quarta-feira, 14 de julho de 2010

Ata do FOMC

ATA/FED: Não vê mais necessidade de acomodação no momento
ATA/FED: Pode considerar mais estímulo se perspectiva piorar;
ATA/FED: maioria não prevê vendas de ativos por algum tempo;
ATA/FED: rebaixa previsão para PIB 2010 para 3,0% a 3,5%;
ATA/FED: muda previsão para PIB 2011 para 3,5% a 4,2%

Fonte: AE Broadcast

Vale mantém liderança em recomendações pelo sétimo mês consecutivo

Por: Anderson Figo dos Santos
13/07/10 - 20h38
InfoMoney


SÃO PAULO - Repetindo o resultado dos últimos seis meses, a Vale (VALE5) manteve a liderança nas carteiras recomendadas para o mês de julho. O segundo lugar ficou novamente com a Petrobras (PETR4), enquanto o terceiro lugar foi ocupado pela Gerdau (GGBR4), que recuperou a posição no ranking após ter sido ultrapassada pelo Itaú Unibanco (ITUB4) no mês passado.

As carteiras consideradas este mês, que incluíram bancos e corretoras, foram: BB Investimentos, Souza Barros, Morgan Stanley, Omar Camargo, Citigroup, Planner, Itaú, XP Investimentos, Link Investimentos, Bradesco, BTG Pactual, Ágora, Geração Futuro, Socopa, Bank of America Merrill Lynch, Senso, SLW, Ativa, Win, Banif, Coinvalores, Amaril Franklin, Spinelli e Fator. 

Cautela com a China não ofusca boas perspectivas
Os ativos preferenciais da Vale seguem como preferidos dos analistas para julho, com 20 recomendações entre 24 carteiras compiladas. Vale destacar que, em junho, a mineradora havia conquistado 23 recomendações entre 26 carteiras compiladas. 
A preocupação com a queda no ritmo de crescimento econômico na China manteve a companhia em foco nos últimos dias, mas não ofuscou as boas perspectivas para a mineradora.

Diante das incertezas chinesas, o mercado mostrou cautela com uma redução nas exportações da Vale, visto que a China é o principal cliente externo da companhia. Apesar disso, a expectativa é que os ajustes no preço do minério de ferro na nova base, agora trimestral, que estão sendo implementados ao longo desse ano, impulsionem o lucro da companhia em 2010, com impacto forte já no resultado relativo ao segundo trimestre, que será divulgado no dia 29 de julho.

Pedro Galdi, estrategista-chefe da SLW, se baseia em números para mostrar porque está otimista com a empresa. O analista leva em consideração um aumento de 90% no preço do minério de ferro no segundo trimestre (o mercado chegou a mencionar reajuste de 110% com alguns consumidores), ao lado de uma evolução nas vendas de 15%.

Com essas premissas, a Vale teria dado um salto nas vendas, nos últimos três meses, de 57 milhões de toneladas de minério de ferro para 65 milhões de toneladas. O faturamento bruto, considera Galdi, avisando que nessas contas não está considerando o negócio com pelotas, teria passado de R$ 6,7 bilhões para R$ 14,7 bilhões – ou seja, teria mais do que duplicado.

Para o Bradesco, em relatório assinado por Raphael Biderman e Gina Montone, o novo sistema de precificação deve ter ocasionado um aumento de mais de US$ 4 bilhões no Ebitda (geração operacional de caixa) da companhia no trimestre passado.
Ação  Recomendações  
Vale 20
Petrobras 14
Gerdau 10
OGX Petróleo 9
CSN 8
AmBev 8
Tractebel 7
Bradesco 7
PDG Realty 6
Lojas Americanas 6
Itaú Unibanco 6
CCR 6

Além disso, com as tensões nos mercados europeu e norte-americano aumentando no último mês, aliadas ao medo de desaceleração da economia chinesa, as ações de empresas brasileiras estão baratas, na visão dos analistas do BTG Pactual.

