terça-feira, 29 de junho de 2010

Fitch eleva ratings da Vale para BBB+, mas mantém perspectiva estável


Por: Equipe InfoMoney
29/06/10 - 12h04
InfoMoney

SÃO PAULO - A agência de classificação de risco Fitch elevou os rating dos IDR (Avaliação de Risco de Inadimplência do Emissor) da Vale (VALE3; VALE5) tanto em moeda estrangeira quanto local , de BBB- para BBB, e o rating da dívida não segurada da companhia e de sua subsidiária Vale Inco.


No caso da dívida da Vale, houve elevação de BBB para BBB+, assim como para as obrigações de emissão da subsidiária Vale Inco.


Além disso, a agência reafirmou os ratings em escala nacional da mineradora de AAA(bra) e das debêntures não seguradas denominadas em reais de AAA(bra), sob uma perspectiva “estável” para todos os ratings da companhia.


Vetores do otimismo 
Em comunicado divulgado nesta terça-feira (29), a Fitch argumenta que a elevação deve-se à melhora na posição competitiva da Vale dentro da industria de mineração face à crescente presença no mercado chinês, além de exaltar sua rápida expansão no segmento de fertilizantes neste ano e a reestruturação em seu portfólio no tocante ao alumínio. “Estes esforços devem resultar em melhorias no fluxos de caixa ao longo do ciclo de mineração”, assinala.


Outro fator apontado pela agência como causa da elevação nos rating foi “capacidade da empresa para financiar a maior parte do seu agressivo plano de crescimento para 2010 e 2011, devido ao cenário favorável para a demanda de minério de ferro e preços.”


Por fim, a Fitch observa que o perfil financeiro forte da companhia permitirá aquisições seletivas e um contínuo desenvolvimento de suas reservas em um momento em que seus concorrentes estarão preservando caixa na tentativa de estabelecer liquidez.

Coin reduz participação da Petrobras em sua carteira semanal


Por: Equipe InfoMoney
29/06/10 - 06h48
InfoMoney

SÃO PAULO - A Coinvalores divulgou sua carteira recomendada para esta semana, correspondente aos dias 28 de junho e 2 de julho. Das cinco ações sugeridas para o período, o destaque fica com a Petrobras, a única que recebeu a classificação "diminuir participação em carteira". Hypermarcas, CCR, AmBev e Telesp completam a lista de recomendações da corretora.


Na agenda econômica, a Coin coloca como principal destaque o Relatório de Emprego dos Estados Unidos, que será divulgado no último dia da semana. "Em nossa opinião, a taxa de desemprego ainda não deverá mostrar cadência, contudo, caso venham dados positivos (de criação de postos de trabalho), o mercado deverá reagir bem às notícias", avalia o grupo de análise da corretora.


Além disso, a Coin destaca ainda que nesta semana começam as férias de verão do hemisfério norte. "[Nesse período] o volume histórico negociado na bolsa paulista entre (2000 e 2009) é 11,4% menor do que a média anual", afirmam os analistas. A expectativa de fraco volume ganha ainda mais força por conta dos jogos da Copa do Mundo, já que nos dias em que a seleção brasileira esteve em campo o volume financeiro da Bovespa ficou bem abaixo do normal.


Empresa Código Preço-Alvo Upside* Recomendação
Petrobras PETR4 R$ 45,50 65,9% Reduzir Participação
Hypermarcas HYPE3 R$ 31,00 27,8% Aumentar Participação
CCR CCRO3 Em revisão - Aumentar Participação
AmBev AMBV4 Em revisão - Aumentar Participação
Telesp TLPP4 R$ 55,00 51,4% Aumentar Participação
Petrobras
"Reforçamos nossa opinião de que quanto mais dispersas as informações forem publicadas, mais os papéis deverão sofrer, refletindo o aumento de incerteza, sobretudo aos acionistas minoritários. A aprovação do plano de negócios, não coincidindo com a capitalização, resulta em possibilidade de aumento de risco", disse a Coin, que recomenda a redução de exposição aos papéis da estatal por acreditar que eles continuarão apresentando uma performance abaixo do Ibovespa no curtíssimo prazo.

HypermarcasOs analistas reiteram o otimismo em relação à companhia, mesmo com a recente queda registrada pelas suas ações. Além disso, a nova emissão de debêntures, programada para julho e no valor de R$ 500 milhões, deverá melhorar o perfil de endividamento da empresa, o que aumenta a possibilidade de novas aquisições.

