quinta-feira, 22 de abril de 2010

Abertura dos mercados

Ontem (21), as bolsas norte-americanas encerraram o dia perto da estabilidade. Com uma agenda de indicadores tranquila, o destaque ficou para o calendário de balanços corporativos. Segue abaixo os resultados das principais empresas:

AT&T: lucro por ação de 0.59; previsão: 0.55
Boeing: lucro por ação de 0.70; previsão: 0.64
McDonald’s: lucro por ação de 1.03; previsão: 0.96
Morgan Stanley: lucro por ação de 1.03; previsão: 0.57
Wells Fargo: lucro por ação de 0.45; previsão: 0.42
Starbucks: lucro por ação de 0.29; previsão: 0.25

As ações do Morgan Stanley (+4,04%) foram um dos principais drivers do mercado, após a divulgação de um forte balanço.
Na Europa, o dia foi de perdas nas principais bolsas de valores, com o setor financeiro liderando a ponta negativa. Apesar do FMI e da UE terem iniciado conversações, não houve decisões para a Grécia. A expectativa é que um acordo só sairá em duas ou três semanas.

Hoje

Com as bolsas em NY perto da estabilidade ontem, mercados não esperam por um grande ajuste na Bovespa na abertura, após o feriado. Na Europa, um sentimento de aversão ao risco se instala nesta manhã, após a agência de estatísticas Eurostat anunciar que o déficit grego é maior que o calculado inicialmente. Com isso, o euro volta a sofrer pressão, pesando sobre as commodities. O banco Credit Suisse reportou seus resultados, com um lucro líquido de 2,1 bi de francos suíços (US$ 1,97 bi), um pouco acima das previsões (2 bi de francos suíços). Porém, a geração de receita a partir de operações de renda fixa ficou abaixo do esperado e com um desempenho inferior a de outros bancos. Suas ações caem cerca de 4,5% após a divulgação do resultado.

BOLSAS
ÚLTIMO
% 1 DIA
% 1 MÊS
% 3 MESES
% 6 MESES
% 1 ANO
CHINA
2999,484
-1,11%
-3,53%
-4,13%
-1,70%
-8,47%
HONG KONG
21454,94
-0,26%
1,02%
3,52%
-3,40%
-1,91%
JAPÃO
10949,09
-1,27%
-1,27%
3,39%
6,64%
3,82%
ÍNDIA
17573,99
0,58%
0,26%
4,24%
4,67%
0,63%
IBOVESPA
69318,44
0,32%
-1,50%
4,60%
5,85%
1,06%
DOW JONES
11124,92
0,07%
2,47%
9,36%
10,35%
6,68%
S&P
1205,94
-0,10%
3,12%
10,46%
10,34%
8,15%
LONDRES
5675,9
-0,83%
-0,07%
7,03%
9,00%
4,86%
PARIS
3934,87
-1,08%
-0,98%
2,99%
2,98%
-0,04%
ALEMANHA
6172,83
-0,92%
0,31%
8,38%
7,11%
3,62%


Ásia

A maioria das bolsas da região fecharam em queda, com receios de uma maior interferência governamental nos mercados da região e nos EUA. Na China, preocupações com medidas de restrição ao setor de imóveis influenciou as bolsas. No Japão, a Bolsa de Tóquio caiu 1,3%, com temores sobre a situação da Grécia e uma realização de lucros.

Agenda

EUA: PPI: índice de preços ao produtor; pedidos de auxílio-desemprego (ambos as 9h30); vendas de imóveis residenciais usados (11h)
Brasil: Banco Central divulga a nota do setor externo de março (10h30); fluxo cambial semanal (12h30). Às 11h45, Mantega se reúne com Timothy Geithner, secretário do Tesouro norte-americano.

Commodities

COMMODITIES
ÚLTIMO
% 1 DIA
% 1 MÊS
% 3 MESES
% 6 MESES
% 1 ANO
PETRÓLEO - 1o. Venc.
82,69
-1,18%
-1,28%
10,93%
1,85%
4,20%
COBRE
350,45
-1,49%
-1,89%
4,10%
16,14%
3,98%
NIQUEL
26939
-1,06%
7,93%
42,74%
36,98%
46,00%
CRY - CESTA DE COMMODITIES
276,75
0,35%
1,25%
0,43%
-2,05%
-2,34%


Brasil

- BB:o Banco do Brasil acertou a aquisição de 51% do capital social do banco argentino Patagonia por US$ 479,6 milhões.
- Vale: a mineradora concluiu a negociação para o reajuste do minério de ferro com todos seus clientes, com um aumento de cerca
de 100% nos preços. A partir de agora haverá uma revisão trimestral nesses preços ( o 1º realinhamento será em julho).

