sexta-feira, 9 de abril de 2010

Citigroup eleva preço-alvo para BR Foods, mas ainda recomenda manutenção

Por: Equipe InfoMoney
09/04/10 - 12h25
InfoMoney


SÃO PAULO - O Citigroup elevou o preço-alvo para as ações da BR Foods (BRFS3), considerando os resultados da empresa no quarto trimestre de 2009 e perspectivas de ganhos de sinergia, mas manteve a recomendação de manuteção dos papéis. As informações são de relatório assinado pelos analistas Carlos Albano e Marcio Kawassaki, divulgado na quinta-feira (8).

Nesse contexto, o Citigroup espera que os papéis da BR Foods cheguem a R$ 30 no final deste ano, ante a projeção original de R$ 27. Entretanto, o upside reduzido (de 24,3%, considerando o fechamento da véspera) levou à recomendação de manutenção dos ativos.

Novas premissas
Entre outubro e dezembro de 2009, a empresa lucrou R$ 6 milhões, revertendo o prejuízo de R$ 1,3 milhão no trimestre anterior.

O banco também passou a considerar que os ganhos de sinergia da BR Foods em 2010 devem chegar a R$ 900 milhões, frente à estimativa anterior, de R$ 637 milhões. A instituição ainda espera que o Cade (Conselho Administrativo de Defesa Econômica) aprove a fusão da Sadia com a Perdigão no final do deste trimestre.

Melhora de margens
Os ganhos de sinergia devem favorecer a margem Ebitda (relação percentual entre geração operacional de caixa e receita líquida), segundo o relatório, que prevê que ela retome a casa dos dígitos no terceiro trimestre. Para 2011, a expectativa é de que a margem supere 13%.

BOLSA: CONSTRUÇÃO VOLTA A CAIR; BRASIL ECODIESEL DISPARA


São Paulo, 09 - O Ibovespa opera em baixa nesta sexta-feira, destoando de Wall Street, puxado por Petrobras e empresas de construção civil. Às 12h02, o principal índice da Bolsa paulista registrava desvalorização de 0,30%, aos 71.572 pontos, após ter alcançado a mínima de 71.393 pontos (+0,55%) e a máxima de 71.989 pontos (+0,28%). No
mesmo momento, Dow Jones subia 0,34% e S&P avançava 0,26%.

A ausência de indicadores econômicos mais significativos está levando o mercado a uma leve realização após a alta de 1,40% registrada no pregão de ontem. "Sem novidades no âmbito setorial, o mercado está devolvendo os ganhos registrados ontem", avalia o analista de investimentos da SLW Pedro Galdi.

O economista da Gradual Investimentos André Perfeito acredita, no entanto, que há espaço para uma melhora do mercado. "Os indicadores de atividade na zona do Euro, Estados Unidos e também aqui no Brasil são positivos", avalia.

Em dia de queda do Ibovespa, as empresas de construção civil voltam a liderar as maiores baixas. PDG (-2,03%), MRV (-1,60%) e Rossi (-1,30%). Também recuam Gafisa (-1,12%). Cyrela caía 0,92%.

No setor financeiro Bradesco (-0,38%) cai, enquanto Itaúsa (+0,40%), Itaú Unibanco (+0,03%) e Santander operam estável e Banco do Brasil sobe (+0,42%). Este último concluiu esta semana a emissão de R$ 1 bilhão em letras financeiras (LFs), o que faz com que a instituição seja a primeira a captar por meio desse instrumento financeiro, que foi regulamentado pelo Conselho Monetário Nacional (CMN) no final de fevereiro.

Petrobras PN recua 0,70% e ON cede 0,67%, enquanto a cotação do petróleo registra desvalorização na Nymex eletrônica, cotado a pouco mais de US$ 85,00 o barril. Ontem a estatal brasileira informou que negocia a venda da refinaria que a companhia controla em San Lorenzo, na Argentina, e de outros ativos de distribuição, mas ressaltou que
até o momento nenhuma operação foi concretizada.

Em dia de alta recorde do preço do minério no mercado spot chinês, Vale anda de lado. Há instantes o papel PNA recuava 0,02% e ON sobe 0,13%. Os preços do minério de ferro no mercado à vista subiram 6% nesta semana, à medida que rumores na China sobre restrição às importações de minério dos grandes produtores do Brasil e da Austrália estimularam as compras.

No setor siderúrgico CSN sobe +0,08%. Usiminas PNA cai -0,07%, assim como Gerdau Metalúrgica (-1,29%) e Gerdau PN (-0,50%).

