quinta-feira, 10 de fevereiro de 2011

Barclays eleva preço-alvo para ADRs da Petrobras, com recomendação overweight

Por: Anderson Figo
10/02/11 - 15h30
InfoMoney


SÃO PAULO - O Barclays Capital elevou nesta quinta-feira (10) os preços-alvo para os ADRs (American Depositary Receipts) da Petrobras (PETR3PETR4) preferenciais e ordinários para US$ 39 e US$ 40, respectivamente, com projeção para 12 meses. O banco também elevou sua recomendação para os ativos de equal-weight (desempenho em linha com o mercado) para overweight (desempenho acima do mercado).


Os analistas Paul Cheng, Christina Cheng e Danielle Diamond destacaram que tanto os ADRs ON quanto os PN são "igualmente importantes". "Embora as ações preferenciais não tenham o direito a voto, nós acreditamos que os eventos do último ano provaram nossa visão antiga de que não há valor no direito ao voto uma vez que a parcela controladora da companhia pertence ao governo brasileiro", destacaram.


Além disso, segundo os analistas, enquanto os ativos ordinários deverão continuar sendo negociados com um prêmio em relação aos PN, aparentemente não há uma boa razão fundamental que justifique o atual gap entre as duas classes de ADRs.

AES Tietê é a ação mais recomendada nas carteiras de dividendos de fevereiro

Por: Thiago Salomão
10/02/11 - 12h00
InfoMoney


SÃO PAULO - Mais uma vez, as companhias do setor de energia e saneamento lideraram as recomendações dos analistas nas carteiras de dividendos de fevereiro, com destaque para as ações PN da AES Tietê (GETI4), citadas em todos os nove portfólios debancos e corretoras compilados pela InfoMoney.


As carteiras de dividendos apontam ações com as melhores perspectivas de dividend yield (relação entre o valor estimado do dividendo e a cotação dessa ação), deixando em segundo plano as expectativas de valorização dos papéis dessas empresas. Por conta disso, os analistas preferem adotar benchmarks que são mais comuns em investimentos de renda fixa, como por exemplo o CDI (Certificado de Depósito Interbancário).


Por adotarem essa estratégia, esses portfólios tendem a ter um desempenho oposto ao do 
restante do mercado. "Em momentos de rali de alta do mercado de ações, vale ressaltar, esperamos um desempenho mais conservador desta carteira, sendo evidente, por outro lado, o seu belo desempenho contra o Ibovespa em momentos de perdas da bolsa brasileira", escreveu a equipe da Bradesco Corretora.


Por tratarem a questão de distribuição de dividendos como prioridade, a equipe do Banco Fator Corretora ressalta ainda que algumas das ações selecionadas para a sua carteira de dividendos do mês não possuem necessariamente recomendações atraentes dos analistas, mesma coisa também dita pelo time de analistas do Banco Safra.


Neste mês, a compilação da InfoMoney inclui os portfólios de Ativa, Bradesco, Coinvalores, Fator, HSBC, Magliano, Omar Camargo, Safra e XP Investimentos.


Elétricas na liderança, com destaque para GETI4O perfil das companhias do setor de energia por si só já funciona como um importante driver para mantê-las frequentemente entre as mais citadas nas carteiras de dividendos. Com uma estrutura de negócios madura, o que diminui a necessidade de novos investimentos, e com um fluxo de caixa previsível, essas empresas conseguem destinar boa parte do lucro líquido para os acionistas sob forma de proventos, sejam eles dividendos ou juros sobre capital próprio.


É o caso da favorita AES Tietê. "A empresa é uma geradora com perfil estável, tanto pelas características do perfil de contratação da energia assegurada da empresa, quanto pela localização do parque gerador que mantém um fluxo hidráulico e financeiro relativamente constante", afirma o time da Ativa Corretora, que prevê um dividend yield de 9,6% para 2011.


Outras empresasOutras elétricas aparecem logo atrás dentre as mais recomendadas por bancos e corretoras. É o caso das ações da Eletropaulo (ELPL4) e da Coelce (COCE5), que foram citadas em 6 portfólios cada uma. A Transmissão Paulista, por sua vez, recebeu cinco indicações, ficando empatada com a Telesp (TLPP4), que também possui uma geração de caixa mais previsível e uma demanda menos inelástica, o que a torna uma opção defensiva fora do setor elétrico.