PARES
ÚLTIMO
% 1 DIA
% 1 MÊS
% 3 MESES
% 6 MESES
% 1 ANO
PE_RATIO
VALE5
49,41
-1,63%
-0,28%
12,94%
18,49%
17,09%
25,08134
BHP BILLITON
42,21
-1,22%
-3,17%
1,22%
6,43%
-2,11%
23,16227
RIO
76,86
-2,11%
-1,96%
5,37%
15,06%
2,63%
21,57994
XSTRATA
1147,5
-1,50%
-8,09%
2,00%
17,57%
2,36%
70,66075
ANGLO AMERICAN
2829
0,53%
-1,57%
12,91%
23,81%
4,35%
21,58695
PARES
ÚLTIMO
% 1 DIA
% 1 MÊS
% 3 MESES
% 6 MESES
% 1 ANO
P/L
PETR4
34,3
2,24%
-3,08%
-1,29%
-7,30%
-6,51%
10,38405
SHELL
22,7
-1,18%
6,00%
9,82%
8,77%
7,58%
14,82652
BP
638,2
-1,54%
2,37%
5,38%
12,96%
6,37%
11,10293
CHEVRON
81,92
-0,16%
8,03%
9,83%
5,99%
6,40%
16,06274

Após um dia com as bolsas fechadas, mercados apontando para uma abertura negativa, com preocupações com a Grécia mais uma vez afugentando os investidores. Agenda de indicadores nos EUA carregada, podendo trazer volatilidade aos negócios. Destaque para os balanços da Verizon, PepsiCo, Kimberly-Clark (antes da abertura); Microsoft e Amazon.com (após o fechamento).

quarta-feira, 21 de abril de 2010

Banco do Brasil adquire Banco Patagonia por US$ 479 milhões

Por: Vitor Silveira Lima Oliveira
21/04/10 - 19h10
InfoMoney


SÃO PAULO - O Banco do Brasil (BBAS3) acertou a aquisição de 51% do capital social do banco argentino Patagonia por US$ 479,6 milhões, anunciou a instituição adquirida por meio de fato relevante nesta quarta-feira (21).

De acordo com o comunicado, foram vendidas 366.825.016 ações ordinárias de classe B pelos sócios Jorge Guillermo Stuart Milne, Ricardo Alberto Stuart Milne e Emilio Carlos González Moreno, que continuarão como parceiros no negócio, cuja participação conjunta na companhia era anteriormente de 61,5%.

Deste modo, o preço pago por ação pelo BB chegou a US$ 1,3076, sendo 40% do valor total pago no momento da concretização da operação e o restante será financiado em prazo não especificado.

Mais detalhes
A concretização da operação ainda está sujeita às aprovações das autoridades reguladoras dos sistemas financeiros de Brasil e Argentina, além da assembléia de acionistas do BB.


A fim de cumprir com as determinações legais argentinas, as partes - BB e acionistas do Patagonia - lançarão uma OPA (Oferta Pública de Aquisição de Ações) conjunta pelo mesmo preço ofertado ao antigo bloco controlador. Estes, por sua vez, poderão comprar ações até o limíte de 25% do capital social, ficando o restante exlcusivamente para o BB.

Conheça o Patagónia
O banco argentino possuia, em dezembro de 2009, base de ativos equivalente a US$ 2,5 bilhões. Sua carteira de crédito chegava a US$ 1,1 bilhão, contando com 775 mil clientes.

Citi diminui preço-alvo de Gafisa para refletir aumento de capital

Por: Equipe InfoMoney
21/04/10 - 18h42
InfoMoney


SÃO PAULO - O Citigroup revisou para baixo o preço-alvo das ações da Gafisa (GFSA3) para R$ 15,20, frente a R$15,90 da projeção anterior, de modo a contemplar o recente aumento de capital pela empresa, além da incorporação da Tenda e de aumento de participação em Alphaville.

No entanto, a recomendação "manter" não foi alterada, apesar do upside previsto para os próximos 12 meses (26,8% em relação ao fechamento do dia 20 de abril), pois a instituição prefere outras empresas do setor, como MRV (MRVE3) e PDG Realty (PDGR3).

Menor lucro por ação
Com a emissão de R$ 1,06 bilhão de ações e planos para usar o montante na melhora da estrutura de capital, a estimativa de lucro por ação foi reduzida em 13%, o que impactou na projeção do preço-alvo para os ativos da construtora.

Por outro lado, aponta o Citi, isso deve favorecer o crescimento e melhorar as margens do negócio, o que leva o banco a prever expansão do lucro líquido em 22,6% e 31% em 2010 e 2011, respectivamente. No entanto, aqui a instituição faz uma ressalva: o histórico da companhia em produzir melhora na margem é variado, "e esperamos que a empresa continue atrás de seus pares" nesse quesito.

Ebitda e lançamentos
Além do preço-alvo, o Citi também revisou o Ebitda (geração operacional de caixa), prevendo aumento de 6,2% em 2010, enquanto as vendas devem ser incrementadas em 2,1%, de acordo com as novas projeções do banco. Além disso, a melhora na posição financeira da empresa com a emissão de ações, deve ocasionar aumento de 89,2% nos lançamentos da Gafisa, o que significaria R$ 4,35 bilhões em 2010.

O banco ainda ressalta que esse número fica mais próximo da ponta mais baixa do guidance emitido pela empresa, que planejou lançamentos entre R$ 4 bilhões e R$ 5 bilhões para 2010.

Principais riscos
Entre os principais riscos para esse investimento, o Citi aponta a capacidade da Gafisa em executar seu plano de crescimento, incluindo a expansão da empresa para outras áreas e a estratégia para baixa renda. Por outro lado, se realmente a margem do negócio melhorar mais rápido do que o previsto, a ação pode exceder o preço-alvo estabelecido, alerta o banco.