sexta-feira, 3 de dezembro de 2010

JP Morgan eleva recomendação para a SLC Agrícola, que dispara 8,48%

Por: Rafael de Souza Ribeiro
02/12/10 - 18h49
InfoMoney


SÃO PAULO - Ancorados na expectativa de manutenção do ritmo de valorização dos preços das commodities agrícolas em 2011, Lucas Ferreira e Debbie Bobovnikova, analistas do JP Morgan, elevaram a recomendação para os papéis da SLC Agrícola (SLCE3) de neutro - perspectiva de desempenho em linha ao universo de cobertura dos analistas nos próximos 6 a 12 meses - para overweight - perspectiva de desempenho superior ao universo de cobertura.


Além da recomendação, a equipe do banco norte-americano também elevou o preço-alvo estimado para 2011, que passa de R$ 13,00 para R$ 25,00, o que garante um potencial de valorização de 23% frente ao último fechamento.


Segundo os analistas, a recente desvalorização destas ações - que acumulam queda de 19% desde o dia 9 de novembro - oferece um ponto de entrada atraente para os investidores, dados os benefícios que a companhia incorporará diante o rali de alta do mercado de grãos no próximo ano.


Cenário favorávelA forte demanda da China, a retomada dos estoques das empresas e possíveis distorções de preços decorrentes do La Niña (fenômeno que causa o resfriamento anormal das águas do oceano) fundamentam a perspectiva do banco de elevação do preço dos grãos em 2011, com seu ápice já no início do ano.


Com relação ao fenômeno climático, Ferreira e Bobovnikova destacam a vantagem comparativa da SLC Agrícola frente seus pares domésticos. Segundo os analistas, o La Niña tende a afetar as fazendas localizadas no Sul do Brasil e Argentina, enquanto a companhia concentra sua produção no Centro e Nordeste. Vale lembrar que este resfriamento das águas do oceano reduz o volume de grãos colhidos.


Para completar o case de investimento favorável, a equipe do banco destaca a “invejável combinação” de baixos custos e preços altos na qual a SLC estará inserida em 2011, totalmente ao contrário do visto este ano.


Impacto nos resultadosEm meio ao cenário proposto, os analistas do JP Morgan projetam um crescimento de 66% para o Ebitda (geração operacional de caixa) em 2011, com a margem Ebitda (relação entre Ebitda e receita líquida) saltando para 32%, frente aos 23% esperados em 2010. Com relação à média do mercado, o Ebitda projetado do banco está 25% acima do consenso, destacam Ferreira e Bobovnikova.


Além disso, há expectativa de queda do nível de alavancagem da companhia no próximo ano, desonerando o Ebitda e contribuindo para a projeção de bons resultados trimestrais em 2011.


Com relação à demora das negociações com a LandCo, oficialmente em “manutenção” pela SLC Agrícola, a equipe não vê como um fator ruim para os fundamentos da empresa, uma vez que este tipo de operação adiciona potenciais riscos à análise.


Desempenho das açõesRecuperando-se das recentes perdas, as ações ordinárias da SLC dispararam 8,48% nesta quinta-feira, encerrando o dia a R$ 20,34. Enquanto isso, o Ibovespa marcou alta de 0,26%, fechando próximo de 69.500 pontos.

XP acrescenta ações da AES Tietê em sua carteira recomendada para dezembro

Por: Equipe InfoMoney
02/12/10 - 17h04
InfoMoney


SÃO PAULO - Com mudanças de peso e acréscimo de uma ação, a XP Investimentos divulgou sua carteira recomendada de ações para dezembro, apresentando suas dez apostas para o mês.


Em relação a novembro, houve a manutenção dos mesmo papéis, além da inclusão da AES Tietê. Houve também a mudança de peso de alguns papéis, como OGX Petróleo (-5 pontos percentuais), Brookfield (-5 p.p.) e Petrobras ON (+2 p.p.).


Desempenho
A carteira recomendada pela corretora mostrou desvalorização de 6,0% no mês passado, performance inferior à apresentada pelo Ibovespa (-4,2%) em novembro.  Na performance anual, o portfólio da XP acumula alta de 9% enquanto o índice mostrou desvalorização de 1,3%.



A corretora destaca ainda que desde que passou a divulgar recomendações mensais, em abril de 2009, sua carteira sugerida acumula desempenho positivo de 92,3%, bem acima dos ganhos de 43,2% do Índice Bovespa no período. 


Segurança justifica entrada da AES Tietê
A XP optou por incluir os papéis da AES Tietê como parte da estratégia de reduzir o beta da carteira e adotar uma postura mais conservadora. "Acreditamos que uma forma de reduzir a volatilidade da carteira é estar bem posicionado em um excelente ativo via exposição em AES Tietê".



