segunda-feira, 22 de março de 2010

Destaque do dia - Citi Corretora

Destaque do dia
Petróleo Brasileiro - Petrobras (PETR3.SA) — Resultados do 4T09 e Investimentos em 2010. Olhando de Perto a Necessidade de Caixa.
Estratégia de Investimento — Continuamos compradores das ações da Petrobras devido às fortes projeções de crescimento da produção no longo prazo. Acreditamos que as ações já refletem as mudanças esperadas com o novo marco regulatório do petróleo no Brasil e com o aumento de capital. Não esperamos que os resultados do 4T09 tenham um grande impacto no preço das ações. Preços-alvo: R$ 56 para a PETR3 (US$ 61 para a PBR), R$ 51 para a PETR4 (US$ 55 para a PBRA).
Tereza Mello, CFA

Outros destaques
Embraer (ERJ) — Destaques da Teleconferência do 4T09.
Na manhã da última sexta-feira, a Embraer realizou sua teleconferência do 4T09. Em geral, acreditamos que o tom da conferência foi levemente positivo (em nossa opinião, a diretoria ofereceu uma avaliação balanceada das oportunidades e dos riscos).
Stephen Trent

Atualização da Oferta de Celulose — Fim da Greve nos Portos da Finlândia – Embarques Devem Recomeçar em Breve
Nossos contatos na Finlândia confirmaram na manhã da última sexta-feira que a greve dos estivadores terminou oficialmente. Espera-se que os trabalhadores, que estavam em greve desde o dia 4 de março, retornem às suas funções e normalizem as atividades nos portos até, no máximo, dia 23 de março.
Juan G Tavarez

Açúcar – Cenário para a América Latina — Revendo Projeções de Preços das Commodities. Ainda Positivo.
Os preços do açúcar tiveram uma retração de cerca de US$ 0,11/libra nos últimos dois meses, para US$ 0,19/libra, desde um recorde de 30 anos no início de janeiro. Atribuímos esta volatilidade a mudanças em posições especulativas, mudanças na expectativa de fornecimento e cancelamento de algumas ordens de curto prazo. Apesar da volatilidade, vemos um mercado apertado para o açúcar e esperamos que os preços fiquem na média de US$ 0,207/lb no ano calendário de 2010 versus US$ 0,178/lb em 2009. Nossos preços revisados estão em US$ 0,207/lb para o ano calendário de 2010 e em US$ 0,175/lb para 2011 (anteriormente em US$ 0,22/lb e US$ 0,18/lb). A mudança se deve basicamente aos preços mais baixos do açúcar no 1T10. Mantemos nosso preço de longo prazo em US$ 0,18/lb. Somos compradores da Cosan S.A. e da Cosan Limited devido a nossa perspectiva positiva em relação aos segmentos do açúcar e do álcool, bem como aos recentes movimentos estratégicos das empresas.
Tereza Mello, CFA

MARFRIG (MRFG3.SA) — Aumentando a precaução no curto prazo e esperando pelos resultados do 4T09
O Marfrig pediu o consentimento dos detentores dos bonds US$ 375 M 9,625%, com vencimento em 2016, para rever alguns compromissos restritivos desses títulos e para que qualquer compromisso que não tenha sido honrado no passado seja perdoado. Os principais adendos propostos são: 1) excluir o teste do quociente de cobertura de despesas financeiras (que atualmente tem de ser maior do que 1,5x); 2) aumentar o quociente de teste da dívida líquida sobre o EBITDA para menos de 4,75x (atualmente deve ser menos de 4x); e 3) perdoar qualquer descumprimento de compromissos previstos na escritura de emissão dos títulos. No geral, vemos a solicitação como negativa para as ações do Marfrig. Vamos esperar pela aprovação dos títulos e pelos resultados do 4T09 (a ser divulgado em 31 de março) para rever nossa tese de investimento para o Marfrig.
Carlos Albano

