo, a corretora cita a temporada de divulgação de balanços corporativos do segundo trimestre de 2011 no exterior e por aqui. Com a expectativa de bons resultados, os analistas da SLW vislumbram que esse período pode trazer um movimento pontual de melhora no humor dos investidores.
Desempenho
Na semana passada, a carteira sugerida pela SLW apresentou desvalorização de 1,04%, enquanto o Ibovespa recuou 3,3%. Já no acumulado de 2011, o portfólio da corretora registra valorização de 6,16%, enquanto o benchmark aponta recuo de 14,18%.
Dentre as ações recomendadas pela SLW na semana passada os destaques ficaram para as ações ON da Lojas Marisa (+3,5%) e ON da Cemig (+2%).
Confira as recomendações para a semana:
AçãoCódigoPreço JustoUpside*
TelemarTNLP4R$ 37,8867,61%
Lojas MarisaAMAR3R$ 29,9242,48%
NaturaNATU3R$ 50,6640,49%
FibriaFIBR3R$ 32,07
78,17%
TelespTLPP4R$ 49,258,48%
*Calculado com base no fechamento do dia 18 de julho

Prévia da Rossi agrada mercado e analistas mantém recomendação

19 de julho de 2011 • 16h00Por: Equipe InfoMoney
SÃO PAULO - A prévia de lançamentos da ordem de R$ 1,3 bilhão no segundo trimestre deste ano divulgada nesta terça-feira (19) pela Rossi (RSID3) agradou aosanalistas do mercado. 
Segundo a avaliação da Citi Corretora, caso os resultados se confirmem, serão melhor que o esperado. Essa também é a opinião dos analistas do Banco BTG Pactual. “A empresa foi capaz de aumentar significativamente sua quantidade de lançamentos, mantendo o bom desempenho de vendas”, afirma Marcello Milman, analista do Pactual. 
Os 67% de crescimento em termos de lançamento em relação ao mesmo período de 2010 parecem ter agradado, mas a Citi Corretora, mesmo conservando a recomendação de “manter” para as ações da Rossi com preço-alvo de R$ 17,20, faz a ressalva.  “Apesar do elevado potencial de alta implícito em nosso preço-alvo, atualmente preferimos investimentos em outras empresas do setor imobiliário”, explicam os analistas. Entre as ações indicadas pela corretora estão PDG Reality, MRV, Gafisa e Cyrela
Com uma avaliação mais arriscada, os analistas do BTG Pactual preferem manter a recomendação de compra das ações da Rossi. “Mantemos a classificação de compra das ações em virtude dos bons números operacionais, já esperando mais rentabilidade daqui para frente”, afirma o também analista do Banco, Gustavo Cambauva. 
Recapitulando
A Rossi reportou nesta terça-feira (19) lançamentos de R$ 1,3 bilhão no segundo trimestre deste ano, valor 67% maior do que o anunciado no mesmo período de 2010. Os lançamentos totais da companhia foram de R$ 1,6 bilhão.
Tomando como base o primeiro semestre de 2011, a parte referente à Rossi nos lançamentos atingiu R$ 2 bilhões, um aumento de 50% se comparado aos seis primeiros meses de 2010. Já os lançamentos totais foram de R$ 2,3 bilhões.

