segunda-feira, 22 de março de 2010

Agenda Econômica Semanal – 22 a 26/Março

Agência Enfoque




Agenda Econômica Semanal

País
Hora*
Indicador
Referência








Segunda-feira, 22 de março de 2010

BR
09:00
IGP-M
2ª Decênio de Março/10


BR
09:00
Relatório Focus
Semanal


BR
11:00
Balança comercial
Semanal








Terça-feira, 23 de março de 2010

BR
09:00
IPC-S
3º Quadrissemana de Março


BR
09:00
INPCA Especial
1º Trimestre/10


BR
09:00
IPCA-15
Março/10


US
11:00
Índice de Preços de Imóveis FHFA
Janeiro/10


US
11:00
Venda de casas pendentes
Fevereiro/10








Quarta-feira, 24 de março de 2010

US
09:30
Pedidos de Bens Duráveis
Fevereiro/10


US
11:00
Venda de Casas Novas
Fevereiro/10


US
11:30
Estoques de petróleo
Semanal








Quinta-feira, 25 de março de 2010

BR
09:00
IPC - Fipe
3º Quadrissemana de Março


BR
09:00
Sondagem ao Consumidor - FGV
Março/10


BR
09:00
Pesquisa Mensal de Emprego
Fevereiro/10


US
09:30
Pedidos de auxílio desemprego
Semanal


US
11:30
Estoques de Gás Natural
Semanal








Sexta-feira, 26 de março de 2010

US
09:30
PIB
4º Trimestre/09


US
10:55
Confiança do Consumidor
Março/10



As informações citadas acima têm como referência instituições do governo, órgãos financeiros, corretoras e empresas parceiras.
Fontes: FGV, Banco Central do Brasil, Fipe, IBGE, MDIC, Conab, Econoday.
*Horário de divulgação na Agência Enfoque de Notícias.




sexta-feira, 19 de março de 2010

Cenário Econômico Semanal – 15 a 19/Março

Agência Enfoque




Cenário Econômico Semanal

A semana foi bastante movimenta nos mercados financeiros do Brasil e dos Estados Unidos, já que nos dois países houve a reunião dos Bancos Centrais sobre a taxa de juros de referência. Em ambos os casos a decisão foi pela manutenção dos juros no atual patamar.
Além disso, nos EUA, outros importantes indicadores foram divulgados, como o da Produção Industrial e também índices de inflação ao consumidor e ao produtor. Destaque também para dados do mercado imobiliário.
No entanto, apesar dos resultados, o mercado brasileiro e o mercado americano tiveram desempenho opostos, com pouca variação por aqui e um ganho inferior a 1% nas bolsas de Wall Street.





Cenário Interno


O principal destaque da agenda econômica brasileira foi a reunião do Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central. O mercado estava dividido de qual seria a decisão da autoridade monetária. E foi na noite de quarta-feira que o BC informou que a decisão seria pela manutenção da Selic em 8,75% ao ano. No entanto, o resultado da votação não foi unânime, sinalizando um possível aumento no próximo encontro.
Foi também nesta semana que o Ministério do Trabalho informou que fevereiro teve um novo recorde na geração de empregos formais. No período, de acordo com o levantamento oficial, foram criados 209.425 mil empregos com carteira assinada, o melhor resultado em 18 anos.
Seguindo em sentindo oposto ao das bolsas americanas, o Ibovespa chegou ao final da sexta-feira com uma leve queda de 0,3% aos 69.076 pontos.





Confira o comportamento do índice no gráfico diário.