Estratégia de mercado
Estratégia de Mercado Latino Americano — Emissão de Ações: Não Está Afundando!
Acreditamos que a emissão de ações na América Latina pode exceder US$ 40-50 bilhões este ano, considerando a trajetória das emissões e a nossa previsão de um aumento lento e gradual na emissão de ações nesta região. Os setores que mais contribuíram para esta atividade desde a crise de novembro de 2008 – os setores financeiro e de construção — são os mesmos setores que emitiram o maior número de IPOs (Oferta Pública Inicial) entre 2007 e o início de 2008. A nossa análise do curso de emissão de IPOs sugere que haverá uma mudança nesta trajetória; os setores de Serviços Públicos, Materiais e, naturalmente, Petróleo estão bem representados. Permanecemos otimistas em relação a 2010, e estamos na expectativa de que a região alcance uma nova alta no segundo trimestre.
Geoffrey Dennis

Destaques Ibovespa

(...)
As ações da Vale - PNA com alta de 0,88% e ON com ganho de 1,17% - é que dão sustentação à Bolsa nesta segunda-feira. A poucos dias do prazo final de referência para o reajuste dos contratos do minério de ferro, dia 1º de abril, os papéis da mineradora são guiados muito mais pela expectativa de forte aumento no preço da commodity do que pelo comportamentos dos metais. As siderúrgicas japonesas fecharam hoje um acordo prévio de mudança do período de reajuste do preço do minério, de anual para trimestral, tendo como base o valor no mercado à vista, o chamado spot, onde a commodity está 110% acima do preço registrado no ano passado.
(...)
JBS Friboi continua subindo (3,72% há pouco), ainda na esteira do acordo para a aquisição da Rockdale Beef na Austrália anunciada na sexta-feira, por meio de sua subsidiária Swift Austrália. O valor da operação não foi divulgado. Natura ON registrava ganho de 2,50% e Vivo PN subia 2,19%.
(...) (Sueli Campo)

Fonte: AE Broadcast

Corretora inclui Agre, Cielo e Brasil Ecodiesel em projeção para novo Ibovespa

Por: Equipe InfoMoney
22/03/10 - 13h24
InfoMoney


SÃO PAULO - No próximo dia primeiro de abril, a Bovespa divulgará a primeira prévia do seu reajuste quadrimestral do Ibovespa e, nas projeções da Itaú Corretora, os papéis de Cielo (CIEL3), Agre (AGEI3) e Brasil Ecodiesel (ECOD3) devem ser adicionados ao índice, com peso de 2,0%, 1,0% e 0,9%, respectivamente.

Quanto à Cielo, no entanto, a previsão é que suas ações não apareçam já na primeira prévia, uma vez que a companhia ainda não possui os dias necessário de transações para ser qualificada à inclusão. “Mas, provavelmente aparecerá na última prévia”, afirmam os analistas.

Maiores alterações
Ademais, outras alterações são previstas pelo banco no peso das companhias já listadas. Do lado de elevação no peso, as ações ordinárias de OGX (OGXP3) apontam como as que mais registrarão aumento de exposição no índice nas projeções do Itaú, seguida pelas preferenciais da Usiminas (USIM5). A primeira passaria a deter 2,5% da peso (antes 0,8%), enquanto que a segunda teria 2,8% (anteriormente com 2,1%).

Por outro lado, os analistas enxergam Vale (VALE3, VALE5) e Petrobras (PETR3, PETR4) - no caso da estatal, a referencia é aos ativos preferenciais - como as companhias que mais perderão peso no índice, passando para 10,5% e 10,6%. Além das duas blue chips, as ações preferenciais de CSN (CSNA3) e BR Foods (BRFS3) também deve perder fatia no Ibovespa.

Pressões de compra e venda
Além disso, o Itaú projeta ainda que, em decorrência da alteração, os papéis ordinários da Agre e da Cielo sofrerão um impulso de compra, ao passo que os preferenciais de BR Foods e ordinários da Usiminas devem assistir pressões de venda.

Telebrás e Laep
Por fim, os analistas preveem que os ativos de Telebrás (TELB4) e Laep (MILK11) não deverão ser incluídos na nova constituição do índice brasileiro.

Ibovespa
Cabe lembrar que a composição da carteira teórica é reavaliada a cada quatro meses. Essa reavaliação é feita com base nos últimos 12 meses onde são verificadas alterações na participação de cada ação. Três prévias ocorrerão no mês de abril, e o novo índice entrará em vigor no dia primeiro de maio.

Coin lista 5 ações para o fim de março e pede atenção para a ata do Copom

Por: Equipe InfoMoney
22/03/10 - 06h25
InfoMoney


SÃO PAULO - A Coinvalores divulgou sua carteira recomendada para a última semana de março, contendo cinco ações que, na visão da corretora, deverão ter um desempenho acima da média do mercado.

