quinta-feira, 6 de maio de 2010

BB vê resultado de Vale como positivo e reitera recomendação de compra

Por: Equipe InfoMoney
06/05/10 - 09h38
InfoMoney


SÃO PAULO – Os analistas do Banco do Brasil veem como bom o resultado apresentado pela Vale (VALE3; VALE5) na última quarta-feira (5) e destacam a forte expansão dos principais indicadores financeiros e das margens de rentabilidade da companhia.

"O freio na recuperação ocorrida no quarto trimestre dá lugar, novamente, a uma recuperação sustentável dos resultados. Em nossa visão, os fundamentos da empresa e do setor continuam positivos e justificando continuidade da expansão. Colocamos o preço da Vale em revisão mas continuamos com rating buy", afirma o analista Antônio Emílio Bittencourt Ruiz.

Segundo Ruiz, enquanto a balança pesa positivamente para o reajuste do preço do minério de ferro, que trouxe mais ganhos, seu outro prato contrabalanceia com a queda do dólar e a diminuição das vendas externas de minério de ferro e não ferrosos.

“A margem bruta compensou toda a queda verificada no quarto trimestre de 2009, recuperando os mesmos 8,9 ponto percentuais. Colaboraram os menores volumes vendidos e os esforços da empresa em reduzir custos, apesar da contribuição do câmbio para aumentar a conta”, diz o analista.
(em R$ milhões) 1T10 1T09 % 4T09 %
Receita Operacional Líquida 12.583 12.916 -2,6% 11.681 +7,7%
Ebitda 5.385 5.448 -1,2% 3.717 +44,8%
Lucro Líquido 2.879 3.150 -8,6% 2.708 +6,3%

Perspectiva
Para o BB os preços das commodities devem continuar em ascensão, mesmo com a sustentação da economia europeia ainda sob suspeitas. Ruiz vê que a recuperação da maioria dos países e, com isso, aumento do consumo. 


Porém, ele destaca que é preciso ficar atento ao movimentos vindos da China, que tem tomado medidas para controlar e organizar o crescimento do país. 

"Também consideramos positivos os recentes movimentos da Vale em relação ao segmento de alumínio e a aquisição de novos projetos de minério de ferro na África", aponta Ruiz. 

Para ele, essas novas frentes de atuação devem trazer maiores ganhos para a empresa quando os negócios forem efetivados, já que as margens delas são melhores que as apresentadas em outras atividades da companhia. "Esperamos que a Vale continue este movimento de administração do portifólio de ativos", conclui. 

O BB vai revisar seu preço-alvo para a Vale, a fim de incorporar perspectivas mais otimistas com relação à recuperação econômica da empresa e o reajuste de preços.

BB: compra da Brasilveículos e acordo com Mapfre já eram aguardados, diz corretora

Por: Equipe InfoMoney
06/05/10 - 06h55
InfoMoney


SÃO PAULO - Sem demonstrar surpresa, a Link Investimentos avaliou o acordo assinado pela BB Seguros Participações - subsidiária integral do Banco do Brasil (BBAS3) - para aquisição da fatia de 60% das ações ordinárias detida pela SulAmérica na Brasilveículos Companhia de Seguros. A operação foi anunciada nesta quarta-feira (5).

"Acreditamos que esse é um dos últimos passos da reorganização que o BB está realizando no segmento de seguros, simplificando sua estrutura, e que deverá fortalecê-lo no segmento em que hoje ocupa o terceiro lugar, bem atrás dos líderes Bradesco e Itaú Unibanco", declarou a analista Mariana Taddeo.

O BB também anunciou neste dia que celebrou acordo com a Mapfre para a formação de aliança estratégica nos segmentos de seguros de pessoas, ramos elementares e veículos, pelo prazo de 20 anos. Conforme a nota do banco, serão criadas duas holdings, "com personalidade jurídica de direito privado, participação majoritária do Grupo Mapfre no capital votante e governança compartilhada".

A Link ressaltou que, com a parceria com a Mapfre, a nova empresa de seguros deverá ser a maior da América Latina, quando excluídas da conta as operações de saúde e previdência, com cerca de R$ 7,5 bilhões em prêmios.

A analista da Link manteve o rating da corretora em market perform (desempenho em linha com a média do mercado).

