terça-feira, 23 de março de 2010

USIMINAS ASSINA CONVÊNIO PARA PARTICIPAR DO MINHA CASA, MINHA VIDA

São Paulo, 23 - Usiminas, Caixa Econômica Federal e Prefeitura de Volta Redonda (RJ) assinam hoje, às 15 horas, convênio nos moldes do programa habitacional "Minha Casa, Minha Vida" para a produção de seis edifícios com estrutura em aço fornecida pela siderúrgica. Trata-se do primeiro projeto de empreendimentos com estrutura em aço que faz parte do programa habitacional, segundo a assessoria de imprensa da Usiminas. Posteriormente, o convênio poderá ser ampliado para mais empreendimentos com estruturas fornecidas pela companhia.

Com a perspectiva de continuidade da expansão do setor de construção civil, há potencial de crescimento para o consumo de estruturas metálicas. No Brasil, a construção está tradicionalmente mais ligada ao concreto e ao cimento. A Usiminas já divulgou que espera aumento da demanda do setor de construção civil por itens como estruturas e telhas metálicas, em função do programa habitacional, da Copa do Mundo de 2014 e da Olimpíada de 2016.

A siderúrgica, que já participava do mercado de estruturas metálicas pesadas, voltadas para obras industriais, está entrando também no nicho de estruturas metálicas leves, como as usadas no mercado imobiliário e em shopping centers. No fim de fevereiro, a empresa anunciou contrato com a Codepar e com a Isa Participações, controladoras das empresas de construção civil Codeme Engenharia e Metform, para obter participação equivalente a 30,7692% do capital de cada uma delas. A Codeme atua no mercado de construção em estruturas de aço, e a Metform produz e vende telhas metálicas, teeldeck e sistemas de cobertura.

O crescimento esperado em 2010 para a cadeia de construção civil - composta pelo mercado imobiliário, por obras públicas, pelo segmento privado de ampliação de unidades comerciais e industriais e pela autoconstrução e reforma pelas famílias - é de 8,8%, conforme o Sindicato da Indústria da Construção Civil do Estado de São Paulo (Sinduscon-SP). (Chiara Quintão)

Fonte: AE Broadcast

segunda-feira, 22 de março de 2010

Estratégia em fundos: JP Morgan vê ações em melhor momento do que bonds

Por: Julia Ramos M. Leite
22/03/10 - 19h00
InfoMoney


SÃO PAULO – Segundo levantamento do JP Morgan sobre os mercados de fundos, renda variável e renda fixa globais, quando os agentes de mercado estão com posições compradas, as ações e os bonds tendem a ter um desempenho melhor. “Nos últimos 9 trimestres, o mercado de renda variável tem se movido na mesma direção que os fluxos de ações e ativos dos agentes de mercado”
De acordo com o banco, a pesquisa de Flow of Funds (Fluxo de Fundos) mostra que as tendências de alguns tipos de investidor são úteis na hora de avaliar os próximos movimentos dos mercados.

Nos últimos 10 anos, o mercado de ações tinha maior probabilidade de performar bem quando agentes de mercado ligados a ativos e fundos estavam comprando ações, e geralmente recuavam quando o movimento contrário ocorria. O movimento oposto ocorre com os Treasuries.

Venda de ações se acelera no 4º trimestre
A venda de ações por categorias como os hedge funds se acelerou nos últimos três meses de 2009, atingindo US$ 6,5 bilhões. Vale mencionar que, no período, a indústria de hedge funds avançou pelo segundo trimestre consecutivo, com o lançamento de 230 fundos superando os 165 que foram fechados.


Entretanto, mesmo com o avanço, 2009 foi o segundo ano no qual as liquidações de hedge funds excederam as aberturas, com o balanço final de 240 fundos a menos.

Ainda nos hedge funds, a alavancagem usada pelos gestores segue abaixo dos níveis pré-crise, com 40% dos gestores afirmando que não utiliza alavancagem nas operações.

Bonds
Da mesma forma, os fundos de pensão continuaram a vender ações (US$ 40 bilhões) e comprar bonds no último trimestre de 2009.

As empresas do setor financeiro continuaram a retirar bonds do mercado, ao passo que as companhias não-financeiras continuaram a emiti-los. Segundo os analistas, isso favorece os ativos do setor financeiro.

