sexta-feira, 6 de janeiro de 2012

Carteiras Recomendadas: confira as melhores e piores performances em 2011

02 de janeiro de 2012 • 18h00Por: Renato Rostás

SÃO PAULO - A turbulência nas economias maduras e no mercado financeiro global durante 2011 afetou duramente a bolsa brasileira durante todo o ano. Enquanto o Dow Jones, por exemplo, um dos principais índices que acompanha a Nyse (New York Stock Exchange), subiu 5,53% no período, o Ibovespadespencou 18,11%, chegando a 56.754 pontos.

Considerando apenas o mês de dezembro, com um volume financeiro reduzido e poucas notícias durante grande parte dos 30 dias, o benchmark nacional recuou0,21%, fechando perto da estabilidade. Foi o segundo mês no vermelho depois da disparada do índice registrada em outubro, de 11,49%.

Dezembro foi tempo de pessimismo principalmente nas primeiras semanas, quando o acordo apresentado por Alemanha e França na cúpula de líderes da Zona do Euro não convenceu os investidores de que a crise da dívida no continente seria resolvida. A maior integração fiscal, apesar de já ter começado com vários países - com destaque para Itália e Espanha -, precisará de um comprometimento maior das maiores nações do bloco, segundo analistas.

Carteiras performam no positivo
Apostando em ações defensivas para se proteger do cenário externo turbulento, a média das carteiras compiladas pelo Portal InfoMoney trouxe rentabilidade positiva, acima do apresentado pelo índice brasileiro. As 24 seleções tiveram ganhos de 1,04%1,25 ponto percentual acima do Ibovespa.

Tanto o mês foi focado em proteção que as quatro maiores altas de dezembro ficaram com Transmissão Paulista (TRPL4, R$ 57,99, +16,03%), Eletrobras (ELET6, R$ 26,85, +14,06%), CPFL Energia (CPFE3, R$ 26,02,+13,62%) e AES Eletropaulo (ELPL4, R$ 36,50, +12,97%), todas elétricas, com geração previsível de receitas e ótimas pagadoras de dividendos. No ano, o IEE, que segue o setor, encerrou em alta de 9,46%.

Na ponta vendedora, os destaques foram papéis de economia interna, relativos ao consumo cíclico, especialmente as imobiliárias. Apesar do atual arrefecimento da política monetária, o nível de oferta de crédito no sistema financeiro do País continua em um ritmo mais contido, o que também fez com que algumas incorporadoras alcançassem apenas o piso de suas projeções para 2011. As principais quedas ficaram com Gafisa (GFSA3, R$ 4,12, -23,28%), Rossi (RSID3, R$ 8,00, -19,76%) e Brookfield (BISA3, R$ 4,95, -16,67%).

Ibovespa X Média das Carteiras Recomendadas em 2011
  Jan Fev Mar Abr  Mai Jun Jul Ago Set Out Nov Dez Acum. 2011
Ibovespa -3,9% +1,2% +1,8% -3,6% -2,3% -3,4% -5,7% -3,9% -7,4% +11,5% -2,5% -0,2% -18,1%
Média das
Carteiras
-3,8% +1,3% +3,0% -0,4% -1,1% -1,3% -5,7% -2,1% -5,8% +7,7% -0,1% +1,0% -7,2%
Diferença +0,1 p.p. +0,1
p.p.
+1,2 p.p. +3,2 p.p. +1,2 p.p. +2,2 p.p. +0,1 p.p. +1,9 p.p. +1,6 p.p. -3,8 p.p. +2,4 p.p. +1,3 p.p. +10,9 p.p.

SLW dispara com portfólio seguro
A SLW, que já era a primeira colocada no ranking anual, estendeu os ganhos de suas top picks adicionando sete empresas de energia ao portfólio, ou 80% dele. Os três desempenhos mais positivos de dezembro estavam presentes na carteira, em uma estratégia de se proteger do mau humor dos mercados que rendeu a ela o terceiro mês na liderança das corretoras.

Até a única ação que não representava investimento defensivo na seleção teve performance positiva durante o período. O Itaú Unibanco (ITUB4, R$ 33,97, +7,49%), que aparecia com o maior peso entre os oito papéis, de 20%, teve rendimento bem acima da média do setor. De acordo com o IFNC, que acompanha as financeiras na bolsa, o setor subiu 4,14% em dezembro.

