segunda-feira, 1 de fevereiro de 2010

JUNTAS, COSAN E SHELL VISAM TRANSFORMAR ETANOL EM COMBUSTÍVEL GLOBAL

São Paulo, 01 - Com a joint venture formada entre Cosan e Shell, os executivos das duas empresas acreditam que será possível alargar os horizontes mundiais dos combustíveis renováveis e transformar o etanol em uma commodity mundial, impulsionando a economia mundial de baixo carbono. "As duas empresas possuem ativos complementares que permitirão o alcance do etanol como combustível global", disse Rubens Ometto, presidente do Conselho de Administração da Cosan.

Mark Williams, diretor mundial de downstream da Royal Dutch Shell, disse que, com a produção de etanol da Cosan e a cadeia de distribuição e comercialização da Shell, o etanol brasileiro irá aumentar seu acesso a mercados internacionais hoje fechados para o produto. Williams, que está em Londres, participou da coletiva com jornalistas no Brasil por meio de teleconferência. Ele disse que a Shell também irá expandir o alcance tecnológico do etanol por meio de duas empresas que estão entrando na joint venture, a Iogen e a Codexis.

Marcos Lutz, presidente da Cosan S.A., disse que a Iogen possui pesquisas abrangentes na tecnologia de etanol de celulose e que poderá contar com a Cosan no fornecimento de celulose, através do bagaço. Já a Codexis pesquisa e produz enzimas e leveduras, essenciais para a produção de etanol de segunda geração.

Ometto ressaltou que a associação possibilitará ganhos de eficiência e também de logística, gerando um custo final menor operacional. "A Cosan está sendo muito namorada por empresas de vários setores. A escolha pelo 'casamento' com a Shell foi bastante pensada e só foi realizada porque levará a um crescimento comum", disse ele. Ometto disse que a joint venture trará para a Cosan a experiência necessária de compartilhar o gerenciamento. Segundo o executivo, a Shell também possui armazéns no exterior que poderão ser integrados à operação da Cosan.

Na operação, Lutz disse que a Cosan entrou com ativos da ordem de US$ 4,925 bilhões e dívida líquida de US 2,524 bilhões. Já a Shell entrou com ativos da ordem de US$ 4,925 bilhões e um aporte de US$ 1,625 bilhão. Se o resultado da receita da joint venture no primeiro ano for maior que um patamar não revelado, a Shell deverá realizar um aporte extra de US$ 300 milhões.

O diretor-financeiro da Cosan Marcelo Martins explicou que estes aportes da Shell serão feitos na operação do negócio e não afetarão os acionistas minoritários da Cosan S.A. "De forma alguma os minoritários terão sua participação diluída por estes aportes. Estes recursos não serão colocados na Cosan S.A. mas na operação das duas empresas criadas", explicou.

Segundo Lutz, a joint com a Shell fará da Cosan uma empresa que participa das duas principais marcas mundiais de combustível, a Shell e a Esso, adquirida pela Cosan no final de 2008. Ele explica que, no momento, a estratégia da Esso não será alterada mas o futuro da utilização da marca deverá ser discutido oportunamente com as decisões tomadas e divulgadas ao mercado. No momento da aquisição da Esso, a Cosan ficou com o direito de utilizar por 5 anos a marca Esso, com a opção de renovação.

Com a joint, a Cosan/Shell ficará com uma rede de cerca de 4.500 postos de combustíveis em todo o Brasil. Segundo Vasco Dias, presidente da Shell no Brasil, não haverá canibalização com os postos que a Cosan possui fruto da aquisição da Esso. "Temos um grande gerenciamento do que chamamos 'cauda', que é a existência de postos em áreas dominadas por outra empresa. Esta sobreposição é muito pequena", disse ele.

O presidente do conselho da Cosan, Rubens Ometto, também ressaltou que a joint é uma operação que visa principalmente o futuro. Segundo ele, as exportações de etanol não são significativas hoje mas diante da expectativa de que novas metas de utilização de combustíveis renováveis serão definidas e que o etanol de cana será considerado um combustível avançado, a demanda pelo produto irá crescer de forma significativa. Na operação, a Cosan foi assessorada pelo BTG Pactual.
(Eduardo Magossi)

Fonte: AE Broadcast

Indicadores EUA - 13h00

EUA: ISM: Manufaturados: 58,4 ; previsão: 55,5
EUA: ISM: preços-pagos: 70,0 ; previsão: 62,4
EUA: Gastos com construção: -1,2 %; previsão: -0,5%

Fonte: Bloomberg

Indicadores EUA - 11h30

EUA: Renda pessoal: 0,4%; previsão: 0,3%
EUA: Gastos pessoais: 0,2%; previsão: 0,3%
EUA: Gastos cons pessoal-base (M/M): 0,1%; previsão: 0,1%
EUA: Gastos cons pessoal-base (M/M): 1,5%; previsão: 1,5%