A mudança está ancorada na queda, vista como "injustificada" pela XP, de mais de 6% das ações nos últimos dias, além do perfil resiliente de suas operações e a sua forte correlação com o crescimento econômico do estado de São Paulo.


A XP justifica ainda que as ações da empresa apresentam beta reduzido, tendendo a apresentarem menor oscilação em relação ao Ibovespa e pelo fato da mesma também ser uma das maiores pagadoras de dividendos da bolsa. 


Carteira recomendada:
Empresa Código  Peso 
OGX PetróleoOGXP310%
ValeVALE315%
UltraparUGPA410%
ItaúsaITSA412%
AmBevAMBV48%
MarfrigMRFG310%
BrookfieldBISA310%
ValidVLID35%
PetrobrasPETR312%
AES TietêGETI48%

Itaú espera que ações da Lopes tenham performance acima do mercado

Por: Equipe InfoMoney
02/12/10 - 16h06
InfoMoney


SÃO PAULO - O Itaú BBA retomou a cobertura da Lopes - que agora se chama LPS Brasil (LPSB3) - enfatizando o crescimento de seus principais segmentos de negócio. Os analistas David Lawant, Ricardo Lima e Vivian Salomon apresentaram o novo preço justo de R$ 48,50 para as ações, o que representa um potencial de valorização de 22% frente ao último fechamento, com recomendação outperform  (desempenho acima da média do mercado). Além disso, a empresa foi inserida entre as mais preferidas do setor.


Segundo o banco, o preço justo leva em consideração a recente oferta primária das ações, que obteve captação de R$ 172 milhões, e os sólidos resultados do terceiro trimestre do ano, além das novas perspectivas macroeconômicas do Itaú.


Visão positiva para a LPS Brasil
Para os analistas, após a oferta primária das ações, a empresa está pronta para evoluir ao longo dos próximos anos, partindo da corretagem de bens primários, que ainda é responsável por 92% das vendas da empresa, para um serviço completo, que envolve plataforma integrada para a corretagem no mercado imobiliário de produtos primários e secundários, além de permitir a formação e distribuição de hipotecas. Nesse cenário seria possível, inclusive, a adição de novos segmentos de negócios futuramente.



Os principais acréscimos para as projeções do Itaú vieram do aumento da participação em 51% na Patrimóvel no mês de outubro e nas aquisições, no valor de R$ 100 milhões, alcançando as empresas direcionadas ao mercado secundário. Há também um aumento nas vendas contratadas para o mercado primário, baseado nos resultados do nono mês do ano, que vieram melhor do que o esperado, e em uma visão sólida para as construtoras no próximo ano. Em virtude disso, as estimativas para lucro líquido para 2011 subiram em 24% e para 2012, em 16%.


Empresa pode estar presente em diversas faixas de renda
As expectativas positivas para a empresa refletem a possibilidade de atingir diferentes faixas de renda. Até 2006, a companhia atuava em um negócio de corretagem de imóveis para média e alta renda. A partir de então, há um sucesso na incorporação de novas unidades de negócios em sua plataforma, incluindo a "Habitcasa" (focado no segmento de baixa renda), "Pronto!" (voltada para o mercado imobiliário secundário) e "Credipronto!" (pautada na formação e distribuição de hipotecas).

quinta-feira, 2 de dezembro de 2010

Link mantém recomendação da São Martinho após safra em linha com expectativas

Por: Equipe InfoMoney
02/12/10 - 12h57
InfoMoney


SÃO PAULO - A Link Investimentos apontou que os números da safra 2010/11 divulgados pela São Martinho (SMTO3) na última quarta-feira (1) foram abaixo das estimativas iniciais, em virtude das más condições climáticas ao longo do período.


Porém, apesar de não atingirem as estimativas da companhia, os dados estão de acordo com as projeções dos analistas. Com isso, acorretora manteve a recomendação market perform para as ações da empresa.


Projeções para próxima safra
Já para a próxima safra, deve ser observado um crescimento da produção da usina Boa Vista, uma das três pertencentes ao grupo, em função dos fortes investimentos que a unidade vem recebendo.



Enquanto isso, as outras duas, São Martinho e Iracema, não deverão apresentar performance muito superior à atual, uma vez que já encontram-se em plena capacidade. Nesse caso, os ganhos viriam principalmente em função de melhoras nas condições climáticas.


No que concerne o mix de produção da safra recém encerrada, foi registrada a preferência pela produção de açúcar em detrimento do etano, graças à valorização do açúcar no mercado internacional.


Açúcar atinge limite
Contudo, os anaistas da Link apontam que essa safra já atingiu o patamar máximo possível de açúcar o que deve impedir um aumento considerável na safra 2011/12.