CCRPara a Coin, o fato da companhia portuguesa Brisa ter aceitado um prêmio relativamente baixo para deixar o grupo de controle da CCR pode refletir a necessidade de geração de caixa da Brisa - ou seja, não tendo relação com os fundamentos da empresa brasileira, que continuam sólidos, na opinião dos analistas da corretora, que reforçaram a recomendação para os papéis CCRO3.


AmBevDatas comemorativas no segundo semestre do ano e partidas da Copa do Mundo deverão impulsionar as vendas da companhia, prevê a Coin, que ainda destaca os bons fundamentos da economia brasileira. Além disso, eles ressaltam a característica defensiva dos papéis da AmBev, sendo uma boa opção de investimento em momentos em que se espera uma maior volatilidade nos mercados.


TelespA recomendação dessas ações reflete as expectativas da corretora em relação à assembleia da Portugal Telecom, que ocorrerá nesta semana e decidirá o futuro da Vivo. "Caso seja aprovada a venda da participação para a espanhola Telefónica, a operação será positiva para a Telesp, que conseguirá acompanhar a tendência do setor, oferencedo serviços mais convergentes", diz a Coin. Contudo, caso os papéis da empresa recuem, em meio ao risco de que essa operação não seja aprovada, o investidor poderá encarar essa realização como uma oportunidade de investimento, já que essa reprovação "não alteraria os fundamentos da companhia".

segunda-feira, 28 de junho de 2010

Ativa realiza quatro alterações em carteira sugerida para esta semana


Por: Equipe InfoMoney
28/06/10 - 19h30
InfoMoney

SÃO PAULO - A Ativa divulgou sua carteira recomendada para a semana iniciada nesta segunda-feira (28), com destaque para os setores ligados à economia doméstica.


Apenas uma recomendação da última semana foi mantida, das ações da CSN. A corretora optou pela exposição aos setores de construção civil, autopeças, siderurgia, energia elétrica e concessões rodoviárias. 


Entre 21 e 28 de junho (média até as 12h30), a carteira da corretora ganhou 0,6%, acima do desempenho do Ibovespa, que recuou 0,7% no período, com destaque para a performance dos papéis da CSN e da BM&F Bovespa (BVMF3).


Confira as recomendações para a semana: 
Empresa Código Preço-alvo  Upside*
Brookfield BISA3 R$ 12,11 49,51%
Iochpe-Maxion MYPK3 R$ 19,24 14,52%
CSN
CSNA3 Em revisão -
Tractebel TBLE3 R$ 29,80 42,6%
CCR CCRO3 Em revisão -
*Com base na cotação de fechamento do dia 25 de junho


BrookfieldA Ativa considera que os papéis da empresa estão atrasados em relação ao desempenho do setor imobiliário em junho, o que "não é justificado, dada a solidez financeira da empresa, fluxo de notícias positivo sobre a incorporadora e boa exposição setorial focada na média renda". 


Iochpe-Maxion
Além das perspectivas positivas dado o aquecimento da atividade econômica e maior demanda por veículos pesados, os analistas citaram a exposição ao segmento de veículos leves, com presença no mercado dos EUA, que vem apresentando recuperação.


CSN
O desempenho pior que os pares nas últimas semanas abre, na opinião da corretora, um gap significativo, sobretudo em relação a Usiminas (USIM3, USIM5), por conta de sua maior exposição ao minério de ferro (cujos estoques e preço spot vêm desacelerando na China).


TractebelA corretora aponta que a empresa é negociada com prêmio frente aos pares, e destaca a característica defensiva, com drivers ligados à dinâmica de crescimento do consumo de energia.


CCR
As ações da empresa registraram desempenho pior que o setor e que o Ibovespa após o anúncio de que a Brisa deixou o controle da holding, mas os analistas acreditam que não houve mudança nos fundamentos, e esperam a "concretização da estratégia de crescimento no portfólio no curto prazo". 

TOV planeja entrar no setor de seguros e mira seus próprios clientes de bolsa


Por: Equipe InfoMoney
28/06/10 - 18h48
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SÃO PAULO - A corretora TOV planeja entrar no setor de seguros e passará a oferecer esse tipo de serviço, em um primeiro momento, à sua carteira de mais de 40 mil clientes. A ideia é de que até o final do ano, 20 funcionários estejam trabalhando na TOV Seguros.


"O cliente TOV que opera na bolsa, também será nosso cliente para fazer o seguro do seu automóvel. Ele conseguirá ter em uma única empresa os diversos serviços que usa em seu dia a dia. Vamos atuar com seguros de carro, vida, previdência, cargas, residencial, entre outros, para que o nosso cliente consiga ter todas as suas necessidades supridas, tanto na vida pessoal, quanto profissional", avaliou em nota à imprensa divulgada nesta segunda-feira (28), o gerente de seguros da corretora, Antônio Jordão.


