terça-feira, 12 de julho de 2011

Socopa troca Pão de Açúcar por Brasil Ecodiesel em carteira para esta semana

11 de julho de 2011 • 20h59Por: Equipe InfoMoney
SÃO PAULO - A Socopa optou por trocar os papéis do Pão de Açúcar (PCAR4) pelas ações da Brasil Ecodiesel (ECOD3) na carteira recomendada da segunda semana de julho. A corretora retirou as ações da varejista citando que a "definição sobre a fusão com o Carrefour ainda deve levar tempo".
A entrada dos papéis da Brasil Ecodiesel se justifica pelos avanços em relação à incorporação da Vanguarda, o que pode valorizar as ações no curto prazo, de acordo com a corretora. "Por ora, manteremos uma exposição reduzida à empresa, dado seu nível de risco", destacou. A Socopa lembra ainda que, recentemente, iniciou a cobertura dos papéis da companhia com preço teórico para 12 meses de R$ 1,00.
Desempenho abaixo do Ibovespa
O portfólio sugerido pela corretora teve desempenho pior do que o Ibovespa na última semana, registrando desvalorização de 3,09%, enquanto o índice da bolsa paulista caiu 2,97% no mesmo período. 
Confira as sugestões para a semana:
Empresa  Código  Preço-alvo*  Upside**PesoRisco
CespCESP6Em revisão-9,0%Elevado
OHLOHLB3Em revisão-8,9%Moderado
ValeVALE5R$ 66,00+43,17%8,9%Moderado
RandonRAPT4R$ 16,00+29,98%8,9%Moderado
CemigCMIG4Em revisão-8,9%Reduzido
Banco do BrasilBBAS3Em revisão- 8,7%Moderado
PetrobrasPETR4R$ 34,00+45,05%
8,4%
Reduzido
Lojas RennerLREN3Em revisão-8,2%Moderado
DuratexDTEX3Em revisão-7,8%Moderado
PDG RealtyPDGR3--7,5%Elevado
FibriaFIBR3Em revisão -7,4%Moderado
Brasil EcodieselECOD3R$ 1,00+33,33%7,2%Elevado
* Para 12 meses
**Potencial de valorização com base no fechamento de 8 de julho

Ágora reduz preço-alvo para ações da OGX refletindo maior taxa de desconto

11 de julho de 2011 • 13h55Por: Anderson Figo
SÃO PAULO - A Ágora Corretora reduziu nesta segunda-feira (11) seu preço-alvo para as ações da OGX Petróleo (OGXP3) de R$ 37,40 para R$ 31 ao final deste ano, o que configura um potencial de valorizaçãode 109,18% em relação ao último fechamento. De acordo com o analista Luiz Otávio Broad, o corte no target para a companhia decorre da maior taxa de desconto, que por sua vez reflete um aumento no risco do negócio.
Mesmo assim, o analista da corretora manteve sua recomendação de compra aos papéis OGXP3, destacando-os como top picks no setor. Um dos vetores positivos para esta recomendação está a perspectiva da corretora de que a companhia deverá iniciar a produção de petróleo ainda neste ano.
"O início de produção da empresa está agendado para outubro de 2011, o que consideramos ser um importante evento. (...) Existe sempre a possibilidade de ocorrer algum atraso em função das licenças ambientais, mas acreditamos que a produção vai começar ainda em 2011", avaliou Broad. O analista lembrou que a companhia pretende produzir 730 mil barris por dia em 2015 e 1,38 milhão de barris por dia em 2019.
Ações subavaliadasNa análise da corretora, as ações OGXP3 estão subavaliadas em função da divulgação do último relatório de reservas apresentado ao mercado, o qual "frustrou a expectativa dos investidores". Além disso, Broad acredita que os papéis da petrolífera também reagirão negativamente caso a produção anunciada pela companhia não se inicie no prazo previsto.