As ações da Brasil Ecodiesel figuravam entre as maiores altas da Bovespa após obtenção de liminar favorável à empresa. Há instantes os papéis avançavam 5,26%. Ontem a empresa informou que a liminar suspende a decisão da Agência Nacional de Petróleo (ANP) de inabilitar as vendas realizadas pela empresa no 17º leilão de biodiesel. A
agência teria deixado a companhia de fora da operação por conta da decisão do Ministério do Desenvolvimento Agrário de suspender o selo combustível social da Brasil Ecodiesel pelo prazo de um ano.

Randon ON recua 2,93% e PN sobe 1,97% após aprovação, em assembleia geral extraordinária, de aumento de R$ 324 milhões do capital social, mediante a capitalização de parte do saldo da Reserva Geral de Lucros, com bonificação aos acionistas. Com isso, o capital social da companhia passará de R$ 406 milhões para R$ 730 milhões.


A fabricante de peças e equipamentos para veículos Placar recua 0,31%. A empresa informou que fará emissão de R$ 400 milhões em debêntures conversíveis em ações ordinárias da empresa. Os papéis não serão colocados em oferta pública. A companhia fará uma oferta privada e seus acionistas têm direito de preferência e podem ficar com 100% dos papéis.
(Beth Moreira)


Fonte: AE Broadcast

Indicadores EUA - 11h

EUA: Estoques no atacado:0,6%; previsão: 0,4%

Fonte: Bloomberg

Não há mais indicadores relevantes para hoje nos EUA

quinta-feira, 8 de abril de 2010

Operações para 08/04/2010

Compra de ITUB4
Condição de entrada: rompimento dos R$ 40,15
Condição de stop: rompimento dos R$ 39,30
Motivo da operação: rompimento de máxima histórica com aumento de volume
Tipo da operação: Swing trade médio.
Objetivo imediato: Próximo dos R$ 43,50



Compra de BBAS3
Condição de entrada: rompimento dos R$ 31,05
Condição de stop: rompimento dos R$ 29,70
Motivo da operação: maior preço desde dezembro de 2009 com aumento de volume, cruzamento de MACD e rompimento de OBV e IFR.
Tipo da operação: Swing trade médio.
Objetivo imediato: Próximo dos R$ 33,10

Carteira da Ativa concentra apostas em commodities e bens de capital e concessões

Por: Equipe InfoMoney
08/04/10 - 18h53
InfoMoney


SÃO PAULO - Citando condições favoráveis para manutenção do otimismo com o mercado acionário do Brasil, A Ativa Corretora lista 13 ações em seu portfólio recomendado para abril. "Os sinais de alta no preço das commodities são bastante favoráveis para a bolsa brasileira", enfatiza, ressaltando que a mudança na trajetória da taxa de juros é o único peso negativo, uma vez que afeta perspectivas para alguns setores da economia doméstica.

Vale lembrar que, em março, a carteira sugerida pela corretora mostrou valorização de 2,1% (tomando por base cotações médias do período), frente a ganhos de 5,8% do Ibovespa.
Para abril, a Ativa optou por diminuir a exposição ao setor de consumo e varejo, e elevar a participação dos setores de commodities metálicas e de bens de capital e concessões.

Pão de Açúcar
O fraco desempenho acionário de março foi justificado pela apreensão com relação à mudança de CEO. A corretora destaca as expectativas positivas para o médio prazo com os resultados do Ponto Frio, "o que deve imprimir maior crescimento à companhia". O guidance de aumento de 80% entre 2009 e 2012 em vendas mesmas lojas é visto como agressivo. 


Br Malls 
A empresa está bem posicionada no cenário macroeconômico atual, "com caixa elevado para aquisições, às quais serão destinados cerca de R$ 500 milhões em 2010". A Ativa salienta que a ação está barata na comparação com os pares do setor, com desconto de 21%.


Empresa
Código Peso
Pão de Açúcar PCAR5 5,0%
BR Malls BRML3 5,0%
Bradesco BBDC4 7,3%
Itaúsa ITSA4 5,3%
Petrobras PETR4 12,8%
MPX Energia MPXE3 6,8%
Iochpe-Maxion MYPK3 5,9%
Vale VALE5 20,0%
Gerdau GGBR4 8,0%
CCR CCRO3 5,5%
Brookfield BISA3 5,5%
Weg WEG3 7,0%
NET NETC4 5,9%
Bradesco
A capilaridade do banco é citada como driver que permitirá capturar o movimento de recuperação da atividade bancária. Outro ponto destacado é que o Bradesco "é o banco de grande porte que possui maior participação no segmento de pequenas e médias empresas em relação à sua carteira de crédito". 

Itaúsa
Com elevado patamar de rentabilidade mostrado no resultado do Itaú Unibanco, este confirmou as expectativas positivas. A previsão é de manutenção da rentabilidade superior aos pares, principalmente "em função da incorporação da maioria das sinergias decorrentes da fusão com o Unibanco ainda esse ano".