Pensando nisso, a equipe de research do banco aumentou sua exposição à empresas domésticas, com destaque para a Vale. “Nós decidimos aumentar nossa exposição à Vale, depois da fraca performance recente das ações, além de acreditarmos em bons resultados no segundo trimestre”, disseram os analistas Carlos Siqueira e Antônio Junqueira.

Petrobras tem menos votos, mas mantém segundo lugar
Mantendo a segunda posição no ranking, os papéis da Petrobras receberam 14 recomendações em julho. Para a estatal, as boas perspectivas decorrem do agitado noticiário sobre a companhia, que inclui principalmente a capitalização. Cabe mencionar que no último mês os papéis preferenciais da petrolífera tinham recebido 18 recomendações entre as 26 carteiras apuradas.

Com o preço do barril de petróleo do pré-sal ainda sem definição e os mercados muito voláteis, a empresa adiou para setembro a tão esperada oferta pública de ações.

Com dados sobre prazos, volumes, captação e investimentos ainda pouco definidos, os papéis da petrolífera sentem “na pele” as pressões da incerteza. Desde o início do ano, a queda no preço das ações PETR4 soma quase de 25%, enquanto o Ibovespa recuou mais de 8% no período, levando em conta os dados até a último segunda-feira (12).

Outro sinal dessa pressão em cima da Petrobras está na análise de corretoras. O atraso da capitalização e a falta de detalhes sobre a operação e a cessão onerosa já levaram as equipes de research das corretoras Geração Futuro e Link Investimentos a reverem suas posições na petrolífera, retirando-a de suas carteiras recomendadas do mês de julho, enquanto a Ágora teve igual decisão um mês antes.

Como expôs o analista do Deutsche Bank, Marcus Sequeira, em relatório, os papéis da Petrobras devem continuar sofrendo até que as incertezas sobre o aumento de capital sejam esclarecidas. Contudo, ele avalia que, mesmo com o adiamento até setembro da oferta pública, é possível que a companhia prorrogue ainda mais o prazo por conta das eleições de outubro e o clima volátil nas bolsas. “Quanto maior a espera, maior a pressão”, alertou Sequeira.

Para André Spolidoro, gestor de renda variável da Nobel Asset Management, mesmo com os investidores mais temerosos com a falta de clareza da capitalização e desconfiando do próprio setor de petróleo, quando analisada a gestão de portfólios, os papéis da Petrobras estão atrativos para investimentos de longo prazo, especialmente se comparado aos pares externos.

“Se olharmos os fundamentos da empresa, estimando uma oferta pública de ações a preço de mercado e uma capitalização de US$ 55 bilhões, sendo US$ 30 bilhões para a cessão onerosa – barris correspondentes à parte do governo – e os outros US$ 25 bilhões para caixa, descontando disso um preço de barril em torno de US$ 3, o PL da companhia fica em 6 vezes, enquanto a indústria internacional trabalha com múltiplos entre 7 e 9 vezes”, explicou.

Por conta disso, ele acredita que o principal temor do mercado está mesmo na precificação do barril e no impacto que a necessidade de capitalização via mercado de US$ 25 bilhões traria.

“Existe um risco de que a colocação na oferta da Petrobras fique tão barata em relação às outras ações da bolsa que acabe levando investidores a tirar posições de outros papéis para comprar as ações da estatal. Ou seja, a capitalização pode pesar no índice como um todo”, apontou.

Dados operacionais da petrolífera também sustentam as boas perspectivas para o futuro. A Petrobras alcançou no último dia 3 de julho seu recorde histórico de processamento, com 2,02 milhões barris/ dia de petróleo em suas refinarias. Com isso, a estatal superou em 4% seu recorde anterior, de 1,942 milhão barris/dia.

Gerdau reconquista a terceira colocação
A Gerdau completa o pódio do mês de julho, com 10 recomendações para seus ativos preferenciais. A terceira colocação no ranking das ações mais recomendadas nas carteiras para o sétimo mês do ano foi reconquistada pela siderúrgica, após ter sido ocupada pelo Itaú Unibanco em junho.