Fonte: Bloomberg

Próximos Indicadores:

13h00:
ISM: Manufaturados
ISM: preços pagos
Gastos com construção

Agenda Econômica Semanal


País
Hora*
Indicador
Referência














Segunda-feira, 01 de fevereiro de 2010

BR
09:00
IPC-S FGV
Janeiro


BR
09:00
Relatório Focus
Fevereiro


BR
11:00
Balança comercial
Janeiro


US
11:30
Núcleo do PCE
Dezembro


US
11:30
Renda Pessoal
Dezembro


US
11:30
Gastos pessoais
Dezembro


US
13:00
Gastos com construção
Dezembro


US
13:00
ISM Indústria
Janeiro








Terça-feira, 02 de fevereiro de 2010

BR
09:00
IPC Fipe
Janeiro


BR
09:00
Pesquisa Industrial Mensal - IBGE
Dezembro


US
13:00
Venda de casas pendentes
Dezembro








Quarta-feira, 03 de fevereiro de 2010

BR
09:00
Ata do Copom
Fevereiro


US
11:15
Vagas de trabalho cortadas ADP
Janeiro


US
13:00
ISM Serviços
Janeiro


US
13:30
Estoques de Petróleo
Semanal








Quinta-feira, 04 de fevereiro de 2010

US
11:30
Novos Pedidos de auxílio-desemprego
Dezembro


US
13:00
Pedidos às fábricas
Dezembro








Sexta-feira, 05 de fevereiro de 2010

BR
09:00
IPG-DI FGV
Janeiro


BR
09:00
IPCA IBGE
Janeiro


BR
09:00
INPC FGV
Janeiro


US
11:30
Vagas de trabalho cortadas
Janeiro


US
11:30
Taxa de desemprego
Janeiro


US
11:30
Ganhos médios por hora
Janeiro


US
11:30
Horas trabalhadas
Janeiro


US
18:00
Crédito ao consumidor
Janeiro



As informações citadas acima têm como referência instituições do governo, órgãos financeiros, corretoras e empresas parceiras.
Fontes: Uptrend, Bradesco, Itaú Trade, FGV, Brifing, Banco Central do Brasil, Fipe, IBGE, MDIC, Conab.
*Horário de divulgação na Agência Enfoque de Notícias.




domingo, 31 de janeiro de 2010

Possíveis Operações para próxima semana

Venda de GGBR4
Condição de entrada: rompimento dos R$ 24,90.
Condição de stop: rompimento dos R$ 27,70 ou fechamento acima dos R$ 25,65.
Motivo da operação: rompimento de suporte importante no semanal rompimento de tendência de alta de OBV.
Tipo da operação: Swing trade médio
Objetivo imediato: Próxima resistência próximo dos R$ 23,10.


Venda de GOLL4
Condição de entrada: rompimento dos R$ 22,80.
Condição de stop: rompimento dos R$ 24,60 ou fechamento acima dos R$ 24,20.
Motivo da operação: rompimento de suporte importante no semanal rompimento de tendência de alta de OBV.
Tipo da operação: Swing trade médio
Objetivo imediato: Próxima resistência próximo dos R$ 19,50.


Possíveis operações para 01/02/2010

Venda de GGBR4
Condição de entrada: rompimento dos R$ 25,25
Condição de stop: rompimento dos R$ 26,25 ou fechamento acima de R4 25,70.
Motivo da operação: rompimento de suporte importante OBV em tendência de baixa e indicação de venda no semanal, também.
Tipo da operação: Swing trade curto.
Objetivo imediato: Próximo dos R$ 24,60.



Venda de GOLL4
Condição de entrada: rompimento dos R$ 22,85
Condição de stop: rompimento dos R$ 24,60 ou fechamento acima de R$ 23,60.
Motivo da operação: rompimento de suporte importante OBV em tendência de baixa e indicação de venda no semanal, também.
Tipo da operação: Swing trade curto.
Objetivo imediato: Próximo dos R$ 20,10.

sábado, 30 de janeiro de 2010

Cenário Econômico Semanal - 25 a 29 de janeiro


A última semana de janeiro foi marcada pelo movimento de desvalorização dos principais mercados globais, que puxados pelas perspectivas negativas da economia mundial registraram perdas ao longo dos últimos dias.
Apesar disso, com o fechamento das bolsas no azul nesta sexta-feira, os índices locais e estrangeiros minimizaram as perdas acumuladas do período, e registraram desvalorização média de 0,4%.





