quinta-feira, 9 de dezembro de 2010

Morgan Stanley recomenda exposição aos mercados emergentes no próximo ano

Por: Equipe InfoMoney
09/12/10 - 09h57
InfoMoney


SÃO PAULO – Os mercados emergentes deverão continuar a se destacar na recuperação econômica global nos próximos anos, destacam os analistas do Morgan Stanley em relatório sobre estratégias para investimentos em 2011.


economia dos emergentes deverá apresentar uma expansão média de 6% no próximo ano, ao passo que a economia dos chamados desenvolvidos avançará em 2%, segundo estimativas de analistas do Morgan Stanley e do Citi, diz o relatório. 


“Os fatores que direcionaram a performance das ações nos mercados emergentes em 2010 – taxas de crescimento superiores, balanços fortes e potencial apreciação da moeda – provavelmente persistirão em 2011”, escrevem.


Emergentes superam desenvolvidosAlém disso, como as ações nos mercados emergentes estão sendo negociadas com um valuation igual ou menor que nos desenvolvidos, os papéis continuam atrativos. “Dado esses fundamentos, nós acreditamos que as ações dos mercados emergentes deverão novamente superar as dos desenvolvidos, o que tem sido um padrão nos últimos 10 anos”, aponta o relatório.


Ademais, a equipe do Morgan Stanley refuta a ideia de que a inflação poderá atrapalhar o desempenho nos mercados, indicando que enquanto deverá haver uma elevação nos preços no início de 2011, espera-se que os bancos centrais dos mercados emergentes promovam um posterior aperto que reduzirá a pressão inflacionária.


Exposição ao mercado de açõesDeste modo, os responsáveis pelo relatório recomendam o investimento em portfólios com maior exposição ao mercado de ações, em títulos de dívida com investment grade, além de investimentos alternativos, como as commodities, papéis que acompanhem a inflação e investimento em títulos imobiliários do governo. Por outro lado, os títulos de dívida de curto prazo e da dívida soberana dos mercados desenvolvidos são desaconselhados.


Entre os setores que a equipe de analistas espera surpreender estão o de energia alternativa e o de água, uma vez que espera-se que a energia renovável em 2035 represente 23% de toda a energia produzida, enquanto em 2007 percentual era de 18%. Do mesmo modo, a água será a commodity mais importante do século 21, apostam os analistas, uma vez que a queda na oferta e a demanda crescente configuram um cenário positivo para o investimento no setor.


Commodities e câmbioNo entanto, o relatório destaca também a performance das commodities e do câmbio, impulsionado pelo baixo nível de endividamento do governo e um forte fluxo de investimentos diretos. “Os mercados emergentes possuem um forte crescimento econômico, exportações crescentes e taxas de juros maiores que as dos desenvolvidos, fatores que tipicamente levam a uma apreciação da moeda”, destaca o Morgan Stanley.


Por fim, a recuperação econômica – que logo se tornará em expansão, já que os resultados em breve ultrapassarão os picos anteriores -, com uma taxa de crescimento cerca de três vezes maior para os mercados emergentes, deverá elevar a demanda por commodities, promovendo um suporte nos preços.

Gradual divulga carteira para a semana, excluindo Banco do Brasil e Brookfield

Por: Equipe InfoMoney
08/12/10 - 12h55
InfoMoney


SÃO PAULO - A Gradual investimentos divulgou sua carteira recomendada para o período que vai do dia 8 até o dia 15 de dezembro. As principais modificações, em relação ao seu portfólio anterior, foram as exclusões dos papéis do Banco do Brasil (BBAS3) e da Brookfield (BISA3), que deram lugar aos papéis da Lojas Americanas (LAME4) e aos da Cielo (CIEL3). 


A retirada das ações do banco se justifica pelo momento desfavorável no setor, dadas as medidas restritivas ao crédito ao consumidor e elevação do compulsório. Já em relação à Brookfield, o motivo da exclusão é a ausência de catalisadores para o papel no curto prazo.


Por outro lado, a inclusão das ações das Lojas Americanas e da Cielo é motivada pelas "perspectivas extremamente positivas para o varejo no último trimestre de 2010", aponta o relatório da Gradual.


Além disso, a corretora reduziu o preço-alvo das ações da Gerdau (GOAU4), que passou de R$ 42,50 para R$ 38,00, e elevou o target das ações da Valid (VLID3), que foi de R$ 21,70 para R$ 23,00.