Enquanto isso, as empresas não financeiras recompraram US$ 80 bilhões em ações nos últimos meses do ano passado – o que indica um ambiente mais favorável para ações do que para bonds.

Tendências 2010
Na última semana, os investidores de varejo compraram fundos de ações tanto de países emergentes quanto de mercados desenvolvidos pela 4ª semana consecutiva. Com o resultado, os fundos de ações de mercados emergentes excederam os dos desenvolvidos pela primeira vez em 6 semanas. “Isso é um indicativo de que as ações dos emergentes devem ter um desempenho melhor do que as dos mercados desenvolvidos no curto prazo”, afirma o banco.


Já os fundos de commodities – em especial os de metais preciosos - seguem perdendo espaço, com retiradas de capital de US$ 3,3 bilhões em fevereiro – a maior desde setembro de 2008.

As operações short com o Euro atingiram um novo recorde na última semana, com US$ 12,8 bilhões – a terceira semana consecutiva que esse tipo de investimento se mantém acima da marca de US$ 12 bilhões.

Renda fixa
Passando para renda fixa, os fundos de bonds do oeste europeu não tiveram um bom fluxo na última semana, registrando entrada de apenas US$ 25 milhões após algumas semanas de desempenho sólido – sugerindo que a volatilidade criada por questões acerca do déficit de alguns países da região levou os investidores a retirar dinheiro dessa categoria.


Nos EUA, as compras de US$ 10 bilhões em notas do Tesouro e bonds foram ofuscadas pelas vendas de outros ativos, indicando que os bancos podem estar se movimentando para um portfólio menos arriscado.

De acordo com o banco, os investidores estão mantendo suas posições na Europa desde meados de janeiro – e a tendência é que aumentem sua exposição ao continente nos próximos meses.

A emissão de títulos de dívida corporativos segue a pleno vapor nos EUA, atendendo a uma forte demanda. Da mesma forma, a oferta desse tipo de ativo continua forte nos emergentes, com emissão de US$ 21 bilhões. De acordo com o JP Morgan, Ásia e América Latina devem ser os responsáveis por grande parte das ofertas, que devem atingir US$ 128 bilhões no ano.

Corretora realiza alterações em carteira recomendada, subindo peso de Petrobras

Por: Equipe InfoMoney
22/03/10 - 18h39
InfoMoney


SÃO PAULO - A Itaú Corretora anunciou nesta segunda-feira (22) que realizou algumas mudanças em seu portfólio de ações. Foi elevada a exposição do portfólio aos papéis da Petrobras, além da inclusão das ações da Fosfértil.

Através da diminuição do peso aos ativos do Bradesco, os analistas optaram por elevar a exposição aos papéis da Petrobras de 24,3% para 28%. "Apesar de ainda anteciparmos um panorama otimista para o setor bancário, com as carteiras de crédito aumentando e a inadimplência se reduzindo, acreditamos que a Petrobras oferece uma melhor oportunidade, em vista do fato de que a probabilidade da capitalização ocorrer ainda esta ano parece estar aumentando e de que as incertezas em torno da ação tendem a ser menores", avaliaram Carlos Constantini, Marcelo Brisac, Susana Salaru e Cida Souza.

Por outro lado, o ingresso dos papéis da Fosfértil refletem os "robustos" fundamentos do setor e as boas perspectivas para a demanda internacional, em consequência dos preços ainda atrativos dos fertilizantes com bases de nitrogênio e de potássio, segundo a equipe da corretora.

A Itaú Corretora informou ainda que retirou os papéis da Eletrobrás (ELET3) de seu portfólio, uma vez que acredita ser o momento exato para uma realização de lucros "em virtude do desempenho da companhia, impulsionado por um forte fluxo de notícias positivas nos últimos meses".

Confira o portfólio atualizado da Itaú Corretora:
Empresa Código Peso (%)
Petrobras PETR3 28%
Localiza RENT3 4,4%
Banco do Brasil BBAS3
9,8%
Bradesco BBDC4 5,9%
Bic Banco BICB4 4,4%
Marfrig MRFG3 4,3%
Pão de Açúcar PCAR5 4,4%
CSN CSNA3 4,3%
Vale VALE5 20,0%
Usiminas USIM5 5,6%
Dasa DASA3 4,4%
Fosfértil FFTL4 4,3%