A corretora também visa seus clientes de operações de câmbio no novo projeto. As multinacionais, por exemplo, integram a carteira de clientes da TOV nesse segmento e têm um interesse bastante específico no seguros de cargas. Além delas, o terceiro público-alvo no projeto de seguros da corretora são os funcionários e colaboradores da empresa.

Fabio de Oliveira Barbosa, diretor executivo de finanças da Vale, deixa a empresa


Por: Julia Ramos M. Leite
28/06/10 - 17h05
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SÃO PAULO - Fabio de Oliveira Barbosa, diretor executivo de finanças da Vale (VALE3, VALE5) desde 2002, está deixando a empresa, informou a mineradora nesta segunda-feira (28).
De acordo com o comunicado, Barbosa deixa a companhia "para buscar novos desafios profissionais em sua vitoriosa carreira". Seu substituto deverá ser Guilherme Perboyre Cavalcanti, diretor global de finanças corporativas da mineradora.  O nome de Cavalcanti será submetido à aprovação do Conselho de Administração na próxima reunião.


Cavalcanti, no cargo desde 2005, tem mestrado em economia na PUC-Rio, e já trabalhou na Log-In (LOGN3), na NET (NETC4) e na Globo Comunicações.

Brascan eleva preço-alvo de ações da Marcopolo, com sugestão de outperform


Por: Equipe InfoMoney
28/06/10 - 17h20
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SÃO PAULO - Com o objetivo de incorporar novas premissas macroeconômicas e os recentes resultados divulgados pela Marcopolo (POMO4), a Brascan Corretora elevou o preço-alvo para as ações da companhia de R$ 8,82 para R$ 11,36 por ação até o final de 2010, com recomendação de "outperform" (performance acima da média do mercado).


A corretora elevou a expectativa de produção e receita líquida da empresa, acreditando que a renovação da frota brasileira, já em idade avançada, e obras de infraestrutura para atender à Copa do Mundo de futebol de 2014 e às Olimpíadas de 2016, devem favorecer o setor de atuação da companhia. Condições de financiamento mais acessíveis, leilões e projetos governamentais são, na visão da Brascan, também importantes oportunidades de crescimento da receita da Marcopolo.


Estimativas
"Estamos bastante confiantes em relação aos resultados da companhia ao longo dos próximos anos, tendo em vista o cenário favorável para o segmento de carrocerias no mercado doméstico, além das unidades na Índia e no Egito", diz a analista Beatriz Batelli. Para o setor externo, a corretora projeta aumentos significativos da produção no Egito (190%) e Índia (138%), além da África do Sul (98%).



A expectativa da Brascan é de que a rentabilidade da companhia permaneça em cerca de 12%, acima dos níveis históricos. No entanto, vale destacar que a corretora acredita que a margem Ebitda (relação percentual entre geração de caixa e receita líquida) de 16,6%, divulgada no primeiro trimestre deste ano não deve se repetir nos próximos trimestres.


Riscos
"Levantamos, como principal risco para a companhia, a desvalorização do dólar, o que pode trazer impacto sobre as margens de exportação", afirma Beatriz. Além disso, o cenário de desaceleração mundial também pode ser prejudicial à Marcopolo, na visão da analista.

Fitch eleva perspectiva de rating do Brasil de estável para positiva


Por: Rafael de Souza Ribeiro
28/06/10 - 14h15
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SÃO PAULO - A agência de classificação de risco Fitch Ratings elevou nesta segunda-feira (28) a perspectiva de rating do Brasil de “estável” para “positiva”, ao mesmo tempo em que reafirmou a nota "BBB-" em relação à dívida de longo prazo brasileira em moeda local e estrangeira.


A revisão, segundo a analista da agência Shelly Shetty, deve-se ao desempenho acima do esperado do Brasil diante da recessão global que, junto com a sua política econômica relativamente prudente, deve permitir ao País que sua receita per capita e suas taxas de solvência evoluam ao longo do tempo.


Além disso, a agência acredita que não haverá mudanças bruscas em relação à política econômica após o período eleitoral, a ser gerida pelo regime de metas de inflação e câmbio flexível, balança comercial vigorosa, setor financeiro saudável e o consenso sobre as principais políticas econômicas entre os maiores partidos políticos, avalia Shetty.


“Estes fatores compensam suficientemente as fragilidades de crédito do Brasil, como as finanças públicas estruturalmente fracas e o pesado déficit público, além das baixas taxas de poupança e de investimento, que impedem um crescimento maior”, afirma a agência.