quarta-feira, 21 de abril de 2010

Ativa vê possível integração entre Telesp e Vivo como positiva para as empresas

Por: Equipe InfoMoney
21/04/10 - 14h00
InfoMoney


SÃO PAULO - Após matéria do Financial Times de terça-feira (20) informar que a Telefónica negociaria uma maior integração entre Telesp (TLPP4) e Vivo (VIVO4), através de negociações com a Portugal Telecom (que também possui o controle da Vivo), os analistas da Ativa consideraram os rumores potencialmente positivos para ambas empresas.

A equipe acredita que, embora ainda não tenha sido confirmada, a possível integração "faz muito sentido para Telesp e Vivo, não somente em termos de potenciais economias de custo de rede e infraestrutura, mas também em termos de competitividade em oferta de pacotes de serviços, unificando voz fixa, móvel e internet em um só produto".

Os analistas destacam ainda que isso se daria sobretudo em São Paulo, onde não há atualmente competidor com oferta similar  e a sinergia é grande.

Ações
Citando um aumento de concorrência da Telesp, sobretudo por NET e GVT -  que possui intenção de entrar no estado - os analistas reiteraram sua preferência pela exposição aos papéis da Vivo. A equipe citou ainda a "perspectiva de divulgação de melhores resultados no curto prazo".

Vale lembrar que, no dia da divulgação da notícia, a cotação das ações das empresas tiveram alta na bolsa brasileira, se destacando entre as maiores variações positivas do índice.

Estoques de petróleo dos EUA avançam 0,5% na passagem semanal

Por: Equipe InfoMoney
21/04/10 - 12h50
InfoMoney


SÃO PAULO - Os estoques de petróleo dos EUA avançaram na passagem semanal, atingindo o patamar de 355,9 milhões de barris, "acima do limite mais alto de média para esta época do ano", conforme dados anunciados nesta quarta-feira (21) pelo Departamento de Energia do país.

Entre as semanas terminadas em 16 de abril e 9 de abril, o nível dos estoques de óleo bruto nos EUA avançou em 1,9 milhão de barris. No mesmo sentido, os estoques de gasolina avançaram em 3,6 milhões de barris na última semana. Ainda segundo o relatório, as refinarias norte-americanas operaram com 85,9% de sua capacidade operacional total, acima do registrado na semana anterior, de 85,6%.

Variação semanal
Em milhões de barris Semana até 16/04/2010 Semana até 09/04/2010  Variação
Óleo bruto 355,9 354,0  +0,5% 
Gasolina 224,9 221,34 +1,6%
Derivados 143,4 141,5 +1,3%

Variação anual
Em milhões de barris Semana até 09/04/2010 Semana até 09/04/2009
Variação
Óleo bruto 355,9 368,0 -3,3%
Gasolina 224,9 214,7 +4,8%
Derivados 143,4 126,8 +13,1%

Petróleo recua
A cotação do barril do petróleo Brent, negociado no mercado de Londres, atinge US$ 83,65 nesta quarta-feira, queda de 0,61% em relação ao último fechamento. A cotação reverteu tendência positiva anterior à publicação dos dados pela EIA.


Por sua vez, o contrato com vencimento em maio de 2011, que apresenta maior liquidez no mercado de Nova York, opera a US$ 83,42 por barril, configurando uma baixa de 0,51% frente ao fechamento anterior.

Entenda o relatório de estoques
Elaborado pelo DOE (Department of Energy), o relatório de estoques é divulgado usualmente a cada quarta-feira. Como os EUA são os maiores consumidores e importadores mundiais de óleo bruto, suas relações de oferta e demanda exigem acompanhamento de perto pelo mercado.


Vale ressaltar que - outras variáveis à parte - um aumento dos estoques norte-americanos alivia a pressão sobre os preços internacionais do petróleo. Já em caso de queda das reservas, a tendência é de alta nas cotações.

Redecard e Cielo: após recentes quedas, o que esperar dos papéis?

Por: Nathália A. Terra Pereira
21/04/10 - 11h45
InfoMoney


SÃO PAULO – Possíveis mudanças regulatórias, entrada de novos players, aumento da competitividade: com tantos riscos e temores, não é de se estranhar que os papéis da Redecard (RDCD3) e Cielo (CIEL3) tenham sido penalizados nas últimas semanas.

Desde o começo do mês até o último pregão de 20 de abril, as duas ações acumulam quedas de 10,3% e 2,3%, respectivamente. Enquanto isto, o Ibovespa registra no mesmo período um recuo mais modesto, de 1,5%.