Com ressalvas a resultados, Morgan Stanley corta recomendação da Telesp

Por: Julia Ramos M. Leite
22/03/10 - 21h00
InfoMoney


SÃO PAULO – Citando expectativa de fracos resultados trimestrais e queda nos dividendos, o Morgan Stanley cortou a recomendação para os ativos da Telesp (TLPP4) de “equal weight” (desempenho igual a média do mercado) para underweight (abaixo da média do mercado)
De acordo com as analistas Vera Rossi e Silvia Pioner, apesar do atual patamar de valuation ser atrativo, os dividendos e resultados da companhia devem seguir recuando a taxa média de 10% ao ano. “2010 será um ano difícil para as empresas do setor no Brasil, com a aceleração da migração da telefonia fixa para a móvel impulsionando a competição por preço entre as empresas de wireless”, afirmam.

Migração acelera competição no setor
Com a migração dos clientes para a telefonia móvel, as empresas devem compensar as perdas através da transmissão de dados. Entretanto, Rossi e Pioner destacam que a Telesp não tem um bom histórico de banda larga, especialmente em comparação a suas principais competidoras (NET e GVT). Em 2009, a Telesp teve o menor avanço no número de clientes de banda larga, com 81 mil adições versus 665 mil da NET, por exemplo.


Esse histórico deve se traduzir em baixa adesão aos produtos, pressionando as receitas, que devem recuar 4,5% em 2010, 7,7% em 2011 e 6,5% em 2012, todos em comparação anual.

A maior competição no setor, com a entrada da GVT em São Paulo e a rápida expansão na base de clientes da NET, também deve prejudicar os resultados da Telesp.

Lucros e margens em queda
A queda nos lucros, por sua vez, vai pressionar o fluxo de caixa livre da companhia, que deve cair 34,8% em 2010, ficando, contudo, em um patamar “decente”, de acordo com as analistas, que permitirá pagamento de dividendos em torno de 75%.


Além disso, as analistas destacam que as margens da empresa têm se deteriorado em ritmo mais acelerado do que as demais empresas do setor na América Latina, mesmo que a queda nas receitas seja menor do que a de seus principais pares. O aumento dos custos de terceirização é o principal responsável pela queda nas margens.

Dividendos
Considerando as expectativas para as receitas e lucros da companhia, as analistas do Morgan Stanley projetam um recuo também dos dividendos. “Nos últimos dois anos, a queda nos dividendos foi em torno de 12% ao ano. Acreditamos em dividendos de R$ 1,3 milhão em 2010, R$ 1,2 milhão em 2011 e R$ 1,13 milhão em 2012, com dividend yield de 6,7%, 5,9% e 5,5%, respectivamente”.


As analistas ressaltam ainda que a incerteza sobre a performance operacional da companhia é alta, e pode ter um grande efeito no pagamento de dividendos aos acionistas.

Preço-alvo e potenciais
Além de revisar as suas estimativas de 2010 e 2011 para receitas, Ebitda e ganhos por ação para baixo, o banco norte-americano também estabeleceu um preço-alvo de US$ 20 para os ADRs (American Depositary Receipts) da companhia de telefonia – o que implica um upside de -8,63% sobre o último fechamento.


No mercado nacional, as ações da empresa são negociadas com um desconto de 56% baseado no EV/ Ebitda (valor da empresa em relação à sua geração de fluxo de caixa), e 20% quando considerado o P/L (relação entre preço da ação e lucro esperado).

As analistas destacam que uma elevação de capex para melhorar sua rede poderia melhorar o cenário para os papéis. “Isso não aconteceu em 2009, mas considerando o bom histórico e posição financeira sólida da Telefônica, acreditamos que há espaço para elevar o capex para evitar maiores perdas de clientes”.

Ativa lista cinco ações em carteira recomendada para esta semana

Por: Equipe InfoMoney
22/03/10 - 19h18
InfoMoney


SÃO PAULO - A Ativa Corretora divulgou seu portfólio de ações recomendadas para a primeira semana de março. Todas as ações foram trocadas com relação à semana anterior.
Na semana de 15 a 22 de março, a carteira da corretora acumulou ganhos médios de 0,8% (compilados até as 12h00e 22 de março), enquanto o Ibovespa fechou com queda de 1,4% no mesmo período. "Entre as ações que compunham a carteira, as preferenciais da Eletrobrás e Net se destacaram, apresentando altas superiores ao índice na semana", exaltaram os analistas.
Conheça as ações recomendadas para esta semana:
Empresa Código Preço-alvo
Bradesco BBDC4 Em revisão
MRV MRVE3 Em revisão
Transmissão Paulista TRPL4 Em revisão
Guararapes GUAR3 R$ 69,78
Vale VALE5 Em revisão

Bradesco: A extensa capilaridade foi citada como justificativa para a captura da recuperação esperada do mercado de crédito no Brasil em 2010, com uma taxa de juros maior, influenciando positivamente nas margens do banco. 

