quarta-feira, 11 de maio de 2011

Serviços financeiros volta a ser o setor mais citado nas carteiras sugeridas de maio

11 de maio de 2011 • 11h35Por: Thiago Salomão
SÃO PAULO - Pelo segundo mês consecutivo, o setor de serviços financeiros recebeu o maior número de recomendações nas carteiras relativas a maio, somando 43 indicações - seis a mais do que no mês anterior -, divididas em 12 empresas. O destaque ficou com as ações PN do Itaú Unibanco (ITUB4), que apareceram em 13 dos 35 portfólios monitorados pela InfoMoney - em abril, elas também lideraram as recomendações do setor, sendo vistas em 11 das 31 carteiras compiladas.
Também na mesma posição frente ao mês anterior, o setor de consumo não-cíclico foi o segundo mais lembrado pelos analistas na hora de montar as carteiras recomendadas. Contudo, o número de indicações aumentou de 32 para 41, sendo que o total de empresas recomendadas do setor (12) permaneceu o mesmo. Contribuindo para esse forte aumento de indicações, a ação PN do Pão de Açúcar (PCAR4) subiu de 7 para 13 entre abril e maio.
Completando o pódio, aparece o setor de energia elétrica, com 39 recomendações. Vale lembrar que em abril o segmento já havia ocupado a terceira posição, mas naquele mês dividiu o degrau com o setor de petróleo, gás e biocombustíveis, com 29 indicações cada um. Assim como nos levantamentos anteriores, a ação preferencial da Cemig (CMIG4) foi a mais citada do setor em maio, sendo lembrada em 9 dos 35 portfólios - duas indicações a mais do que no mês anterior.
Embora tenha perdido a terceira posição em número absoluto de recomendações, o setor de petróleo, gás e biocombustíveis teve a maior média de indicações por ativo citado, com as petrolíferas recebendo em média 9,67 recomendações por ação - contra 3,58 dos serviços financeiros, e 3,42 do consumo não-cíclico e 3,0 da energia elétrica. O cálculo dessa média é feito pela divisão entre o total de recomendações que um setor recebeu e o número de empresas deste setor que foram recomendadas.
Ao todo, 35 carteiras de bancos e corretoras foram utilizadas para este levantamento. Os portfólios selecionados foram: Amaril Franklin, Ativa, Banif, BB Investimentos, Bradesco Corretora (2 carteiras), BTG Pactual, Citigroup, Coinvalores, Credit Suisse, Fator, Geração Futuro, Geral, HSBC, Itaú BBA (carteira Top 5), Link, Magliano (2 carteiras), Omar Camargo (2 carteiras), PAX, Planner, SLW (3 carteiras), Socopa, Souza Barros, Spinelli, TOV, Um, Votorantim Corretora, Walpires, WinTrade e XP (2 carteiras).
Entre todas as carteiras publicadas pela InfoMoney em maio, nesta compilação apenas não foram considerados os portfólios com sugestões de ações que tenham perspectiva de pagamento de proventos.
ITUB4 lidera as recomendações dentre os serviços financeirosO setor financeiro continua sendo uma aposta dos analistas para 2011, figurando não só dentre os setores mais recomendados como também tendo suas empresas - em especial o Itaú Unibanco - entre as ações mais recomendadas do mês e as prediletas no índice de consenso de mercado da InfoMoney, apesar das recentes medidas adotadas pelo governo para frear o forte crescimento do País e o ritmo da inflação terem trazido certa instabilidade ao setor.
Assim como as análises dos meses anteriores, os especialistas de mercado acreditam que as ações do setor - principalmente dos bancos - foram duramente penalizadas pelas medidas macroprudenciais  anunciadas pelo Governo para enxugar o crédito no mercado - principalmente aquele concedido para pessoa física - penalização esta que ganhou forças com a instabilidade vista tanto na economia doméstica quanto no mercado internacional.
Contudo, a opinião dos analistas é de que essa recente instabilidade, aliada ao momento macroeconômico conturbado do País, abriu boas oportunidades de investimento no setor financeiro para o investidor com foco no longo prazo, principalmente se levarmos em consideração os grandes bancos brasileiros, que permanecem com sólidos fundamentos e com liquidez suficiente para enfrentar alguma piora na economia interna.
De olho no Itaú Unibanco, o foco se volta para o seu resultado do primeiro trimestre, divulgado no começo de maio e que apresentou um avanço no lucro líquido mas uma redução na margem financeira, reflexo das medidas macroprudenciais. Mesmo assim, os analistas demonstram confiança com as ações ITUB4. É o caso do Citigroup, que acredita que o valuation do banco encontra-se muito atrativo. Já a Coinvalores afirma que os bancos brasileiros possuem liquidez suficiente para apresentar crescimento e que o Itaú Unibanco, sua preferência no setor, continuará tendo um bom desempenho em 2011.
Setores RecomendaçõesTotal de
 Empresas 
Citadas
 Média* Mais
 Recomendada 
Serviços Financeiros43123,58Itaú Unibanco PN (13)
Consuno Não-Cíclico41123,42Pão de Açúcar PN (13)
Energia Elétrica39133,0Cemig PN (9)
Petróleo, Gás e
Biocombustíveis
2939,67Petrobras PN (18)
Engenharia, Construção Civil
& Exploração de Imóveis
24112,18PDG ON (6)
Mineração2438,0Vale PNA (21)
Transporte & Logística 2072,86CCR ON (7)
Telecomunicações & Mídia1772,43Vivo PN (6)
Consumo Cíclico1562,50Lojas Renner ON (8)
Bens Industriais e Materiais
de Transporte
1443,50Randon PN (10)
Serviços1343,25Localiza ON (8)
Siderurgia & Metalurgia1033,33CSN ON (5)
Agronegócio641,50Valefert PN (2)
Cosan ON (2) 
Industrial641,50Duratex ON (3)
Carnes, Laticínios e Derivados52-BR Foods ON (4)
Tecnologia da Informação e
Internet
431,33Totvs ON (2)
Petroquímica41Braskem ON (4)
Papel e celulose331
Água, Saneamento & GásComgas PNA (2) 
Total3191033,097Vale PNA (21) 
*Setores que tiveram menos de três empresas recomendadas não tiveram a média calculada
Players defensivos ganham mais espaço em carteira
Mantendo a segunda posição de abril, o setor de consumo não-cíclico volta a ganhar espaço por conta do seu perfil mais defensivo em relação às empresas de consumo cíclico, mais expostas ao ambiente de deterioração inflacionária. Além disso, o Pão de Açúcar, ação mais citada do setor de consumo não-cíclico, ganhou espaço nas carteiras recomendadas por conta da expectativa sobre os resultados trimestrais, sendo este o foco principal das recomendações das corretoras para o mês de maio.
Outro com perfil bastante defensivo, o setor de energia elétrica ganhou muitos votos na passagem mensal e passou a ocupar a terceira posição dentre os setores mais recomendados. Com uma estrutura de negócios madura diminuindo a necessidade de novos investimentos e com sua demanda pouco volátil, essas empresas acabam apresentando uma maior previsibilidade no fluxo de caixa, além de também conseguir destinar uma fatia mais gorda de dividendos aos seus acionistas.
Para o caso da Cemig, empresa mais recomendada do setor, há também o potencial de valorização embutido em uma possível reprecificação da energia comercializada pelo segmento de geração, o que pode vir a aprimorar as margens ainda no primeiro semestre de 2011, avalia a equipe da Ativa Corretora. A companhia divulgará seus resultados trimestrais no dia 16 de maio.
Além desses dois setores, há também outro segmento de empresas que possui uma menor necessidade de investimentos e uma geração de caixa mais previsível, que é o das concessões rodoviárias - presentes no setor de transporte e logística. De abril para maio, o número de recomendações dadas ao setor de transporte passou de 12 para 20, sendo que 14 desses votos foram para concessionárias de rodovias. A CCR (CCRO3), ação mais sugerida nesses dois meses, viu o total de indicações passar de 4 para 7 nesse período.
Justificando a inclusão dos papéis em sua carteira recomendada, a Spinelli Corretora destaca o caráter conservador que a CCR carrega por conta das suas tarifas serem atreladas a índices de inflação. Aliado a isso, a empresa divulgará seus resultados trimestrais nesta quinta-feira (12), fato que pode servir de trigger para a ação.