As ações da Light (LIGT3) foram vistas em três das nove carteiras compiladas pela InfoMoney. Logo atrás aparecem Eternit (ETER3), Tractebel (TBLE3), Vale (VALE5) e Comgás (CGAS5), com dois votos cada uma.


As ações que receberam um voto neste mês foram: Cielo (CIEL3), Cemig (CMIG4), CPFL Energia (CPFE3), Eletrobras (ELET6), Equatorial (EQTL3), Redecard (RDCD3), Telemar Norte Leste (TMAR5), Telemar ON (TNLP3), Telemar PN (TNLP4), Copel (CPLE6), Souza Cruz (CRUZ3), Lojas Renner (LREN3), Itaú Unibanco (ITUB4) e Brasil Telecom (BRTO4).

BB avalia positivamente anúncio da OGX e recomenda compra das ações

Por: Equipe InfoMoney
10/02/11 - 07h13
InfoMoney


SÃO PAULO - O anúncio da OGX Petróleo (OGXP3) relativo à conclusão da perfuração do poço na bacia de Santos animou o analista do BB Investimentos, Nelso Rodrigues de Matos, que classifica o fato como positivo para os papéis e aos fundamentos daempresa


O resultado confirmou o potencial de produção de 20 mil bpd (barris de petróleo por dia) com uma qualidade acima da esperada, frisa o analista, vazão que deve chegar na faixa de 40 mil bpd, o que possibilitará a empresa extrair seu primeiro barril no terceiro trimestre de 2011.


"Assim, acreditamos que foi realizado mais um passo para o aumento do conhecimento dos reservatórios, visto que apenas a comunicação de indícios de hidrocarboneto não é garantia de que o reservatório será declarado comercial", destaca Rodrigues, que elogia também o "100%" de sucesso da campanha exploratória no bloco BM-C-41.


Outro ponto que agradou bastante o analista da corretora foram os bons resultados obtidos pelo uso do modelo geológico desenvolvido pela empresa para a exploração de rochas carbonáticas na Bacia de Campos. Com ele, a OGX provou que todos os equipamentos estão em fase de produção, sendo que parte deles já foi entregue.


Desempenho das ações
Quanto ao desempenho futuro das ações, o analista acredita que os papéis irão reagir conforme os resultados da campanha exploratória, bem como à execução do cronograma para a produção do primeiro barril de petróleo previsto para o terceiro trimestre.



Além disso, alguns outros acontecimentos irão ditar o comportamento dos papéis, como as negociações referentes a participação minoritária nos blocos na Bacia de Campos e a conclusão do novo laudo de avaliação dos recursos prospectivos riscados na Bacia do Parnaíba e de Campos.


Frente ao noticiário positivo para a companhia, o BB Investimentos recomenda compra para as ações da OGX, ante preço-alvo de R$ 30,60 para o final do ano, o que garante um potencial de valorização de 80% frente ao último fechamento.

quarta-feira, 9 de fevereiro de 2011

Randon é a small cap mais recomendada pelos analistas em fevereiro

Por: Thiago Salomão
09/02/11 - 07h12
InfoMoney


SÃO PAULO - Pelo terceiro mês consecutivo, a Randon (RAPT4) foi a small cap mais recomendada pelos analistas, estando presente em sete das 33 carteiras recomendadas de bancos e corretoras acompanhadas pela InfoMoney em fevereiro. No mês anterior, a ação da empresa esteve presente em seis dos 30 portfólios compilados.


Tendo como base os papéis que compõem o SMLL  (índice de small caps da BM&F Bovespa), a segunda posição ficou mais uma vez com as ações da Localiza (RENT3), que foram lembradas em seis carteiras. Fechando o pódio, aparecem duas ações do setor imobiliário: Brookfield (BISA3) e EzTec (EZTC3), com cinco recomendações cada.


Além destas seis, outras 25 small caps foram citadas pelos analistas. Cabe mencionar que, segundo a BM&F Bovespa, "as empresas que, em conjunto, representarem 85% do valor de mercado total da bolsa são elegíveis para participarem do índice MLCX (mid large caps). As demais empresas que não estiverem incluídas nesse universo são elegíveis para participarem do índice SMLL. Não estão incluídas nesse universo empresas emissoras de BDRs (Brazilian Depositary Receipts) e empresas em recuperação judicial ou falência".