Afinal, o desempenho aquém do benchmark é justificado? E mais: será que ele se mantém nas próximas sessões, ou uma recuperação pode vir no lastro de múltiplos atraentes? Analistas de diversas instituições expressam suas opiniões acerca das duas maiores processadoras de cartões de crédito do País.

Ativo Abril* 2010*
Redecard ON -10,33% +1,72%
Cielo ON -2,27% +10,64%
Ibovespa -1,50% +1,06%
Mudanças por vir
Um dos aspectos apontados por analistas por ter pressionado o desempenho dos papéis da Redecard e Cielo recentemente é o temor do mercado de que mudanças regulatórias venham a ser implementadas pelo governo.

Mariana Taddeo, da Link, diz em relatório que “as pressões por mudanças regulatórias ainda permanecem, dada a indefinição quanto a um novo pronunciamento do BC e propostas do governo”. No entanto, para a corretora, uma maior definição nesse sentido só deve vir a ser conhecida após as eleições presidenciais.

Enquanto as discussões seguem indefinidas no plano político, o setor de cartões de crédito tem outras mudanças a lidar já em julho deste ano: o fim da exclusividade entre bandeiras e credenciadoras, fato que inspira grande cautela entre os analistas do Morgan Stanley, por possivelmente implicar contração nas margens das duas empresas, com o aumento da competitividade.

Temor similar é expresso pelos analistas Rafael Ferraz e Sérgio Goldman, do Safra: “em um cenário mais competitivo, as companhias tenderiam a ficar mais próximas aos comerciantes, aumentando, consequentemente, suas equipes comerciais e seus esforços de marketing, trazendo maiores despesas operacionais no curto prazo”.

Novos players
Por falar em competição, a entrada do Santander no setor também é apontada por analista como um dos fatores que pesou sobre os papéis da Redecard e Cielo. Todavia, tanto Mariana, da Link, quanto os analistas do Banco Safra veem pouca razão para tamanho temor entre os investidores.

“Ao contrário do que muitos imaginavam, o banco ressaltou que não será agressivo como adquirente”, ressalta a analista da Link em relatório. O Safra compartilha de visão semelhante, e mostra-se otimista: “desde o anúncio dos detalhes da parceria Santander/Getnet, as ações têm superado o Ibovespa, impulsionadas pela percepção de redução no risco de competição”.

Ainda que o maior temor fosse, de fato, quanto à entrada do Santander, outros players também vêm demonstrando possível interesse no mercado brasileiro de cartões. Especulações apontam por exemplo, o Banrisul, que já possui sua própria bandeira, a Banricompras, com mais de 70 mil estabelecimentos credenciados.
“No entanto, acreditamos que Cielo e Redecard terão uma forte vantagem competitiva no curto e médio prazo, devido à escala, presença nacional e oferta de produtos e serviços”, diz a Link.

Otimismo ao setor
Abordados os pontos de maior temor do mercado, analistas expressam perspectivas repletas de otimismo para a indústria brasileira de cartões de crédito. “Decidimos aumentar nossa projeção de crescimento anual de mercado (valor das transações de débito e crédito) de 19% para 22% em 2010, e de 17% para 18% em 2011”, diz a equipe do Safra.

Por sua vez, a Link afirma que “o setor possui um elevado potencial de crescimento com a continuidade da substituição do cheque e moeda por cartão, redução da economia informal, penetração dos serviços bancários e aumento do consumo. E esse crescimento deve ajudar a compensar o ambiente mais competitivo”.

Recomendação aos papéis
Entre tantos pontos positivos e negativos, afinal, qual a recomendação dos analistas para os papéis? A resposta não é consensual, mas a preferência pela Cielo, sim. É o caso da Link, que concede uma visão outperform – desempenho acima da média do mercado – às ações da Cielo e uma market perform – desempenho em linha com a média do mercado – às da Redecard.

O Safra, por sua vez, mantém uma recomendação neutra para as duas ações, embora as da Cielo “mostrem-se mais atrativas, com maior potencial de valorização”.