Petrobras
Apesar de mais indefinições acerca da capitalização, os papéis foram mantidos, embora tenham recomendação neutra da corretora. "Acreditamos que as ações da Petrobras continuarão pressionadas no curto prazo, na medida em que as questões importantes para a implementação da capitalização continuarão sem solução no curto prazo".

MPX
A equipe explica que a divulgação do plano de negócios da MPX Colômbia e seu efeito deletério é fruto de uma "estratégia, a princípio, desastrada de divulgação de informações por parte do RI da empresa, que não apresentou ao público especializado a parte monetizável das reservas de carvão". Assim, a exposição ao papel foi reduzida, mas o view de longo prazo foi mantido, com destaque para "promissora estratégia de crescimento em base verticalizada no setor elétrico brasileiro".

Vale
No foco do noticiário após as mudanças na precificação do minério de ferro, a Vale foi a maior alta dentre os ativos que compunham a carteira da Ativa em março. A corretora se mantém otimista com o papel, com expectativa de reaquecimento dos mercados onde a Vale atua, o que "deverá levar a uma continuada retomada de crescimento de vendas e margens". Os investimentos de U$ 12,9 bilhões previstos para 2010 também se destacam, com a equipe mantendo view positivo e aumentando a exposição para a ação.

Gerdau
A empresa é tida como uma das que mais se beneficia do cenário de expansão do setor imobiliário no Brasil, e que deve observar aumento da demanda de aço relacionado a investimentos em infraestrutura. "Considerando o cenário positivo para commodities metálicas no curto prazo, bem como a defasagem da Gerdau frente aos pares, elevamos a participação de Gerdau na carteira".

CCR
Um dos drivers importantes para a empresa, na visão da equipe, é o desempenho do tráfego no primeiro trimestre de 2010. Assim, a recomendação de compra foi mantida, uma vez que a CCR "está bem posicionada para aproveitar o crescimento dos investimentos em infraestrutura com disciplina de capital e com elevada agregação de valor".

Net
A equipe possui expectativa positiva com o potencial da base de assinantes, com "continuidade do crescimento de clientes e receitas em patamares elevados e manutenção de um bom nível de rentabilidade operacional".
Brookfield
Com forte queda, assim como o restante do setor, em março, as ações foram mantidas como "forma de exposição ao setor de construção civil", em função de sua alta exposição ao segmento de média renda, que está aquecida. Outro ponto importante é o valuation, considerado atrativo, com a empresa negociando com desconto expressivo de 24% frente às cinco grandes incorporadoras brasileiras.

WEG
As ações foram mantidas, em função de sinais de melhoria das expectativas com relação de investimentos em 2010. Os fatores citados para isso foram a alta confiança do empresariado, elevado nível de utilização da capacidade instalada e ampliação do crédito disponível para empresas.

Iochpe-Maxion
Depois de cair 1,3% em março, após queda de 7,4% em fevereiro, a corretora acredita que essa é uma boa oportunidade de entrada. "Acreditamos ainda num cenário de recuperação das margens da companhia, beneficiadas, principalmente, pela ampliação do volume e maior diluição dos custos fixos", enfatiza. Outro ponto destacado é o histórico de conseguir repassar os reajustes do preço do aço, o que "minimiza possíveis impactos do reajuste esperado para este ano".

Portfólio off índice da SLW cresce e traz nove recomendações para abril

Por: Equipe InfoMoney
08/04/10 - 18h20
InfoMoney


SÃO PAULO - A SLW divulgou seu portfólio com nove sugestões de papéis que não estão entre os mais visados da bolsa, mas que devem apresentar bom desempenho em abril. Inalterada desde o início de janeiro, a lista sofreu diversas mudanças neste mês.

Com quatro papéis a mais do que a carteira de março, o portfólio contou com a saída da Tractebel, da São Martinho e da Fertilizantes Heringer, ao passo que Coelce, AES Tietê, Randon, Tegma, Alpargatas, MRV e PDG Realty foram incluídas entre as recomndações.

Coelce
"Os resultados e dividendos de 2009 frustraram as expectativas fazendo com que as ações apresentassem forte desvalorização no mês de março", aponta a corretora. Para 2010 a expectativa é de boa performance operacional, em vista da manutenção da estratégia de comercialização, a boa administração dos custos e despesas operacionais financeiras.