Abertura do Mercado


Após noite perfeita para o futebol paulista aonde os gambás e a porcada foram eliminados, os mercados amanhecem muito estressados na Ásia com o compostos que caiu cerca de 2,6% ainda com possível contágio da crise sobre os demioas PIIGS, possível rebaixamento de Portugal pela Moodys, e pressão inflacionária na China podendo haver novos apertos monetários na região afetando o crescimento do país e exportações de países emergentes ligados à China, como Brasil por exemplo.

BOLSAS

ÚLTIMO
% 1 DIA
% 1 MÊS
% 3 MESES
% 6 MESES
% 1 ANO
CHINA
SHCOMP Index
2739,702
-4,11%
-4,56%
-6,79%
-13,41%
-16,40%
HONG KONG
HSI Index
20133,41
-0,96%
-4,62%
2,38%
-7,77%
-7,95%
JAPÃO
NKY Index
10695,69
-3,27%
-3,27%
2,80%
9,11%
1,42%
ÍNDIA
SENSEX Index
16987,53
-0,59%
-3,25%
6,73%
5,13%
-2,73%
IBOVESPA
IBOV Index
64914,17
0,07%
-3,87%
3,43%
0,70%
-5,36%
DOW JONES
INDU Index
10868,12
-0,54%
-1,28%
8,55%
8,43%
4,22%
S&P
SPX Index
1165,87
-0,66%
-1,75%
9,35%
9,03%
4,55%
LONDRES
UKX INDEX
5337,5
-0,08%
-3,89%
5,47%
3,79%
-1,39%
PARIS
CAC INDEX
3657,09
0,58%
-4,19%
2,62%
-1,35%
-7,09%
ALEMANHA
DAX INDEX
5974,24
0,27%
-2,63%
9,93%
8,86%
0,28%


Europa

Pressões no bloco europeu continuam, com o euro sendo desvalorizado dia após dia, as pressões nos mercados parecem estar lonnge de serem aliviadas. Mercados parecem ter perdido a confiança no pacote de ajuda à Grécia e após os protestos sangrentos de ontem  a situação por lá continua tensa, dúvidas sobre se a Grécia coseguirá implementar o plano de aperto fiscal proposto pela União Europeia afim de liberar o pacote de ajuda para o país. Para melhorar a situação hoje deve-se acommpanhar os desdobramentos das eleições no Reino Unido aonde um parlamento misto pode prejudicar as medidas para um elevado déficit fiscal da região e colocar o rating de AAA sob ameaça.

Agenda

EUA: Agenda com os tradicionais dados sobre seguro desemprego as 09:30 assim como produtividade de produtos não agrícolas. E as 11:30 um dado de baixa relevancia que é a venda de lojas em cadeia.

Brasil: Por aqui a agenda conta com a ata do Copom as 08:30 aonde os economistas tentarão decifrar a ultima decisão sobre os juros e dados da Anfavea sobre exportação, produção e venda de veículos as 10:30


Commodities

COMMODITIES

ÚLTIMO
% 1 DIA
% 1 MÊS
% 3 MESES
% 6 MESES
% 1 ANO
PETRÓLEO - 1o. Venc.
CL1 Comdty
79,54
-0,54%
-7,67%
11,73%
2,73%
0,23%
COBRE
HGA Comdty
313,2
-0,62%
-6,61%
8,64%
4,78%
-7,08%
NIQUEL
LMNIDY Comdty
21860
-11,12%
-16,70%
28,77%
23,51%
18,47%
CRY - CESTA DE COMMODITIES
CRY Index
267,35
-0,22%
-3,73%
3,40%
-0,78%
-5,66%


Brasil

Ontem a noite saíram balanços de Vale com Lucro líquido de R$ 2,879 bi, receita líquida de R$ 13,029 bi e Ebitda de R$ 5,4 bi, números fortes em relação ao trimestre anterior, mas LL e RL em linnha com o esperado e EBITDA abaixo das extimativas dde analistas na Bloomberg
Saíram também resultados de Gol com RL de R$ 1,729 bi, EBITDA de R$ 255,19 milhões e LL de R$ 23,99 milhões.