Ibovespa





As maiores altas da semana


ATIVO
CÓDIGO
ÚLTIMO
VARIAÇÃO
KLABIN S/A
KLBN4
5,76
11,20%
REDECARD
RDCD3
30,49
10,03%
ELETROBRAS
ELET3
27,00
7,40%
ELETROBRAS
ELET6
33,15
7,39%
EMBRAER
EMBR3
10,80
6,19%





As baixas altas da semana


ATIVO
CÓDIGO
ÚLTIMO
VARIAÇÃO
LLX LOG
LLXL3
8,35
-9,73%
JBS
JBSS3
7,93
-9,58%
TIM PART S/A
TCSL3
7,09
-7,92%
GOL
GOLL4
22,18
-7,78%
OGX PETROLEO
OGXP3
16,19
-6,42%





Mais negociadas da semana


ATIVO
CÓDIGO
ÚLTIMO
VOLUME
SEGMENTO
VALE
VALE5
R$ 46,80
2.417.098.976,00
Minerais Metálicos
PETROBRAS
PETR4
R$ 36,23
2.034.687.808,00
Exploração e/ou Refino
OGX PETROLEO
OGXP3
R$ 16,19
1.297.225.024,00
Exploração e/ou Refino
BMFBOVESPA
BVMF3
R$ 11,46
687.854.880,00
Serviços Financeiros Diversos
PETROBRAS
PETR3
R$ 40,55
667.290.064,00
Exploração e/ou Refino





Cenário Externo



A exemplo do que aconteceu por aqui, a reunião do Federal Reserve, referente à taxa de juros, centrou a atenção dos investidores na semana. A decisão de manutenção já era esperada pelo mercado, mas o que animou os investidores foi a sinalização de que os juros devem permanecer baixos por um longo período.

Além disso, destaque para a produção industrial, que teve leve aumento de 0,1%, praticamente dentro do esperado. Chamou a atenção também a Inflação ao Produtor, que caiu 0,6% e a Inflação ao Consumidor, que ficou estável. Todos os dados são referentes ao mês de fevereiro.
Apesar da queda na sessão de sexta-feira, os mercados de Wall Street acumularam ganhos na semana. O Dow Jones valorizou 1,1% aos 10.742,0 pontos, enquanto o S&P 500 ganhou 0,9% aos 1.159,89 pontos. Já o Nasdaq CP subiu 0,2% aos 2.372,76 pontos.


Confira o gráfico de longo prazo:


Dow Jones
Nasdaq





Dólar:


A semana foi pouco favorável para o real ante ao dólar, com os investidores voltando a procurar a moeda americana. A cotação da divisa chegou a voltar à casa de R$ 1,80, mas cedeu e encerrou a semana a R$ 1,799. A valorização ficou por volta de 2%.


Confira o gráfico de longo prazo:


Dólar



Enfoque Informações Financeiras






JBS FRIBOI NEGOCIA COMPRA DA ROCKDALE BEEF NA AUSTRÁLIA

São Paulo, 19 - A JBS Friboi assinou acordo para aquisição da Rockdale Beef na Austrália, por meio de sua subsidiária Swift Austrália. O fato relevante, divulgado há pouco, não revela o valor da compra, que é citada como potencial, uma vez que a conclusão da operação está sujeita à aprovação do conselho e de autoridades competentes, entre as quais órgão antitruste da Austrália. O assessor na negociação é o banco de investimento Rothschild.


A Rockdale Beef, localizada em New South Wales, tem capacidade de abate de 200 mil bois por ano e de confinamento de 50 mil bois simultaneamente.


Mês passado, a JBS concluiu a aquisição e a incorporação dos ativos da Tatiara Meat Company (TMC), produtora australiana de bovinos, depois que o negócio foi aprovado pelas autoridades do país. O acordo com o Vion Food Group para a compra da TMC, anunciado em dezembro, era de 30 milhões de dólares australianos, ou cerca de US$ 27,5 milhões na época. (Equipe)
Fonte: AE Broadcast

quinta-feira, 18 de março de 2010

Destaque do dia - Citi Corretora

Macro Flash Brasil — Copom Mantém a Selic Estável em Decisão Dividida
Em uma decisão dividida, o Copom manteve a taxa Selic em 8,75%. Houve três ( 3) votos a favor de um aumento de 50 pontos-base na reunião, enquanto a maioria (os outros cinco membros) optou por esperar até abril para decidir sobre os próximos passos da política monetária. Agora esperamos que o Copom aumente a Selic em 50 pontos-base em abril de 2010. Tendemos a esperar um ciclo mais longo, mas vamos aguardar a divulgação da ata da reunião, na próxima semana, e o relatório de inflação, que será divulgado no final do mês, para revisar nossas estimativas.
Marcelo Kfoury