A Ágora corretora elevou recentemente o preço-alvo e a recomendação para as ações da Gerdau, tendo como base perspectivas ainda mais favoráveis para a demanda por aço tanto no Brasil quanto no exterior. Avaliando o fluxo de caixa descontado e os múltiplos da Gerdau, a equipe de research da Ágora possui target de R$ 38,20 por ação para o mês de dezembro deste ano e recomenda compra do papel.

“Ressaltamos que o expressivo potencial de valorização encontrado corrobora para a nossa recomendação de compra para as ações da Gerdau”, declarou a corretora, em relatório. Além do potencial de valorização elevado vislumbrado por analistas, outros fatores relacionados às perspectivas para o setor siderúrgico também levaram a equipe a sugerir o investimento nos papéis da Gerdau.

Um deles faz referência à projeções para o consumo de aço na maior economia do mundo. “Expectativa de que os pacotes de investimentos em infraestrutura anunciados nos Estados Unidos deverão estimular a demanda por aços longos a partir do segundo semestre de 2010” é um dos fatores que elevam o otimismo, pontuou a equipe de research da Ágora.

Novos investimentos da Gerdau também alimentam as boas perspectivas dos analistas. A companhia anunciou recentemente um novo investimento na usina de Ouro Branco, em Minas Gerais, através da compra dois novos laminadores, um destinado à produção de chapas grossas e outro para a fabricação de bobinas à quente. Os equipamentos somam R$ 2,4 bilhões em investimentos e devem alcançar uma capacidade instalada de 1,9 milhão de toneladas por ano, podendo ser expandida para até 3 milhões.

"Estamos investindo para atender ao mercado brasileiro e global, frente à expectativa de crescimento da demanda por aço nos próximos anos", afirmou o diretor-presidente da empresa, André Gerdau Johannpeter, por meio de comunicado ao mercado.

Segundo a companhia, os principais equipamentos já foram comprados e devem iniciar suas operações em 2012. Os laminadores devem atender à indústria petrolífera, naval, de construção civil (construção metálica) e de equipamentos pesados (máquinas e implementos).

terça-feira, 13 de julho de 2010

Operações de Compra para 14/07/2010

Compra de PDGR3
Condição de entrada: rompimento dos R$ 17,25
Condição de stop: rompimento dos R$ 15,90
Motivo da operação: Rompimento de importante linha de resistência com aumento de volume. Rompimento de OBV e cruzamento de MACD.
Tipo da operação: Swing trade médio.
Objetivo imediato: Próximo dos R$ 19,00.

PREÇO DA CELULOSE NA CHINA MANTÉM VOLATILIDADE E RETOMA NÍVEL DE MAIO

São Paulo, 13 - A cotação da celulose vendida no mercado chinês, principal responsável pelo aumento da demanda pela commodity desde meados do ano passado, mantém tendência de volatilidade no começo de julho. Após apresentar trajetória constante de elevação até o início do mês passado, o preço da celulose de fibra curta tem oscilado nas últimas semanas, segundo levantamento semanal divulgado pela consultoria Foex.

O indicador divulgado hoje aponta queda de 0,92% em relação à semana passada, para US$ 834,99 por tonelada. Graças à queda, de US$ 7,76 no período, a cotação da celulose vendida na China voltou aos níveis apurados no começo de maio. O resultado, entretanto, ainda apresenta elevação de 26,11% em relação ao patamar do começo do ano.

A volatilidade dos preços nas últimas semanas indica que o mercado procura o ponto de estabilidade para a cotação da celulose na China, após o insumo ter valorização superior a 100% desde o começo de 2009, quando foi registrado o período mais adverso da crise para o setor. Segundo relatório divulgado pela Link Investimentos na semana passada, após a divulgação de pesquisa da Foex, a estabilidade da commodity ocorre porque o preço "já se encontra em patamares bastante elevados, e o mercado, até certo ponto, encontrou um equilíbrio entre a oferta e a demanda de celulose."