Ademais, a corretora ressalta que a usina Boa Vista produz apenas etanol, o que deve levar a um aumento da participação deste produto no mix de produção das próximas safras.
Confira os dados da safra 2010/11

   Usina Iracema        Usina São Martinho         Usina Boa Vista        Total      Variação* 
Cana Processada
(mm de ton)
2,708,402,0013,10 +1,6%
Açúcar (mil ton)219,00654,40----873,40 +24,4%
Etanol (mil m³)77,80311,50176,10565,40 -4,8%

TOV apresenta suas recomendações para o último mês do ano

Por: Equipe InfoMoney
02/12/10 - 06h41
InfoMoney


SÃO PAULO - Concentrando suas apostas entre a BM&F Bovespa(BVMF3) e a Usiminas (USIM5), a TOV corretora apresentou sua carteira de recomendações para dezembro com algumas alterações frente ao mês anterior.


Em relação à lista do mês anterior, o portfólio perdeu os nomes da Lojas Americanas (LAME4), OGX (OGXP3) e Gerdau (GGBR4). Por outro lado, as ações da Cosan (CSAN3) e da Cemig (CMIG4) foram adicionadas à carteira, além da já citada BM&F Bovespa. 


Confira as recomendações da Tov para novembro:
Empresa Código  Preço-alvo*  Upside**  Peso 
PetrobrasPETR4R$ 26,806,1%10%
UsiminasUSIM5R$ 22,0016,0%30%
BM&F BovespaBVMF3R$ 14,004,7%20%
CosanCSAN3R$ 28,005,4%10%
UniparUNIP6R$ 0,689,7%10%
FibriaFIBR3R$ 29,407,1%10%
CemigCMIG4R$ 30,004,8%10%
* Para dezembro de 2010
**Potencial teórico de valorização com base no fechamento de 1 de dezembro
Fonte: TOV Corretora

Abertura de Mercado

Mercado Internacional


O Beige Book do Federal Reserve apresentou uma mudança de viés importante, com termos como “forte crescimento” no setor industrial; gastos com consumidor continuaram “positivos”; atividade de contratações apresentou “melhora”; e o uso de energia continuou a se expandir.


Todo este cenário foi desenhado com um mercado imobiliário ainda deprimido, ausência de pressões de salários e principalmente, de preços. Deste modo, estão mantidos os principais estímulos à economia americana através da política fiscal altamente expansionista e de pacotes pontuais.


A principal conclusão deste movimento é que neste momento passamos por uma mudança importante de paradigmas nos EUA, ao se notar um período de crescimento sólido do setor industrial americano, inclusive antes da recuperação absoluta do emprego, o qual ainda apresenta sinais marginais de reversão das perdas.


Outra situação importante é a falta de reação do mercado imobiliário. Apesar da crise de 2008 ter atingido seu auge com a quebra da Lehman Bros, o principal artífice foi a especulação com os imóveis e as perdas do setor deflagradas em 2006.


Neste sentido, os americanos perderam o apetite pelo setor como investimento e os pedidos mais recentes de hipotecas se dividem entre imóveis residenciais, com primeira compra ou troca e por refinanciamentos, os quais têm crescido de maneira consistente. O problema é que o setor imobiliário foi um dos maiores demandantes de mão de obra entre 2002 e 2006 nos EUA e criou todo um setor voltado a isso. Portanto, uma parcela significativa da força de trabalho americana deverá aprender outra função, ou esperar os 99 dias sem trabalho para se unir a um grupo crescente, o que perderam seus últimos benefícios de desemprego.


Bolsas de Valores Mundiais



Os indicadores econômicos americanos na sessão anterior deram o suporte suficiente para o início do tradicional rally de fim de ano.


A agenda econômica conta com a produção industrial no Brasil, nos EUA se destacam os indicadores de mercado de trabalho e imobiliário e na Europa, dados do PIB da Zona do Euro.


As bolsas na Ásia fecharam com ganhos na melhora dos mercados ocidentais. Os futuros em Nova York se alinham para ganhos consistentes e na Europa, os mercados mantêm a mesma linha de ganhos.


Câmbio



O Euro mantém a alta consistente frente à maioria das divisas no mundo e sobe o dólar americano aos US$ 1,3206.


O Yen tem sessão de forte queda com a elevação do flight to risk e se desvaloriza contra o dólar aos ¥ 84,065. O Yuan sobe 0,05% contra o dólar e sobe 0,01% contra o Yen.


Com alta do Euro, o dólar perde força e se desvaloriza contra. No Brasil, foi mantido o atual ritmo de valorização do Real frente ao dólar.


A nova “banda imaginária” de R$1,71/US$-R$1,77/US$ foi rompida em seu suporte, porém a manutenção deste movimento depende do rumo do mercado nos próximos dias.


Fonte: http://blog.apregoa.com.br/wp-content/uploads/2010/12/apregoapremercado021210.pdf