Outros destaques
Companhias Aéreas Brasileiras — Aperto na Concorrência?
O jornal Valor Econômico informou ontem que a Webjet está planejando retomar negociações com a Ryanair (RYA.I; €3.44; 1M) para a venda de até 49% da empresa quando legislação que aumenta o limite da propriedade estrageira em companhias aéreas brasileiras (de 20% para 49%) for aprovada. O projeto de lei está em tramitação no Senado. Segundo o artigo, Guilherme Paulus (acionista majoritário da Webjet) confirmou que as discussões haviam sido suspensas, em antecipação à aprovação do projeto de lei mencionado.
Stephen Trent

Redecard (RDCD3.SA) — Redecard Praticamente Pronta para Processar Transações com Cartões Visa em 1º de julho de 2010
Em um comunicado enviado à Comissão de Valores Mobiliários (CVM) na manhã de ontem, a Redecard informou que está praticamente pronta para começar a processar transações com cartões Visa no Brasil, a partir de 1º de julho de 2010. A empresa afirmou estar avançando no processo de obtenção de licença junto à Visa International. Além disso, a Redecard diz ter feito grandes progressos na capacitação da infraestrutura de sua rede para processar as transações Visa, informando ter conduzido com sucesso os testes para adquirir a nova bandeira, e que a certificação para os processos de captura e liquidação financeira está em estágios avançados.
Daniel A. Abut

Destaques internacionais
Reflexão Matinal — A Vida Curta do Frágil Mercado em Baixa
Enquanto o secular mercado em alta ainda está longe de ser alcançado no longo prazo, em nossa opinião, a valorização repentina dos índices das ações no curto prazo é plausível e consistente com o relatório “Trading Places”, do analista Tobias Levkovich, lançado em 2001 e publicado anualmente desde então. No entanto, uma campanha cética intensa permanece sustentada por vários dados estatísticos que têm sido citados como prova de um consenso excessivamente positivo que não está contemplando diversos problemas. De fato, nos últimos meses, os investidores têm testemunhado os tormentos fiscais no sul da Europa, o crescente déficit no orçamento nos EUA, o inflexível índice de desemprego e o enfraquecimento da confiança do consumidor.
Tobias M Levkovich

Santander ingressa no mercado de cartões de Redecard e Cielo


Serviço permite a empresas receber créditos de cartões Visa e MasterCard.
Produto foi lançado em parceria com a gaúcha GetNet.
Da Reuters
O Santander Brasil anunciou nesta quinta-feira (18) um serviço unificado de conta corrente que permite a empresas receber créditos de cartões das bandeiras Visa e MasterCard, ingressando em território operado por Redecard e Cielo.

A tecnologia reúne em um mesmo pacote produtos e serviços financeiros oferecidos pelo Santander e os serviços de afiliação e credenciamento de estabelecimentos comerciais para aceitação de cartões de crédito e/ou débito.

O serviço foi lançado em parceria com a empresa gaúcha de processamento de transações eletrônicas de pagamento GetNet, com quem o banco espanhol vinha negociando há meses sobre o produto.

Segundo apresentação do banco sobre o serviço, o objetivo do Santander é ter participação de 10% no volume de transações do mercado brasileiro de cartões em 2012.

Em 2010, segundo estimativas do banco, o mercado brasileiro de cartões, incluindo crédito e débito, vai chegar a 402 milhões de plásticos, um crescimento de 8,9 por cento sobre 2009.