Ao todo, 33 carteiras de bancos e corretoras foram utilizadas para este levantamento. Os portfólios selecionados foram: Amaril Franklin, Ativa, Banif, BB Investimentos, Bank of America Merrill Lynch, Bradesco Corretora, BTG Pactual, Citi, Coinvalores, Credit Suisse, Fator Corretora (2 carteiras), Geração Futuro, HSBC, Itaú, Link Investimentos, Magliano (2 carteiras), Omar Camargo (2 carteiras), PAX, Planner, Safra, SLW (3 carteiras), Socopa, Souza Barros, Spinelli, TOV, UM e XP (2 carteiras).


Entre todas as carteiras publicadas pela InfoMoney em fevereiro, nesta compilação apenas não foram considerados os portfólios com sugestões de ações que tenham perspectiva de pagamento de proventos.


Randon
As boas expectativas dos analistas em relação ao setor de autopeças seguem mantendo as ações da Randon como preferência dentre as small caps brasileiras. Segundo a Ativa Corretora, a indústria automobilística nacional deverá manter-se em evolução, especialmente no segmento de veículos pesados, "em função da necessidade de expansão e modernização da frota de caminhões, por conta do transporte de carga necessário para obras de infraestrutura, investimentos em construção civil e para colheitas de safra agrícola".



A equipe da corretora chama a atenção para a prorrogação da redução do IPI (Imposto sobre Produtos Industrializados) sobre veículo de transporte, bens de capital e material de construção para até dezembro de 2011, o que deverá ajudar a manter a demanda aquecida no mercado doméstico. Vale lembrar ainda que o Brasil irá abrigar a Copa do Mundo em 2014 e as Olimpíadas em 2016, dois eventos que demandarão fortes investimentos em infraestrutura.


Sobre as medidas recentemente anunciadas pelo governo para conter o volume de crédito concedido, especialmente para o financiamento de veículos, a Ativa não espera ver impactos relevantes sobre as operações da Randon, já que essas medidas devem ter mais foco na pessoa física, afetando com mais ênfase o consumo de veículos leves. Complementando a ideia, a SLW Corretoraafirma que as vendas de automóveis deverão manter um ritmo forte, acompanhando o crescimento econômico do País, frisando ainda a "ampla necessidade de reposição de unidades".


Por fim, a SLW comenta que as ações RAPT4 tiveram um desempenho aquém do Ibovespa em janeiro, tendo recuado 6,02% no período, contra recuo de 3,96% do benchmark. "Entendemos [esse desempenho] como a abertura de oportunidade para reposicionamento", comenta a corretora, recomendando a compra dos papéis da empresa.


Outras recomendações
Com quatro recomendações, foram mencionadas nas carteiras de fevereiro as ações da Light (LIGT3) e da Hering (HGTX3). Com três sugestões, aparecem Dasa (DASA3), OHL Brasil (OHLB3), Marcopolo (POMO4). Já Cetip (CTIP3), Energias Brasil (ENBR3), Eletropaulo (ELPL4), Gafisa (GFSA3) e BicBanco (BIBC4) foram lembradas por duas vezes.



As demais small caps foram citadas uma única vez nos portfólios desse mês: Anhanguera Educacional (AEDU3), Even (EVEN3), Fertilizantes Heringer (FHER3), Iguatemi (IGTA3), JHSF (JHSF3), Lupatech (LUPA3), Multiplus (MPLU3), MPX Energia (MPXE3), Marfrig (MRFG3), Multiplan (MULT3), Iochpe-Maxion (MYPK3), OdontoPrev (ODPV3), Positivo (POSI3), SLC Agrícola (SLCE3) e Tereos (TERI3).

terça-feira, 8 de fevereiro de 2011

Oportunidade: Fator aponta cinco ações que negociam sobrevendidas no mercado

Por: Thiago Salomão
08/02/11 - 18h05
InfoMoney


SÃO PAULO - De olho na forte queda do mercado brasileiro neste início do ano, o Banco Fator Corretora listou cinco ações que estão operando em níveis sobrevendidos, utilizando como métrica oestocástico. Victor Benndorf Silva, analista técnico da corretora, destaca oportunidade de entrada junto aos papéis de Hypermarcas (HYPE3), Itaú Unibanco (ITUB4), GOL (GOLL4), Tegma (TGMA3) e Pão de Açúcar (PCAR5).