Cenário interno


No Brasil, a semana foi curta e já começou no vermelho, puxada pela equiparação da Bovespa aos índices internacionais em função do feriado em São Paulo na segunda-feira, ocasião em que a Bolsa Paulista não abriu.
Durante a semana, investidores conheceram os resultados da Confiança do consumidor no Brasil, que voltou a subir em janeiro, de acordo com a FGV. Na quarta-feira, o Copom anunciou na parte da noite a decisão de manter a taxa básica de juros Selic em 8,75% ao ano, resultado esperado pelo mercado.
Já na quinta-feira a FGV anunciou que, em janeiro, o IGP-M voltou a subir, após registrar deflação em dezembro, ao passo que o IBGE informou que a taxa de desemprego tingiu no mês passado o segundo menor resultado desde o início da série histórica, em 2002, ao cair para 8,1%.
Hoje, foi a vez da FGV anunciar o Índice de Confiança da Indústria (ICI) da Fundação Getulio Vargas, que elevou-se em 0,2% entre dezembro de 2009 e janeiro de 2010, ao passar de 113,4 para 113,6 pontos, o maior nível desde julho de 2008 (113,7 pontos), considerando-se dados com ajuste sazonal.
Com isso, o Ibovespa acumulou na semana desvalorização de 1,2% e fechou a sexta-feira aos 65402 pontos.


Confira o comportamento do índice no decorrer da semana no gráfico diário:


Ibovespa Diário





As maiores altas da semana


ATIVO
CÓDIGO
ÚLTIMO
VARIAÇÃO
USIMINAS
USIM5
49,45
6,34%
CEMIG
CMIG4
31,22
6,23%
SABESP
SBSP3
31,80
4,61%
CESP
CESP6
23,52
4,49%
USIMINAS
USIM3
49,55
4,21%





As baixas altas da semana


ATIVO
CÓDIGO
ÚLTIMO
VARIAÇÃO
B2W VAREJO
BTOW3
37,77
-8,04%
COSAN
CSAN3
21,56
5,85%
TIM PART S.A.
TCSL4
4,94
-5,18%
ELETROBRAS
ELET3
40,18
-4,33%
KLABIN S/A
KLBN4
4,83
-4,17%





Mais negociadas da semana


ATIVO
CÓDIGO
ÚLTIMO
VOLUME
SEGMENTO
VALE
VALE5
R$ 42,30
2.331.770.496,00
Minerais Metálicos
PETROBRAS
PETR4
R$ 34,18
1.839.081.376,00
Exploração e/ou Refino
ITAUUNIBANCO
ITUB4
R$ 36,18
582.543.584,00
Bancos
GERDAU
GGBR4
R$ 25,39
522.411.968,00
Siderurgia
VALE
VALE5
R$ 48,90
493.750.664,00
Minerais Metálicos





Cenário Externo



Com a inversão de tendência verificada nesta sexta-feira – marcada pela alta volatilidade dos mercados - os indicadores financeiros cotados em Wall Streeet acumularam perdas expressivas na semana encerrada hoje, apesar da divulgação de resultados positivos para a economia norte-americana.

O maior destaque ficou para a decisão do Fomc sobre a taxa de juros do país, que como já era esperado foi mantida, conforme anunciou a instituição na quarta-feira. Além disso, as vendas de casas novas no país caíram 7,6% em dezembro, para uma taxa anual ajustada sazonalmente de 342.000 em dezembro de 370.000, conforme anunciou o Departamento de Comércio.
Nesta sexta, o destaque ficou por conta do PIB norte-americano, que no quarto trimestre cresceu 5,7%, a maior alta trimestral dos últimos seis anos. Apesar do resultado otimista, o avanço anual foi o mais baixo em 63 anos, o que desanimou investidores no período da tarde.
Hoje também houve espaço para notícias otimistas, como o Índice da atividade de negócios de Chicago, que em janeiro subiu acima do esperado, para 61,5 pontos. Em seguida, a Universidade de Michigan anunciou a confiança do consumidor no país, que também surpreendem e subiu para 74,4 pontos em janeiro.
Desta forma, o Dow Jones terminou a semana com -1,1%, aos 10065 pontos, ao passo que o S&P caiu1,6%, aos 1073 pontos e o Nasdaq teve perdas de 2,6%, aos 2147 pontos no acumulado dos últimos cinco dias.


Confira os gráficos abaixo:


Dow Jones
SP500
SP500






Dólar:


Com a baixa instalada nas bolsas, o destaque da semana ficou por conta do dólar comercial, que registrou alta acentuada no cumulado dos últimos dias.
Após nove sessões no azul, a moeda norte-americana terminou a semana cotada a R$ R$ 1,885, o maior valor desde 02 de setembro do ano passo, com alta acumulada de mais de 3,80%. Em janeiro, a moeda encerrou com valorização de 8,15%, a maior alta mensal desde outubro de 2008, quando terminou com 13,3%.


Confira gráfico diário abaixo com a movimentação da divisa nos últimos cinco dias:


Dólar Comercial