Analistas da Gradual elevam participação da Petrobras na carteira desta semana

11 de maio de 2011 • 10h19Por: Equipe InfoMoney
SÃO PAULO – A carteira recomendada da GradualInvestimentos para o período entre 11 e 18 de maio traz diversas alterações em relação às sugestões para a semana anterior, com destaque para o aumento de peso da Petrobras (PETR4) e da Confab (CNFB4) e a inclusão dos papéis da Randon (RAPT4).
Segundo a equipe de analistas da corretora, o aumento no peso da Petrobras foi feito em função do preço das ações preferenciais da empresa, considerados atrativos. Já a inclusão dos papéis da Randon e o aumento no peso da Confab foram feitos devido aos bons números apresentados por ambas as empresas no primeiro trimestre do ano e a perspectiva positiva para os próximos períodos.
Além disso, os analistas removeram da carteira as ações da Eternit (ETER3), EzTec (EZTC3) e Copasa (CSMG3). A primeira foi excluída por conta de um desempenho "aquém do esperado" no primeiro trimestre, enquanto que as demais saíram das sugestões porque as respectivas cotações alcançaram um patamar próximo dos preços-alvo.
Desempenho da bolsaOs analistas destacam que, neste ano, o Ibovespa apresenta uma queda acumulada de 6,4%, com expressiva saída de capital estrangeiro. Desta forma, a avaliação é de que "a nossa bolsa parece estar em um patamar atrativo principalmente quando comparada à bolsa norte-americana".
Entretanto, um cenário mais favorável para a bolsa só deve acontecer "a partir de sinais claros de desaceleração da inflação". O principal fator que estaria impedindo um desempenho mais positivo do mercado de renda variável seria o cenário macroeconômico, com pressão inflacionária, juro crescente, real apreciado e possibilidade de novas medidas de restrição ao crédito.
DesempenhoA carteira recomendada da corretora teve um desempenho superior ao registrado pelo Ibovespa nos últimos sete dias, com valorização de 2,33%, frente a uma alta de 0,87% registrada pelo índice.
Já nas comparações mensal e anual, a carteira da Gradual acumula desvalorização de 0,30% e valorização de 2,37%, respectivamente, enquanto o Ibovespa registra queda de 1,90% e de 6,39%, na ordem. 
Confira a carteira recomendada da Gradual:
EmpresaCódigo Preço-alvo*  Upside**   Peso  
PetrobrasPETR4R$ 37,5051,94%15%
ValeVALE5R$ 60,5035,92%20%
RandonRAPT4R$ 15,1029,17%10%
BrookfieldBISA3R$ 11,7042,16%10%
Brasil Telecom BRTO4R$ 20,6034,64%10%
Banco do BrasilBBAS3R$ 39,4035,16%10%
FerbasaFESA4R$ 17,7054,45%10%
ConfabCNFB4R$ 6,5037,42%10%
CoelceCOCE5R$ 39,0032,65%5%
* Preço-alvo para 12 meses
**Potencial de valorização em relação ao fechamento de 10 de maio