Já a Pax Corretora, que foi a segunda colocada nos 30 dias, se arriscou mais ao manter papéis de Vale (VALE5, R$ 37,82, -3,10%) e Petrobras (PETR4, R$ 21,49, -2,54%), principais componentes do Ibovespa. Mas a AmBev (AMBV4, R$ 67,30, +11,42%), com forte desempenho, bem como a Iochpe-Maxion (MYPK3, R$ 25,25,+13,23%), garantiram a rentabilidade positiva para o portfólio.

Melhores e Piores Performances Mensais de 2011
Mês Melhor Performance Pior Performance
Corretora Rent. Corretora Rent.
Janeiro Amaril Franklin +1,05% XP Investimentos -7,50%
Fevereiro Omar Camargo +5,09% Magliano (alto risco)* -1,42%
Março Souza Barros +7,62% Omar Camargo -1,29%
Abril Spinelli +3,08% Socopa  -6,95%
Maio BB e Amaril Franklin +3,24% Geral -8,34%
Junho Socopa +3,62% Planner e TOV  -5,40%
Julho SLW (Moderado)* -1,43% SLW (Arrojado)* -9,85%
Agosto Walpires +6,52% TOV -7,38%
Setembro SLW (Moderado) +1,36% UM Investimentos -12,02%
Outubro Win +12,14% Bradesco +3,05% 
Novembro Itaú (Top 5) +7,19% XP Investimentos -6,13%
Dezembro SLW (Moderado) +9,66% Gradual -4,83%
*por mudança na metodologia, passamos a adotar a partir de setembro apenas uma
carteira para cada corretora.

Randon e Brookfield pressionam para Gradual
A Gradual Investimentos, no entanto, recomendou aplicação em ações domésticas e acabou vendo sua carteira perder valor após Randon (RAPT4, R$ 8,52,-12,84%) e Brookfield caírem no mês.

Em segundo lugar no lado negativo do ranking, esteve o portfólio Top 5 do Itaú, recuando com a forte queda dos ativos da Cia Hering (HGTX3, R$ 32,46, -15,02%) e da PDG Realty (PDGR3, R$ 5,90,-12,20%).

As duas corretoras estiveram entre as sete que performaram abaixo do benchmark da BM&F Bovespa, e também foram as únicas que apresentaram rendimento negativo durante o último mês do ano anterior.

Com mais de 40 p.p. acima, SLW é campeã
Durante todo o ano de 2011, no entanto, a SLW foi a que conseguiu a maior rentabilidade. A equipe de Pedro Galdi conseguiu um retorno de 23,71% nos 12 meses, ou41,82 pontos percentuais a mais do que o Ibovespa.

A performance ficou bem acima da segunda colocada no Ranking InfoMoney, a Souza Barros, cuja carteira registrou avanço de 4,15% na mesma comparação, 22,26 p.p. sobre o índice. A aposta da corretora foi empapéis mais descontados do que a média do varejo brasileiro, e, para 2012, a corretora é cautelosa em torno de empresas dependentes do mercado externo.

Junto com as escolhas do Itaú, foram apenas três as corretoras que conseguiram performance positiva durante o ano. No entanto, todas as participantes da compilação alcançaram um rendimento acima do benchmark brasileiro, sendo os menos expressivos registrados pela Socopa, 0,58 p.p., e pela UM Investimentos, 0,41 p.p.

Por fim, cabe ressaltar que a média anual das carteiras apresentou queda. Foram 7,21% de perdas durante 2011, ainda assim 10,90 p.p. de diferença positiva do principal índice. 

Desempenho acumulado das carteiras recomendadas pelas corretoras em 2011
Posição Banco/Corretora* Posição
Anterior
Rentabilidade 
acumulada em 2011
Diferença sobre
o Ibovespa
SLW (Moderado) 1º (-) +23,71% +41,82 p.p.
Souza Barros 3º (+1) +4,15% +22,26 p.p.
Itaú (Top 5) 2º (-1) +0,17% +18,28 p.p.
HSBC 6º (+2) -1,54% +16,57 p.p.
Coinvalores 4º (-1) -2,00% +16,11 p.p.
Geral 7º (+1) -2,95% +15,16 p.p.
Geração Futuro 5º (-2) -3,34% +14,77 p.p.
PAX 8º (-) -4,10% +14,01 p.p.
Omar Camargo 9º (-) -7,53% +10,58 p.p.
10º Banco Fator 13º (+3) -8,42% +9,69 p.p.
11º Win Trade 12º (+1) -10,90% +7,21 p.p.
12º XP Investimentos 14º (+2) -12,17% +5,94 p.p.
13º BB Investimentos 11º (-2) -12,81% +5,30 p.p.
14º Ativa 16º (+2) -13,02% +5,09 p.p.
15º Amaril Franklin 15º (-) -13,50% +4,61 p.p.
16º Bradesco 18º (+2) -14,05% +4,06 p.p.
17º Gradual 10º (-7) -14,45% +3,66 p.p.
18º Citigroup 20º (+2) -16,24% +1,87 p.p.
19º Socopa 19º (-) -17,53% +0,58 p.p.
20º UM Investimentos
17º (-3) -17,70% +0,41 p.p.