"Após uma semana bastante aguardada pelo mercado, com a divulgação da taxa de juros, teremos um período mais tranquilo no âmbito doméstico, mas isso não quer dizer que teremos dados menos importantes", apontam os analistas da corretora, que destacaram a divulgação das prévias mensais dos índices de inflação nacionais.

"Vale salientar que a ata do Copom (Comitê de Política Monetária) será muito aguardada, é esperado um discurso mais incisivo e que prepare os agentes para um aperto monetário em abril", escreve a Coinvalores.

Em relação ao portfólio, a corretora optou pela reformulação completa. Saem as ações da São Carlos, OGX, Lojas Americanas, GOL e Cremer, e entram os ativos da AmBev, da MRV, da Petrobras, da Tegma e da Eletropaulo.

Confira as recomendações:
Empresa Código Preço-alvo Upside* Recomendação
AmBev AMBV4 Em revisão - Aumentar participação
MRV MRVE3 R$ 15,00 13,4% Aumentar participação
Petrobras PETR4 R$ 48,50 33,8% Aumentar participação
Tegma TGMA3 Em revisão - Aumentar participação
Eletropaulo ELPL6 Em revisão -
Aumentar participação
*Potencial de valorização em 12 meses, com base no fechamento 19 de março

AmBev
"A companhia está conseguindo obter crescimento tanto em volume quanto em market share, se mostrando eficiente na hora de elevar os preços de seus produtos", destacaram os analistas, dando como exemplo o desempenho no último exercício. "Para os próximos resultados, acreditamos que a empresa manterá os bons números, levando em consideração as temperaturas mais elevadas e os próximos eventos esportivos".


MRV
"A fase dois do projeto "Minha Casa, Minha Vida" será mais uma injeção de ânimo para o setor de construção civil que viu no ano passado seus negócios se expandirem, dado a melhor situação macroeconômica do País e os estímulos, muito bem vindos, do setor público", escreve a corretora. A divulgação do resultado trimestral, marcada para o dia 25 de março, deverá imprimir maior otimismo em relação aos papéis.


Petrobras
Na avaliação da equipe de análise da Coinvalores, o resultado da empresa, anunciado após o fechamento dos mercados, deve ter impacto positivo nas ações da estatal. 


Tegma
Enfatizando o desempenho operacional da companhia, analistas destacam o crescimento no volume de veículos movimentados durante o o último trimestre de 2009 e a " boa performance do setor automotivo".


Eletropaulo
Dividendos indicados para distribuição, na ordem de R$ 686,3 milhões, são o principal fator a favor das ações. "Esta generosa distribuição ainda depende de aprovação em assembleia geral ordinária, marcada para o dia 30 de abril", data em que os papéis perdem o direito aos proventos, destacam os analistas.

NY VIRA E SOBE COM REAÇÃO POSITIVA À APROVAÇÃO DE REFORMA DA SAÚDE

Nova York, 22 - Papéis de empresas relacionadas ao setor de saúde promoveram inversão das perdas da abertura nas bolsas norte-americanas, reagindo positivamente à aprovação ontem pela Câmara dos Representantes dos Estados Unidos do projeto de reforma do sistema de saúde.

Às 12h40 (de Brasília), o índice Dow Jones subia 0,26% e o S&P 500 operava em alta de 0,26%; o Nasdaq avançava 0,53%. As ações da Merck subiram mais de 2% e as da Pfizer avançaram mais de 1,5%. Ambas são componentes do índice Dow Jones. Os papéis da operadora de hospitais Tenet Healthcare ganharam mais de 6%, enquanto as da seguradora Cigna subiram 1,9% e as da administradora de benefícios farmacêuticos Express Scripts somaram 2,1%. Os papéis das seguradoras, que supostamente seriam prejudicados pelo projeto, eram sustentadas por ajuste das perdas que sofreram na expectativa de sua aprovação.

O abrangente projeto de reforma da saúde promete levar assistência médica a 32 milhões de norte-americanos e ao mesmo tempo submeter as indústrias dos EUA a um reposicionamento dramático e a uma nova regulação do mercado. O projeto, pilar da agenda legislativa do presidente Barack Obama, envolve gastos de US$ 940 bilhões.

