segunda-feira, 5 de setembro de 2011
BTG eleva recomendação para as ações da GOL de venda para neutra
Citi Corretora revisa preços-alvo de empresas do setor imobiliário
sexta-feira, 2 de setembro de 2011
Ágora inicia cobertura de Alpargatas de olho no crescimento da empresa
Operação de COMPRA de GFSA3
Objetivos: R$ 8,49 e R$ 8,70.
Ágora reduz preço-alvo das ações dos bancos ABC Brasil, Daycoval e Sofisa
SÃO PAULO – Levando em conta os resultados do segundo trimestre, bem como ajustes em variáveis dedesempenho para os próximos meses, a Ágora Corretora reduziu o preço alvo esperado para as ações de ABC Brasil (ABCB4), Daycoval (DAYC4) e Sofisa (SFSA4), todos bancos de pequeno e médio porte.
No entanto, as recomendações para cada uma dessas ações foram mantidas. Dessa forma, o ABC Brasil segue como a única a deter recomendação de compra pelo analista Aloisio Lemos. Os papéis dos outros dois bancos seguem com recomendação de manter, na opinão do analista.
ABC Brasil: exposição à Líbia afetou guidance
No caso do ABC Brasil, Lemos chama atenção para a revisão do guidance anunciada pela companhia, que agora estima um crescimento nas operações de crédito entre 12% e 18% em 2011 - ante projeção anterior de 21%-25%. Para o analista, o momento conturbado na Líbia pode ter sido um dos fatores que prejudicaram a expansão da companhia nos últimos meses, uma vez que o Banco Central líbio faz parte da estrutura acionária do ABC Brasi.
Aliado a isso, o ABC Brasil tem adotado uma postura mais conservadora no segmento de middle market. "Optamos por adotar uma premissa ainda mais conservadora, trabalhando com um cenário de 9% da carteira de crédito para 2011 e 16,4% em 2012", afirma Lemos.
No entanto, ele ressalta que o banco foi beneficiado por sreads mais elevados no início do ano, tendência esta que deverá se permanecer no curto prazo. "Além disso, a gradual retomada dos empréstimos para médias empresas tende a elevar o spread médio praticado", diz o analista, que reduziu de R$ 19 para R$ 18 o preço-alvo esperado para ABCB4 ao final do ano, o que implica em um potencial teórico de valorização de 68,53% em relação ao fechamento da última quarta-feira (31).
Daycoval: crescimento mais forte que o restante
Já sobre o Banco Daycoval, o analista da Ágora destaca que ele teve um crescimento mais forte que os outros bancos médios em operações de crédito, tendo registrado em junho uma expansão de 38,7% em relação ao mesmo período de 2010. Aliado a isso, Lemos prevê que o banco aproveite sua ampla base de capital disponível, destacando que o índice de Basiléia da instituição terminou junho em 18,4%. A regularidade de seus indicadores de inadimplência também foi elogiada pelo especialista.
"Estimamos evolução do crédito de 28,6% em 2011 e 23,5% em 2012", disse Lemos, ressaltando ainda que o crescimento possibilitou ao Daycoval alavancagem de crédito, além de elevação do spread médio em suas novas originações de empréstimos.
Com o preço-alvo passando de R$ 13 para R$ 12, a ação DAYC4 apresenta um potencial de valorização teórico de 37,93% ante o fechamento anterior.
Sofisa: resultados fracos derrubam projeções de lucro
Por fim, o analista da Ágora ressalta que devidos aos fracos resultados do Banco Sofisa, as estimativas de lucro líquido foram reduzidas em 38,5% em 2011. "Nos parece viável esperar pela retomada de níveis mais adequados de rentabilidade pelo banco, mas adiamos as expectativas mais positivas para 2013", diz o analista.
Segundo Lemos, uma das razões para essa retomada é a eliminação dos efeitos "residuais negativos" ainda ligados à carteira de crédito de varejo, que foi vendida para o Banco Fibra no início de 2010. "Nossa atual estimativa aponta para uma redução de 4% na carteira total de crédito em 2011, mas com aumento de 28% na carteira de middle market", disse.
A corretora aponta como dado positivo a elevada posição financeira do Sofisa - R$ 1,45 bilhão em tesouraria -, e a baixa alavancagem de crédito, o que oferece elementos suficientes para propiciar crescimento maior para os próximos anos. Contudo, Lemos recomenda que o investidor que quiser comprar ações do banco vislumbre um horizonte de longo prazo de investimento, tendo em vista que a ausência de liquidez do ativo pode dificultar na hora de liquidar posição.
A recomendação da corretora para SFSA4 também é de manter, com preço alvo de R$ 5,10 para dezembro de 2011 - o target anterior era de R$ 6,50 -, o que implica em um upside de 45,71%.
Citi reduz preço-alvo de Petrobras depois do resultado do 2º trimestre
SÃO PAULO – Após registrar um lucro líquido atribuível aos acionistas no segundo trimestre deste ano inferior ao reportado no primeiro trimestre, a Citi Corretorareduziu o preço-alvo das ações PN de Petrobras (PETR4). Segundo a corretora, o preço do referido papel foi de R$ 35 para R$ 32,20, porém, a recomendação de compra está mantida. Neste sentido, o novo upside é de 54,80% em relação ao último fechamento, quando as ações valiam R$ 20,80.
"Após atualizarmos nosso modelo, de modo a incorporar os resultados do segundo trimestre de 2011, identificamos perspectivas menos favoráveis para o crescimento da produção da companhia, na esteira, também, da redução das estimativas para o preço do petróleo", justifica a corretora em nota.
Em relação ao valuation, a Citi mantém o desconto histórico de 12,5% em relação aos preços-alvo das ações ON e PN. "Nosso valor presente líquido é baseado na metodologia de soma das partes dos principais ativos da Petrobras, utilizando um custo médio ponderado de capital (WACC) de 10% (em dólar em termos reais)", concluem.
Resultado
A Petrobras (PETR3, PETR4) registrou lucro líquido atribuível aos acionistas de R$ 10,942 bilhões no segundo trimestre de 2011, montante 0,39% inferior ao reportado no primeiro trimestre e 31,91% acima do apurado entre abril e junho de 2010. Já o lucro acumulado no primeiro semestre foi de R$ 21,928 bilhões, resultado recorde para a companhia e 36,87% ao que foi visto nos primeiros seis meses de 2010.
Já o lucro líquido consolidado ficou em R$ 11,410 bilhões nesse trimestre, 36,86% maior do que foi visto no 2T10 e 1,93% maior do que em relação ao 1T11. Entre janeiro e junho, o lucro líquido consolidado passou de R$ 16,134 bilhões para R$ 22,605 bilhões - alta de 40,11%.