Ágora corta o preço-alvo de Usiminas, mas mantém recomendação de compra

11 de julho de 2011 • 14h00Por: Equipe InfoMoney
SÃO PAULO – A Ágora Corretora revisou o preço-alvo para as ações da Usiminas (USIM3; USIM5) para baixo, após revisar as estimativas da companhia. Contudo, a recomendação continua a ser de compra dos papéis da siderúrgica. 
Diante deste cenário, o novo preço-alvo para as ações USIM5, de maior liquidez, é R$ 18 para dezembro de 2011, o que representa um potencial de valorização de 33,93% frente ao fechamento de sexta-feira (8). Já as ações ordinárias USIM3, também constituintes do Ibovespa, tem seu preço-alvo estimado em R$ 21, o que representaria queda de 5,53% frente ao último fechamento. 
Novas projeçõesA analista Cristiane Viana ressalta que essa revisão se dá pela mudança nas estimativas da empresa e a expectativa de recuperação mais lenta da rentabilidade operacional da siderúrgica, o que só deverá ocorrer no final do ano. 
Além disso, o aumento do preço de minério de ferro e do carvão deverá pressionar os custos de produção. A analista também assume uma relação mais conservadora em relação ao preço do aço no mercado brasileiro, já que este está limitado pelo movimento no mercado internacional. 
Assim sendo, a Ágora espera um Ebitda (geração operacional de caixa) de R$ 1,61 bilhão para este ano, 39,37% abaixo dos R$ 2,65 bilhões obtidos no ano passado. 
Curto prazo ainda é volátilCristiane também lembra que o fraco resultado da companhia no primeiro trimestre e a expectativa de recuperação gradual da margem operacional deverá manter as ações da Usiminas voláteis no curto prazo, fazendo com que a visão da analista seja de cautela para esse período. 
Contudo, Cristiane lembra que a companhia tem investido para ampliar seu segmento de mineração, a Mineração Usiminas, o que garantirá que a siderúrgica possa reduzir custos e contribuirá para agregar valor à empresa.

Bradesco reduz preço-alvo das ações da Lupatech, mas mantém call de compra

11 de julho de 2011 • 14h02Por: Equipe InfoMoney
SÃO PAULO – Revisando suas estimativas para a Lupatech (LUPA3), a Bradesco Corretora reduziu o preço-alvo previsto para o final de 2011 dos papéis companhia, passando de R$ 32,40 para R$ 26,00, devido aos fracos resultados apresentados pela empresa nos últimos trimestres.
Contudo, por conta do forte upside embutido nesse target - 103,3% em relação ao último fechamento -, o analista Luiz Otávio Broad, que assina o relatório do banco, manteve a recomendação de compra para LUPA3.
Segundo Broad, a redução do endividamento da Lupatech é o ponto-chave para a melhora na performance de suas ações. Nesta linha, ele diz que a empresa tem trabalhado na venda de divisões que não fazem parte de seu foco de atuação, como as de metalurgia e de compressores de gás. A venda dessas divisões podem gerar uma receita entre R$ 150 milhões e R$ 200 milhões para a empresa, diz o analista.
Redução nas estimativasPara o segundo trimestre deste ano, Broad prevê um crescimento do Ebtida (lucros antes de impostos, juros, depreciação e amortização) de 72% em relação ao 1T11, totalizando R$ 28 milhões. Entretanto, para os primeiros seis meses do ano, a expectativa é que o Ebtida represente 70% do alcançado no mesmo período de 2010.
Ainda sobre o Ebitda, o analista do Bradesco estima um montante de R$ 119,9 milhões ao final de 2011, o que indica uma queda de 19% em relação à sua estimativa anterior para o mesmo período. Já para 2012 e 2013, a expectativa foi reduzida em 13% para o indicador financeiro.
“Esperamos que a Lupatech volte ao lucro líquido apenas em 2013, quando teremos uma maior conversão de sua carteira de pedidos”, afirma Luiz Broad.