PARES

ÚLTIMO
% 1 DIA
% 1 MÊS
% 3 MESES
% 6 MESES
% 1 ANO
PE_RATIO
VALE5
VALE5 BZ EQUITY
44,2
2,43%
-5,01%
8,33%
6,22%
4,74%
23,14718
BHP BILLITON
BHP AU Equity
37,6
-2,94%
-7,73%
-4,93%
0,53%
-12,80%
20,13214
RIO
RIO AU Equity
65,69
-3,79%
-8,89%
-1,37%
1,06%
-12,28%
17,99639
XSTRATA
XTA Ln equity
1014
2,22%
-6,67%
6,74%
5,35%
-9,55%
61,19693
ANGLO AMERICAN
AAL LN EQUITY
2596
0,76%
-7,47%
14,16%
8,80%
-4,24%
19,41463
PARES

ÚLTIMO
% 1 DIA
% 1 MÊS
% 3 MESES
% 6 MESES
% 1 ANO
P/L
PETR4
PETR4 BZ EQUITY
30,21
-0,76%
-7,90%
-4,16%
-16,20%
-17,66%
9,145837
SHELL
RDSA NA EQUITY
22,295
-0,56%
-5,41%
12,74%
10,18%
5,66%
11,97469
BP
BP/ LN EQUITY
570
0,88%
-0,96%
1,79%
-2,38%
-5,00%
8,023323
CHEVRON
CVX US EQUITY
80,19
-0,71%
-1,53%
12,66%
3,43%
4,16%
11,95082

Mercados apresentam uma alívio mundialmente hoje, porém ainda deverão apresentar volatilidade até o cenário europeu dar uma melhorada.


Credit Suisse eleva sugestão das ações da Iochpe-Maxion para outperform

Por: Equipe InfoMoney
05/05/10 - 19h40
InfoMoney


SÃO PAULO - "Forte recuperação ainda não está totalmente precificada". O título do relatório de investimento do Credit Suisse deixa evidente seu otimismo perante a Iochpe-Maxion (MYPK3). Seguindo essa linha, o banco elevou a sugestão dos papéis da companhia, passando de neutra para outperform.

Indicando três fatores que justifiquem seu viés otimista - resultados, participação acionária do BNDES (Banco Nacional do Desenvolvimento Econômico Sustentável) e valuations atraentes -, o time de análise do Credit Suisse, composto por Luis Otavio Campos, Taryn Silvestre e Natalia Lacava, também alterou o preço-alvo esperado para os próximos 12 meses, que passou de R$ 14,50 para R$ 20 - upside de 25% em relação à cotação de fechamento desta quarta-feira (5).

A começar pelo resultado do primeiro trimestre da empresa, que será divulgado no próximo dia 12, o trio espera ver números sólidos no balanço contábil, impulsionado principalmente pela recuperação nas vendas de caminhões no mercado doméstico, o que deve contribuir para um maior volume de vendas de chassis e rodas. Além disso, o aumento no preço do aço durante os primeiros três meses desse ano - em torno de 15% - deverá ser repassado aos clientes, afirmam.

Esses bons resultados esperados no primeiro quarto do ano deverão se manter nos próximos meses. Para Campos, Silvestre e Natalia, a recuperação do mercado automobilístico tanto aqui quanto nos EUA - onde a empresa tem participação pela Fumagalli - e os melhores preços adotados possibilitarão que esse forte desempenho se mantenha em 2010, o que deve possibilitar um momentum favorável para as ações.

BNDES e valuation
Além dos aspectos operacionais destacados pelo Credit Suisse, outros fatores também deverão dar um impulso aos papéis da Iochpe. Um deles está associado ao BNDES, acionista que detém a maior participação no capital da empresa, mas que no primeiro trimestre do ano reduziu essa fatia de 24% para 14%. Na visão do trio de análise, quando essa tendência cessar, os papéis da empresa deverão voltar a subir.


"Embora não esperamos que o BNDES pare essas vendas no curto prazo, nós acreditamos em um forte rali logo que o BNDES pare de reduzir sua participação".

Por fim, o time do banco suíço também dá ênfase aos múltiplos da companhia, que estão sendo negociados com desconto em relação à uma de suas principais concorrente, a Randon. De acordo com o relatório, esse desconto torna o valuation atraente, tendo em visto a expectativa de que os números da Iochpe mostrem evolução em todos os seus segmentos de atuação.