Confira a carteira recomendada:
EmpresaCódigoPreço-alvo*Upside**  Peso  
PetrobrasPETR4R$ 37,50    48%15%
ValeVALE5R$ 60,5021%10%
Lojas AmericanasLAME4R$ 20,0023%10%
EternitETER3R$ 13,0018%10%
EzTecEZTC3R$ 16,0024%10%
CieloCIEL3R$ 20,0033%10%
BR FoodsBRFS3R$ 30,0015%10%
Gerdau MetGOAU4R$ 38,0046%5%
SuzanoSUZB5R$ 21,0034%5%
EucatexEUCA4R$ 8,0012%5%
ValidVLID3R$ 23,0017%5%
CremerCREM3R$ 23,0030%5%
* Preço-alvo para 12 meses
**Potencial de valorização em relação ao fechamento de 7 dezembro

SLW inclui Lojas Renner em carteira dinâmica para dezembro

Por: Tainara Machado
08/12/10 - 13h06
InfoMoney


SÃO PAULO - A SLW divulgou sua carteira recomendada dinâmica para dezembro, em que optou por incluir os papéis da Lojas Renner, mantendo os outros 10 ativos que já compunham a carteira de novembro. 


Segundo os analistas, foi a Europa que deixou os mercados financeiros em saia justa no último mês. A SLW lembrou que após a Grécia ter ofuscado o brilho das bolsas no primeiro semestre, agora foi a vez da Irlanda reacender os temores de contágio da crise da dívida soberana para países como Portugal, Espanha ou mesmo a Hungria. 


Para além da Europa, novembro também foi um mês marcado por volatilidade, enquanto investidores permaneceram preocupados com um possível aperto monetário para refrear o crescimento e a inflação na China, além do desentendimento entre as Coreias do Norte e do Sul. 


Em novembro, a lista de recomendações dinâmica acumulou uma desvalorização de 3,37%, apresentando performance melhor que o Ibovespa, que obteve variação negativa de 4,2% no mesmo período. No acumulado no ano, o portfólio registra ganhos de 21,62%, enquanto o índice caiu 1,29%. 


Expectativas
A corretora não acredita que as incertezas que envolvem a Europa, os Estados Unidos e a China irão desaparecer em dezembro, lembrando, portanto, que é esperado ainda volatilidade no mercado acionário global.



Embora cite o aguardado rali de final de ano, em que os próprios gestores de carteiras administradas contribuem, a SLW acredita que é possível que esse movimento aconteça, mas diz que o mercado ainda exige cautela. "Dificilmente o Ibovespa irá buscar o objetivo que era imaginado de encerrar este ano em 80 mil pontos", concluem os analistas. 


Confira as recomendações da Carteira Dinâmica:
EmpresaCódigoPreço-alvoUpside*Peso
MarfrigMRFG3R$ 25,2787,46% 10%
RandonRAPT4R$ 16,0020,39% 10%
BradescoBBDC4R$ 40,4022,61% 10%
CCRCCRO3R$ 48,354,32% 10%
ALLALLL11R$ 20,4626,45% 10%
EmbraerEMBR3R$ 18,2949,92% 10%
FosfertilFFTL4R$ 22,7022,50% 10%
KlabinKLBN4R$ 6,4015,73% 10%
EletrobrasELET6R$ 39,0843,99% 10%
TelemarTNLP4R$ 40,1364,94% 5%
Lojas RennerLREN3R$ 68,0017,52% 5%
*Potencial de valorização em 12 meses, com base na cotação de fechamento do dia 7 de novembro


MarfrigA Corretora mantém a recomendação de compra para as ações da empresa devido ao atual patamar de preços atrativo. Deve-se ressaltar também a compra da Keystone, que deve gerar forte crescimento da receita e ampliar a presença da marca, inclusive em outros mercados.


Randon
A forte recuperação na demanda de ônibus e caminhões no País, em resposta à recuperação da economia após a crise financeira mundial de 2008/2009 deve favorecer a Randon. É esperado um aumento de encomendas para este ano e a empresa deve ser uma das favorecidas nesse cenário. 



Bradesco
As perspectivas positivas para o crescimento da economia brasileira neste ano seguem em linha com as projeções para o setor financeiro. A SLW ressaltou que o Bradesco é uma das instituições financeiras que devem se beneficiar do grande crescimento na demanda por crédito, em decorrência do crescimento da economia brasileira. Adicionalmente, as linhas de financiamento para o setor imobiliário, "que não param de crescer", devem apresentar grande aumento de demanda também, o que favorecerá o Bradesco impactando positivamente a sua lucratividade.



CCR
No caso da CCR, a corretora avalia que a empresa tem mostrado forte crescimento de sua geração operacional de caixa, o que deve ajudar a melhorar sua rentabilidade ao longo deste ano, além de contar com um projeto em fase pré-operacional, o "Via Quatro" e outros dois em andamento, "Rodoanel" e "Controlar". A corretora destacou ainda que espera que continuidade da melhoria da rentabilidade no quatro trimestre de 2010, com manutenção do crescimento da geração de caixa e outros negócios. 