Santander introduz preço-alvo de 2012 para ALL e mantém recomendação

19 de julho de 2011 • 16h38Por: Equipe InfoMoney
SÃO PAULO - Revisando suas projeções, o Santander introduziu um novo preço-alvo para as ações da ALL (ALLL3) em 2012. O patamar de R$ 15 estipulado ficou R$ 3 abaixo do target estabelecido para este ano. Diante deste cenário, o novo preço-teórico implica em um potencial de valorização de 20,11% frente ao fechamento da última segunda-feira (18). Já a recomendação de manter foi reiterada.
Os analistas Caio Dias, Bruno Amorim e Alexandre Amsom que assinam o relatório do banco destacam que o preço-alvo para o ano que vem inclui R$ 1 por ação, o qual se refere a estimativa do banco para a Brado, criada para aumentar a participação da ALL no transporte ferroviário de contêineres.
Revisões
As estimativas revisadas refletem uma evolução significativamente mais conservadora dos yields, considerando uma análise da evolução histórica, de acordo com os analistas. O relatório aponta que, a nível consolidado, a ALL ainda não transferiu completamente os aumentos nos preços do diesel e da inflação para os preços dos fretes no passado recente. "Portanto, assumimos que o aumento do rendimento será semelhante aos níveis observamos recentemente", explicam os analistas.
Pelas novas projeções, a companhia deve apresentar margens de rentabilidade um pouco menores do que as previstas anteriormente, principalmente em função das expectativas de custo do combustível.
Projeção de volume movimentado
O Santander acredita que os volumes da ALL no Brasil devem crescer a uma taxa anual média de 10% nos próximos cinco anos, principalmente, em função do aumento da participação da companhia em transporte de cargas por meio da rede ferroviária em relação a outros modais, bem como pela contribuição de novos projetos.
Riscos
A instituição avalia que os riscos atrelados ao investimento incluem incertezas relacionadas a possíveis mudanças no marco regulatório que rege o sistema ferroviário brasileiro que podem impedir a companhia de atingir o volume de crescimento anual esperado de 10% nos próximos cinco anos; dúvidas quanto a volta de novos projetos os quais a ALL possa se envolver, intervenções governamentais desfavoráveis, além de aumentos potenciais na taxa de juros brasileira que podem afetar o lucro da ALL.

Citi mantém call de compra para MRV ao ver vendas de imóveis em bons patamares

19 de julho de 2011 • 16h48Por: Equipe InfoMoney
SÃO PAULO - O Citi manteve a recomendação decompra para as ações da MRV (MRVE3), projetando um preço-alvo de R$ 21,50, o que implica em um potencial teórico de valorização de 92,83% frente ao fechamento de segunda-feira (18), embora oslançamentos da prévia operacional da companhia tenham desapontando o banco. No entanto, as vendas de imóveis continuam elevadas e não demonstram sinais de desaceleração.
A companhia lançou imóveis  somando o valor de R$ 751 milhões no segundo trimestre de 2011, cerca de 40% abaixo dos números projetados pelo Citi, embora aempresa acredite que os lançamentos aumentem no segundo semestre, tendo em vista o padrão sazonal da empresa e do setor.
As vendas contratadas da companhia também desapontaram, já que os R$ 969 milhões estiveram 14% abaixo da projeção de R$ 1,1 bilhão do Citi.
Além disso, a velocidade de vendas aumentou para 25%, mas ainda esteve abaixo da média de 2009 e 2010. O banco também lembra que a companhia vendeu parte da MRV Log, sua subsidiária no segmento de galpões e construção de shoppings de médio porte. 

Prévia da BR Malls mostra melhora e Citi continua recomendando compra

19 de julho de 2011 • 16h22Por: Equipe InfoMoney
SÃO PAULO - A prévia operacional do segundo trimestre da BR Malls (BRML3) foi bem avaliada pelo Citi, que viu melhora nos principais indicadores, exceto na taxa de ocupação - influenciada pelas inaugurações e aquisições do trimestre.
A corretora continuou com a recomendação de compra para as ações da operadora de shopping centers, projetando um preço-alvo de R$ 20,80, potencial teórico de valorização de 20,58% frente ao fechamento de segunda-feira (18). 
Desempenho trimestral
Os números mostraram  crescimento de 10% nas vendas dos empreendimentos administrados pela companhia, enquanto os aluguéis aumentaram em 14,2%, superiores aos 8% arredondados do crescimento do varejo medido pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) e do IGP-M (Índice Geral de Preços - Mensal), um importante benchmark para o preço dos aluguéis.
Além disso, o crescimento "mesmas lojas", ou seja, estabelecimentos que já existiam no período anterior, foi o melhor da história da empresa.
Citi também lembra que a taxa de ocupação teria sido de 98,3% sem as inaugurações, mas  caiu para 97,7% em função das mesmas. A inadimplência também seria menor, sem as aquisições, uma vez que poderia ter alcançado 3 aos invés dos 3,4% aferidos.