A despeito do desempenho dos preços internacionais no mercado chinês, os fabricantes brasileiros de celulose de fibra curta (caso do eucalipto) ainda constatam um cenário ascendente de preços na Europa e nos Estados Unidos. A cotação da celulose de fibra curta na Europa, principal mercado consumidor mundial, teve leve valorização de 0,01% (US$ 0,11), para US$ 920,00 por tonelada, confirmando novo recorde de preços do pós-crise. A última leve correção do indicador ocorreu no começo de maio.

Nos Estados Unidos, onde a demanda é principalmente por celulose de fibra longa, a cotação da commodity também apresentou valorização na última semana: +0,21% (US$ 2,17), para US$ 1.020,00 por tonelada. O resultado também reitera o recorde na região para a celulose de fibra longa acima de US$ 1.000 por tonelada, dando sequência a uma trajetória de aproximadamente oito meses de alta.

O Brasil registra aumento de vendas para as três regiões neste ano. Segundo dados da Associação Brasileira de Celulose e Papel (Bracelpa), as vendas para a China cresceram 23% entra janeiro e maio, sobre igual período do ano passado, para US$ 503 milhões (preço FOB) - a entidade não divulga a venda por regiões em volume comercializado. A receita com exportações para a Europa cresceu 77,1% no período, para US$ 845 milhões. Na América do Norte, a alta foi de 44,3%, para US$ 332 milhões.

(André Magnabosco)

Fonte: AE Broadcast

SLW troca Lupatech por Suzano em carteira recomendada para a semana

Por: Equipe InfoMoney
13/07/10 - 12h13
InfoMoney

SÃO PAULO - A corretora SLW divulgou sua carteira recomendada para o período de 12 a 16 de julho, listando cinco sugestões de ações que devem apresentar performance acima da média do mercado. Em relação ao portfólio anterior, a SLW optou por trocar os papéis da Lupatech pelas ações PNA da Suzano.

A SLW lembrou que a semana passada foi mais curta, com feriado do Dia da Independência nos EUA na segunda-feira (5) e feriado da Revolução Constitucionalista em São Paulo na sexta-feira (9). O impacto disso foi uma sessão "sem brilho" e de baixo volume financeiro por aqui no ínicio da semana passada. 

No entanto, embora tenha sido um período curto, a corretora classificou a semana como favorável, na ausência de indicadores econômicos negativos, o que possibilitou recuperação dos mercados acionários. Já para essa semana, a perspectiva é de grande volatilidade, já que serão divulgados dados importantes na China, como PIB (Produto Interno Bruto), produção industrial e vendas no varejo, além de números importantes também nos EUA, Europa e Japão.

A SLW lembra que nessa semana também se deu o início da temporada de resultados referentes ao segundo trimestre nos EUA, com Alcoa na segunda-feira (12) e grandes bancos, como J.P. Morgan e Citigroup, na quinta (15) e na sexta (16), respectivamente. Já a tendência para o período, explica a corretora, "será decorrente destes dados que serão conhecidos pelos agentes do mercado ao longo da semana".

Desempenho da carteira
Na semana passada, o portfólio sugerido da SLW registrou alta de 2,98%, enquanto o Ibovespa ganhou 3,3%. Dentre os papéis recomendados na última semana, a corretora destacou a performance de Lupatech (+8,7%) e Cyrela (+5,3%). Já o destaque negativo ficou com os ativos preferenciais da TIM, que encerram com desvalorização de 1,8%. 

Confira as recomendações para a semana:
Ação Código Preço Justo* Upside**
BR Foods BRFS3 R$ 27,23 15,53%
TIM Participações  TCSL4 R$ 5,77 23,29%
Vale VALE5 R$ 54,37 41,85%
Suzano Papel SUZB5 R$ 25,39 45,17%
Cyrela Realty CYRE3 R$ 30,05 72,37%
* projetado para o final de 2010
**Calculado com base no fechamento do dia 12 de julho

BR Foods
Para a SLW, as recomendações feitas pela Seae (Secretaria de Acompanhamento Econômico do Ministério da Fazenda) para que a aprovação da fusão seja concedida foram mais duras do que o mercado esperava. No entanto, a decisão final fica com o CADE (Conselho Administrativo de Defesa Econômica), que pode ou não acatá-las.