ALL
Com boa expectativa para o crescimento da colheita no Brasil, sendo considerado que boa parte da safra poderá ser exportada, a corretora ressaltou que a ALL deve ter os ganhos reais de yield ao longo do ano sustentados pelo desempenho nos segmentos agrícola e industrial.



EmbraerConforme a corretora esperava, as ações da Embraer recuperaram-se em novembro, após um outubro fraco, com acidente com uma aeronave na China e fraco desempenho operacional no terceiro trimestre. No entanto, a SLW continua otimista para o curto e médio prazos, com expectativa de recuperação em 2011. 


Fosfertil
Com a aquisição do controle da companhia pela Vale (VALE3VALE5) feita em maio, o cenário para a empresa deve ser favorecido. Além disso, no mês anterior as ações da empresa apresentaram desempenho em linha com o Ibovespa, de queda de 4,4%. Assim, na atual cotação, a SLW identifica uma boa oportunidade, ainda mais porque sazonalmente o setor tem vendas mais fortes no segundo trimestre. 



Klabin
A empresa é favorecida pela melhora do cenário de atuação da empresa, com a demanda fortalecida e a previsão de operar em plena capacidade em breve.



Eletrobras
A SLW recomendou a manutenção das ações da empresa na carteira recomendada, pois acredita na continuidade da recuperação de curto prazo no preço das ações, que "refletirão, em nossa opinião, o bom resultado consolidado no terceiro trimestre" e no andamento do processo de capitalização. Além disso, a SLW vê como positivo o projeto de retirá-la do cálculo do superávit primário da balança já em 2011.



Telemar
Recentemente, a Anatel aprovou a participação da Portugal Telecom nas empresas do grupo Oi, "coincidindo com o equacionamento das pendências financeiras junto à agência reguladora dentro de um mês". A empresa também divulgou os resultados do terceiro trimestre do ano, sendo este considerado como "dentro das expectativas do mercado, mas superior ao mesmo período de 2009". Assim, a corretora manteve os papéis da Telemar nas recomendações para a carteira de dezembro, escolhendo como veículo os papéis TNLP4 por refletirem o resultado consolidado e o canal de distribuição de dividendos.



Lojas Renner
A SLW recomenda posicionamento em Lojas Renner baseado no ritmo de crescimento da companhias, nos ganhos de margens e do momento favorável da economia para o consumo no mercado interno. Além disso, as ações da empresa registraram no mês anterior desempenho muito inferior ao Ibovespa, então a corretora espera recuperação das cotações em dezembro.  

BofA eleva preço-alvo de OGX e Petrobras após revisar projeção para o petróleo

Por: Equipe InfoMoney
08/12/10 - 17h52
InfoMoney


SÃO PAULO - Baseado na perspectiva de aumento dos preços do petróleo no próximo ano, o Bank of America Merril Lynch elevou seu preço-alvo para as petrolíferas Petrobras (PETR4) e OGX (OGXP3). 


Segundo os analistas Frank McGann e Conrado Vegner, que assinam um relatório sobre o setor, os dois principais drivers do próximo ano devem ser o forte crescimento do volume de produção e programas robustos de exploração. Por sua vez, os países emergentes devem ser os principais responsáveis pelo aumento da demanda e das receitas.


Desta forma, as top picks na América Latina - Pacific Rubiales, Ecopetrol e Petrobras - aliam esta projeção com um valuation atrativo. O BofA revisou o valor do barril de petróleo de US$ 85 para US$ 87 em 2011, em reflexo da provável redução da oferta no mercado.


A colombiana Pacific Rubiales é a preferida dos analistas, e seu programa de exploração guarda altas perspectivas de resultados. Já a Ecopetrol mantém a previsão de um aumento acentuado na produção de óleo e gás nos próximos dois anos, e talvez guarde o maior potencial de crescimento entre as ações sob cobertura do BofA no segmento.


Destaques do setorDentre os eventos essenciais a acompanhar no próximo ano, o relatório elege seis principais. O primeiro é a elevação de planos de crescimento. A Petrobras, por exemplo, planeja aumentar sua capacidade de produção em 5,4%, o que apesar de parecer pouco, a posicionaria muito bem em relação a seus pares globais, dado o tamanho da companhia.


O segundo ponto refere-se aos programas de exploração previstos para 2011. Estes devem ser importantes para a percepção dos investidores sobre a empresa no longo prazo. A seguir, vale atentar para a tendência do setor, que é de contínua alta nos próximos 12 meses.


Ademais, no cenário macroeconômico, o viés de elevação da moeda local e da inflação devem afetar positivamente os preços do petróleo. Por fim, o BofA destaca a possibilidade de novas ofertas iniciais de ações no setor, assim como uma melhora do cenário corporativo por conta de esclarecimentos políticos. No último quesito, destaque para o Brasil, onde a implementação das novas regras para o pré-sal merece bastante atenção.