Enquanto isso, o faturamento do setor somará R$ 467 bilhões, ante R$ 385 bilhões em 2009


Fonte: Globo.com

Indicadores EUA - 11h

EUA: Fed de Filadélfia: 18,9; previsão: 18
EUA: Indicadores antecedentes: 0,1%; previsão: 0,1%

Fonte: Bloomberg

Não há mais indicadores relevantes a serem divulgados no dia de hoje


Copom mantém taxa de juros em 8,75% ao ano pela quinta reunião consecutiva

O Copom (Comitê de Política Monetária do Banco Central) optou nesta quarta-feira (17) pela quinta manutenção consecutiva da taxa Selic, que permanece no atual patamar de 8,75% ao ano, sua mínima histórica.
A decisão, tomada sem viés, veio em linha com a expectativa da maioria dos analistas, que esperam o início do ciclo de aperto monetário só em abril. No entanto, diferentemente da última reunião, não houve consenso entre os membros do Copom, e a votação contou com 5 votos a favor da manutenção e três pela elevação da taxa em 50 pontos-base. 
"Avaliando a conjuntura macroeconômica e as perspectivas para a inflação, o Copom decidiu manter a taxa Selic em 8,75% a.a., sem viés, por cinco votos a favor e três votos pela elevação da taxa Selic em 0,5 p.p. O Comitê irá monitorar atentamente a evolução do cenário macroeconômico até sua próxima reunião, para então definir os próximos passos na sua estratégia de política monetária", afirmou em comunicado a autoridade monetária.

Sinalização clara
Para Fernando de Holanda Barbosa Filho, economista da FGV (Fundação Getúlio Vargas), o dissenso entre os membros do Copom é uma sinalização clara de que deve haver aumento da Selic na próxima reunião. Segundo ele, a ata deve trazer um posicionamento mais definido, mas daqui para a frente devemos ter elevação da taxa básica de juros até que a pressão sobre os preços desapareça.

Alheia a este ponto de vista, a equipe da LCA destaca que diversas variáveis irão definir se o Banco Central irá aguardar ainda mais para elevar a Selic ou vai iniciar um ajuste já na próxima reunião do Copom, agendada para os dias 27 e 28 de abril. "A principal dessas variáveis nos parece ser a evolução das expectativas inflacionárias, que podem sofrer alguma descompressão nas próximas semanas, na esteira da desaceleração da inflação corrente e dos sinais de moderação na margem do crescimento", avaliou a consultoria.
Neste sentido, a LCA ressalta que vê o início de um ciclo de elevação da Selic no segundo trimestre, "provavelmente já em abril", e com uma intensidade moderada, uma vez que a economia já esboça um ritmo mais estável e os preços das commodities não deve trazer pressões de custo muito significativas sobre a cadeia produtiva doméstica. 
Copom: principal diferença no teor do comunicado
Março
Janeiro
"Avaliando a conjuntura macroeconômica e as perspectivas para a inflação, o Copom decidiu manter a taxa Selic em 8,75% a.a., sem viés, por cinco votos a favor e três votos pela elevação da taxa Selic em 0,5 p.p. O Comitê irá monitorar atentamente a evolução do cenário macroeconômico até sua próxima reunião, para então definir os próximos passos na sua estratégia de política monetária".
"Avaliando a conjuntura macroeconômica e as perspectivas para a inflação, o Copom decidiu, por unanimidade, manter a taxa Selic em 8,75% ao ano, sem viés. O Comitê irá acompanhar a evolução do cenário macroeconômico até sua próxima reunião, para então definir os próximos passos na sua estratégia de política monetária".
Justificativas
Apesar da recente aceleração da inflação e também das revisões para cima nas expectativas de inflação por parte do mercado, a SulAmérica Investimentos apontou que parte dessa "surpresa" é devida a fatores pontuais, como o aumento das tarifas de transporte público, que devem se dissipar nos próximos meses.
A LCA Consultores aponta que o ajuste não era necessário já nessa reunião pois além da inflação corrente, também a atividade econômica já parece dar sinais de acomodação na margem. 
Outro ponto que pode ter baseado a decisão da autoridade monetária, de acordo com o Morgan Stanley, é o Relatório de Inflação, que será publicado ao final do mês de março. Segundo o banco norte-americano,o Copom pode ter decidido aguardá-lo, já que "é um canal de comunicação conveniente para explicar em detalhe sua linha de raciocínio e abrir caminho para uma alta subsequente em abril".
Fonte: Info Money