*por mudança na metodologia, passamos a adotar a partir de setembro apenas uma carteira para cada corretora.
Com isso, o número de carteiras participantes diminuiu do mês passado para este mês.

Metodologia
Para realizar o levantamento de dezembro, a InfoMoney utilizou carteiras de ações recomendadas para o período mensal por 24 corretoras e bancos: Amaril Franklin, Ativa, BB Investimentos, Bradesco, BTG Pactual, Citi Corretora, Coinvalores, Fator, Geração Futuro, Geral, Gradual, HSBC, Itaú BBA, Octo, Omar Camargo, PAX, SLW, Socopa, Souza Barros, TOV Corretora, UM Investimentos, Walpires, WinTrade e XP.

Para avaliar o desempenho no acumulado em 2011, três casas de research foram excluídas por não termos tido acesso às carteiras divulgadas para os meses anteriores: BTG Pactual, Octo, TOV e Walpires.

Importante ainda destacar que:

 1. A InfoMoney considerou a primeira publicação de cada uma destas carteiras nos referidos meses, não levando em consideração eventuais mudanças promovidas pelas corretoras e bancos em suas carteiras recomendadas no decorrer de mês.

2. As cotações consideradas nas comparações de desempenho são as de fechamento do último dia útil de cada mês, considerando sempre a cotação ajustada em um eventual provento que ocorrer no período (dividendo, juros sobre capital próprio, subscrição etc).

3. Utilizando metodologia semelhante à adotada no cálculo da carteira teórica do Ibovespa, o desempenho considerado das carteiras recomendadas em 2011 é cumulativo.

4. A partir de setembro passamos a adotar apenas uma carteira recomendada para cada corretora. Após informarmos as corretoras que possuíam mais de uma carteira no ranking sobre essa nova metodologia, decidimos junto com elas qual o único portfólio que seria utilizado e quais seriam excluídos.

Carteiras Anuais

SLW
Otimista para o segundo semestre, SLW inclui Vale e Petrobras em carteira anual


Planner

Campeã entre carteiras em 2011, SLW só vê espaço para risco no 2º semestre

06 de janeiro de 2012 • 13h58Por: Renato Rostás

SÃO PAULO - Primeira colocada do ranking do Portal InfoMoney  de carteiras recomendadas ao fim de 2011, a SLW se aproveitou da turbulência do mercado acionário para buscar rentabilidade em uma carteira de ações defensivas e de empresas boas pagadoras de dividedos.

Até o último pregão, em 30 de dezembro, se o investidor tivesse apostado todo mês nos portfólios mensais da corretora, o retorno do dinheiro aplicado seria de 23,71%, bem acima da performance da segunda colocada, a Souza Barros (+4,15%). Montar uma seleção para perseguir o Ibovespa, no entanto, seria menos proveitoso: o índice caiu 18,11%.

Mas além dessas escolhas baseadas na proteção contra o pessimismo da bolsa, a SLW também tinha outras duas carteiras, uma agressiva e uma dinâmica. A primeira buscava ativos de maior risco que pudessem performar acima do benchmark brasileiro, mas a forte presença de produtoras de commodities, principalmente, na composição fizeram com que o portfólio recuasse 19,4%.

Já a dinâmica teve desvalorização de 3,1%  durante o ano todo, apostando em ações mais descontadas de setores que a equipe esperava uma performance acima do resto do mercado. Pedro Galdi, estrategista-chefe, explica que o desempenho da BM&F Bovespa foi totalmente influenciado pela economia europeia. "A falta de entendimento dos líderes por lá trouxe desempenho fraco durante todo o quarto trimestre", avalia.

Por que são defensivas?
Além de terem uma geração de receitas mais previsíveis, por cuidarem de serviços que são públicos e não dependem de condições cíclicas para serem consumidos, as empresas de saneamento, de energia e de telefonia, em geral, também se beneficiam de reajustes de preços anuais e constantes.