OGXO preço-alvo para as ações da empresa sofreu a maior elevação dentre todas do portfólio coberto pelo banco, passando de R$ 9,23 para R$ 15 por papel. A projeção engloba, além do aumento do preço para o barril de petróleo, um WACC menor, a atualização para as perspectivas de 2011 e um aumento de produção estimado em 31% para 2022.


As previsões anteriores sobre a produção até 2019 seguem inalteradas. "Nós vemos a transição da OGX de uma empresa meramente exploratória, que tem sido largamente centrada sobre as perspectivas de menor risco na bacia de Campos, para uma mistura de desenvolvimento e exploração de alto risco em Santos, Espírito Santo e nas bacias Pará-Maranhão", adverte a dupla de analistas em relatório.


Para eles, os investidores tendem a se concentrar na análise do fluxo de caixa descontado como parâmetro de investimento na empresa, o que poderia gerar quedas no valor das ações. Além disso, a posição cautelosa é reiterada frente ao recuo das ações no último mês, afetadas por um fluxo de notícias negativas.


PetrobrasPara a estatal, o preço-alvo sugerido passou de R$ 49,00 para R$ 51 por ação em 2011. "A despeito do que consideramos um atraente valuation e perspectiva de crescimento, o valor do papel tem tido uma fraca performance recentemente, em baixa de 1% no mês anterior e 8% nos últimos três meses", avaliam os analistas em relatório.


O fraco desempenho das ações é atribuído tanto às incertezas políticas, como aos temores derivados do extenso processo de capitalização da empresa neste ano. No entanto, "a partir de agora, nós esperamos que o mercado comece a atentar para o case fundamentalmente positivo da companhia", dizem McGann e Vegner.


Para 2011, a alta dos preços do petróleo devem ter um impacto relativamente pequeno. No entanto, já em 2012 é projetado um aumento de 6% nos ganhos, refletindo o aumento de US$ 5 por barril no preço a longo prazo e menores quedas de preço do que o projetado.


Valuation justo
Dada a base superior de ativos da companhia e seu perfil de desenvolvimento em relação à seus pares globais, o atual valuation da Petrobras parece justo aos olhos do BofA ML. "Acreditamos que a ação deve ser negociada com um prêmio sobre seus concorrentes, dado 
o perfil de crescimento".


O banco projeta que os lucros e produção da Petrobras irão performar acima de seus equivalentes setoriais nos próximos anos. Para isso, o aumento da produção de petróleo e a expectativa de que os preços da commodity sigam em alta são pontos essenciais.


Retornos a longo prazo
Os 5 bilhões de barris que a Petrobras comprou do governo federal, como parte do processo de capitalização, são vistos como uma possibilidade de elevar os retornos da companhia na próxima década. A estatal será capaz de rever o potencial de desenvolvimento de seu programa de exploração, em especial entre 2015 e 2020, de um modo que poderia melhorar os retornos a longo prazo, diz o banco.  



"Nós acreditamos que os investidores devem olhar adiante. A partir de agora, acreditamos que a capacidade de crescimento e retorno potencial da companhia têm sido notavelmente melhorados em relação ao que era esperado para antes da capitalização. É hora de seguir e atentar para as perspectivas de valuation e avanço a partir deste momento", concluem os analistas no relatório.

quarta-feira, 8 de dezembro de 2010

Ativa inicia cobertura de MRV com recomendação de compra

Por: Equipe InfoMoney
08/12/10 - 07h57
InfoMoney


SÃO PAULO – A Ativa Corretora iniciou a cobertura da MRV (MRVE3) com recomendação de compra e preço-alvo para dezembro de 2011 de R$ 23,89, upside (potencial teórico de valorização) de 42,2% em relação ao último fechamento.


O analista Armando Halfeld destaca o foco da empresa no segmento de baixa renda, em especial a participação no programa governamental Minha Casa Minha Vida, bem como a segunda edição deste programa, que deve funcionar “como importante driver de demanda para os produtos da MRV”.


Fatores positivosEntre os destaques da MRV, Halfeld cita o plano de crescimento orgânico, com manutenção do foco na construção de residências para famílias de baixa renda, o landbank (estoque de terrenos) de R$ 12,4 bilhões – 83% disso com foco no programa governamental.


Além disso, o analista também ressalta a alta rentabilidade da empresa mesmo atuando com foco no segmento de baixa renda. Segundo ele, “a MRV está conseguindo provar ao mercado que, apesar de operar na baixa renda, sua rentabilidade não fica prejudicada quando comparada a players de média e alta renda”.


RiscosComo riscos para essa tese de investimento na MRV, Halfeld lista a capacidade de execução dos empreendimentos, elevação acima do esperado das taxas de juros, dificuldades de execução por parte da CEF (Caixa Econômica Federal) do programa MCMV e, por fim, a falta de mão de obra capacitada no setor.