Hospitais, laboratórios clínicos e companhias farmacêuticas devem receber uma enxurrada de novos clientes e podem se beneficiar se milhões de americanos ganharem proteção do sistema. Alguns analistas advertem, porém, que esses segmentos também vão se ver diante de uma série de novas exigências, que proíbem a recusa da cobertura a indivíduos com doenças preexistentes e a diferenciação dos prêmios por idade do cliente e outros fatores.

Planos de assistência privados - que atenderam 10,2 milhões de pessoas no ano passado - terão cortes de US$ 132 bilhões em subsídios governamentais, entre outras restrições. Companhias farmacêuticas enfrentarão US$ 28 bilhões em tributos ao longo dos próximos 10 anos e terão de conceder grandes descontos sobre medicamentos registrados na chamada Parte D do Medicare, a partir de 2011. Mas esses tributos poderão ser repassados aos consumidores e as companhias provavelmente também vão se beneficiar do aumento do número de segurados.

Fora do setor de saúde, os grupos empresariais têm criticado a reforma como um impedimento para futuras contratações. As empresas apontam uma cláusula que exige que os empregadores com mais de 50 funcionários forneçam assistência médica aos empregados ou paguem uma parte do seguro saúde deles, sob pena de multa de até US$ 3 mil por funcionário. As informações são da Dow Jones. (Cynthia Decloedt e Hélio Barboza)

Fonte: AE Broadcast

Próximos eventos corporativos

Segue os próximos já divulgados eventos de empresas nesta semana:

LIGT3:

Evento: Dividendos
Valor: R$ 2,12
Data “com”: 22/03/2010
Data “ex”: 23/03/2010
Data pagamento: 30/03/2010


BBAS3:

Evento: Juros sobre capital próprio
Valor bruto: R$ 0,201718
Valor líquido: R$ 0,171460
Data “com”: 24/03/2010
Data “ex”: 25/03/2010
Data pagamento: 31/05/2010

CSNA3:

Evento: Desdobramento
Relação: 2 para 1
Data registro (“com”): 25/03/2010
Data “ex”: 26/03/2010

USIM5 / USIM6:

Evento: Dividendos
Valor: R$ 0,15373
Data “com”: 25/03/2010
Data “ex”: 26/03/2010
Data pagamento: 03/05/2010

USIM3:

Evento: Dividendos
Valor: R$ 0,13975
Data “com”: 25/03/2010
Data “ex”: 26/03/2010
Data pagamento: 03/05/2010

PETROBRAS TEM 2º MAIOR LUCRO DE CIAS ABERTAS DA AMÉRICA LATINA E EUA

São Paulo, 22 - A Petrobras fechou 2009 com o segundo maior lucro entre todas as companhias de capital aberto da América Latina e dos Estados Unidos, segundo levantamento da Economatica. A petroleira fechou o ano passado com ganho de R$ 28,982 bilhões, o equivalente a US$ 16,645 bilhões pela cotação do dólar (Ptax) de 31 de dezembro.

A americana Exxon Movil, também do setor de petróleo, ficou com o maior lucro da região, com US$ 19,280 bilhões. Em terceiro lugar aparece a Microsoft, com US$ 16,258 bilhões.

Entre os 20 maiores lucros de 2009 da região, a Petrobrás é a única brasileira a aparecer na lista. Todas as outras companhias são americanas, incluindo nomes como Apple, Coca Cola, Wal Mart e Pfizer.

Na comparação com 2008, a Petrobras subiu três posições. Naquele ano, a petroleira ficou no quinto lugar, com resultado de US$ 14,115 bilhões. As quatro primeiras colocadas foram a Exxon Movil, Chevron Texaco, General Eletric e Microsoft.

Segundo levantamento da Economatica, que acompanha os resultados da Exxon desde 1994, a diferença porcentual entre os lucros da Petrobras e da petroleira americana em 2009 foi a menor dos últimos 15 anos. No ano passado, o lucro da brasileira foi menor que o da Exxon em US$ 2,635 bilhões, ou 13,7%. Em 2008, a diferença foi de US$ 31,4 bilhões, pois naquele ano a Exxon lucrou US$ 45,220 bilhões.
(Equipe AE)

Fonte: AE Broadcast