Bradesco Corretora adiciona ações do Fleury em sua carteira arrojada para maio

11 de maio de 2011 • 07h41Por: Equipe InfoMoney
SÃO PAULO - A Bradesco Corretora promoveu alterações em sua carteira arrojada para maio. Para este mês, a corretora optou por substituir os papéis da Hypermarcas (HYPE3) pelas ações do Fleury (FLRY3), com base na revisão dos fundamentos da Hypermarcas após a "decepção" com os resultados referentes ao exercício do primeiro trimestre. 
De acordo com a corretora, o portfólio conta "com uma dose adicional de risco, foco em ativos que repliquem boas atividades setoriais e que reflitam a possibilidade de entrega de crescimento e indicadores atrativos". De acordo com Marco Melo, analista da corretora, a escolha dos papéis do Fleury se deu por conta das projeções de forte crescimento do lucro líquido e do Ebita (geração operacional de caixa) nos próximos anos.
O destaque positivo do mês ficou com Pão de Açúcar (PCAR4), que avançou 5,0%. Porém, ao mesmo tempo, as ações ON da OGX (OGXP3) fecharam abril com forte desvalorização de 14%, pressionadas pela divulgação da estimativa de volumes nos campos de Campos, Parnaíba e Colômbia. 
Confira o portfólio recomendado para maio:
Empresa Código  Preço-alvo* Upside**Peso
Pão de AçúcarPCAR4R$ 83,8015,60%22,2%
CetipCTIP3R$ 30,8015,57%28,0%
FleuryFLRY3R$ 33,4038,76%14,5%
TractebelTBLE3R$ 34,7526,64%18,9%
OGXOGXP3R$ 37,40150,67%16,4%
*Potencial teórico de valorização com base no fechamento de 10 de maio
Pão de Açúcar
O aumento na área de vendas com expansão e o crescimento de Ebitda (geração operacional de caixa) e lucro líquido são os principais catalisadores para as ações da empresa, segundo a equipe da corretora. 
Cetip
Sobre a Cetip, a Bradesco Corretora afirma que a expansão dos volumes do mercado de renda fixa e de balcão para derivativos deve impulsionar o desempenho da empresa, já que esse tipo de operação ainda apresenta baixa taxa de penetração no Brasil. 
Fleury
Aliada às projeções de crescimento do lucro líquido e da geração operacional de caixa, a regulação do setor laboratorial deverá ter impactos positivos sobre os papéis da companhia no curto e no longo prazo, motivo pelo qual a corretora optou por incluir os ativos no portfólio. 
Tractebel
Considerada Top Pick dentre as companhias do setor elétrico em razão de seu potencial de crescimento, os principais catalisadores da Tractebel são a venda de energia de Jirau a consumidores livres e o aumento dos preços à vista de energia.
OGX
Segundo a corretora, a empresa possui um volume de recursos de baixo risco e elevado potencial de descobertas de exploração. Apesar de os fundamentos não terem sido alterados, seus papéis são considerados um dos mais voláteia no mercado.

Operação de COMPRA de HYPE3

COMPRA de HYPE3
Condição de entrada: R$ 17,08
Condição de stop: rompimento dos R$ 15,99
Motivo da operação: Papel vem em tendência de baixa, porém dá oportunidade para trade contra tendência. Volume acima da média no dia de hoje com a figura de reversão.Tipo da operação: Swing  trade curto.
Objetivos: R$ 18,18 e R$ 19,38.

Operação de VENDA de LREN3

VENDA de LREN3
Condição de entrada: R$ 57,86
Condição de stop: rompimento dos R$ 60,51
Motivo da operação: Papel faz um martelo invertido no topo e perde a mínima do dia anterior. Stop se romper a máxima do dia anterior ao da perda do fundo e objetivo no suporte.
Tipo da operação: Swing  trade curto.
Objetivos: R$ 55,30 e R$ 52,70.