TIM Participações
A empresa de telefonia móvel apresentou um bom desempenho econômico e financeiro em 2009 e suas ações ainda mostram-se bastante descontadas, na visão da corretora. Assim, a aposta da equipe da SLW é de que a boa performance da TIM seja mantida em 2010 e que a 
correção no preço das ações ocorra em um curto prazo.

Vale
O cenário de atuação para a Vale se mostra positivo, com os ajustes do preço do minério de ferro agora em bases trimestrais. Além disso, a demanda mais forte deve impor forte evolução na geração de caixa operacional. A SLW aponta ainda que é esperado evolução de vendas físicas e preços em outros segmentos de atuação da companhia, como cobre, carvão e fertilizantes.

Suzano
Os preços da celulose seguem em ligeira recuperação, aponta a corretora, que também acredita que a forte demana e os estoque internacionais em níveis baixos contribuirão para que a empresa apresente forte evolução de faturamento e geração operacional de caixa nos próximos trimestres. A oportunidade de posicionamento no curto prazo se deve às quedas recentes dos papéis da Suzano. 

Cyrela
A SLW mantém a ação da companhia na carteira por acreditar que o papel ainda não registrou o resultado esperado. Com um bom resultado no primeiro trimestre do ano, a Cyrela se beneficia da expansão da construção civil e da recuperação econômica do País, o que deixa espaço para recuperação no curto prazo.

Em reinício de cobertura, corretora aconselha investidor a evitar Sabesp

Por: Equipe InfoMoney
13/07/10 - 07h36
InfoMoney


SÃO PAULO - Baseada em valuation frágil, upside limitado, dividendos pouco atrativos e várias incertezas em torno da regulação de tarifas da empresa, a Itaú Securities reiniciou cobertura da Sabesp (SBSP3) com recomendação underperform (expectativa de performance inferior a do mercado no médio prazo).

O preço-justo para o final de 2010 é de R$ 37,00, o que representa um upside de apenas 7,8% em relação ao fechamento de segunda-feira (12). A corretora explica, em relatório assinado por Marcos Severine, Mariana Coelho e Marcel Shiomi, que os múltiplos da companhia até apresentam desconto em relação a seus pares internacionais, mas isso é consistente com a ausência de definição no cenário regulatório brasileiro.

Tarifa ou repasse?
O pessimismo é fruto de um risco que deve se arrastar pelos próximos dois anos, explica a corretora. A companhia concordou em pagar a um fundo municipal cerca de 7,5% de sua receita (aproximadamente R$ 290 milhões por ano) para obtenção de um contrato de 30 anos de fornecimento de água e serviços de tratamento de esgoto para a cidade de São Paulo.

A empresa insiste que o pagamento não consiste em tarifa de concessão, explica a Itaú, porque o fundo será utilizado para investimentos em projetos sanitários na cidade, e que esse dinheiro será repassado às tarifas cobradas pela Sabesp. No entanto, os analistas afirmam que em conversas com técnicos da ARSESP (Agência Reguladora de Saneamento e Energia do Estado de São Paulo), as indicações foram no sentido contrário.

"Quando se referiu ao repasse desses custos, a ARSESP foi muito clara em afirmar que isso não irá ocorrer", aponta a Itaú. E esse é um ponto significativo para a Sabesp, já que marca a diferença entre um preço-alvo de R$ 32,90, caso todos os futuros contratos sejam marcados pela taxa, ou R$ 50,80, caso esses custos sejam repassados aos consumidores.