Em contrapartida, os analistas do Morgan Stanley revelam um maior pessimismo quanto aos papéis, concedendo um call underweight às duas ações. “Acreditamos que os valuations não refletem um cenário iminente de perda de participação de mercado e contração das margens simultâneas ao aumento da competição no setor”, justificam em relatório recente os analistas Jorge Kuri, Jorge Chirino e Adriana Drulla. “Voltaríamos apenas a apostar nos papéis da Cielo ao redor dos R$ 10,00 e nos da Redecard abaixo dos R$ 19,00”, conclui a equipe.

terça-feira, 20 de abril de 2010

Operações de Compra para 22/04/2010

Coimpra de GFSA3

Condição de entrada: rompimento dos R$ 12,10
Condição de stop: rompimento dos R$ 11,50
Motivo da operação: formação de reversão com aumento de volume divergência de MACD e IFR cruzando para sobre da média.
Tipo da operação: Swing trade médio.
Objetivo imediato: Próximo dos R$ 13,00

IBOV - Variação por setores

Segue abaixo o Ibovespa aberto por setores e suas variações. Mercado subindo muito segurado por VALE5 já que existem 15 setores subindo contra apenas 5 caindo e o setor que mais cai é o de mineração. .


Abaixo a tabelinha:

Próximos eventos corporativos

Seguem os próximos eventos de empresas já divulgados para esta semana:

PETR3 / PETR4:

Evento: Dividendos e Juros sobre capital próprio
Valor dividendos: R$ 0,13
Valor JSCP bruto: R$ 0,12
Valor JSCP líquido: R$ 0,102
Total líquido: R$ 0,232
Data “com”: 22/04/2010
Data “ex”: 23/04/2010
Data pagamento: não divulgada

RDCD3:

Evento: Dividendos
Valor: R$ 1,052544
Data “com”: 22/04/2010
Data “ex”: 23/04/2010
Data pagamento: 30/04/2010

KLBN3:

Evento: Dividendos
Valor: R$ 0,059430
Data “com”: 22/04/2010
Data “ex”: 23/04/2010
Data pagamento: 30/04/2010

KLBN4:

Evento: Dividendos
Valor: R$ 0,065370
Data “com”: 22/04/2010
Data “ex”: 23/04/2010
Data pagamento: 30/04/2010

LREN3:

Evento: Dividendos
Valor: R$ 0,8001
Data “com”: 22/04/2010
Data “ex”: 23/04/2010


Fonte: Bloomberg

Rossi: vendas e ações desvalorizadas levam Citi a elevar recomendação

Por: Equipe InfoMoney
20/04/10 - 11h07
InfoMoney


SÃO PAULO - Diante das “fortes vendas” ao longo do primeiro trimestre registradas pela Rossi Residencial (RSID3) e do “fraco desempenho de suas ações” nos últimos três meses, o Citigroup elevou sua recomendação para os papéis da companhia de venda para manutenção, além de acrescer R$ 0,10 ao preço-alvo projetado para o final deste ano, para R$ 15,90 – cifra que representa um potencial teórico de valorização de 27,81% frente último fechamento.

Quanto ao desempenho superior ao registrado durante o primeiro trimestre de 2009, os analistas Dan McGoey e Heber Longhurst, que assinam o relatório do banco, destacam os lançamentos e vendas contratas, os quais vieram 65,5% e 47,3%, respectivamente, acima de suas projeções.

Com isso, a equipe elevou suas perspectivas para as vendas líquidas e Ebitda (geração operacional de caixa) para este ano em 12,7% e 3,4%, respectivamente, enquanto o lucro líquido e lucro por ação previsto agora são 2,8% superiores aos valores anteriormente traçados para este ano e 2% para o próximo.

Vendas e fraco desempenho: manutenção
“Baseado na sólida performance de vendas durante o primeiro trimestre reportada ontem, (...) estamos revisando nossa recomendação de venda na Rossi para manutenção”, concluem McGoey e Longhurst, também justificando a melhora na recomendação pelo recente desempenho das ações - 12% abaixo do Ibovespa nos três últimos meses.

No entanto, o Citi mantém sua avaliação de risco especulativo para a companhia, “dado o registro histórico da empresa de falsos inícios de recuperação da lucratividade e o estágio ainda nascente da recente virada financeira em curso”.

Riscos de alta e baixa
Ademais, a instituição salienta que uma expansão nas operações e na receita bruta mais acelerada do que o esperado, bem como divulgações de margens melhores do que as projeções, podem fazer com que o preço-alvo de R$ 15,90 seja extrapolado.

Por outro lado, o já referido histórico de falsas melhorias e possíveis margens de lucro abaixo de outros players, podem pesar sobre o desempenho dos papéis.

Gradual: "excelentes números"
Não foi apenas o Citigroup que adotou uma postura positiva perante aos números da Rossi Residencial. A Gradual Corretora também festejou o desempenho, avaliando que a companhia "divulgou excelentes números de lançamentos e vendas no primeiro trimestre de 2010".