Guararapes:  A empresa está bem posicionada para capturar o aumento no consumo das classes C e D, além do resultado que deve ser um driver para a ação, com expectativa de aceleração nas vendas.

Transmissão Paulista: Com característica defensiva e dividendos atrativos, a empresa está sendo negociada abaixo da média histórica em termos de múltiplos. "Apesar da deterioração nas margens operacionais dos últimos trimestres é um papel atrativo em um mercado com volatilidade em elevação".

Vale: A retomada da demanda por aço e a restrição de aumento da oferta de minério de ferro justifica o cenário favorável ao aumento do preço do minério nas negociações com as siderúrgicas.

MRV: "Esperamos que a performance de MRV nesta semana seja influenciada positivamente por dois fatores: os resultados do quarto trimestre no dia 24 de março, no qual esperamos que sejam mantidas margens elevadas, e o anúncio da segunda fase do PAC".

Vale comunica remuneração semestral de debêntures participativas

Por: Equipe InfoMoney
22/03/10 - 18h59
InfoMoney


SÃ PAULO - A Vale (VALE3, VALE5) comunicou o pagamento de um valor total de R$ 8,658 milhões em remuneração das debêntures participativas, no valor unitário de R$ 0,022283018 para os detentores de debêntures no fechamento de 30 de março.

O pagamento será realizado no dia 1º de abril através da CETIP.

Vale lembrar que há incidência de imposto de renda na fonte sobre o montante, alpicando-se alíquota relativa à situação individual do beneficiário.

CALENDÁRIO DE BALANÇOS: CEMIG, COPEL E SABESP SÃO DESTAQUES DA SEMANA

São Paulo, 22 - Os principais destaques desta penúltima semana de divulgação de balanços do quarto trimestre e do ano de 2009 são os números da Companhia Energética de Minas Gerais (Cemig), Companhia Energética de São Paulo (Cesp), Companhia Paranaense de Energia (Copel), Companhia de Saneamento Básico do Estado de São Paulo (Sabesp), Cyrela Brazil Realty e JHSF.

Para hoje, está prevista a apresentação dos resultados da Copel.

Amanhã (23), serão revelados os balanços de Cemig, Companhia de Saneamento de Minas Gerais (Copasa), Unipar e Brasil Ecodiesel.

Na quarta-feira (24), Cesp, GP Investments, Guararapes, CSU CardSystem e MRV Engenharia divulgam seus números.

Na quinta-feira (25), será a vez de Cyrela Brazil Realty, JHSF e UOL mostrarem seus números do ano passado.

A semana termina com os balanços de Sabesp, Tecnisa e Equatorial Energia, na sexta-feira (26).

Fonte: AE Broadcast

Balanços nesta semana e na próxima:

Calendário de balanços do 4º trimestre de 2009 
Data
Empresa
Evento
Horário
22/mar
Copel
Balanço
Após o fechamento
23/mar
Brasil Ecodiesel
Balanço
Após o fechamento
23/mar
Cemig
Balanço
Após o fechamento
23/mar
Copasa
Balanço
-
23/mar
Unipar
Balanço
Após o fechamento
24/mar
CSU Cardsystem
Balanço
Após o fechamento
24/mar
Cesp
Balanço
Após o fechamento
24/mar
GP Investments
Balanço
Após o fechamento
24/mar
Guararapes
Balanço
Após o fechamento
24/mar
MRV Engenharia
Balanço
Após o fechamento
25/mar
Cyrela Realty
Balanço
Após o fechamento
25/mar
JHSF
Balanço
Após o fechamento
25/mar
UOL
Balanço
Após o fechamento
26/mar
Equatorial Energia
Balanço
Após o fechamento
26/mar
Sabesp
Balanço
Após o fechamento
26/mar
Tecnisa
Balanço
Após o fechamento
Fonte: AE Broadcast