Ainda, principalmente as elétricas, são especialmente boas pagadoras de dividendos a seus acionistas, distribuindo muitas vezes a totalidade de seus rendimentos operacionais. Para finalizar, há o repasse de proventos excepcionais por parte dessas energéticas.

Para exemplificar, durante o mês de dezembro, quando a carteira da SLW avançou 9,66%, contra uma baixa de0,2% no Ibovespa, a grande maioria das valorizações mais fortes ficaram por conta das elétricas: as quatro primeiras foram Transmissão Paulista (TRPL4), Eletrobras (ELET6), CPFL Energia (CPFE3) e AES Eletropaulo (ELPL4).

Para 2012, mais defesa
Galdi acredita que o primeiro semestre deste ano ainda será um período para se proteger no mercado de ações. Isso porque a indústria ainda se recupera do enfraquecimento da atividade aqui no Brasil, e ainda não há nenhuma medida realmente efetiva que tenha sido colocada em prática pelos europeus.

"As revisões das agências de rating também acontecerão neste primeiro trimestre, e França e Alemanha podem ter suas notas rebaixadas no fim de janeiro", acrescenta. Ele critica o fato de que o "efeito bazuca" anunciada para conter a crise da dívida na união monetária ter sido basicamente um forte movimento de corte de gastos por parte dos governos.

Nesse cenário, os primeiros seis meses ainda precisariam de uma carteira defensiva, focada em dividendos. Mas no segundo trimestre, o analista da SLW acredita que, buscando ativos mais arriscados, a rentabilidade pode ser maior. A expectativa para o principal índice brasileiro ao fim de 2012 é de 75.000 pontos, contra os 58.546 registrados em 5 de janeiro.

A melhor estratégia, segundo Galdi, seria analisar os setor de alimentos, bancos, cartões, telecomunicações e elétrico, para investir em papéis que estejam mais baratos dentro de cada um. "Mas se a Europa não conseguir implementar medidas, o cenário seria outro", alerta, ressaltando que a recomendação continuaria de proteção até dezembro.

Cautela favorece ações ligadas ao consumo interno em carteiras para janeiro

06 de janeiro de 2012 • 12h15Por: Nara Faria

São Paulo - O mês de dezembro foi atípico para a bolsa brasileira, que esperava pelo tradicional rali de fim de ano, mas acompanhou um mercado fragilizado pelas incertezas no cenário externo, fazendo com que apesar de mostrar certa recuperação no fim do mês,  a bolsa não conseguisse reverter as perdas, fechando com recuo 0,21%, aos 56.754 pontos. 

O mercado acompanhou no períodoameaças de rebaixamento dos ratings da União Européia e da França, bem como reduções de projeções de crescimento tanto para os países daEuropa, como para os Estados Unidos. Além disso, o rendimentos dos títulos públicos em leilões europeus permaneceram no radar durante quase todo o mês de dezembro.

Já no final do período, o mercado mostrou melhora, principalmente por conta dos dados norte-americanos, que deram sinais de recuperação da economia por lá. No front doméstico, em termos de política monetária, o Copom (Comitê de Política Monetária) ratificou as expectativas e cortou em 0,5% a taxa básica de juros na última reunião do ano. 

Cautela para o início do ano
O analista da SLW Corretora, Pedro Galdi, lembra que o mês começa com a divulgação de dados positivos sobre a indústria e desemprego em diferentes partes do mundo, inclusive na Europa. No entanto, como se trata de período de férias, ainda deve ser registrada fraqueza nos volumes diários pelos primeiros quinze dias do mês. 

Além disso, o mercado deve permanecer na expectativa por notícias mais concretas sobre a solução da crise na Zona do Euro. Para Galdi, ainda existem riscos de curto prazo, como no caso de prováveis rebaixamentos da nota soberana dos países, bancos e até províncias no velho continente.

Redecard: cenário interno atrativo
Diante das incertezas decorrentes da crise europeia, as casas de research têm demonstrado cautela no momento de definir a carteira de recomendações para janeiro. Com isso, ganham visibilidade os papéis de companhias mais ligadas ao consumo doméstico e com expectativas de resultados corporativos mais consistentes para os próximos trimestres. 

Dentro desse cenário, a preferências das corretoras tem sido pelas empresas de cartão de crédito, com destaque para a Redecard (RDCD3), que acompanhou o aumento de suas recomendações de quatro para seis entre os meses de dezembro de 2011 e janeiro deste ano. A Cielo (CIEL3) manteve o mesmo número de citações do mês anterior, aparecendo em três portfólios. 