Relação entre risco e retorno desfavorável
Como a definição desse impasse só irá ocorrer em setembro de 2011, na primeira revisão de tarifa da companhia, a corretora disse acreditar que não é sábio comprar os papéis da empresa neste momento, por causa da relação risco/retorno desfavorável. Ainda assim, os analistas não deixam de apontar que, dependendo dos parâmetros adotados pela ARSESP, existe risco de upside significativo em relação ao cenário proposto, "mas acreditamos que o risco pesa mais para o lado negativo", explica a corretora.

Além do cenário regulatório pouco claro, os analistas ainda fazem mais duas ressalvas em relação ao papel. A primeira diz respeito à eleição para governador de São Paulo, em outubro. Embora Geraldo Alckmin desponte como favorito nas pesquisas, os analistas não acreditam que ele será (ou terá vontade) de implementar um aumento no nível de dividendos pagos pela companhia, como fez quando governou o Estado entre 2001 e 2006.

Assim, a expectativa de manutenção de níveis elevados de investimentos no futuro próximo ocasionará pagamento de dividendos pouco atrativos. O dividend yield (relação entre lucros distribuídos e preço da ação) para 2010, 2011 e 2012 da Sabesp deve ser de 4,1%, 5,2% e 6,8%, respectivamente, bem abaixo do previsto para o setor de energia.

Assim, a corretora conclui o reinício da cobertura reafirmando que, em sua opinião, não vale a pena correr o risco existente em relação aos papéis da Sabesp.

Com viés mais cauteloso, XP inclui AmBev e Sabesp em seu portfólio semanal

Por: Equipe InfoMoney
13/07/10 - 08h06
InfoMoney


SÃO PAULO - A XP Investimentos divulgou sua carteira recomendada semanal com cinco sugestões de ações que, na visão da corretora, devem ter desempenho acima da média do mercado. O portfólio para o período entre 12 e 16 de julho traz duas alterações em relação à semana anterior.

Após alta de 3,5% do Ibovespa na última semana, a XP mostra um viés mais cauteloso nos próximos dias, trazido por eventos que têm o poder de mexer de forma "abrupta" com os mercados, como os resultados dos testes de estresse dos bancos europeus, dados econômicos na China que podem servir como evidência de desaceleração econômica e rolagem da dívida espanhola, por exemplo. 

Por isso, a corretora optou por um portfólio mais conservador, com exclusão das ações do Itaú Unibanco (ITUB4) e da PDG Realty (PDGR3) para a entrada de AmBev e Sabesp.
Na semana passada (período entre 5 e 12 de julho, até às 13h), a carteira recomendada pela XP valorizou-se 3,4% frente a alta de 3,5% obtida pelo Ibovespa. Para a XP Investimentos, a melhora ocorreu principalmente com a boa demanda do IPO (Oferta Pública Inicial) do Agricultural Bank da China. A performance em linha com o Ibovespa, completou a corretora, se deu principalmente pelo bom desempenho de PDG e Itaú Unibanco.
  Top Picks da semana  
EmpresaCódigo
AmBev AMBV4
OGX Petróleo OGXP3
Sabesp SBSP3
BR Malls BRML3
Bradespar BRAP4
 
 
AmBev
Dentre as novidades na carteira da XP para esta semana, a corretora ressalta que a AmBev, líder no mercado de cervejas nacionais, está tendo bom aproveitamento do calendário de eventos e das altas temperaturas, fato comprovado pelo bom resultado apresentado no primeiro trimestre deste ano.

Para a corretora, as ações da companhia tendem a oscilar menos em momentos de instabilidade econômica, pois o negócio é voltado ao consumo e tem pouca necessidade de financiamento. Além disso, a XP ressalta expectativa positiva para o resultado do segundo trimestre, potencializado pelo efeito Copa do Mundo.

Sabesp
A Sabesp recentemente anunciou convênio com o governo do Estado e da Prefeitura de São Paulo para prestação dos serviços de saneamento em regiões metropolitanas. "Na prática, esse convênio pode servir de base para novos acordos com outras cidades", avalia a corretora, que vê a empresa como conservadora por ter boa previsibilidade de caixa e baixo risco de crédito, já que fornece um bem de primeira necessidade.