Além do indicador técnico, Benndorf faz referência à distância dos ativos em relação à média móvel de 50 dias, fato que gera uma expectativa de upside elevado para os papéis, em vista da inércia entre preços e a referência. Em todos os casos, o analista técnico da Fator explica que as distorções de preço não duram muito tempo e geralmente precedem um "pull back".


Diante disso, ele afirma que uma reversão de curto prazo nessa tendência - ou seja, "um forte fechamento acima das máximas anteriores" - pode ser um bom momento de entrada nesses ativos. Com a mudança de tendência concretizada, o stop loss  da operação ficaria um pouco abaixo da cotação vista no dia de reversão, finaliza o analista técnico da Fator.


Confira o gráfico de cada uma das ações:
Hypermarcas ON

Itaú Unibanco PN

GOL PN

Tegma ON

Pão de Açúcar PNA
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Fator revela carteira recomendada com foco em dividendos para fevereiro

Por: Equipe InfoMoney
08/02/11 - 17h35
InfoMoney


SÃO PAULO - A Banco Fator Corretora divulgou sua carteiradividendos recomendada para fevereiro de 2011. As recomendações são as mesmas de janeiro, mas a empresa  ajustou os pesos das ações na carteira, com a Light (LIGT3) passando para 15%, de 20%. Os 5% foram assumidos pela Coelce (COCE5).


Segundo a Fator, o portfólio leva em consideração ações que ofereçam yields no mínimo estáveis. "Deste modo, a previsibilidade do fluxo de caixa, os resultados - e consequentemente os dividendos - e a volatilidade das ações são considerados os critérios mais importantes", ressalta a corretora.


Carteira Dividendos recomendada pela Fator:
EmpresaCódigoPreço-alvo*Upside**Dividend Yield
estimado
Peso
TelespTLPP4R$ 55,0035,87%11,8%20%
LightLIGT3R$ 27,006,51%8,7%15%
CoelceCOCE5R$ 34,0016,04%12,0%20%
AES TietêGETI4R$ 26,0011,25%9,2%15%
Transmissão PaulistaTRPL4R$ 57,0011,57%9,0%15%
ComgásCGAS5R$ 50,0010,64%5,1%15%
*Preço-alvo estimado para dezembro de 2011
**Potencial teórico de valorização com base na cotação de fechamento do pregão de 7 de fevereiro

Bradesco Corretora reduz preço-alvo para ações do Santander

Por: Equipe InfoMoney
08/02/11 - 13h49
InfoMoney


SÃO PAULO – A Bradesco Corretora reduziu o preço-alvo para as ações do Santander (SANB11) de R$ 28 para R$ 27 por ação, mantendo a recomendação em market perform - expectativa de desempenho em linha com o mercado.


Em relatório, a corretora afirma que a alteração foi resultado da redução das projeções para a companhia, após a incorporação do desempenho do quarto trimestre de 2010, como exemplifica a expectativa 7,9% menor para o lucro líquido do banco em 2011.


Na análise de Carlos Firetti, para retomar a confiança dos mercados, o Santander precisa apresentar uma sequência de melhores resultados, para “apagar” o desempenho decepcionante de 2010, uma vez que é o banco com a menor alavancagem entre os grandes. “É provável que uma melhora só comece no terceiro trimestre deste ano”, diz.


PerspectivasUm passo importante no processo de integração do Santander deve estar concluído até 12 de fevereiro, quando o banco completa a integração de sistemas de TI (Tecnologia da Informação) em toda a sua rede de agências. 


"Certamente, houve a necessidade de um grande esforço por parte dos gestores e dos times de TI", apontou Ccarlos Firetti, para quem a conclusão do processo deverá permitir um foco maior em crescimento e temas estratégicos.


Nas estimativas da corretora, o Santander terá um crescimento de crédito de 17,1% em 2011 e 18,1% em 2012. “Com excesso de capital, o banco pode ser mais agressivo em sua estratégia de crescimento, A forte demanda deverá permitir continuidade de expansão, principalmente no segmento de financiamento ao consumidor”, analisa Firetti.