A equipe de análise da Geral Investimentos  afirma que as empresas de cartão de crédito possuem um perfil que relaciona forte geração de caixa e nenhuma exposição ao mercado externo, além de boas perspectivas de crescimento geradas pela utilização de meios de pagamentos alternativos. "Além disso, tanto a Redecard como a Cielo possuem dividend yields interessantes", explica a corretora.

AmBev: na esteira do aumento do consumo
A AmBev (AMBV4) aumentou três votos nas citações das carteiras de janeiro, se comparado ao mês anterior, passando de quatro para sete votos no período. 

Na percepção da Geral Investimentos, a AmBev deve continuar apresentando crescimento em sua geração de caixa e em seu fluxo de dividendos. A corretora acredita que, em 2012, os volumes devem melhorar em função do aumento do salário mínimo, do crescimento das classes C e D, pela inovação em produtos e embalagens e crescimento de consumo dos segmentos premium, que incluem as marcas Budwiser, Stella Artois, Bohemia Original e Chopp Brahma.

"Outro ponto positivo é a expansão da capacidade produtiva com a construção de uma fábrica em Pernambuco", lembra a equipe de análise da corretora. 

O analista responsável pela carteira da Walpires, Leandro Pires, explica ainda que a empresa possui "tendência altista no preço de suas ações, além de excelente gestão e é favorecida pelo aumento de consumo e grande presença em seu setor". 

BR Foods: resultados consistentes chamam a atenção
Os estrategistas Carlos Nunes, Débora Agonilha e Flávia Araújo, da HSBC Corretora optaram em janeiro por aumentar a exposição às ações de Br Foods (BRFS3), com a justificativa de que a empresa tem o balanço mais sólido do setor de alimentos no Brasil.  

Outro argumento é que a administração está comprometida com a entrega de uma forte agenda de aquisições e investimentos em novos projetos no exterior, com foco em produtos processados nos mercados emergentes de rápido crescimento. 

Além disso, para os analistas da Rico Corretora, a empresa ainda tem a expectativa de atingir sinergias, antes dos impostos e participações, em torno de R$ 560 milhões para 2011 e próximo a R$ 1 bilhão por ano entre os exercícios de 2012 e 2013.  As sinergias e investimentos devem levar a empresa a atingir um faturamento líquido em torno de R$ 50 bilhões em 2015.

Copel:  setor defensivo ganha destaque
O setor de energia vem sendo bem cotado pelo mercado em tempos em que as incertezas ainda rondam o cenário externo. Entre as empresas do setor, a Copel (CPLE6) vem se destacando no número de recomendações em carteiras, sendo citada em janeiro em seis portfólios, ante as quatro recomendações de dezembro.

O analista da SLW, Pedro Galdi, afirma que a preferência pela CPLE6 deve-se ao fato de que as cotações das ações preferenciais da Copel apresentaram uma excelente performance em 2011 em relação ao Ibovespa e ao IEE (Índice de Energia Elétrica), refletindo o bom desempenho operacional e financeiro no terceiro trimestre de 2011. "Acreditamos que essa situação se mantenha, dadas as boas perspectivas de resultado também para o 4T11", afirma.

Além disso, a nova estratégia que inclui um programa de fortalecimento de negócios na área de energia e alterações positivas na política de distribuição de dividendos também poderá contribuir para a continuidade da correção dos preços das ações no curto prazo.

Carteiras recomendadas para Janeiro

Amaril Franklin

BB Investimentos

Bradesco

BTG Pactual

Citi

Concórdia

Coinvalores

Geração Futuro

Geral Investimentos

Gradual 
Gradual divulga carteira recomendada para período de 2 a 20 de janeiro

HSBC
Omar Camargo

PAX

Rico Corretora

Socopa

Souza Barros
Souza Barros retira Vale e Eztec da carteira recomendada para janeiro

TOV

Um Investimentos

Walpires

WinTrade

XP Investimentos



quarta-feira, 4 de janeiro de 2012

Operação de Compra de ALLL3

Compra de ALLL3
Condição de entrada: nos R$ 9,81
Condição de stop: rompimento dos R$ 9,09
Motivo da operação: Papel rompe resistência com volume acima da média no pregão de hoje e abre espaço para maiores altas.
Tipo da operação: Swing  trade curto.
Objetivos: R$ 10,62 e R$ 10,82.