Perspectivas para o 2T11 pautam escolha de carteiras recomendadas para julho

11 de julho de 2011 • 13h50Por: Nara Faria
SÃO PAULO - O mês de junho foi marcado por grandeapreensão dos investidores em relação ao desenrolar das negociações sobre a crise fiscal na Zona do Euro. O clima ficou um pouco menos nebuloso no mercado após a aprovação de medidas de austeridade fiscal que, se não impediram, pelo menos protelaram o risco de deflault na Grécia. Mesmo assim o clima de aversão foi predominante, sobretudo por conta dos indicadores negativos da economia norte-americana e da situaçãoinflacionária na China.
O noticiário no front doméstico também foi movimentado, contando com o novo aumento das taxas de juros brasileira, que passou a ser de 12,50% ao ano, e também com a elevação do rating do Brasil pela Moody's. Contudo, o momento negativo da bolsa brasileira se manteve no mês, somado ainda à saída líquida de R$ 344 milhões de investimentos estrangeiros na Bovespa em junho. Tudo isso colaborou para que o Ibovespa, que havia caído 2,29% em maio, recuasse 3,45% em junho, mantendo-se no posto de pior investimento do mês.
Para o mês de julho, analistas afirmam que as bolsas mundiais tendem a permanecer voláteis, com osinvestidores atentos aos indicadores norte-americanos e aos impactos da retirada gradual do QE2 (Quantitative Easing)  pelo Federal Reserve, que, segundo a SLW, reduzirá a liquidez, podendo prejudicar mais os mercadosemergentes.
Ainda segundo a SLW, na Europa, as preocupações devem continuar nas incertezas nos PIIGS (Portugal, Irlanda Itália, Grécia e Espanha), apesar da aparente solução na Grécia. Já na China, os focos estarão na inflação ao consumidor, que balizará o governo chinês em adotar ou não novas medidas de aperto monetário. Além disto, o retorno do capital estrangeiro será fundamental para o desempenho favorável do Ibovespa.
Diante deste cenário, a compilação de 37 carteiras realizada pelo Portal Infomoney indicou as preferências por ações que se destacaram por seu bom desempenho ou perspectivas otimistas para os resultados no segundo trimestre de 2011. Além disso, empresas com recentes ciclos de apertos monetários ganharam foco nas carteiras, prevendo a recuperação desses papéis no curto prazo.
Desta forma, destacam-se ações dos setores de telecomunicação e consumo, além do setor de construção civil, com destaque para a PDG (PDGR3) e EzTec (EZTC3), que apesar do cenário considerado pouco atrativo, são consideradas peças-chaves no setor.
Setor de consumo se destaca
A companhia do setor de consumo Hypermarcas (HYPE3) viu o número de recomendações dadas às suas ações aumentar de cinco para sete na passagem de maio para junho, voltando a ganhar espaço nas carteiras recomendadas após o momento extremamente negativo de suas ações visto após a divulgação de resultados abaixo do esperado no primeiro trimestre de 2011. Segundo os analistas do Citigroup Fernando Siqueira e Hugo Rosa, esse cenário provocou um movimento de venda generalizada, "o que deprimiu bastante os múltiplos tornando as ações atrativas".
O Citi espera ainda ver um excelente crescimento nos lucros da empresa, estimado uma expansão de 70% ao ano de 2010 a 2012, além de ser um "veículo interessante de ganhar exposição ao crescimento da massa salarial e do consumo da classe C no Brasil".
Outra empresa ligada ao consumo doméstico que ganhou mais visibilidade nas carteiras recomendadas é a Natura (NATU3), sendo citada em quatro das carteiras compiladas pelo Portal InfoMoney. Para a Ativa Corretora, a queda das ações após o fraco resultado no primeiro trimestre de 2011 abriu um ponto de entrada interessante no ativo. "Acreditamos que os papéis da Natura foram excessivamente penalizados, o que gera um aumento no potencial de valorização no curto prazo", explica a analista Julia Monteiro, responsável pelos setores de consumo, varejo e shopping da Ativa. 
PDG e EzTec são as preferidas em construção
Diante de um cenário pouco atrativo no setor de construção civil, duas companhias foram apontadas com preferidas no setor por conta do histórico de desempenho no no setor. As ações da PDG (PDGR3) dobraram as suas recomendações no período, passando a ser recomendada em oito carteiras neste mês de junho.
"A PDG é nossa preferida no setor de construção civil. A companhia conta com administradores experientes e boa diversificação das vendas entre segmentos de baixa e alta renda. A empresa também possui boa diversificação entre as regiões do país", justificam os analistas do Citi, uma das corretoras que optaram pelas ações da empresa. Contudo, vale lembrar que os papéis da companhia acumulam perdas de mais de 18% neste ano.
Em um cenário diferenciado da PDG, as ações da EzTec (EZTC3) já se valorizaram em mais de 12% nesses pouco mais de 6 meses. O papel da empresa recebeu uma recomendação a mais em junho, passando a ser vista em seis dos 37 portfólios compilados pela InfoMoney. A Um Investimentos foi uma das corretoras que mantiveram suas apostas sobre o papel da EzTec.
"Com uma visão relativamente conservadora por parte de seus controladores, apresentando a menor alavancagem do setor, margens elevadas e múltiplos atrativos, acreditamos que os papéis da companhia estão sendo negociados com um leve prêmio sobre seus peers devido ao seu excelente management e reconhecimento de seus sólidos resultados operacionais", afirma a corretora em relatório assinado pelo analista Gustavo Hon.
Telesp ganha espaço nas carteirasATelesp (TLPP4) recebeu nove recomendações no mês de junho, ante as duas inserções em carteira em maio. Vale mencionar que parte desse maior número de recomendações deve-se à reestruturação societária envolvendo a Vivo, fazendo com que as ações VIVO4 deixassem de ser negociadas, sendo substituídas pelas da Telesp. No mês passado, as ações da Vivo foram vistas em 4 carteiras recomendadas.
“A Telesp sempre teve um bom histórico de dividendos e manteve seu crescimento constante ao longo dos anos. Com a incorporação da Vivo, empresa de telefonia móvel com maior market share do mercado, a Telesp ganha um viés de maior crescimento, com perspectivas bastante positivas”, explica a Geral Investimentos em seu relatório, justificando a escolha dos papéis da companhia para a composição de seu portfólio.