Empresa Código Preço-alvo Upside* Peso
Coelce COCE5 R$ 32,86 8,98% 10%
Marfrig MRFG3 R$ 25,73 25,8% 10%
Localiza RENT3 R$ 24,06 29,2% 10%
AES Tietê GETI4 R$ 21,93 12,7% 10%
Randon RAPT4 R$ 17,20 17,9% 10%
Tegma TGMA3 R$ 17,30 11,6% 10%
Alpargatas ALPA4 R$ 7,13 13,8% 10%
MRV MRVE3 R$ 19,89 58,8% 15%
PDG Realty PDGR3 R$ 20,59 34,9% 15
Marfrig
Contando com plantas em diversos países, a companhia não sofreu tanto quanto suas pares com os efeitos da crise. O destaque do ano deverá ficar com a absorção da compra da Seara. "A partir da segunda metade do ano as sinergias devem começar a aparecer nos resultados da empresa e que a companhia aumente sua presença no mercado nacional na divisão de frangos". 


Localiza
Para 2010 é esperado "um bom resultado, visto que temos um cenário de juros baixos, crédito disponível e ocorre o início das obras de infraestrutura que devem impulsionar o desempenho da divisão de aluguel de carros".


AES Tietê
As ações da companhia apresentam fraca performance desde dezembro de 2009, por conta do processo de realização de lucros. "No entanto, acreditamos numa recuperação já a partir do mês de abril de 2010", revela a SLW, destacando os indicadores operacionais da empresa, que continuam bons.


Randon
A corretora destaca a recuperação na demanda por ônibus e caminhões no País, fruto da recuperação da economia após o forte impacto da crise econômica. Atualmente é estimado que a idade média da frota de caminhões no Brasil esteja na faixa de 17 anos, considerado fora dos parâmetros internacionais de utilização e segurança. "Desta forma, considerando que o país deve ingressar em um ciclo de crescimento forte para os próximos cinco anos, aguardamos que a Randon seja uma das empresas favorecidas por este cenário de crescimento econômico".


Tegma
A SLW se mostra otimista com a empresa, destacando o expressivo crescimento da companhia em 2009 e a sua expertise em aquisições de empresas com foco em sua área de negócios. "Para 2010 as perspectivas continuam favoráveis com previsão de manutenção de elevada taxa de crescimento", em vista da previsão de crescimento do PIB nacional, a manutenção de taxas de juros de um dígito, a maior disponibilidade de crédito e a queda do spread bancário e da inadimplência, aponta a corretora.

Alpargatas
"Em virtude da expectativa de que as vendas no setor de consumo sejam fortes esse ano, consequência do bom cenário econômico, recomendamos o posicionamento nos papéis da Alpargatas, que trabalha principalmente no setor de calçados, atendendo da classe A à classe D".


MRV
Com foco voltado para construções de baixa renda, a companhia deve aproveitar os investimentos do PAC 2 (Programa de Aceleração do Crescimento), que prevê uma verba R$ 278,2 bilhões em incentivos para o segmento. "Desta forma, após a “digestão” do anúncio feito pelo governo, acreditamos em uma recuperação das ações da empresa, que sofreram desvalorização de 5,3% no mês de março".


PDG Realty
"Suas ações fecharam o mês de março com forte queda, impactadas pelo anúncio do PAC2, que não agradou, alem da oferta de ações pela qual a cia passou", aponta a corretora, que vê os papéis com desconto exagerado, o que deve se traduzir em uma recuperação no curto prazo.  


*Potencial de valorização em 12 meses, com base na cotação de fechamento do dia 8 de abril

BB promove diversas mudanças em seu portfólio recomendado para abril

Por: Equipe InfoMoney
08/04/10 - 17h55
InfoMoney


SÃO PAULO - O BB Investimentos divulgou sua carteira recomendada para o mês de abril, contendo 12 ações que, na opinião da corretora, deverão ter um desempenho acima da média do mercado brasileiro no período. O setor de mineração e siderurgia concentra 25% de peso nas recomendações para abril, segundo de ações do segmento de consumo, com 20%.

Em relação ao portfólio de março, seis novos ativos foram adicionados: ALL, Cielo, CSN, Natura, OHL e TAM. Para a entrada desses papéis, a equipe de análise do BB optou pela retirada das ações de Localiza, Lojas Americanas, Tim, Santander e Usiminas.

Desempenho
Ainda no terceiro mês do ano, a carteira recomendada da corretora obteve ganho de 3,75%, abaixo do desempenho do Ibovespa, que registrou uma performance positiva em 5,82% no mesmo período. Já no acumulado em 12 meses, o portfólio acumula valorização de 95,8%, contra 71,9% de alta do benchmark.

Confira as recomendações:
Empresa Código Peso
ALL ALLL11 5%
BR Foods BRFS3 10%
Cielo CIEL3 10%
CSN CSNA3 10%
Lojas Renner LREN3 10%
OGX Petróleo OGXP3 10%
Randon RAPT4 10%
Rossi RSID3 5%
Natura NATU3 10%
OHL Brasil OHLB3 5%
TAM TAMM4 5%
Vale VALE5 15%